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ABRIL/2008
Secretaria de Previdência
Complementar
realiza audiência com AABNB e CAPEF
O
titular da Secretaria de Previdência Complementar (SPC),
Ricardo Pena Pinheiro, recebeu, em audiência realizada no
dia 03 de abril, representantes da AABNB e da CAPEF, para
tratar de questões relativas à taxa de contribuição
descontada pela CAPEF junto aos participantes (aposentados e
pensionistas) assistidos pela
entidade. Representaram a AABNB, o Presidente José
Edson Braga e o Diretor Miguel Nóbrega Neto, que também é
Conselheiro da CAPEF; a Caixa esteve representada por seu
Diretor de Previdência, Rômulo Pereira Amaro. O Senador Inácio
Arruda participou da audiência,
prestando o seu apoio às causas defendidas pela
AABNB. Também participaram do encontro o Secretário
Adjunto da SPC, Carlos Alberto de Paula; o Presidente da
Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
(Anapar), José Ricardo Sasseron, que também integra o
Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC); e o
assessor jurídico da SPC, Thiago de Carvalho Migliato.
Ao
término das explanações, a SPC acolheu as teses
defendidas pela AABNB, orientando à revisão do Acordo
firmado com a CAPEF/BNB em 30.12.03, que estabeleceu a fixação
da contribuição em favor da Caixa no montante de 25%, com
escala crescente de 1% ao ano, até atingir o patamar de 30%
em 2009. A decisão da SPC foi tomada com base na atual saúde
financeira da CAPEF. O mecanismo de desconto vigente foi
definido em comum acordo, com o intuito de extinguir o déficit
da CAPEF, o que já foi alcançado (e superado)
desde 2004, não se justificando, então, a manutenção
do porcentual e a sua escala crescente. A Secretaria
mostrou-se sensível ao problema e acolheu as teses da
AABNB, também defendidas pelo Presidente da ANAPAR,
comprometendo-se a estudar o problema com urgência.
A
AABNB destaca, ainda, a importância da participação do
Senador Inácio Arruda e informa que também manteve novos
contatos com o Deputado José Pimentel e com outros
parlamentares, para o apoio necessário às outras gestões
que a Associação vem pondo em prática em defesa dos
interesses dos aposentados e pensionistas.
Definição - Assim, já
ficou acertada uma reunião técnica da SPC com a CAPEF, o
que deverá realizar-se o mais breve possível, logo após a
preparação dos cálculos, que deverá contar com a presença
da AABNB.
A
Associação, aliás, já vinha tentando sensibilizar o
Banco e a CAPEF em relação às teses agora acolhidas pela
SPC. No entanto, sempre encontrou resistência, sob o
argumento de que a contribuição era resultado do acordo
firmado em 2003 e que, em razão disto, nada poderia ser
feito para modificar esse cenário, mesmo se mostrando
altamente desfavorável aos participantes, apesar da confortável
situação da Caixa. Tal argumentação foi sempre refutada
com veemência pela AABNB, que reitera o fato de nunca
defender o desrespeito ao acordo, mas a sua revisão, ou um
novo acordo, que contemple os resultados obtidos neste novo
cenário de equilíbrio atuarial e de resultados superavitários.
Audiência
no BNB
Os rumos da revisão
O
presidente do BNB, Roberto Smith, recebeu, em audiência
realizada no dia 17 de abril, o Presidente da AABNB, José
Edson Braga e o Diretor da Associação e membro do Conselho
Deliberativo da Capef, Miguel Nóbrega Neto, para tratar,
juntamente com a diretoria da Caixa, da possibilidade de
revisão do Acordo firmado pela Associação em 30.12.03 com
a CAPEF/BNB. Também participaram do encontro, o diretor
financeiro do Banco, Luiz Henrique Mascarenhas Corrêa
Silva; o conselheiro deliberativo da Capef, Raimundo
Lourival de Lima e demais assessores da presidência do BNB.
O acordo fixou a contribuição em favor da Caixa no
montante de 25%, com escala
crescente de 1% ao ano,
até atingir o patamar de 30% em 2009.
A
AABNB destacou que o patamar e a progressão das taxas foram
definidos e aceitos pelos participantes assistidos
(aposentados e pensionistas), para extinguir o déficit da
CAPEF, o que já foi alcançado, desde 2004, não se
justificando a manutenção desse percentual e a sua escala
crescente. O presidente do BNB, da mesma forma que a
Secretaria de Previdência Complementar, mostrou-se sensível
e, acolheu as
teses da AABNB, comprometendo-se a estudar o problema com
urgência, na qualidade de dirigente da patrocinadora do
Plano de Benefícios da Caixa, e encaminhar as devidas
orientações à CAPEF.
De
antemão, foi definido que, logo após a preparação dos cálculos,
a CAPEF deverá fazer uma reunião com a SPC para a revisão
do acordo firmado em 2003. Todo o desenvolvimento desta
questão será acompanhado pela AABNB, até o seu desfecho
junto à SPC, em Brasília.
Agência
de Itabuna vai
festejar
seus 40 anos
No
próximo mês de julho, o BNB vai comemorar os 40 anos da
inauguração da agência de Itabuna, na Bahia. A data será
marcada pela realização de uma solenidade em homenagem aos
atuais e ex-funcionários daquela unidade. A Direção da
AABNB, em atenção à sua Representação naquele município,
divulga antecipadamente as comemorações, com o intuito de
arregimentar a participação dos colegas que inauguraram os
trabalhos do BNB em Itabuna, em julho de 1968. Maiores
informações a respeito da solenidade poderão ser obtidas
com o nosso Representante de Itabuna, Raimundo Garcia
Santos, pelo telefone (73) 3211 – 3717 ou diretamente
junto à agência homenageada.
III
Prêmio SEAE – 2008
Monografias
em Defesa da Concorrência e Regulação Econômica
A
Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da
Fazenda, em parceria com a Escola Superior de Administração
Fazendária (ESAF) e a Fundação Getúlio Vargas lançaram
o concurso de monografias III Prêmio SEAE - 2008,
sobre os temas “Defesa da Concorrência e Regulação
Econômica”, com a finalidade de ampliar o debate de
temas pertinentes à área econômica, extremamente
relevantes para a sociedade brasileira.
Os
trabalhos poderão ser enviados pelos Correios, até o dia
22 de setembro de 2008. O Regulamento da promoção está
disponível no site da ESAF www.esaf.fazenda.gov.br.
Informações complementares poderão ser obtidas pelo
e-mail premio-seae.df.esaf@fazenda.gov.br,
pelo telefone (61) 3412 – 6018 ou pelo Fax: (61) 3412 –
6016.
Associados
falecidos
A
AABNB registra, com profundo pesar, em ordem alfabética, os
nomes dos associados falecidos no período de 24/12/07 a
21/03/08. Aos familiares, amigos e demais colegas
manifestamos nossas condolências.
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Alberto Ataíde Claudino
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(08/01/08)
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Antônia Adalgisa V.
Bandeira
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(25/01/08)
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Antônio Inácio Sobrinho
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(07/02/08)
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Ayrton Silva de Queiroz
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(17/02/08)
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Cláudio Ciarlini
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(20/03/08)
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Everaldo Polito Pacheco
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(24/02/08)
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Francisco
de P. Lauria Freire
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(21/03/08)
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João Barbosa Uchoa
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(17/02/08)
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João Carvalho de Lacerda
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(08/03/08)
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José Mª de Souza Viriato
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(21/02/08)
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Jose Ortoan Machado
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(24/12/07)
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José Wilson N. de Queiroz
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(13/03/08)
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Maria M. Mendes C. Vidal
Silva
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(24/12/07)
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Moacir Dantas Pimentas
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(06/01/08)
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Waldy Machado
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(02/02/08)
|
A
Camed e as novas regras da ANS
Conforme
divulgado na imprensa, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) determinou a ampliação das coberturas de
todos os planos de saúde do país. As novas regras, válidas
desde o dia 2 de abril, incluem mais de cem novos
procedimentos dos Planos de Saúde.
A
Camed informa que já oferecia aos seus beneficiários de
autogestão cobertura de parte dos novos itens determinados
pela ANS, como sessões com nutricionistas, psicoterapeutas,
fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e procedimentos cirúrgicos
por videolaparoscopia (colecistectomia, biópsias, etc).
Entre
as principais inclusões, de acordo com a resolução da
ANS, a Camed passa a oferecer vasectomia, laqueadura tubária,
análise de DNA para diversas doenças genéticas,
mamografia digital e outros.
A
Camed ressalta, ainda, que todas as solicitações devem
ser devidamente acompanhadas
pelos médicos especialistas, de acordo com a necessidade de
cada caso, observadas as diretrizes da ANS.
(Fonte:
Camed)
Pedido de revisão do benefício
do
INSS tem amparo legal
Ratificamos
informação divulgada na edição de fevereiro, com relação
ao pedido de
revisão do benefício do INSS. As aposentadorias concedidas
pela Previdência Social (por tempo de contribuição e por
idade) podem sofrer revisão no campo administrativo ou
judicial, nos casos em que a renda mensal inicial (RMI) foi
reduzida ao teto previdenciário, por ocasião da concessão
do benefício. Nesse sentido, o advogado Arnaldo Mapurunga
confirmou à AABNB que já existe decisão favorável aos
aposentados, tanto no Tribunal Regional da 5ª Região
quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O
amparo legal em relação ao (possível) direito à revisão,
estabelecido nas leis 8.870/94 e 8.880/94, contempla tanto
as aposentadorias compreendidas entre 01 de julho de 1989 e
31 de dezembro de 1993, quanto às concedidas a partir de 1º
de março de 1994 até 28 de fevereiro de 1997. Mapurunga
informa, ainda, que, inicialmente, é feita a solicitação
administrativa e, nos casos necessários, o ingresso da ação
judicial. Interessados em obter mais detalhes podem
contactar o escritório do Dr. Arnaldo Mapurunga, pelos
telefones 3252 – 3746 / 9982 – 1744, ou diretamente na
Rua Pedro Borges, 33, sl. 706-Edifício Palácio Progresso,
em Fortaleza. A Direção da AABNB declara que presta as
informações acima a título de colaboração com os seus
associados, não exercendo qualquer influência e/ou
interferência no critério de escolha deste, ou de qualquer
outro escritório de advocacia para a defesa dessa causa.
Cobap entrega carta aos Parlamentares
Aposentados, pensionistas e idosos iniciaram este mês de
abril no Congresso Nacional, em Brasília, panfletando e
reivindicando seus direitos.
A Confederação Brasileira de Aposentados,
Pensionistas e Idosos (Cobap), as Federações e Associações
de Base estiveram unidas na realização da Vigília
Permanente no Congresso Nacional.
Integrantes do movimento encaminharam, já no dia 1º
de abril, uma carta aos deputados e aos senadores. O
documento solicita o apoio e a integração do Legislativo
junto ao movimento para que haja o fortalecimento na luta em
prol do segmento, além de informar aos parlamentares sobre
as diversas matérias que visam à justiça social e que
precisam ter maior agilidade em sua apreciação e votação.
(fonte: Cobap)
Página
oficial da Previdência Social foi clonada
O Ministério da Previdência Social alerta aos usuários que
sua página eletrônica na internet foi clonada. Todas as
variações do site da Previdência Social têm a extensão
gov.br, por tratar-se de registro de governo. Qualquer
extensão que não seja essa deve ser desconsiderada, pois
é uma fraude. Os segurados devem ficar atentos ao navegar
na internet, e verificar corretamente o endereço oficial da
Previdência Social e suas variações, que podem ser
utilizadas com segurança:
www.previdenciasocial.gov.br, www.mps.gov.br,
www.inss.gov.br e www.mpas.gov.br.
A
Dataprev, empresa de tecnologia da informação da Previdência
Social, já está tomando todas as medidas necessárias para
solucionar o mais breve possível esse problema, detectado
no final do mês de março. O endereço clonado tem a extensão
.com,
que não está autorizado a veicular informações e serviços
oficiais da Previdência Social, assim como outro qualquer
que não esteja registrado com o domínio gov.br. Os
usuários devem ficar atentos para extensões que não sejam
gov.br.
(Fonte:AgPrev-Assprevisite)
SPC
anuncia aprovação do Anaparprev
A
Secretaria de Previdência Complementar aprovou a modelagem
do plano Anaparprev. O anúncio foi feito pelo próprio
titular da SPC, Ricardo Pena, durante sua participação no
IX Congresso Nacional da Associação Nacional dos
Participantes dos Fundos de Pensão, realizado no dia 28 de
março, no Rio de Janeiro.
A notícia foi recebida com festa pela plenária e
pelo presidente da entidade, José Ricardo Sasseron.
“Foram mais de dois anos trabalhando e finalmente vamos
trazer nossos familiares para dentro da Anapar.” O
congresso sucedeu ao Encontro de Dirigentes Eleitos,
ocorrido no dia anterior, no mesmo local. Na oportunidade, o
diretor Financeiro e de Investimentos da Petros, Ricardo
Malavazi, foi um dos debatedores do segundo painel – “Perfil dos investimentos dos fundos de pensão, metas de
rentabilidade” –, onde esclareceu aos participantes
que a Fundação adota várias políticas diferenciadas,
“levando em conta o modelo do plano e o cenário macroeconômico”.
(fonte:
Anapar)
Anuidade
– A
Direção da AABNB ratifica aos seus associados que a Anapar
tem prestado significativa assistência às causas
discutidas pela AABNB junto à Secretaria de Previdência
complementar, em defesa dos direitos dos aposentados e
pensionistas da Capef, e informa que o valor da anuidade
(2008) será debitado no contracheque do próximo mês de
maio. A AABNB
ressalta a importância dessa parceria e faz um apelo aos
colegas para que colaborem com o pagamento da anuidade da
Anapar, que tem o valor de apenas R$ 22,00 (vinte e dois
reais).
Anapar
apresenta prioridades
ao
novo Secretário da SPC
No último mês de março, diretores da Anapar estiveram
reunidos com o novo Secretário da Previdência
Complementar, Ricardo Pena, quando apresentaram as
prioridades da entidade para os trabalhos de regulamentação
do Conselho de Gestão da Previdência Complementar. Os
pontos destacados pela Anapar foram: custeio administrativo,
retirada de patrocínio, transferência de planos, modelo de
gestão, critérios de reajuste, cobertura de déficit e
destinação de superávit e certificação de dirigentes.
Sobre alguns dos itens, como o custeio administrativo e a
retirada de patrocínio, os únicos normativos existentes são
ainda da década de 1980 e não atendem mais à realidade do
sistema de previdência complementar. A retirada de patrocínio,
por exemplo, precisa ser revista para melhor garantir os
direitos dos participantes.
A transferência de planos é uma prática bastante recente,
introduzida quando a legislação de 2001 e normativos
posteriores passaram a regulamentar o sistema a partir dos
planos de benefícios e não das entidades de previdência.
Apesar desta mudança profunda, a transferência de planos
entre entidades ainda não está regulamentada.
Quanto ao modelo de gestão, há alguns pontos ainda
pendentes de manifestação do Conselho. Fundos patrocinados
por empresas privadas ainda resistem a estabelecer processos
democráticos de escolha dos representantes dos
participantes, comprometendo a transparência, o poder de
fiscalização e o acompanhamento dos associados. (fonte:Anapar/Assprevisite)
Novos
associados
No
primeiro trimestre de 2008, a AABNB registrou 23 novas adesões
ao seu quadro social. A Diretoria da Associação saúda a
chegada dos novos colegas, com a certeza de que a nossa
AABNB está cada vez mais sólida em seus propósitos.
Confira, em ordem alfabética, os nomes dos novos sócios:
| Albino
Lopes dos Santos |
Rio
de Janeiro/RJ |
| Ângela
M. Andrade de Oliveira |
Salvador/BA |
| Antônio
Firmino Soares Neto |
Salvador/BA |
| Áurea
Vitor Paizante |
Brasília/DF |
| Bernadette
Ângela P. Pereira |
Fortaleza/CE |
| Cleonice
Viana de Moura |
Salvador/BA |
| Delza
Araújo de Santana Queiroz |
Jequié/BA |
| Derval
Machado Silva |
Salvador/BA |
| Dogival
Silva Santos |
Salvador/BA |
| Edvaldo
Marques dos Santos |
João Pessoa/PB |
| Gildásio
Soares Machado |
Salvador/BA |
| Heraclides
Medeiros C. Lemos |
Fortaleza/CE |
| Ivanete
Gomes B de Melo |
Fortaleza/CE |
| José
Santos Evangelista |
Aracaju/SE |
| Mª
de Fátima Ximenes A.S.Teles |
Fortaleza/CE |
| Maria
da Penha S. Bezerra |
Petrolina/BA |
| Maria
das Graças G. Ferreira |
São Paulo/SP |
| Marilene
do Nascimento Pinto |
Salvador/BA |
| Meire
L. Alves Matos |
Salvador/BA |
| Mirian
Ribeiro Alves de Aragão |
Nova Russas/CE |
| Nadja
M. Cavalcante Correia |
João Pessoa/PB |
| Rita
da Cássia Souza Costa |
Fortaleza/CE |
| Sebastião
Ferreira dos Santos |
Jequié/BA |
Decreto
altera estrutura da SPC
A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) teve
sua estrutura organizacional modificada, por meio de decreto
presidencial publicado no Diário Oficial da União. Para o
Secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, esse
modelo “já aproxima a atual SPC do modelo que deverá
surgir com a criação de um novo órgão do tipo Previc”.
Pelo decreto de número 6.417/08, a Secretaria ganha,
a partir da reestruturação, dois novos departamentos: o de
Monitoramento e Controle, resultante da junção dos
departamentos de Assuntos Econômicos e Assuntos Atuariais e
da Coordenação Geral de Fiscalização Indireta, que trata
da supervisão indireta dos fundos de pensão; e o
Departamento de Relações Institucionais e Organização.
Os outros três departamentos não sofreram alteração em
sua nomenclatura. (Fonte: SPC/AssPreviSite)
Coluna
Nossa Gente!
Natural de São João do Piauí, Antônio Jury Laurentino de Oliveira ingressou no BNB em novembro de
1960, como Praticante de Escritório, na agência de Oeiras.
Trabalhou naquela unidade por cerca de quatro anos, onde
desenvolveu diversas atividades e exerceu a função de
Caixa, antes da sua transferência para o município de
Floriano. Com a experiência adquirida em Oeiras, iniciou os
trabalhos na nova agência já na função de Caixa,
permanecendo por volta de sete anos em Floriano, onde
também exerceu outras funções, incluindo a de Chefe de
Setor Substituto.
Formado em Contabilidade, participou de outros cursos e
treinamentos no Banco, como
o de Caixa Executivo e o curso para a área cadastral,
voltados para as atividades bancárias. Posteriormente,
assumiu a função de Investigador de Cadastro, voltando a
trabalhar na agência de Oeiras. No entanto, se viu obrigado
a se afastar das suas atividades no BNB em 1979, para
realizar tratamento de saúde, permanecendo fora do Banco
por um período de seis anos. Em decorrência disto, a sua
carreira foi interrompida e Antônio Jury teve que antecipar
a sua aposentadoria, saindo do BNB em janeiro de 1984. Na
vida pessoal, a estabilidade de 46 anos de casamento com
Dona Ana M. C.
Oliveira é traduzida pela alegria dos seis filhos, nove
netos e um bisneto. Associado da AABNB desde abril de 1984 e
Representante da Associação em Teresina, Antônio Jury é
Nossa Gente!
Cecílio de Souza
Barbosa Junior,
natural de Montes Claros/MG, iniciou sua carreira no BNB em
sua terra natal, como Escriturário, em fevereiro de 1956.
Após os dois primeiros anos de trabalho, passou todo o ano
de 1958 em Fortaleza, participando do Curso de Formação de
Administradores. Voltou, então, a Montes Claros, como Chefe
do Setor de Crédito Rural, mas ficou menos de seis meses
nesta função, por receber a incumbência de instalar e
gerenciar a agência de Porteirinha, gerenciando aquela
unidade por oito anos. Depois, gerenciou a agência de Januária,
durante o ano de 1967, e voltou à agência de Montes
Claros, como Gerente, em 1968, permanecendo quatro anos
nesta função.
O perfil Administrador marca a carreira de Cecílio Barbosa
no BNB: respondeu pela gerência da agência de Natal
(1971/1973); foi Gerente-adjunto em Salvador (1973/1976); e
voltou a gerenciar a agência de Montes Claros, de 1976 a
1981. Também trabalhou como Gerente, em caráter de
substituição, nas agências de Fortaleza, João Pessoa e
Salvador-Metro. Em 1981, foi convidado para instalar e
gerenciar a agência de Belo Horizonte, onde permaneceu até
á sua aposentadoria, em 1983. Foi Representante da AABNB na
capital mineira durante vários anos nas décadas de 1990 e
2000. Ao se aposentar, passou a trabalhar com seguro
empresarial, reduzindo a carga de trabalho atualmente, para
dedicar mais tempo à família, esposa, cinco filhos e
quatro netos, e ao hobby de ouvir música clássica.
Associado da AABNB desde outubro de 1983, Cecílio Barbosa
é Nossa Gente!
Natural de Morro do Chapéu,
na Bahia, Francisco
Hanilton Souza Neto ingressou no BNB em abril de 1965,
como Praticante de Escritório, na agência de Petrolina,
onde trabalhou durante 12 anos, exercendo funções de Chefe
de Seção, Chefe de Setor substituto e Gerente substituto.
Transferido para São Luiz/MA, em 1977, permaneceu por dois
anos naquela agência, como Chefe do Setor de Crédito
Geral. Em 1979, foi Gerente instalador e, depois, Gerente
Geral da agência de Senhor do Bonfim. De 1982 a 1986,
esteve lotado na agência de Montes Claros, como Gerente
Administrativo, onde também foi Gerente Geral substituto.
Voltou à Bahia, em 1988, como Chefe do Setor de Serviços
da agência de Itabuna. Em seguida, assumiu a função de
Chefe da CENAG de Itabuna, onde permaneceu até à sua
aposentadoria, em 1993.
Formado em
Contabilidade, Francisco Hanilton participou de diversos
cursos internos no BNB. Implantou o GAAD, Grupo de Apoio
Administrativo que servia de elo entre os funcionários e a
administração das agências. Também presidiu o BNB-Clube
em Petrolina e em São Luiz, e primeiro Representante da
AABNB em Itabuna. Atualmente, é Diretor da Associação de
Filhos e Amigos de Morro do Chapéu (ASFAM), entidade sem
fins lucrativos que implantou e presidiu por dois mandatos.
Considerada de utilidade pública nos âmbitos municipal e
estadual, a ASFAM, que hoje conta com apoio do BNB, CEF e
empresas daquela região, realiza um trabalho social naquele
município, prestando assistência e destacando princípios
de cidadania junto à população. Associado da AABNB desde
novembro de 1997, Francisco Hanilton Souza Neto é Nossa
Gente!
ENCARTE
CULTURAL
CASOS
CONTADOS POR
RUBENS
REINALDO BARRETO
O
PEDIGREE
Nas
últimas décadas do século passado, ocorreu no nordeste
expansão das raças Indianas, com destaque para o
InduBrasil. Na época um criador de Patu – RN adquiriu um
touro dessa raça. Cruzou com a vaca mais “raçada” do
seu rebanho. Durante o período de gestação o fazendeiro
aguardava, com muita ansiedade, a nova cria. Sonhava com um
bezerro de grande porte, couraça solta, cor branca ou cinza
e, o mais importante, a característica principal da raça
InduBrasil, ou seja, orelhas grandes e recortadas. Um filho
do criador, meio desligado da atividade pecuária,
casualmente encontrou
a vaca, parida. Correu até a cidade para contar a surpresa:
_
A vaca zebu pariu!
_
E o bezerro, meu filho, tem muita orelha?
_
Só duas, pai!
A
ALMA DA SERRA
Aconteceu
com um caminhoneiro vindo do Ceará, que tentando fugir das
“cancelas” fiscais, perdeu-se nas brenhas da serra, indo
parar na comunidade de Serra do Padre, na Paraíba. Um
morador, altas horas da noite, o aconselhou esperar
amanhecer para continuar a viagem. O rapaz não concordou.
_
Preciso ir agora. Aponte-me a saída, por favor.
_
E você quer descer a serra essa hora? É muito arriscado. A
ladeira é muito íngreme e mal assombrada. O nome deve-se a
um padre que morreu em acidente, há muitos anos. No local
do sinistro edificaram um pedestal, e nele um cruzeiro
enorme. Ali as pessoas costumam orar durante o dia. À noite
porém, só os fantasmas, velas incandescentes, uivos.
Coisas do além. Falam até de um andarilho pedindo carona
ou sinalizando nas curvas. As almas, você sabe, têm hábitos
noturnos e preferências pelos fracos ou solitários.
_
Basta, meu amigo. Mostre a saída.
Partiu
o caminhoneiro. Logo em seguida o medo, os arrepios, as
curvas. Numa dessas sinuosidades os faróis do carro focaram
um madeiro. Estava ali o padre. Acelerou a máquina e ao
mudar de vista já o viu, de braços abertos no meio da
estrada, pedido parada. Avançou mais cem metros de ladeira
abaixo quando o padre já se achava na cabine, sentado ao
seu lado.
_
Mas devagar, meu filho. Foi numa carreira dessas que eu
morri.
_
Pois se segure, padre, senão vai morrer de novo.
MENINA
DO INTERIOR
O
teu pai é lavrador
Tua
mãe cuida da cozinha, do fogão e do cobertor;
Teus
irmãos cuidam da roça, da casa de farinha,
Do
galo e da galinha, das coisas de nosso Senhor.
Menina
do sertão do gado, menina do roçado, de vestido
amarrotado,
De
chinelo apertado, menina, que cresceu,
Que
se fez moça menina, que apareceu...vestida.
E
que um dia, foi minha mulher.
Adeilton
Arcanjo
A
CARNAUBEIRA
Muito
esbelta imponente majestosa
A
perscrutar os céus com seus tentáculos
A
carnaubeira balança airosa
Nas
agruras, enfrenta os obstáculos
Árvore
da vida é considerada
Desde
a madeira ao fruto adocicado
Também
fornece a palha aveludada
E
a cera vale ouro no mercado
Resistente
ao sol e à seca do Nordeste
Ela
é valente como o nordestino
Ela
nasceu no solo do agreste
Mesmo
assim ela vive a farfalhar
Indiferente
ao clima e ao sol ferino
Como
um protesto, sempre a gargalhar
Mairton
Menezes
GOVERNO
PETISTA E O CHOQUE CULTURAL
Primeiro
foi o choque da cultura portuguesa com as culturas indígena
e africana, supridoras da mão-de-obra escrava, nos
primeiros anos de nossa formação econômico-social.
Depois, veio o choque com as culturas de vários países
europeus fornecedoras de mão-de-obra assalariada, após a
abolição da escravatura intensificada, principalmente, a
partir da década de 30 do século passado.
Desses
choques de culturas resultou, como é comum em fenômenos da
espécie, a extinção ou descaracterização das culturas
atrasadas – indígenas e africanas – no nosso caso,
pelas chamadas culturas civilizadas, obviamente, as européias.
A
forma e profundidade como se processou esse fato histórico
explicam, em grande parte, as gritantes desigualdades econômico-sociais
e a natureza arraigadamente plutocrática e elitista que
caracterizam nossa sociedade. De início, fomos uma colônia
portuguesa socialmente constituída de meia dúzia de donatários
e ampla massa de escravos. Em seguida, nos tornamos uma
monarquia dirigida por uma nobreza feudal também plenamente
escravagista. Por último, proclamamos a República
brasileira, com a escravidão já abolida, o trabalho
assalariado adotado e o surgimento de uma incipiente indústria
responsável pelo florescimento de uma classe burguesa e de
uma classe operária, nos meios urbanos mais adiantados.
Durante, porém, todo esse longo processo evolutivo, foram
sempre as elites rural ou urbana, através de seus doutores
e letrados, que mantiveram nas mãos as rédeas do poder
estatal.
Não
é de admirar portanto que, para alguns integrantes dessas
elites, parecesse hipótese absurda um Presidente da República
e um partido político – oriundos de classes trabalhadoras
ou populares ignorantes, sem tradição no trato da coisa pública
– terem competência para governar o país.
Há
de se reconhecer que, numa sociedade regida pela alternância
democrática do poder, o exercício da governabilidade, por
uma classe sem a devida experiência histórica, teria de
ser um difícil processo de aprendizagem e adaptação.
Superdimensionada
por alguns analistas políticos, essa dificuldade daria
margem, na campanha eleitoral de 2002, ao argumento
oposicionista do caos e da ingovernabilidade como preço de
uma eventual vitória e instalação de um governo petista
na Presidência da República.
Vitorioso
e empossado o governo e não confirmada a tragédia
anunciada, continuaram e continuam os inconformados oráculos
a difundir, na grande mídia, que só eles têm competência
para governar o país.
Assim,
erros, defeitos ou falhas, comuns a qualquer governo, são
para eles, se cometidos pelo atual governo, sintomas de
eminente hecatombe governamental. Os sucessos, quando
reconhecidos, são rigorosamente minimizados ou
ridicularizados.
No
mínimo, porém, deve-se esperar que o Governo Lula seja a
oportunidade para a derrubada do mito da incapacidade da
classe trabalhadora para governar o país e uma tentativa de
reparação dos estragos causados à consciência nacional
pelos perversos choques culturais, ao longo da história de
nosso país.
Fortaleza,
23 de janeiro de 2005
Pedro
Hudson de Paiva Silveira
Nota:
“Bom. Muito bom. Sem comentários.
Ribamar
Lopes”
PERFIL
DE UMA MÃE
Laurindo
Ferreira
Reconheço
não possuir qualidades de um mestre do pincel para combinar
tintas sobre uma tela, transformando-a em fiel reprodução
de minha personagem de hoje.
Diante
dessa incompetência, resta-me o recurso da palavra escrita.
Então, por essa trilha, minha proposta tem a incumbência
de oferecer uma fotografia que se aproxime das qualidades de
uma certa mãe.
A
mãe de quem falo, Deus, em sua infinita bondade, fê-la um
anjo de asas largas para oferecer abrigo e proteção a
todos seus filhos. Fê-la, inclusive, uma santa para ensinar
o catecismo a seus filhos, fazendo-os obedientes aos princípios
da doutrina Divina.
Essa
mãe já conta com uma larga experiência de vida, e, não
raras vezes, se multiplica em amor e tolerância para
satisfazer as exigências de seu cotidiano. E, nessas horas,
se desdobra para exercer com fidelidade, também, o papel de
avó, bisavó e trisavó.
Quando
a conheci ela ainda era muito jovem... Na educação de seus
filhos, revelava-se avessa ao castigo físico. O chinelo
repressor aparecia apenasmente para intimidar e manter a
ordem no lar. Em outras oportunidades, a presença dele
tinha uma razão especial. Evitar que o poder paterno - mais
severo - entrasse em ação... e, aí, a punição viesse
pra valer.
Ela
já se encontra nonagenária. Por isso, evidentes os sinais
de cansaço... Mesmo assim, em seu ombro ainda posso
reclinar a cabeça numa quadra mais difícil. Se tenho uma
dor, ela chora por mim. Se alguma tristeza bate-me à
porta, ela sorrir para me alegrar.
E sempre assim... Seu coração – símbolo do perdão –
transforma-se em lua-cheia para clarear avenidas, vielas e
veredas, se alguma escuridão ousa aparecer no caminho de
algum de seus filhos.
lrreparável
seria meu pecado se não falasse da sua habilidade no ofício
da culinária. Nesse particular, criativa e íntima dos
temperos correspondia ao mais exigente paladar.
Pois bem!
Sabemos que numa jogada esperta de marketing, o comércio
criou o Dia das Mães, data fixada no calendário dos negócios
com a intenção de aumentar o faturamento do mês, sem,
contudo, imaginar que, ali, estivesse dando partida para o
merecido reconhecimento do papel desempenhado pelas mães do
mundo inteiro.
Não
resta dúvida. O tempo, senhor das verdades, vem
dulcificando o valor e justeza da data. Nesse dia, meus
sentimentos afloram com maior intensidade para homenagear
minha mãe Maria Celina Ferreira, na passagem do Dia das Mães!
Forta1eza,
março 2008.
PENSAMENTOS
DE FERNANDO PESSOA
Quando o amor te
acenar, segue-o,
ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas te envolverem,
rende-te a ele,
ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa ferir-te.
E quando ele te
falar , acredita no que ele diz,
ainda que sua voz possa destroçar teus sonhos,
assim como o vento norte açoita o jardim.
Pois, se o amor te coroa, ele também te crucifica.
Se te ajuda a crescer, também te diminui.
Se te faz subir às alturas
e acaricia teus ramos mais tenros, que tremem ao sol,
também te faz descer às raízes
e abala a tua ligação com a terra.
Como os feixes de trigo, ele te mantém íntegro.
Debulha-te até que fiques nu.
Transforma-te, retirando a tua palha.
Tritura-te, até que estejas branco.
Amassa-te, até que te tornes macio;
e então te apresenta ao fogo,
para que te transformes em pão,
no banquete sagrado de Deus.
Todas essas
coisas pode o amor realizar,
para que saibas dos segredos do teu coração,
e com esse conhecimento sejas um fragmento
do coração, da vida.
A
pedido de Joaldino Teodoro dos Santos
REFLEXÕES
O dia mais belo?
HOJE
A coisa mais fácil?
ERRAR
O maior obstáculo?
O MEDO
O maior erro?
O ABANDONO
A raiz de todos
os males?
O EGOÍSMO
A distração
mais bela?
O TRABALHO
A pior derrota?
O DESÂNIMO
Os melhores
professores?
AS CRIANÇAS
A primeira
necessidade?
COMUNICAR-SE
O que mais lhe
faz feliz?
SER ÚTIL
O maior mistério?
A MORTE
O pior defeito?
O MAU HUMOR
A pessoa mais
perigosa?
A MENTIROSA
O sentimento mais
terrível?
O RANCOR
O presente mais
belo?
O PERDÃO
O mais imprescindível?
O LAR
A rota mais rápida?
O CAMINHO CERTO
A sensação mais
agradável?
PAZ INTERIOR
A proteção
efetiva?
O SORRISO
O melhor remédio?
O OTIMISMO
A maior satisfação?
O DEVER CUMPRIDO
A força mais
potente do mundo?
A FÉ
As pessoas mais
necessárias?
OS PAIS
A mais bela de
todas as coisas?
O AMOR
Tereza
de Calcutá
O
POÇO DE JACÓ
Rodrigues de Gouveia
(Associado da AABNB)
Havia,
entre judeus e samaritanos, uma distância enorme provocada
pela monstruosidade de um tabu sóciorreligioso antigo e
implacável. Por
isso, quando,
naquele dia ensolarado, o Cristo pediu à samaritana água
para beber, ela interrogou, cheia de dúvida: “Como, sendo
tu judeu, me pedes água para beber...”
Rompendo
o preconceito - coisa em que o Rabi da Galiléia foi useiro
vezeiro – Jesus travou com a mulher daquele povo réprobo,
o famoso diálogo de que nos falam as escrituras.
Usando a parábola, o Cristo afirmou que poderia
oferecer à sua interlocutora a água viva, aquela que
matava a sede do espírito.
Como
tudo que aconteceu na vida do Messias, esse seu encontro na
fonte de Jacó foi cheio de ensinamento que o tempo se
encarrega de confirmar e colorir.
Primeiro porque aquela mulher era samaritana e
Samaria tinha a fama de terra maldita.
Seu povo era olhado com desprezo e desdém pelos
judeus. O preconceito de que os seus irmãos de raça são tão
ciosos, não deteve o Cristo.
A sua mensagem de paz e de amor era universal e as
divisões políticas e geográficas nada significavam para o
seu espírito elevado.
Depois, a lição de humildade.
Pedir água àquela mulher era não somente
estabelecer relações amistosas com gente samaritana como
solicitar um favor – “Dá-me de beber”, disse o
Cristo. E após
algumas considerações, proclamou que poderia oferecer a
“água viva”. Primeiro ele pediu, como se fora simples
mortal, despindo-se da sua divindade.
Depois, vendo que a distância humana não fora
vencida pela sua humildade (“Dá-me de beber”, ele
pedira), falou das verdades eternas.
Repetindo-se,
a vida se repete em muitos aspectos de que os antigos deram
testemunho. O episódio do poço de Sicar, em que pedindo água
para beber o Cristo ofereceu água viva, tem registro no
caminho de cada um de nós.
Quantas vezes, na realidade, não descansamos um
pouco da caminhada à beira de uma fonte que nos pode
dessedentar? Oportunidades
sem conta, a canseira, desespero, o amargo das frustrações
dominam a nossa alma. Combalidos
pela jornada, avistamos a fonte de Jacó do nosso destino.
Somos judeus, entretanto, e a fonte que nos enche de
vida está em território de Samaria. Incapazes da humildade
de pedir ou da coragem de romper as malhas do preconceito
continuamos, cada vez mais sedentos, a caminhada pelos
desertos da existência.
São
esses viandantes falsamente fortes, que não tiveram a
coragem de se elevar através da humilhação de quem pede e
nem a força de se afirmar por intermédio da doação, são
eles que enchem de esqueletos inúteis a imensidão dos
desertos.
Sicar
é cidade que existe na rota de cada um de nós.
Lá, ao lado de sua fonte bíblica, a mulher
samaritana espera pelo pedido: “Dá-me de beber”.
Quem já o fez do fundo do coração e com todas as
forças da sua alma, sentiu que ela também oferece a água
viva de que falou o Cristo.
O companheiro que já bebeu dessa água sabe que ela
significa a vida em dimensões novas, e não a esquece
jamais.
Feliz
pois de quem soube ser humilde e pedir “Dá-me de beber”
diante da fonte do seu caminho. Saciada a sua sede, o homem teve olhos para ver os horizontes
imensos e belos e pôde testemunhar o deslumbramento
incandescente das auroras eternas.
Tudo porque um dia, no seu deserto de esperanças,
ele encontrou uma “cidade de Samaria, chamada Sicar, junto
da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José”, a
samaritana que atendeu a seu apelo desesperançado.
REVENDO O TEMPO
Quando
puderes rever teu tempo
E
tiveres tempo de amar um pouco
Viverás
a paz deste bom momento
Sem
pensar que estás ficando louco
Enxergar
neste mundo teu futuro
E
poderás sentir teu corpo e alma
Inebriados
de um amor mais puro
Buscando
esta paz que te acalma
Quando
desvendares este teu medo
Um
pouco luminoso vai te mostrar
Que
a vida já não tem tanto segredo
E
não sentirás remorso e tamanha dor
Sabendo
separar o joio para não ficar
Matando
assim o trigo deste teu amor
João Alencar Sobrinho
VIAGEM À TERRA DO MARA
Resolvemos, de comum acordo, usar todo o nosso saldo
de milhas aéreas e passar, juntos, o “reveillon” –
2006 na terra do Mara.
As
roupas sociais da família são lavadas na lavanderia
LAVLEV, de propriedade da Dona Mara, pessoa que, de tanto se
tornar amiga, eu já nem escrevo mais Dona Mara, separado;
junto uma palavra à outra e escrevo Donamara, uma palavra só.
As
roupas foram lavadas, passadas e entregues e viajamos a
Buenos Aires, terra do Mara.
Lá
estando, fui vestir uma camisa salmão-claro, que é o meu
xodó. E quem viu a camisa me caber? Terrivelmente apertada,
descobri tratar-se de uma camisa parecidíssima com a minha,
mas pertencente a outra pessoa.
Já
em Fortaleza, expliquei tudo a Donamara e ela, tentando
juntar as pedras do jogo, terminou constatando que o engano
envolvera a minha camisa e a do seu próprio marido, grande
admirador do craque argentino, e providenciou para que
fossem prontamente destrocadas.
O
proprietário da outra, maravilhado com a história que
ouvira da Donamara, beijou em público a sua legítima
camisa e assim se expressou: - Esta camisa será guardada
para sempre e jamais será usada, só porque foi à terra do
Mara.
-
Não descubra, nunca, ele, que a grande maioria de seus
clientes admira mais Donamara que Maradona.
Luiz
Mendes
Membro
da Academia Limoerense de Letras
Aposentado
do BNB
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