JORNAL DA AABNB


DEZEMBRO/2004

RECEITA DE UMA VIDA MELHOR

Mais um ano termina e a diretoria da AABNB deseja a todos que 2005 seja repleto de paz, amor, saúde e amizade. Para isto, selecionou esta singela mensagem, na qual, todos poderão fazer uma reflexão sobre as atitudes adotadas ao longo deste ano e as que podem adotar a partir de agora. Afinal, nunca é tarde para mudarmos ou melhorarmos como seres humanos. Então, recorte estas dicas e coloque num local bem visível, onde todos os dias você possa lembrar de agradecer pelo presente mais precioso que já recebeu: a VIDA.  Somente assim, teremos chances de caminhar rumo a um mundo bem melhor. 

  1. Respeitar a vida: pela dignidade de cada ser humano;

  2. Rejeitar a violência: praticar a não violência ativa;

  3. Ser generoso: compartilhar tempo e recursos para combater a injustiça e a opressão;

  4. Ouvir para compreender: diálogo, liberdade de expressão e diversidade cultural;

  5. Preservar o planeta: consumo responsável, desenvolvimento sustentado, respeito às outras espécies de vida;

  6. Redescobrir a solidariedade: democracia e fraternidade. 

Fonte: Folder da Rede Gandhi – Saúde, Cultura de Paz e Não Violência

Para reflexão: 

“O que me preocupa não é o grito dos violentos, é o silêncio dos bons”.  (Martin Luther King)

 


EDITORIAL

Ao final do ano de 2004, a Diretoria da AABNB vem apresentar uma mensagem de boas festas, de muita paz e esperança para os seus associados e familiares.

Seria muito cômodo e simplista, no entanto, se a nossa palavra ficasse apenas na superfície e somente contivesse essa mensagem tão corriqueira e banalizada que, com certeza, não traduziria a complexidade do que foi toda a carga de sofrimento, angústias, mas,  felizmente, também de muitas realizações e conquistas, acontecidas no ano de 2004. 

O relacionamento de qualquer Instituição com seu público, interno e externo, como não poderia deixar de ser, passa por momentos de calmaria e compreensão, mas também atravessa fases de turbulência, fruto dos naturais erros dos Administradores, pois são pessoas, humanos, da incompreensão e insatisfação de alguns, dos interesses feridos de outros, enfim, da natural complexidade inerente às atitudes dos seres humanos. Tanto que, para estudar esses fenômenos, existe um ramo da Psicologia, denominado Psicologia Organizacional, o qual, sem hipostasiar a figura das organizações, busca respostas para todos esses questionamentos.

Ao encerrar o ano de 2004, a Diretoria da AABNB lamenta profundamente que alguns colegas não tenham compreendido todo o esforço para recuperar os direitos e benefícios que foram confiscados dos funcionários da ativa, dos aposentados e das pensionistas ao longo dos anos tormentosos que se estenderam de 1997 a 2002, e ainda persistam atacando de maneira desleal e injusta os membros dessa Diretoria.

No ano de 2003, juntamente com a AFBNB, com a CNFBNB, com a CAPEF e com o próprio BNB, foi construído um acordo, que representou uma verdadeira obra de engenharia jurídica, econômica, política e estratégica, para reconstruir os benefícios e as Instituições duramente atingidas pelas medidas ilegais, violentas e desonestas maquiavelicamente desenvolvidas e implementadas pelos ex-administradores e assessores do BNB, da CAPEF e da CAMED com interesses escusos até hoje ainda não devidamente esclarecidos.

Os resultados, no entanto, são animadores. Dentre os funcionários da ativa e os aposentados e pensionistas houve a adesão de cerca de 95% aos acordos delineados pelos Grupos de Trabalhos. Todos que assinaram os termos de acordo já tiveram seus benefícios recompostos e receberam os atrasados ilegalmente confiscados, na forma pactuada, melhorando, em muito, a qualidade de vida e recobrando a dignidade duramente atingida nos últimos anos.

A AABNB reafirma que não considera os acordos como ponto final de chegada, mas como uma solução dos problemas que permitiam solução imediata, e reitera sua disposição de continuar lutando para novas conquistas, porém sem nunca perder de vista o futuro dos colegas da ativa, dos aposentados e pensionistas, a solidez da CAPEF e do BNB.

Por dever de justiça, registramos nossa convicção de que as Administrações do Banco e da CAPEF convergem para nossas convicções, mas estamos atentos e sempre discutindo com as mesmas quaisquer indícios que apontem em direção contrária.

Respeitamos as opiniões dos aposentados e pensionistas que não aderiram aos acordos e continuam com as demandas judiciais, por não concordarem com nossas idéias, e que têm visão mais imediatista ou que perseguem interesses mais personalistas. Faz parte da vida.

Desejamos a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, repleto de Paz, Saúde e Realizações.     

 


FUTURO DO BNB CLUBE DE FORTALEZA PREOCUPA 
SÓCIOS-PROPRIETÁRIOS

O destino do BNB Clube de Fortaleza tem preocupado os sócios-proprietários e sócios-contribuintes que costumam usufruir as opções de lazer oferecidas no espaço físico da sua sede, localizada na Avenida Santos Dumont, Aldeota. Uma das preocupações é com referência à criação do sócio-proprietário indicado, proposta apresentada pela atual diretoria do clube, sob a alegativa da necessidade de solucionar os problemas de ordem financeira que a agremiação vem enfrentando.

Ao tomar conhecimento desta proposta, que seria analisada e votada em Assembléia Geral, no dia 02 de janeiro deste ano, alguns sócios-proprietários, solicitaram, naquela oportunidade, o apoio da AABNB e da AFBNB, para proporcionar uma melhor discussão da matéria.

 Essas entidades se fizeram representar na citada Assembléia, por vários diretores, também sócios proprietários do BNB-Clube e, felizmente, em nome dos demais sócios-proprietários e contribuintes, conseguiram com que a Assembléia decidisse pela não aprovação da proposta, pelo menos por enquanto.

No entanto, conforme carta enviada a AABNB no dia 18 de novembro último, pelos sócios-proprietários Agnor Nunes Gurgel Júnior, Hercílio Mendes, Marcelo Alcântara de Oliveira, Paulo Afonso Lopes Ribeiro e Sílvio de Araújo Teixeira, existe o receio de que a atual diretoria do Clube volte a propor tal medida. A carta traz o seguinte apelo: “gostaríamos de invocar a AABNB, que tem sido uma defensora intransigente e séria da legalidade no que se refere a tudo que diga respeito à família benebeana, para que investigue, apure, alerte, debata com todos os sócios, na categoria de proprietário, mostrando que interesses motivam a criação do Sócio-Proprietário INDICADO”.

Por conta disto, fica o alerta aos atuais sócios do BNB-Clube, para que a “nova” proposta não seja apreciada em ritmo de Medida Provisória, imposta sem estar legitimada por prévia e ampla discussão com o Corpo Social. A AABNB já sugeriu à Diretoria do BNB-Clube que realize seminários no Passaré e em outras unidades do Banco, com os sócios do Clube, para permitir uma ampla e geral democratização das informações e decisão final sobre a matéria, a fim de permitir participação de todos em tão importante decisão. 


 


BREVES 

Incentivo - O Banco do Nordeste recebeu o Selo Diamante, do governo do Ceará, no quesito Responsabilidade Cultural. Foi a instituição que mais investiu no setor no Estado. Ganhou também do governo do Piauí o Prêmio Nossa Cultura. Além disto, o BNB vai inaugurar, no próximo ano, três centros culturais: Juazeiro do Norte (CE), Sousa (PB) e Teresina (PI). 

Investimentos – A comemoração do crescimento de 50% nas aplicações de recursos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) é do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Somando-se os recursos do FNE, com os fundos do Norte, operado pelo Banco da Amazônia, e do Centro-Oeste, operado pelo Banco do Brasil, o ano de 2004 encerra com aplicações de R$ 4,5 bilhões. 

 


ENCARTE CULTURAL

PODER, PARTICIPAÇÃO E PLANEJAMENTO

Quando deixou de ser nômade, o homem desenvolveu paralelamente ao poder de dominar a natureza o poder de dominar seu semelhante. A partir daí tiveram início as desigualdades e injustiças sociais que tanto tem denegrido a raça humana, ao longo de sua história.

Sustentam alguns estudiosos que, para evoluir, o homem teve necessariamente de, no início, escravizar seu semelhante, mais tarde, torná-lo servil e, por último, assalariado, formas de relação, porém, todas elas, em menor ou maior grau, indiscutivelmente aviltantes da dignidade humana.

Segundo a moderna teoria do planejamento participativo essa realidade injusta se deve, fundamentalmente, à falta de participação das pessoas em todos os níveis e aspectos da atividade humana.

Participação significa, para essa teoria, a distribuição do poder entre as pessoas e pequenos grupos, e não mais - como vem acontecendo ao longo da história da humanidade - sua concentração nas mãos de alguns, sejam pessoas, governos ou instituições. Implica, também, a conscientização de que governar é coordenar o processo de definição conjunta dos rimos sociais e, conjuntamente, administrar os meios para alcançar esses rumos. Subentende, igualmente, o compromisso do governante de não só dizer, mas realmente de se reconhecer corno um servidor da comunidade.

É, ainda, pressuposto fundamental da teoria a necessidade de se reconhecer que não só os poderosos ou técnicos, mas todas as pessoas têm uma igualdade fundamental que lhes permite contribuir conjuntamente para a construção de uma nova realidade.

O processo de planejamento - para que se possam alcançar resultados e, até, se falar sobre ele - apresenta, segundo Danilo Gandin, claramente duas dimensões que devem conjuntamente ser levadas em conta.

Uma delas, a mais freqüente na prática, é a que usa o planejamento como um processo para organizar a prática, ou melhor dito, para fazer bem as coisas que já estão definidas, mesmo que não se saiba por que essas coisas devem ser realizadas e repetidas. A segunda, já presente na reflexão das pessoas, é a que pensa o planejamento como um processo de transformação da realidade e, por extensão, de construção de uma nova realidade.

Pode-se dizer que o estudo e prática do planejamento sob essa segunda dimensão assentam sobre bem fundamentada metodologia e em conceitos aparentemente bem definidos que lhe conferem certo grau de operacionalidade necessária para gerar resultados práticos.

Um dos princípios básicos dessa prática é que a realidade social é um processo constante de reprodução — ora conservadora, ora transformadora — de uma hierarquia de valores.

Realidade social é, portanto, um conceito chave do modelo. Sua operacionalidade implica a necessidade de decompô-lo em duas ordens diferentes mas articuladas. Na primeira ordem, a realidade social se decompõe em realidade existente e realidade desejada, com suas concordâncias e contradições dialéticas. Na segunda, em realidade global, realidade do campo de ação do grupo ou da instituição que planeja e realidade da instituição, do grupo, do movimento, com os respectivos graus de interdependência sistêmica entre elas. E uma tentativa de mudar, ancorada no aqui e agora, ao invés de centrada em princípios universais de difícil ou mesmo inviável operacionalidade.

Outro conceito básico desse modelo é o de marco referencial que se subdivide em marco situacional, marco doutrinário e marco operativo, todos fundamentados em teorias e não no senso comum ou na ideologia. Esses marcos servem de referenciais teóricos para orientar a construção de uma realidade desejada, a partir de uma análise comparativa com a realidade existente.

Diagnóstico e necessidades são outros conceitos importantes. O primeiro é um juízo sobre a realidade à luz do marco operativo, diretamente, e do marco doutrinário, em última instância. O segundo é a expressão de uma distância específica entre aquilo que existe e aquilo que se espera.

Por fim, vem o conceito de programação que é uma proposta de ação para satisfazer as necessidades evidenciadas pelo diagnóstico.

Pedro Hudson

 

 

 

INQUIETAÇÕES

 

A falta de sossego é uma constante na vida do ser humano. 

Vivemos inquietos e presos às contingências do destino, muitas vezes sem que possamos afastar as maldições, as intempéries e as dificuldades que nos são imanentes e nos levam a cometer desatinos. 

Parece mesmo que as portas do céu não nos oferecem condições e oportunidades para nos livrar dessas mazelas e dos problemas que nos afligem constantemente. 

O que faremos? 

As portas do céu se abrirão, à medida em que fiquemos identificados com as manifestações espirituais e cumpramos o nosso dever sem preocupação das conseqüências, sem guiarmos os acontecimentos e, sim, sendo guiados por eles. 

Agindo com prudência e fé, nossa vida será plena de sucesso, suporta as adversidades e nos coloca em contato contínuo com o mundo transcendental, onde não há ansiedade e que os grandes problemas são pequenos para o infinito poder de Deus. 

Não deixemos em quaisquer circunstâncias, que pairem sobre nossas cabeças nuvens de trevas, bem como aniquilação. 

Devemos confiar em Deus que está dentro de nós. N’Ele, existe a solução de todos os problemas. 

 

Não podemos deixar que as aflições e as inquietações tomem conta de nosso ser, porque seremos facilmente tragados e dominados pelos seus efeitos nocivos e tentaculares. 

Devemos prezar as coisas eternas, o que é mortal em nós, e não fazermos o oposto, livrando-nos do prazer e do luxo, querendo apenas as coisas pequenas para chegarmos mais perto da divina felicidade. 

Não devemos ter inveja dos pecadores. Procuremos respeitar e obedecer a Deus todos os dias de nossa vida, a fim de que possamos ser merecedores de sua graça e excelsa misericórdia. 

Finalmente, “não diga pra Deus que você tem um grande problema, diga pra seu problema que você tem um grande Deus” - Júlio Heringer.  

 

Syllas Brasil Cordeiro
Aposentado do BNB

 

POMO-PROIBIDO


Na cama, numa noite fria de inverno, finalmente Davi conseguiu o que queria.

Por vezes, ele tentara, na conversa ao pé do ouvido, com argumentos que pareciam convincentes, obter algo: em vão. Quando ela o entenderia?

Davi fizera viagens longas para lucrar amorosamente após o retorno.

Elisabete continuava indiferente, enquanto ele sofria a frieza de sua namorada.

Por ser homem de posses, viajou pelo mundo inteiro na busca de presentes valiosos e atraentes para ela.

Seu amor era quase uma obsessão.

Quando menos esperava, uma nova decepção.

Davi valera-se de sugestões e conselhos dos amigos na tentativa de quebrar a indiferença de Elisabete.

Nem os jogos de amor, nem a demonstração continuada de sua fidelidade, a convenceram a ceder.                     

Mesmo assim, o tempo, senhor de tudo, ia diminuindo lentamente a resistência até então inquebrantável de Elisabete.

Davi, contudo, por não conseguir satisfazer os seus mais íntimos desejos, sentia-se frustrado a cada dia que passava.

Ao ficarem a sós percebeu, enfim, que Elisabete o amava doidamente...  

(Orientação: leia o texto de baixo para cima, frase por frase, para completar a estória).

Nota do autor: Esta forma de narrativa não é original: outros já fizeram o mesmo.

Miniconto de José Alberto de Souza

 

KELLY, UMA MENINA MOÇA

Irrefutável! Realmente, aos olhos humanos, a Kelly não passa de uma adolescente vivendo o mundo dos sonhos. Ela sonha coisas simples que qualquer jovem sonha, imagina ou sente. A menina-moça, mais menina que mulher, sonha com um castelo encantado onde possa, talvez, um dia, ser uma princesa ao lado do seu amado. Sonha também com a areia da praia, com o reflexo da lua no mar... 

Não resta dúvida, pelos seus atributos de beleza, a Kelly muito merece ser uma princesa: A sua beleza exterior é uma beleza natural e ressalta aos olhos de quem a contempla. Em sendo natural, poder-se-á comparar - a sua beleza - às águas cristalinas dos mares e dos rios, ao verdejante das florestas, bem como ao belo e altaneiro de uma montanha vista ao longe. 

Realmente, a sua beleza é pessoal e exclusiva. O seu corpo de menina, a caminho de ser mulher, desperta atração e sugere desejos ao varão que lhe estende o olhar. Os seus movimentos são suaves, harmoniosos e simétricos. Nela, no entanto, o que mais pontua é o trinômio postura, simpatia e comportamento, todos ornamentados com a singeleza da sua graça e com a simplicidade da sua forma de ser bela. 

Se a Kelly vai à praia o céu fica azul-dourado e o sol pára. Sim, isso mesmo, pára o sol para olhar a deusa que acabara de chegar, com partes do seu corpo encobertas por um minúsculo biquini na cor cenoura, contrastando e combinando com o bronze da sua pele em perfeita sintonia com o tom do seu cabelo, este esvoaçado pela ação do vento que, naquele momento, sopra mais forte, simplesmente, para prestar-lhe homenagem. 

Com a sua boca carnuda e sensual, esculpida pelo cinzel de hábil artista, Kelly inspira desejos a qualquer um em seu derredor. O seu baixo ventre e as suas pernas torneadas têm a forma do pecado... Não há quem resista ao contemplá-la! Nessa hora, sente-se uma emoção diferente e o “tum-tum-tum” do velho coração, por um bom tempo, passa a funcionar fora do ritmo. 

Com o olhar em Kelly, não se pode negar que, por breve momento, tem-se a impressão de que tudo se revigora e renasce sem nunca se haver morrido. Chega-se, inclusive, a se sonhar com uma herança à qual não se tem direito, nem tampouco ser-lhe-á concedida. 

E, por fim, o seu jeito e gestos espontâneos atribuem-lhe dotes que fazem qualquer coroa sentir-se rejuvenescido sem despojar-se da sua “melhor idade”, em cujo sonho repousam os mais puros e/ou os mais ingênuos sentimentos de prazer e de felicidade!

Laurindo Ferreira
Fortaleza set/04


TALENTO DA TERRA

Registramos, com alegria, o fato de ter sido o associado José de Ribamar Lopes agraciado com um dos cinco principais prêmios de Literatura (Poesia) no concurso nacional de Talentos da Maturidade, do Banco Real. A solenidade de entrega dos prêmios ocorreu em 17 de novembro passado, no Rio de Janeiro, em grande estilo e com "flash" no Jornal Nacional da Rede Globo. Entre quase dez mil participantes nas diversas categorias propostas, a vitória de Ribamar Lopes nos enche de orgulho e satisfação. Parabéns, maranhense-cearense!


OS RELATÓRIOS DOS FOs (*)

Durante muitos e muitos anos os Fiscais Orientadores (FOs.) do BNB emitiam juízo de valor nos relatórios técnicos que elaboravam, relativos às visitas de fiscalização. No Departamento Rural, supervisores “pinçaram” muitas opiniões que se tornaram célebres. 

Vejamos algumas interessantes: 

  • Profeta 1 - “Fui atendido na fazenda pela mulher do mutuário. Segundo soube, ninguém quer comprá-la e sim explorá-la.” 

  • Prático -  “O cavalo estava ajudando nos serviços da fazenda. Ele liquidou o financiamento com a mandioca particular que está sendo carregada para a casa de farinha do vizinho.”

  • Meteorologista 1 - “Se não fosse o sol, tudo indicava que a chuva aumentasse a safra.”

  • Profeta 2 - “Desconfio que o mutuário está com intenção de pagar o débito.”

  • Cientista - “A euforbiácia foi substituída pela musácea sem o consentimento da carteira rural precisando de começar tudo de novo e orientar o serviço.” 

  • Responsável - “Pediu para eu ficar e depois viajou em seguida... isso pareceu mais uma brincadeira de homens sem responsabilidades.” 

  • Literato - “Botei os dois para dizer a verdade e vi que tudo não passava de uma tragédia, aliás comédia.” 

  • Profeta 3 - “O mutuário foi para São Paulo para melhorar de vida. Quando voltar vai liquidar com o Banco.”

  • Meteorologista 2 - “O sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse grande astro as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram.” 

  • Jurista - “Chegando ao imóvel só encontrei a viúva do “de cujos” juntamente com os onze “de cujinhos”.

(*) Trechos selecionados pelo aposentado José Alberto de Souza.


LIVRO: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

O autor Eric Arthur Biair (George Orwell) procura desnudar a insatisfação, e porque não dizer as necessidades, dos menos favorecidos, face à inferioridade social ou econômica, que vislumbram no uso de movimento revolucionário a reversão da situação de desigualdade.

Compara os desiguais, usando a figura do humano e o animal dito irracional, no que, nada obstante, deixa clara a incitação do indivíduo-operário contra o indivíduo-patrão, não com a contundência de uma convulsão social, mas que, nem por isso, deixa de ser real o desejo ou necessidade do uso da força, para alcançar o objetivo perseguido.

Verdade é que, com a vitória, o chefe da bicharada, apesar das anunciadas boas intenções, passa a utilizar os mesmos métodos dos humanos, tanto que cria na sua República leis protetoras, mas as deturpa, e submete os iguais a humilhações, injustiças e penas severas, com a ajuda de delatores e puxa-sacos que, com o Presidente - o porco Napoleão - se tornam diferentes deles.

Usa rede de intrigas, mentiras, tática política desonesta para alijar concorrentes, pena de morte para traidores. Isso na agora Granja dos Bichos, propriedade usurpada do humano Jones, considerado repressivo, injusto e cruel.

E, como se vê, a cadeia de atos reprováveis não foi sequer interrompida, numa evidência de que o homem não evoluiu ética, honesta, respeitosa e fraternamente, como nos mostra a seguinte passagem, à página 87 da obra analisada, atribuída pelo autor ao burro Benjamim, já morador da então Granja do Solar: 

“as coisas nunca haviam estado e nunca haveriam de ficar nem muito melhor nem muito pior, sendo a fome, o cansaço e a decepção ... a lei imutável da vida.” 

É o subjugo do homem pelo homem!

Waldir Faria Freitas

 


PÁGINA LITERÁRIA

Praia de Iracema

Minha lendária Praia de Iracema!
Berço dos boêmios
Reduto dos trovadores
Território sagrado dos menestréis
Tu que foste musa inspiradora
De tantos vates que se foram...
Tu que foste parceira e amante
De tantas noites enluaradas
De serestas apaixonadas... 

Oh! Minha eterna fonte de emoções!
Quantas vezes adormeci ao teu relento
Embalado pelo farfalhar das tuas palmas
No afago fugidio de tuas areias brancas...

Ainda ouço distante as vibrações perdidas
Dois violões apaixonados
Das canções de amor
Dos recitais ao léu, em noites de orgia...

Oh! Doce praia dos amores!
O mar que te foi pródigo em beleza e fama
Não possa nunca te sepultar nas ondas
E que o tempo apagar jamais consiga
O brilho fascinante de tua argêntea lua. 

Mairton Menezes
Juiz Federal e ex-funcionário do BNB

 


ESTÁ NA MÍDIA

Turismo para o idoso

No Ceará, pessoas com mais de 60 anos poderão ganhar um incentivo especial à prática turística. Um projeto de lei ainda está tramitando na Assembléia Legislativa e, se aprovado, deverá assegurar às empresas públicas e privadas condições que garantam viagens às pessoas de terceira idade. As empresas serão beneficiadas por meio de incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). As instituições serão estimuladas ao ecoturismo em áreas naturais ou em áreas consideradas patrimônio histórico e cultural. Assim, os idosos terão oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos do Estado. Ao mesmo tempo, serão incrementadas mais divisas com a vinda de turistas idosos de diversos estados, inclusive do exterior. Resta agora esperar pela aprovação do projeto de lei e, se aprovado, que sirva de exemplo para os outros estados. (Diário do Nordeste, 17.11.04) 

Financiamento de imóveis

A Caixa Econômica Federal vai facilitar o financiamento da compra de imóvel usado. O banco já está alterando as regras do programa Carta de Crédito (FGTS). Atualmente, o  limite de financiamento do programa é de 70% do valor do imóvel, mas subirá para 90%. Com isto, o futuro mutuário poderá financiar uma parcela maior do imóvel e dessa forma reduzir o valor da entrada. O programa – destinado para trabalhadores com renda mensal de até R$ 4.500 – é uma das mais importantes linhas de crédito para a compra de imóveis novos, usados, em construção ou reforma. (Diário do Nordeste, 12.11.04)

 


CARTAS E E-MAIL

Meus parabéns pela nova formatação do site, atingindo com eficiência e praticidade, seus objetivos. Ficou mais prática e rápida a sua pesquisa de informações, caminhando, pois, “pari-passu”, com a estrutura e exigência desse moderno meio de comunicação. Com o objetivo de prestar uma modesta colaboração à AABNB, voltada para a satisfação de seus associados, carentes ou não, em breve retornarei com esse propósito, esperando que seja essa idéia aproveitada, em razão da grande necessidade dos conhecimentos a serem divulgados. Agradeço a atenção.

Eronides Vidal de Freitas

 


SAÚDE EM FOCO

Doenças pulmonares - A cada 11 segundos uma pessoa morre vítima de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), patologia ainda sub-diagnosticada e pouco conhecida da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta doença é responsável pela sexta maior causa de morte no mundo, ao lado da AIDS, e a quinta maior no Brasil, chegando a matar 85 pessoas por dia no País. Popularmente diagnosticada como enfisema pulmonar e/ ou bronquite crônica, a DPOC é mais grave porque incapacita e limita gradativamente o paciente a realizar atividades normais da vida diária. Segundo estudos feitos em 2003, a doença acomete cerca de 16% dos adultos com mais de 40 anos, sendo que em 90% dos casos, o tabagismo é a maior causa da doença. Uma das conseqüências são as internações freqüentes causadas por crises, geralmente relacionadas a infecções. Entre os sintomas estão: tosse, chiado no peito, falta de ar. (Jornal O Povo – novembro de 2004) 

Pele sem marcas – A psoríase, como a maioria das doenças dermatológicas, pode causar um terremoto na estima dos portadores. A enfermidade considerada crônica e ainda sem cura, é caracterizada por lesões avermelhadas recobertas com escamas secas e esbranquiçadas surgidas sobre a pele.  Estima-se que 190 milhões de pessoas no mundo inteiro sofram com o problema. A boa novidade é que ainda neste mês chega ao Brasil mais um remédio para tratar a psoríase de quadro moderado a grave, com menos efeitos colaterais. É o Raptiva (efalizumabe), do laboratório Serono, que age apenas sobre as células afetadas, reduzindo os riscos de reações como pressão alta e descontrole do diabetes. Outra vantagem: o próprio paciente poderá aplicar a injeção. O único inconveniente é o custo mensal do tratamento que poderá chegar a R$ 5 mil. Em 2006, também deve chegar ao Brasil o medicamento em forma de xampu com atuação no couro cabeludo e outras áreas pilosas. O xampu Clob X (Galderma) já está disponível nos Estados Unidos. (Revista Istoé - novembro de 2004)

 


OS APOSENTADOS E AS CONTRIBUIÇÕES ABSURDAS DA 
CAPEF. ABSURDAS???

Imagine uma caixa d’água em uma casa. Essa caixa recebe, diariamente, uma  quantidade do precioso líquido indispensável à vida. O consumo, entretanto, não se dará de imediato. Durante meses e meses a fio, e por muitos anos, a caixa  somente é abastecida, tal qual um reservatório, para que o consumo se inicie num determinado momento, num futuro preestabelecido de um horizonte fixado para os próximos tempos,  com início daqui a trinta ou trinta e cinco anos. A duração do consumo não é pré-fixada, mas deve ser suficiente para prover as necessidades durante o maior tempo possível, ou seja, trinta, quarenta ou cinqüenta anos, após o seu início. Caso o número de pessoas a ser abastecido seja pequeno, torna-se relativamente fácil calcular o volume necessário para atendimento de suas necessidades. 

Agora, para tornar a figura um pouco mais complexa, imagine que essa caixa d’água pretende atender às necessidades de uma cidade, cujo número de habitantes tende a crescer nos próximos anos. Assim, o volume d’água deve ser calculado em uma dimensão tal que há de ser suficiente para suprir essa população, no tempo futuro já mencionado.           

O subdimensionamento do aporte inicial trará, indiscutível e fatalmente, problemas no futuro. Nesta hipótese, medidas corretivas deverão ser implementadas no futuro, sob pena do total colapso para solução dos problemas que surgirão no atendimento das necessidades da população. Nesse caso, surgem duas alternativas, reduzir drasticamente o consumo ou aumentar o fluxo de aporte de líquido para corrigir o desequilíbrio inicial. Às vezes, as duas providências devem ser implementadas simultaneamente, o que é mais doloroso.  

Esta parábola destina-se a uma melhor compreensão dos problemas que envolvem a maioria das questões relacionadas com a previdência, ou seja, com a aposentadoria das pessoas. Basicamente, existem três regimes clássicos de financiamento da previdência. Por regime financeiro entenda-se o método adotado para prover os recursos necessários ao cumprimento das obrigações assumidas pelo sistema previdenciário, ressaltando-se que o regime financeiro, seja ele qual for, não altera o custo dos compromissos assumidos, já que estes sempre são os mesmos, independente do financiamento escolhido.  O que poderá ser alterado, isto sim, dependendo do regime financeiro escolhido, é a contribuição necessária para fazer frente ao custo dos compromissos assumidos.  

O primeiro método a ser citado é o chamado “Repartição Simples”, também conhecido como regime orçamentário. Nesta sistemática, calcula-se as contribuições, necessárias e suficientes, a serem arrecadadas em determinado período de tempo, para atender apenas e tão-somente, o pagamento dos benefícios nesse mesmo período de tempo. É o sistema de caixa, adotado pela previdência pública, que arrecada em um mês, para as despesas do mesmo mês. 

Um segundo método, é o “Regime de Capitalização”, que, em relação ao anterior, está no extremo oposto conceitual. Consiste em determinar as contribuições necessárias e suficientes a serem vertidas pelo trabalhador para custear sua própria aposentadoria.  

O terceiro método é chamado “Repartição de Capital de Cobertura”, que é o aporte, de uma só vez, do valor necessário para custear o pagamento do benefício até a sua extinção. Na prática, esse aporte único é, geralmente, o capital segurado contratado em uma apólice de seguro.  

O Quadro a seguir apresenta  informações interessantes sobre os três Regimes:

REGIME FINANCEIRO 
(SISTEMAS PUROS)

FORMAÇÃO DE RESERVAS PARA

SENSIBILIDADE QUANTO À

  JUROS NATALIDADE LONGEVIDADE
REPARTIÇÃO SIMPLES NAO HÁ BAIXA ALTA ALTA
CAPITALIZAÇÃO ATIVOS E APOSENTADOS ALTA BAIXA ALTA
CAPITAL DE COBERTURA APOSENTADOS MÉDIA BAIXA ALTA

No caso dos aposentados e pensionistas que percebem benefícios da CAPEF, todo o sistema tem por fundamento o chamado “Regime de Capitalização” .  

Todos nós temos conhecimento de que, quando da fundação da nossa caixa de previdência, no início da década de 1970, o plano de benefícios apresentava as seguintes características: previa a aposentadoria com o total dos proventos do último mês trabalhado; com a possibilidade de contribuição do tempo de serviço antes da fundação da CAPEF; idem sobre o tempo de contribuição antes do ingresso no BNB; com um pecúlio de valor elevado; reajustes dos benefícios nas mesmas bases dos planos de cargos e salários do pessoal da ativa; e com taxas de contribuições de apenas 1,5% sobre os proventos.   

Como se observa, o Plano apresentava um leque de benefícios muito amplo e, o futuro comprovou, sem bases sólidas, com uma pequena contribuição para fundação de reservas, provavelmente em decorrência do pouco desenvolvimento das ciências atuarias e, como conseqüência, fatalmente teria sérios problemas de desequilíbrios nos próximos anos.  

Não podemos deixar de reconhecer que, algumas vezes, foram implementadas, por administrações anteriores do BNB, tentativas de fortalecer o patrimônio da CAPEF, com aumento de contribuições e com alocação de recursos extraordinários, inclusive imóveis de uso do próprio Banco.  Essas providências, no entanto, mostraram-se insuficientes para solucionar o déficit atuarial que continuou a crescer e a ameaçar a saúde financeira do Plano de Benefícios.     

Estes problemas estruturais, de fundação das reservas, se agravaram durante anos e anos, sem que fossem tomadas medidas saneadoras definitivas. As providências para solução desse desequilíbrio somente foram implementadas, corajosamente, pelo grupo de negociação que se instalou no ano passado, para solucionar as ilegalidades e perversidades das  administrações anteriores do BNB e da CAPEF, graças à operação, que costumo denominar de engenharia financeira, desenvolvida para equacionar os problemas até então detectados.  Nesse momento, a atual administração do BNB se comprometeu a aportar recursos suficientes para o ajuste necessário, sendo parte liberada de imediato e outra parcela ao longo dos próximos anos. O Grupo de representantes admitiu rever as taxas de contribuições, principalmente levando em conta que o BNB, por causa das taxas pagas pelos aposentados, entraria  com igual percentual, dada a limitação legal de uma para uma unidade de contribuição, o que fortaleceria a CAPEF.     

O momento, portanto, ainda é de análises e de expectativas, oportunidade em que  reafirmamos o nosso compromisso de acompanhar a situação da CAPEF, ficando atentos para, logo que a Caixa atinja as condições ideais de saúde financeira, pleitearmos a redução da taxa de contribuição mensal ou o aumento de benefícios, conforme prevê a própria legislação sobre a matéria. Para isto, no entanto, há necessidade de estudos técnico-atuariais, pois não pode prevalecer o sentimento ou bases empíricas.  

Também reafirmamos nosso compromisso com a necessidade de novos estudos sobre a saúde financeira da CAPEF, para que possamos discutir as possibilidades de ajustes nos benefícios e nas taxas de contribuição atualmente praticadas. É necessário, no entanto, que essas discussões se dêem com números consolidados e que possam ser projetados para um horizonte que traga a tranqüilidade da solidez do fundo de pensão para cumprir suas obrigações atuais e futuras. Os números do tempo transcorrido não são suficientes para alterações no cenário, mas estamos realizando permanentes análises e, inclusive, é intenção do atual Conselho Deliberativo solicitar novos estudos atuariais, para comparação com os dados hoje utilizados.  

Voltemos à figura da caixa d’água. Caso o abastecimento inicial de líquido seja insuficiente para atender às necessidades de um grupo, com segurança, tranqüilidade e oportunidade, por determinado tempo, em algum momento, no futuro, serão necessárias providências para corrigir o problema e o melhor é que essas providências sejam corajosas e eficientes, para evitar que as disfunções retornem.  

Miguel Nóbrega Neto
 
Diretor da AABNB e
Membro do Conselho Deliberativo da CAPEF


 

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