JORNAL DA AABNB


ABRIL/2008

                  Secretaria de Previdência Complementar

                                          realiza audiência com AABNB e CAPEF

                          

O titular da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Ricardo Pena Pinheiro, recebeu, em audiência realizada no dia 03 de abril, representantes da AABNB e da CAPEF, para  tratar de questões relativas à taxa de contribuição descontada pela CAPEF junto aos participantes (aposentados e pensionistas) assistidos pela  entidade. Representaram a AABNB, o Presidente José Edson Braga e o Diretor Miguel Nóbrega Neto, que também é Conselheiro da CAPEF; a Caixa esteve representada por seu Diretor de Previdência, Rômulo Pereira Amaro. O Senador Inácio Arruda participou da audiência,  prestando o seu apoio às causas defendidas pela AABNB. Também participaram do encontro o Secretário Adjunto da SPC, Carlos Alberto de Paula; o Presidente da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar), José Ricardo Sasseron, que também integra o Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC); e o assessor jurídico da SPC, Thiago de Carvalho Migliato.

Ao término das explanações, a SPC acolheu as teses defendidas pela AABNB, orientando à revisão do Acordo firmado com a CAPEF/BNB em 30.12.03, que estabeleceu a fixação da contribuição em favor da Caixa no montante de 25%, com escala crescente de 1% ao ano, até atingir o patamar de 30% em 2009. A decisão da SPC foi tomada com base na atual saúde financeira da CAPEF. O mecanismo de desconto vigente foi definido em comum acordo, com o intuito de extinguir o déficit da CAPEF, o que já foi alcançado (e superado)  desde 2004, não se justificando, então, a manutenção do porcentual e a sua escala crescente. A Secretaria mostrou-se sensível ao problema e acolheu as teses da AABNB, também defendidas pelo Presidente da ANAPAR, comprometendo-se a estudar o problema com urgência.

A AABNB destaca, ainda, a importância da participação do Senador Inácio Arruda e informa que também manteve novos contatos com o Deputado José Pimentel e com outros parlamentares, para o apoio necessário às outras gestões que a Associação vem pondo em prática em defesa dos interesses dos aposentados e pensionistas.

Definição - Assim, já ficou acertada uma reunião técnica da SPC com a CAPEF, o que deverá realizar-se o mais breve possível, logo após a preparação dos cálculos, que deverá contar com a presença da AABNB.

A Associação, aliás, já vinha tentando sensibilizar o Banco e a CAPEF em relação às teses agora acolhidas pela SPC. No entanto, sempre encontrou resistência, sob o argumento de que a contribuição era resultado do acordo firmado em 2003 e que, em razão disto, nada poderia ser feito para modificar esse cenário, mesmo se mostrando altamente desfavorável aos participantes, apesar da confortável situação da Caixa. Tal argumentação foi sempre refutada com veemência pela AABNB, que reitera o fato de nunca defender o desrespeito ao acordo, mas a sua revisão, ou um novo acordo, que contemple os resultados obtidos neste novo cenário de equilíbrio atuarial e de resultados superavitários.  


                      Audiência no BNB

                    Os rumos da revisão 

O presidente do BNB, Roberto Smith, recebeu, em audiência realizada no dia 17 de abril, o Presidente da AABNB, José Edson Braga e o Diretor da Associação e membro do Conselho Deliberativo da Capef, Miguel Nóbrega Neto, para tratar, juntamente com a diretoria da Caixa, da possibilidade de revisão do Acordo firmado pela Associação em 30.12.03 com a CAPEF/BNB. Também participaram do encontro, o diretor financeiro do Banco, Luiz Henrique Mascarenhas Corrêa Silva; o conselheiro deliberativo da Capef, Raimundo Lourival de Lima e demais assessores da presidência do BNB. O acordo fixou a contribuição em favor da Caixa no montante de 25%, com  escala crescente de 1% ao ano,  até atingir o patamar de 30% em 2009.    

A AABNB destacou que o patamar e a progressão das taxas foram definidos e aceitos pelos participantes assistidos (aposentados e pensionistas), para extinguir o déficit da CAPEF, o que já foi alcançado, desde 2004, não se justificando a manutenção desse percentual e a sua escala crescente. O presidente do BNB, da mesma forma que a Secretaria de Previdência Complementar, mostrou-se sensível e,  acolheu as teses da AABNB, comprometendo-se a estudar o problema com urgência, na qualidade de dirigente da patrocinadora do Plano de Benefícios da Caixa, e encaminhar as devidas orientações à CAPEF.

De antemão, foi definido que, logo após a preparação dos cálculos, a CAPEF deverá fazer uma reunião com a SPC para a revisão do acordo firmado em 2003. Todo o desenvolvimento desta questão será acompanhado pela AABNB, até o seu desfecho junto à SPC, em Brasília.                  


                       Agência de Itabuna vai

 festejar seus 40 anos 

No próximo mês de julho, o BNB vai comemorar os 40 anos da inauguração da agência de Itabuna, na Bahia. A data será marcada pela realização de uma solenidade em homenagem aos atuais e ex-funcionários daquela unidade. A Direção da AABNB, em atenção à sua Representação naquele município, divulga antecipadamente as comemorações, com o intuito de arregimentar a participação dos colegas que inauguraram os trabalhos do BNB em Itabuna, em julho de 1968. Maiores informações a respeito da solenidade poderão ser obtidas com o nosso Representante de Itabuna, Raimundo Garcia Santos, pelo telefone (73) 3211 – 3717 ou diretamente junto à agência homenageada.


III Prêmio SEAE – 2008

Monografias em Defesa da Concorrência e Regulação Econômica 

A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, em parceria com a Escola Superior de Administração Fazendária (ESAF) e a Fundação Getúlio Vargas lançaram o concurso de monografias III Prêmio SEAE - 2008, sobre os temas “Defesa da Concorrência e Regulação Econômica”, com a finalidade de ampliar o debate de temas pertinentes à área econômica, extremamente relevantes para a sociedade brasileira.

Os trabalhos poderão ser enviados pelos Correios, até o dia 22 de setembro de 2008. O Regulamento da promoção está disponível no site da ESAF www.esaf.fazenda.gov.br. Informações complementares poderão ser obtidas pelo e-mail premio-seae.df.esaf@fazenda.gov.br, pelo telefone (61) 3412 – 6018 ou pelo Fax: (61) 3412 – 6016.         


Associados falecidos

 

A AABNB registra, com profundo pesar, em ordem alfabética, os nomes dos associados falecidos no período de 24/12/07 a 21/03/08. Aos familiares, amigos e demais colegas manifestamos nossas condolências. 

Alberto Ataíde Claudino

(08/01/08)

Antônia Adalgisa V. Bandeira

(25/01/08)

Antônio Inácio Sobrinho

(07/02/08)

Ayrton Silva de Queiroz

(17/02/08)

Cláudio Ciarlini

(20/03/08)

Everaldo Polito Pacheco

(24/02/08)

Francisco de P. Lauria Freire

(21/03/08)

João Barbosa Uchoa  

(17/02/08)

João Carvalho de Lacerda

(08/03/08)

José Mª de Souza Viriato

(21/02/08)

Jose Ortoan Machado

(24/12/07)

José Wilson N. de Queiroz

(13/03/08)

Maria M. Mendes C. Vidal Silva

(24/12/07)

Moacir Dantas Pimentas

(06/01/08)

Waldy Machado

(02/02/08)


A Camed e as novas regras da ANS 

Conforme divulgado na imprensa, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a ampliação das coberturas de todos os planos de saúde do país. As novas regras, válidas desde o dia 2 de abril, incluem mais de cem novos procedimentos dos Planos de Saúde.

A Camed informa que já oferecia aos seus beneficiários de autogestão cobertura de parte dos novos itens determinados pela ANS, como sessões com nutricionistas, psicoterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e procedimentos cirúrgicos por videolaparoscopia (colecistectomia, biópsias, etc).

Entre as principais inclusões, de acordo com a resolução da ANS, a Camed passa a oferecer vasectomia, laqueadura tubária, análise de DNA para diversas doenças genéticas, mamografia digital e outros. A Camed ressalta, ainda, que todas as solicitações devem ser devidamente acompanhadas pelos médicos especialistas, de acordo com a necessidade de cada caso, observadas as diretrizes da ANS. (Fonte: Camed)


Pedido de revisão do benefício

do INSS tem amparo legal 

Ratificamos informação divulgada na edição de fevereiro, com relação ao  pedido de revisão do benefício do INSS. As aposentadorias concedidas pela Previdência Social (por tempo de contribuição e por idade) podem sofrer revisão no campo administrativo ou judicial, nos casos em que a renda mensal inicial (RMI) foi reduzida ao teto previdenciário, por ocasião da concessão do benefício. Nesse sentido, o advogado Arnaldo Mapurunga confirmou à AABNB que já existe decisão favorável aos aposentados, tanto no Tribunal Regional da 5ª Região quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O amparo legal em relação ao (possível) direito à revisão, estabelecido nas leis 8.870/94 e 8.880/94, contempla tanto as aposentadorias compreendidas entre 01 de julho de 1989 e 31 de dezembro de 1993, quanto às concedidas a partir de 1º de março de 1994 até 28 de fevereiro de 1997. Mapurunga informa, ainda, que, inicialmente, é feita a solicitação administrativa e, nos casos necessários, o ingresso da ação judicial. Interessados em obter mais detalhes podem contactar o escritório do Dr. Arnaldo Mapurunga, pelos telefones 3252 – 3746 / 9982 – 1744, ou diretamente na Rua Pedro Borges, 33, sl. 706-Edifício Palácio Progresso, em Fortaleza. A Direção da AABNB declara que presta as informações acima a título de colaboração com os seus associados, não exercendo qualquer influência e/ou interferência no critério de escolha deste, ou de qualquer outro escritório de advocacia para a defesa dessa causa.


Cobap entrega carta aos Parlamentares

Aposentados, pensionistas e idosos iniciaram este mês de abril no Congresso Nacional, em Brasília, panfletando e reivindicando seus direitos.  A Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), as Federações e Associações de Base estiveram unidas na realização da Vigília Permanente no Congresso Nacional.  Integrantes do movimento encaminharam, já no dia 1º de abril, uma carta aos deputados e aos senadores. O documento solicita o apoio e a integração do Legislativo junto ao movimento para que haja o fortalecimento na luta em prol do segmento, além de informar aos parlamentares sobre as diversas matérias que visam à justiça social e que precisam ter maior agilidade em sua apreciação e votação. (fonte: Cobap)


Página oficial da Previdência Social foi clonada

O Ministério da Previdência Social alerta aos usuários que sua página eletrônica na internet foi clonada. Todas as variações do site da Previdência Social têm a extensão gov.br, por tratar-se de registro de governo. Qualquer extensão que não seja essa deve ser desconsiderada, pois é uma fraude. Os segurados devem ficar atentos ao navegar na internet, e verificar corretamente o endereço oficial da Previdência Social e suas variações, que podem ser utilizadas com segurança:  www.previdenciasocial.gov.br, www.mps.gov.br, www.inss.gov.br e www.mpas.gov.br.
A Dataprev, empresa de tecnologia da informação da Previdência Social, já está tomando todas as medidas necessárias para solucionar o mais breve possível esse problema, detectado no final do mês de março. O endereço clonado tem a extensão .com, que não está autorizado a veicular informações e serviços oficiais da Previdência Social, assim como outro qualquer que não esteja registrado com o domínio gov.br. Os usuários devem ficar atentos para extensões que não sejam gov.br.  (Fonte:AgPrev-Assprevisite)


SPC anuncia aprovação do Anaparprev

            A Secretaria de Previdência Complementar aprovou a modelagem do plano Anaparprev. O anúncio foi feito pelo próprio titular da SPC, Ricardo Pena, durante sua participação no IX Congresso Nacional da Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão, realizado no dia 28 de março, no Rio de Janeiro.
       A notícia foi recebida com festa pela plenária e pelo presidente da entidade, José Ricardo Sasseron. “Foram mais de dois anos trabalhando e finalmente vamos trazer nossos familiares para dentro da Anapar.”  O congresso sucedeu ao Encontro de Dirigentes Eleitos, ocorrido no dia anterior, no mesmo local. Na oportunidade, o diretor Financeiro e de Investimentos da Petros, Ricardo Malavazi, foi um dos debatedores do segundo painel – “Perfil dos investimentos dos fundos de pensão, metas de rentabilidade” –, onde esclareceu aos participantes que a Fundação adota várias políticas diferenciadas, “levando em conta o modelo do plano e o cenário macroeconômico”.
(fonte: Anapar)

            Anuidade – A Direção da AABNB ratifica aos seus associados que a Anapar tem prestado significativa assistência às causas discutidas pela AABNB junto à Secretaria de Previdência complementar, em defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas da Capef, e informa que o valor da anuidade (2008) será debitado no contracheque do próximo mês de maio.  A AABNB ressalta a importância dessa parceria e faz um apelo aos colegas para que colaborem com o pagamento da anuidade da Anapar, que tem o valor de apenas R$ 22,00 (vinte e dois reais).    


Anapar apresenta prioridades

ao novo Secretário da SPC 

        No último mês de março, diretores da Anapar estiveram reunidos com o novo Secretário da Previdência Complementar, Ricardo Pena, quando apresentaram as prioridades da entidade para os trabalhos de regulamentação do Conselho de Gestão da Previdência Complementar. Os pontos destacados pela Anapar foram: custeio administrativo, retirada de patrocínio, transferência de planos, modelo de gestão, critérios de reajuste, cobertura de déficit e destinação de superávit e certificação de dirigentes.
Sobre alguns dos itens, como o custeio administrativo e a retirada de patrocínio, os únicos normativos existentes são ainda da década de 1980 e não atendem mais à realidade do sistema de previdência complementar. A retirada de patrocínio, por exemplo, precisa ser revista para melhor garantir os direitos dos participantes.
      A transferência de planos é uma prática bastante recente, introduzida quando a legislação de 2001 e normativos posteriores passaram a regulamentar o sistema a partir dos planos de benefícios e não das entidades de previdência. Apesar desta mudança profunda, a transferência de planos entre entidades ainda não está regulamentada.
      Quanto ao modelo de gestão, há alguns pontos ainda pendentes de manifestação do Conselho. Fundos patrocinados por empresas privadas ainda resistem a estabelecer processos democráticos de escolha dos representantes dos participantes, comprometendo a transparência, o poder de fiscalização e o acompanhamento dos associados.
(fonte:Anapar/Assprevisite)


Novos associados 

No primeiro trimestre de 2008, a AABNB registrou 23 novas adesões ao seu quadro social. A Diretoria da Associação saúda a chegada dos novos colegas, com a certeza de que a nossa AABNB está cada vez mais sólida em seus propósitos. Confira, em ordem alfabética, os nomes dos novos sócios:   

Albino Lopes dos Santos Rio de Janeiro/RJ
Ângela M. Andrade de Oliveira Salvador/BA
Antônio Firmino Soares Neto Salvador/BA
Áurea Vitor Paizante Brasília/DF
Bernadette Ângela P. Pereira Fortaleza/CE
Cleonice Viana de Moura Salvador/BA
Delza Araújo de Santana Queiroz Jequié/BA
Derval Machado Silva Salvador/BA
Dogival Silva Santos Salvador/BA
Edvaldo Marques dos Santos João Pessoa/PB
Gildásio Soares Machado Salvador/BA
Heraclides Medeiros C. Lemos Fortaleza/CE
Ivanete Gomes B de Melo Fortaleza/CE
José Santos Evangelista Aracaju/SE
Mª de Fátima Ximenes A.S.Teles Fortaleza/CE
Maria da Penha S. Bezerra Petrolina/BA
Maria das Graças G. Ferreira São Paulo/SP
Marilene do Nascimento Pinto Salvador/BA
Meire L. Alves Matos Salvador/BA
Mirian Ribeiro Alves de Aragão Nova Russas/CE
Nadja M. Cavalcante Correia João Pessoa/PB
Rita da Cássia Souza Costa Fortaleza/CE
Sebastião Ferreira dos Santos Jequié/BA

Decreto altera estrutura da SPC

A  Secretaria de Previdência Complementar (SPC) teve sua estrutura organizacional modificada, por meio de decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União. Para o Secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, esse modelo “já aproxima  a atual SPC do modelo que deverá surgir com a criação de um novo órgão do tipo Previc”.  Pelo decreto de número 6.417/08, a Secretaria ganha, a partir da reestruturação, dois novos departamentos: o de Monitoramento e Controle, resultante da junção dos departamentos de Assuntos Econômicos e Assuntos Atuariais e da Coordenação Geral de Fiscalização Indireta, que trata da supervisão indireta dos fundos de pensão; e o Departamento de Relações Institucionais e Organização. Os outros três departamentos não sofreram alteração em sua nomenclatura.  (Fonte: SPC/AssPreviSite)


Coluna Nossa Gente!   

 

          Natural de São João do Piauí, Antônio Jury Laurentino de Oliveira ingressou no BNB em novembro de 1960, como Praticante de Escritório, na agência de Oeiras. Trabalhou naquela unidade por cerca de quatro anos, onde desenvolveu diversas atividades e exerceu a função de Caixa, antes da sua transferência para o município de Floriano. Com a experiência adquirida em Oeiras, iniciou os trabalhos na nova agência já na função de Caixa,  permanecendo por volta de sete anos em Floriano, onde também exerceu outras funções, incluindo a de Chefe de Setor Substituto.

         Formado em Contabilidade, participou de outros cursos e treinamentos no Banco,  como o de Caixa Executivo e o curso para a área cadastral, voltados para as atividades bancárias. Posteriormente, assumiu a função de Investigador de Cadastro, voltando a trabalhar na agência de Oeiras. No entanto, se viu obrigado a se afastar das suas atividades no BNB em 1979, para realizar tratamento de saúde, permanecendo fora do Banco por um período de seis anos. Em decorrência disto, a sua carreira foi interrompida e Antônio Jury teve que antecipar a sua aposentadoria, saindo do BNB em janeiro de 1984. Na vida pessoal, a estabilidade de 46 anos de casamento com Dona  Ana M. C. Oliveira é traduzida pela alegria dos seis filhos, nove netos e um bisneto. Associado da AABNB desde abril de 1984 e Representante da Associação em Teresina, Antônio Jury é Nossa Gente!                                                                    

 

Cecílio de Souza Barbosa Junior, natural de Montes Claros/MG, iniciou sua carreira no BNB em sua terra natal, como Escriturário, em fevereiro de 1956. Após os dois primeiros anos de trabalho, passou todo o ano de 1958 em Fortaleza, participando do Curso de Formação de Administradores. Voltou, então, a Montes Claros, como Chefe do Setor de Crédito Rural, mas ficou menos de seis meses nesta função, por receber a incumbência de instalar e gerenciar a agência de Porteirinha, gerenciando aquela unidade por oito anos. Depois, gerenciou a agência de Januária, durante o ano de 1967, e voltou à agência de Montes Claros, como Gerente, em 1968, permanecendo quatro anos nesta função.

           O perfil Administrador marca a carreira de Cecílio Barbosa no BNB: respondeu pela gerência da agência de Natal (1971/1973); foi Gerente-adjunto em Salvador (1973/1976); e voltou a gerenciar a agência de Montes Claros, de 1976 a 1981. Também trabalhou como Gerente, em caráter de substituição, nas agências de Fortaleza, João Pessoa e Salvador-Metro. Em 1981, foi convidado para instalar e gerenciar a agência de Belo Horizonte, onde permaneceu até á sua aposentadoria, em 1983. Foi Representante da AABNB na capital mineira durante vários anos nas décadas de 1990 e 2000. Ao se aposentar, passou a trabalhar com seguro empresarial, reduzindo a carga de trabalho atualmente, para dedicar mais tempo à família, esposa, cinco filhos e quatro netos, e ao hobby de ouvir música clássica. Associado da AABNB desde outubro de 1983, Cecílio Barbosa é Nossa Gente!                        

 

           

           Natural de Morro do Chapéu, na Bahia, Francisco Hanilton Souza Neto ingressou no BNB em abril de 1965, como Praticante de Escritório, na agência de Petrolina, onde trabalhou durante 12 anos, exercendo funções de Chefe de Seção, Chefe de Setor substituto e Gerente substituto. Transferido para São Luiz/MA, em 1977, permaneceu por dois anos naquela agência, como Chefe do Setor de Crédito Geral. Em 1979, foi Gerente instalador e, depois, Gerente Geral da agência de Senhor do Bonfim. De 1982 a 1986, esteve lotado na agência de Montes Claros, como Gerente Administrativo, onde também foi Gerente Geral substituto. Voltou à Bahia, em 1988, como Chefe do Setor de Serviços da agência de Itabuna. Em seguida, assumiu a função de Chefe da CENAG de Itabuna, onde permaneceu até à sua aposentadoria, em 1993.

            Formado em Contabilidade, Francisco Hanilton participou de diversos cursos internos no BNB. Implantou o GAAD, Grupo de Apoio Administrativo que servia de elo entre os funcionários e a administração das agências. Também presidiu o BNB-Clube em Petrolina e em São Luiz, e primeiro Representante da AABNB em Itabuna. Atualmente, é Diretor da Associação de Filhos e Amigos de Morro do Chapéu (ASFAM), entidade sem fins lucrativos que implantou e presidiu por dois mandatos. Considerada de utilidade pública nos âmbitos municipal e estadual, a ASFAM, que hoje conta com apoio do BNB, CEF e empresas daquela região, realiza um trabalho social naquele município, prestando assistência e destacando princípios de cidadania junto à população. Associado da AABNB desde novembro de 1997, Francisco Hanilton Souza Neto é Nossa Gente!                   

                                                                     


ENCARTE CULTURAL

 

CASOS CONTADOS POR

RUBENS REINALDO BARRETO 

 

O PEDIGREE 

Nas últimas décadas do século passado, ocorreu no nordeste expansão das raças Indianas, com destaque para o InduBrasil. Na época um criador de Patu – RN adquiriu um touro dessa raça. Cruzou com a vaca mais “raçada” do seu rebanho. Durante o período de gestação o fazendeiro aguardava, com muita ansiedade, a nova cria. Sonhava com um bezerro de grande porte, couraça solta, cor branca ou cinza e, o mais importante, a característica principal da raça InduBrasil, ou seja, orelhas grandes e recortadas. Um filho do criador, meio desligado da atividade pecuária, casualmente  encontrou a vaca, parida. Correu até a cidade para contar a surpresa:

_ A vaca zebu pariu!

_ E o bezerro, meu filho, tem muita orelha?

_ Só duas, pai! 

A ALMA DA SERRA 

Aconteceu com um caminhoneiro vindo do Ceará, que tentando fugir das “cancelas” fiscais, perdeu-se nas brenhas da serra, indo parar na comunidade de Serra do Padre, na Paraíba. Um morador, altas horas da noite, o aconselhou esperar amanhecer para continuar a viagem. O rapaz não concordou.

_ Preciso ir agora. Aponte-me a saída, por favor.

_ E você quer descer a serra essa hora? É muito arriscado. A ladeira é muito íngreme e mal assombrada. O nome deve-se a um padre que morreu em acidente, há muitos anos. No local do sinistro edificaram um pedestal, e nele um cruzeiro enorme. Ali as pessoas costumam orar durante o dia. À noite porém, só os fantasmas, velas incandescentes, uivos. Coisas do além. Falam até de um andarilho pedindo carona ou sinalizando nas curvas. As almas, você sabe, têm hábitos noturnos e preferências pelos fracos ou solitários.

_ Basta, meu amigo. Mostre a saída.

Partiu o caminhoneiro. Logo em seguida o medo, os arrepios, as curvas. Numa dessas sinuosidades os faróis do carro focaram um madeiro. Estava ali o padre. Acelerou a máquina e ao mudar de vista já o viu, de braços abertos no meio da estrada, pedido parada. Avançou mais cem metros de ladeira abaixo quando o padre já se achava na cabine, sentado ao seu lado.

_ Mas devagar, meu filho. Foi numa carreira dessas que eu morri.

_ Pois se segure, padre, senão vai morrer de novo.  


MENINA DO INTERIOR 

O teu pai é lavrador

Tua mãe cuida da cozinha, do fogão e do cobertor;

Teus irmãos cuidam da roça, da casa de farinha,

Do galo e da galinha, das coisas de nosso Senhor.

Menina do sertão do gado, menina do roçado, de vestido amarrotado,

De chinelo apertado, menina, que cresceu,

Que se fez moça menina, que apareceu...vestida.

E que um dia, foi minha mulher.

Adeilton Arcanjo  


A CARNAUBEIRA 

 

Muito esbelta imponente majestosa

A perscrutar os céus com seus tentáculos

A carnaubeira balança airosa

Nas agruras, enfrenta os obstáculos

 

Árvore da vida é considerada

Desde a madeira ao fruto adocicado

Também fornece a palha aveludada

E a cera vale ouro no mercado

 

Resistente ao sol e à seca do Nordeste

Ela é valente como o nordestino

Ela nasceu no solo do agreste

 

Mesmo assim ela vive a farfalhar

Indiferente ao clima e ao sol ferino

Como um protesto, sempre a gargalhar  

Mairton Menezes 


GOVERNO PETISTA E O CHOQUE CULTURAL 

Primeiro foi o choque da cultura portuguesa com as culturas indígena e africana, supridoras da mão-de-obra escrava, nos primeiros anos de nossa formação econômico-social. Depois, veio o choque com as culturas de vários países europeus fornecedoras de mão-de-obra assalariada, após a abolição da escravatura intensificada, principalmente, a partir da década de 30 do século passado.

Desses choques de culturas resultou, como é comum em fenômenos da espécie, a extinção ou descaracterização das culturas atrasadas – indígenas e africanas – no nosso caso, pelas chamadas culturas civilizadas, obviamente, as européias.

A forma e profundidade como se processou esse fato histórico explicam, em grande parte, as gritantes desigualdades econômico-sociais e a natureza arraigadamente plutocrática e elitista que caracterizam nossa sociedade. De início, fomos uma colônia portuguesa socialmente constituída de meia dúzia de donatários e ampla massa de escravos. Em seguida, nos tornamos uma monarquia dirigida por uma nobreza feudal também plenamente escravagista. Por último, proclamamos a República brasileira, com a escravidão já abolida, o trabalho assalariado adotado e o surgimento de uma incipiente indústria responsável pelo florescimento de uma classe burguesa e de uma classe operária, nos meios urbanos mais adiantados. Durante, porém, todo esse longo processo evolutivo, foram sempre as elites rural ou urbana, através de seus doutores e letrados, que mantiveram nas mãos as rédeas do poder estatal.

Não é de admirar portanto que, para alguns integrantes dessas elites, parecesse hipótese absurda um Presidente da República e um partido político – oriundos de classes trabalhadoras ou populares ignorantes, sem tradição no trato da coisa pública – terem competência para governar o país.

Há de se reconhecer que, numa sociedade regida pela alternância democrática do poder, o exercício da governabilidade, por uma classe sem a devida experiência histórica, teria de ser um difícil processo de aprendizagem e adaptação.

Superdimensionada por alguns analistas políticos, essa dificuldade daria margem, na campanha eleitoral de 2002, ao argumento oposicionista do caos e da ingovernabilidade como preço de uma eventual vitória e instalação de um governo petista na Presidência da República.

Vitorioso e empossado o governo e não confirmada a tragédia anunciada, continuaram e continuam os inconformados oráculos a difundir, na grande mídia, que só eles têm competência para governar o país.

Assim, erros, defeitos ou falhas, comuns a qualquer governo, são para eles, se cometidos pelo atual governo, sintomas de eminente hecatombe governamental. Os sucessos, quando reconhecidos, são rigorosamente minimizados ou ridicularizados.

No mínimo, porém, deve-se esperar que o Governo Lula seja a oportunidade para a derrubada do mito da incapacidade da classe trabalhadora para governar o país e uma tentativa de reparação dos estragos causados à consciência nacional pelos perversos choques culturais, ao longo da história de nosso país. 

Fortaleza, 23 de janeiro de 2005

Pedro Hudson de Paiva Silveira  

Nota: “Bom. Muito bom. Sem comentários.

Ribamar Lopes” 


 PERFIL DE UMA MÃE

Laurindo Ferreira

Reconheço não possuir qualidades de um mestre do pincel para combinar tintas sobre uma tela, transformando-a em fiel reprodução de minha personagem de hoje.

Diante dessa incompetência, resta-me o recurso da palavra escrita. Então, por essa trilha, minha proposta tem a incumbência de oferecer uma fotografia que se aproxime das qualidades de uma certa mãe.

A mãe de quem falo, Deus, em sua infinita bondade, fê-la um anjo de asas largas para oferecer abrigo e proteção a todos seus filhos. Fê-la, inclusive, uma santa para ensinar o catecismo a seus filhos, fazendo-os obedientes aos princípios da doutrina Divina.

Essa mãe já conta com uma larga experiência de vida, e, não raras vezes, se multiplica em amor e tolerância para satisfazer as exigências de seu cotidiano. E, nessas horas, se desdobra para exercer com fidelidade, também, o papel de avó, bisavó e trisavó.

Quando a conheci ela ainda era muito jovem... Na educação de seus filhos, revelava-se avessa ao castigo físico. O chinelo repressor aparecia apenasmente para intimidar e manter a ordem no lar. Em outras oportunidades, a presença dele tinha uma razão especial. Evitar que o poder paterno - mais severo - entrasse em ação... e, aí, a punição viesse pra valer.

Ela já se encontra nonagenária. Por isso, evidentes os sinais de cansaço... Mesmo assim, em seu ombro ainda posso reclinar a cabeça numa quadra mais difícil. Se tenho uma dor, ela chora por mim. Se alguma tristeza bate-me à porta, ela sorrir para me alegrar.

E sempre assim... Seu coração – símbolo do perdão – transforma-se em lua-cheia para clarear avenidas, vielas e veredas, se alguma escuridão ousa aparecer no caminho de algum de seus filhos.

lrreparável seria meu pecado se não falasse da sua habilidade no ofício da culinária. Nesse particular, criativa e íntima dos temperos correspondia ao mais exigente paladar.

Pois bem! Sabemos que numa jogada esperta de marketing, o comércio criou o Dia das Mães, data fixada no calendário dos negócios com a intenção de aumentar o faturamento do mês, sem, contudo, imaginar que, ali, estivesse dando partida para o merecido reconhecimento do papel desempenhado pelas mães do mundo inteiro.

Não resta dúvida. O tempo, senhor das verdades, vem dulcificando o valor e justeza da data. Nesse dia, meus sentimentos afloram com maior intensidade para homenagear minha mãe Maria Celina Ferreira, na passagem do Dia das Mães!

Forta1eza, março 2008.

 


PENSAMENTOS DE FERNANDO PESSOA 

Quando o amor te acenar, segue-o,
ainda que por caminhos ásperos e íngremes.

E quando suas asas te envolverem,
rende-te a ele,
ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa ferir-te.

E quando ele te falar , acredita no que ele diz,
ainda que sua voz possa destroçar teus sonhos,
assim como o vento norte açoita o jardim.

Pois, se o amor te coroa, ele também te crucifica.
Se te ajuda a crescer, também te diminui.
Se te faz subir às alturas
e acaricia teus ramos mais tenros, que tremem ao sol,
também te faz descer às raízes
e abala a tua ligação com a terra.

Como os feixes de trigo, ele te mantém íntegro.
Debulha-te até que fiques nu.
Transforma-te, retirando a tua palha.
Tritura-te, até que estejas branco.
Amassa-te, até que te tornes macio;
e então te apresenta ao fogo,
para que te transformes em pão,
no banquete sagrado de Deus.

Todas essas coisas pode o amor realizar,
para que saibas dos segredos do teu coração,
e com esse conhecimento sejas um fragmento
do coração, da vida. 

 

A pedido de Joaldino Teodoro dos Santos


REFLEXÕES

 

O dia mais belo?

HOJE 

A coisa mais fácil?

ERRAR 

O maior obstáculo?

O MEDO 

O maior erro?

O ABANDONO 

A raiz de todos os males?

O EGOÍSMO 

A distração mais bela?

O TRABALHO 

A pior derrota?

O DESÂNIMO 

Os melhores professores?

AS CRIANÇAS 

A primeira necessidade?

COMUNICAR-SE 

O que mais lhe faz feliz?

SER ÚTIL 

O maior mistério?

A MORTE 

O pior defeito?

O MAU HUMOR

A pessoa mais perigosa?

A MENTIROSA 

O sentimento mais terrível?

O RANCOR 

O presente mais belo?

O PERDÃO 

O mais imprescindível?

O LAR 

A rota mais rápida?

O CAMINHO CERTO 

A sensação mais agradável?

PAZ INTERIOR 

A proteção efetiva?

O SORRISO 

O melhor remédio?

O OTIMISMO 

A maior satisfação?

O DEVER CUMPRIDO 

A força mais potente do mundo?

A FÉ 

As pessoas mais necessárias?

OS PAIS 

A mais bela de todas as coisas?

O AMOR 

 

Tereza de Calcutá 


O POÇO DE JACÓ

                                                Rodrigues de Gouveia

                                                  (Associado da AABNB)

 

Havia, entre judeus e samaritanos, uma distância enorme provocada pela monstruosidade de um tabu sóciorreligioso antigo e implacável.  Por isso,  quando, naquele dia ensolarado, o Cristo pediu à samaritana água para beber, ela interrogou, cheia de dúvida: “Como, sendo tu judeu, me pedes água para beber...” 

Rompendo o preconceito - coisa em que o Rabi da Galiléia foi useiro vezeiro – Jesus travou com a mulher daquele povo réprobo, o famoso diálogo de que nos falam as escrituras.  Usando a parábola, o Cristo afirmou que poderia oferecer à sua interlocutora a água viva, aquela que matava a sede do espírito. 

Como tudo que aconteceu na vida do Messias, esse seu encontro na fonte de Jacó foi cheio de ensinamento que o tempo se encarrega de confirmar e colorir.  Primeiro porque aquela mulher era samaritana e Samaria tinha a fama de terra maldita.  Seu povo era olhado com desprezo e desdém pelos judeus. O preconceito de que os seus irmãos de raça são tão ciosos, não deteve o Cristo.  A sua mensagem de paz e de amor era universal e as divisões políticas e geográficas nada significavam para o seu espírito elevado.  Depois, a lição de humildade.  Pedir água àquela mulher era não somente estabelecer relações amistosas com gente samaritana como solicitar um favor – “Dá-me de beber”, disse o Cristo.  E após algumas considerações, proclamou que poderia oferecer a “água viva”. Primeiro ele pediu, como se fora simples mortal, despindo-se da sua divindade.  Depois, vendo que a distância humana não fora vencida pela sua humildade (“Dá-me de beber”, ele pedira), falou das verdades eternas. 

Repetindo-se, a vida se repete em muitos aspectos de que os antigos deram testemunho. O episódio do poço de Sicar, em que pedindo água para beber o Cristo ofereceu água viva, tem registro no caminho de cada um de nós.  Quantas vezes, na realidade, não descansamos um pouco da caminhada à beira de uma fonte que nos pode dessedentar?  Oportunidades sem conta, a canseira, desespero, o amargo das frustrações dominam a nossa alma.  Combalidos pela jornada, avistamos a fonte de Jacó do nosso destino.  Somos judeus, entretanto, e a fonte que nos enche de vida está em território de Samaria. Incapazes da humildade de pedir ou da coragem de romper as malhas do preconceito continuamos, cada vez mais sedentos, a caminhada pelos desertos da existência. 

São esses viandantes falsamente fortes, que não tiveram a coragem de se elevar através da humilhação de quem pede e nem a força de se afirmar por intermédio da doação, são eles que enchem de esqueletos inúteis a imensidão dos desertos. 

Sicar é cidade que existe na rota de cada um de nós.  Lá, ao lado de sua fonte bíblica, a mulher samaritana espera pelo pedido: “Dá-me de beber”.  Quem já o fez do fundo do coração e com todas as forças da sua alma, sentiu que ela também oferece a água viva de que falou o Cristo.  O companheiro que já bebeu dessa água sabe que ela significa a vida em dimensões novas, e não a esquece jamais. 

Feliz pois de quem soube ser humilde e pedir “Dá-me de beber” diante da fonte do seu caminho.  Saciada a sua sede, o homem teve olhos para ver os horizontes imensos e belos e pôde testemunhar o deslumbramento incandescente das auroras eternas.  Tudo porque um dia, no seu deserto de esperanças, ele encontrou uma “cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José”, a samaritana que atendeu a seu apelo desesperançado. 


 REVENDO O TEMPO 

 

Quando puderes rever teu tempo

E tiveres tempo de amar um pouco

Viverás a paz deste bom momento

Sem pensar que estás ficando louco

 

Enxergar neste mundo teu futuro

E poderás sentir teu corpo e alma

Inebriados de um amor mais puro

Buscando esta paz que te acalma

 

 Quando desvendares este teu medo

Um pouco luminoso vai te mostrar

Que a vida já não tem tanto segredo

 

E não sentirás remorso e tamanha dor

Sabendo separar o joio para não ficar

Matando assim o trigo deste teu amor 

 

João Alencar Sobrinho

 


VIAGEM À TERRA DO MARA 

Resolvemos, de comum acordo, usar todo o nosso saldo de milhas aéreas e passar, juntos, o “reveillon” – 2006 na terra do Mara.

As roupas sociais da família são lavadas na lavanderia LAVLEV, de propriedade da Dona Mara, pessoa que, de tanto se tornar amiga, eu já nem escrevo mais Dona Mara, separado; junto uma palavra à outra e escrevo Donamara, uma palavra só.

As roupas foram lavadas, passadas e entregues e viajamos a Buenos Aires, terra do Mara.

Lá estando, fui vestir uma camisa salmão-claro, que é o meu xodó. E quem viu a camisa me caber? Terrivelmente apertada, descobri tratar-se de uma camisa parecidíssima com a minha, mas pertencente a outra pessoa.

Já em Fortaleza, expliquei tudo a Donamara e ela, tentando juntar as pedras do jogo, terminou constatando que o engano envolvera a minha camisa e a do seu próprio marido, grande admirador do craque argentino, e providenciou para que fossem prontamente destrocadas.

O proprietário da outra, maravilhado com a história que ouvira da Donamara, beijou em público a sua legítima camisa e assim se expressou: - Esta camisa será guardada para sempre e jamais será usada, só porque foi à terra do Mara.

- Não descubra, nunca, ele, que a grande maioria de seus clientes admira mais Donamara que Maradona.  

Luiz Mendes

Membro da Academia Limoerense de Letras

Aposentado do BNB