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FEVEREIRO/2008
Revisão
pode elevar o benefício do INSS em até 125,31%
Em
abril de 1994, uma lei determinou a revisão das
aposentadorias concedidas pelo INSS entre os dias 5 de abril
de 1991 e 31 de dezembro de 1993. Por
causa de um erro no cálculo desses benefícios, muitos
segurados receberam menos da metade do que tinham direito.
Porém, vários aposentados deixaram de receber até 125,31%
a mais.
Para corrigir o erro,
o governo editou a lei 8.870/94, mandando que as
aposentadorias concedidas naquele período, cujo valor tenha
ficado abaixo da média dos 36 últimos salários de
contribuição, fossem revistas, respeitando o limite do
teto previdenciário da época. A revisão que deveria ser
aplicada é correspondente à diferença entre as contribuições
e o salário de benefício da concessão. "O problema
é que o INSS não fez a correção de todas as
aposentadorias. E, entre aquelas em que foi feita a revisão,
muitos deixaram de receber o valor integral", afirma o
consultor e advogado previdenciário Marco Anflor.
"Como é uma revisão que está prevista em lei, não há
como o INSS alegar a prescrição", afirma o consultor.
Para a advogada
Vanessa Berman, não há motivos para o Judiciário negar o
pedido. "É impossível não darem a revisão, porque
é o que diz a letra expressa da lei", afirma. Segundo cálculos de
Anflor, para ter direito, o segurado deve ter contribuído,
nos últimos 36 meses antes de se aposentar, com base em,
pelo menos, oito salários mínimos. Quem contribuía com
menos que isso não teve problemas. Como
o cálculo usado na época para definir o benefício levava
em conta apenas as últimas 36 contribuições, os valores
pagos antes disso ao INSS não entraram na conta. (Fonte:Agora/Assprevisite)
Presidente Lula recebe comitiva da Cobap
No
dia nacional do Aposentado, uma Comitiva da Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), foi
recebida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva no Palácio do Planalto.
A
equipe entregou ao presidente Lula, uma carta de reivindicações do movimento
dos aposentados e pensionistas. Em audiência fechada, a
Cobap pediu ao presidente que no decorrer deste ano haja uma
parceria entre o Governo e os movimentos da categoria. A
comitiva também tratou da questão do reajuste dos benefícios
e das pensões, das perdas salariais, da falta de
medicamentos contínuos, da saúde pública, e outros
assuntos relatados na carta que foi entregue.
O presidente Lula escutou as reivindicações e
afirmou que nos próximos três anos de governo estará
aberto para dialogar com o movimento de aposentados e
pensionistas, e que a Previdência Social está sendo
preparada para amparar os cidadãos de forma respeitosa e
digna.
Estiveram presentes na audiência o Ministro da
Previdência Social, Luiz Marinho; o Secretário Geral,
Carlos Eduardo Gabas; o Secretário de Políticas para a
Previdência Social, Helmut Schwarzer;
representantes do INSS, aposentados, pensionistas e
idosos da Cut Nacional. (Fonte: Cobap/Assprevisite)
Ricardo
Pena é o novo Secretário
da SPC
Com a saída a pedido de Leonardo Paixão, Ricardo Pena
Pinheiro é o novo Secretário de Previdência Complementar,
por ato publicado na edição de 06/02/08, do Diário
Oficial da União. Pena, que era o Secretário Adjunto,
sempre se mostrou alinhado com a política de elevado padrão
técnico seguida por seus antecessores desde 2003,
caracterizando assim mais uma sucessão orientada pelos
melhores princípios da gestão pública.
Reconhecido por sua sólida formação acadêmica, em
particular seus conhecimentos sobre economia e estatística,
Pena é doutor pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento
Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É
autor do livro “A Demografia dos Fundos de Pensão”.
(Fonte:Diário
dos Fundos de Pensão/Assprevisite)
Fundações
obtêm retorno de 191% da meta atuarial
Os
fundos de pensão registraram, até novembro, ganhos
acumulados de 18,81% no ano, atingindo R$ 412,7 bilhões.
Este percentual significou um retorno de 191% sobre a meta
atuarial medida com base no INPC mais 6% ao ano. Os
dados são da Associação Brasileira das Entidades Fechadas
de Previdência Complementar (Abrapp). Em novembro, no
entanto, devido às turbulências nos mercados globais, a
rentabilidade estimada foi negativa em 0,25%, com queda de
2% na carteira de renda variável. Na renda fixa a variação
foi positiva em 0,65% no mês. Os ativos totais somaram R$
434,3 bilhões, equivalente a 17,3% do PIB. (Valor Online/Assprevisite)
Previdência
Social completa 85 anos
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na comemoração
dos 85 anos de criação da Previdência Social, no mês
passado, que a questão do déficit da Previdência, no
curto prazo, seria resolvida a partir do crescimento da
economia. Lula destacou que, a partir dos anos 1980, a
economia passou 20 anos crescendo pouco, o que influenciou a
queda do mercado de trabalho e reduziu a arrecadação do
INSS. Lula destacou que, só no ano passado foram 1,6 milhão
de empregos a mais com carteira assinada.
“Na medida em que
você começa a gerar mais empregos você vai diminuir o déficit
e aumentar a receita da Previdência. Na hora em que
convencermos a economia informal de que é importante
contribuir com a Previdência Social, porque eles vão ficar
velhos e também vão precisar da Seguridade Social, a gente
vai perceber que em poucos anos vamos resolver o problema do
déficit da Previdência, sem que isso nos tire a
oportunidade de apresentar ao país um sistema previdenciário
que possa resolver o problema das futuras gerações, algo
mais moderno, mais pensado”, disse o presidente.
O presidente afirmou não
ter dúvidas de que as próximas gerações precisarão de
um novo sistema previdenciário, pois daqui a 30 ou 40 anos,
as condições de trabalho não serão as mesmas de hoje.
Lula frisou que o Fórum Nacional de Previdência Social,
criado em 2007, tinha o propósito de discutir um modelo
previdenciário para o futuro sem mexer nos direitos
adquiridos da atual geração de trabalhadores. “Esse é
um desafio que não vai ser feito na marra, por decreto. Não
vai ser feito por emenda constitucional apenas. Isso vai ser
feito na medida em que a gente construir o consenso com os
interessados na questão da Previdência Social”,
ressaltou Lula. (Fonte Assprevisite)
Reproduzimos
a seguir, na íntegra, a notícia referente à condenação
de Byron Queiroz, divulgada no site do PT no último mês de
janeiro. O nosso site já havia divulgado tais informações,
veiculadas na imprensa em novembro do ano passado.
Apadrinhado
de Tasso Jereissati
condenado
por rombo de 7,5 bilhões no BNB
O
ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Byron Queiroz,
aliado do ex-presidente nacional do PSDB, senador Tasso
Jereissati (CE), foi condenado a 13 anos de reclusão, além
de multa, por ter fraudado a contabilidade do banco, rolado
dívidas não pagas e liberado novos empréstimos para estas
empresas. Entre os principais beneficiários do esquema
montado por Byron, que deixou um rombo de quase R$ 7,5 bilhões
(em valores não atualizados) no BNB, estão empresas do
grupo Jereissati e da família do líder do DEM (ex-PFL) no
Senado, José Agripino Maia (DEM-RN). A sentença foi
proferida pelo juiz da 12ª Vara Federal, José Donato de
Araújo Neto. Além de Byron, que presidiu o banco entre
1995 e 2003, outros cinco diretores do BNB também foram
condenados pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição
e falsificação de vários balanços do banco. Foram
isentos apenas da pena por formação de quadrilha.
As
ilegalidades de Byron vierem à tona através de uma
auditoria do Tribunal de Contas da União e foram
investigadas, superficialmente, pela CPI criada na Câmara
dos Deputados para apurar desvios nos recursos do Finor
(Fundo de Investimentos do Nordeste), operados pelo
BNB.Byron montou uma engenharia no banco para perdoar dívidas,
refinanciar e conceder novos empréstimos para empresários
amigos que não pagavam o banco há anos. A maioria das
negociações era implementada com a posição contrária do
Comitê de Avaliação de Crédito da Direção -COMAC. Após
realizar as operações, os empréstimos e refinanciamentos
eram apontados no balanço como créditos a receber e não
créditos duvidosos. Esse é o caso da empresa Mossoró
Agroindustrial S.A (MAISA),de propriedade do senador José
Agripino Maia (DEM). Agripino recebeu recursos do BNB e não
pagou. A dívida total do senador ainda é um mistério,
pois nunca houve uma investigação séria sobre o assunto.
Alguns números citados na imprensa apontam para a cifra de
R$ 50
milhões em valores atualizados. Até 1999, a MAISA devia R$
4.266.853,27. Agripino reconhece um débito de apenas R$ 2
milhões e o contesta na Justiça. No entanto, a questão
mais grave foi levantada por uma auditoria do TCU, que
afirma que vários órgãos do banco foram contrários às
operações de refinanciamento e novos empréstimo para a
empresa de Agripino em virtude do "elevado nível de
endividamento do grupo junto ao BNB e o fato de que, em
passado recente, os interesses do BNB estiveram abalados por
descumprimento por parte do grupo EIT (integrante do grupo
MAISA) em não honrar compromissos contratuais pactuados,
fato, inclusive, que resultou no impedimento do
cliente".
Não é
só este líder da oposição que está enrolado com Byron.
O TCU contesta também uma operação de empréstimo
efetuada para empresa Refrescos Cearenses S.A, de
propriedade de Tasso Jereissati, que estaria acima dos
limites possíveis do banco. Tasso também está
ligado,mesmo que indiretamente, a outras intervenções. Um
delas, levantada pelo TCU e denunciada pela revista
"IstoÉ", envolve a Fiotex Industrial S/A indústria
de fios de algodão de Fortaleza, que Byron chegou a ser
consultor. A Fiotex devia R$ 5,1 milhões e mesmo sem pagar
um centavo foi agraciada com uma bolada de US$ 3 milhões.
Pouco tempo depois, sem consultar a direção do banco, a
Fiotex recebeu mais R$ 2,5 milhões para capital de giro. Até
2002, tal empresa devia R$ 45 milhões ao banco. A Fiotex
pertence a Francisco de Assis Machado Neto, suplente do
senador Jereissati.
Byron gostava mesmo de Tasso. Era fiel e agradecido
pelos cargos que conseguiu no governo do Ceará e no próprio
BNB. Pode ser mera coincidência, mas isso pode ter
incentivado o ex-presidente do banco a perdoar uma dívida
de uma empresa do grupo Edson Queiroz, a Monteiro
Refrigerantes S/A, cuja maior acionista é a sogra do
senador tucano. Segundo a "IstoÉ", a dívida da
empresa com o BNB era de R$ 19,9 milhões. "Desse
total, mais de R$ 17 milhões era dinheiro público do FNE.
Em setembro de 1997, sob uma forte pressão de Byron, a dívida
foi dada como quitada depois de uma estranha negociação
entre devedor e instituição financeira. A empresa pagou,
apenas, R$ 3,9 milhões. O perdão da maior parte da dívida
não teve pareceres técnicos nem foi submetido aos
advogados do banco", afirma a revista. "A amizade
de Byron com o Grupo Edson Queiroz também levou o
presidente do BNB a perdoar uma dívida de R$ 3 milhões da
empresa Luna Aqüicultura Ltda., que pertence ao
ex-deputado". (Fonte:
site do PT)
Privatizações: Cesp recebe sinal verde da Aneel
O
“estilo” tucano de administrar mantém a sua sanha pelas
privatizações. No governo de José Serra, o processo de
privatização da Cia. Energética de São Paulo (Cesp) teve
mais um empurrão. A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) recomendou, por unanimidade, que a usina hidrelétrica
de Porto Primavera tenha sua concessão renovada por mais 20
anos. A decisão agora cabe ao Ministério de Minas e
Energia.
A
hidrelétrica de Porto Primavera é uma usina chave na Cesp.
Composta por seis geradoras, capazes de produzir 7,45 mil
megawatts (MW), a Cesp tem em Porto Primavera 21% dessa potência,
cuja concessão vencerá neste ano. Em outras palavras,
vender a Cesp sem essa hidrelétrica não seria viável.
A
lista de companhias interessadas em comprar a Cesp é longa
- inclui Energias do Brasil, controlada pela portuguesa EDP
, a Tractebel , do grupo franco-belga Suez , e várias
outras companhias. Além destas, especula-se que dois dos
maiores fundos mundiais de private equity também tenham
interesse no leilão. São eles: Black Stone e o KKR.
A
Cesp é a maior empresa de geração de energia do Estado de
São Paulo e a segunda maior do País, respondendo por 58%
de toda a energia produzida em São Paulo e por quase 12% de
toda a produção brasileira.
A
Cesp é a última estatal do setor energético do Estado de
São Paulo, que privatizou o setor em outros segmentos, como
o gás, por exemplo.
Em
1997, o controle da CPFL foi vendido, a Elektro foi
privatizada em 1998 e a Comgás em 1999. Também em 1999
foram vendidas as empresas Companhia de Geração de Energia
Elétrica Tietê e a Paranapanema . (Fonte:
DCI/Assprevisite)
Impactos
da crise já chegam a Fundos de Previdência e Pensão
Os
fundos de investimento voltados para a aposentadoria, sejam
de pensão ou de previdência privada, serão impactados
pelas turbulências do mercado financeiro. Depois de ter um
ano de ganhos, que acompanharam a alta do mercado de ações,
a previsão para 2008 é que os ganhos se reduzam - ou até
mesmo se transformem em perdas. Esses fundos deverão migrar
para renda fixa, temendo as oscilações da Bolsa, mas as
aplicações baseadas nos juros não devem ter rendimento tão
atrativo, já que as taxas devem ficar estáveis ou subir
modestamente.
Esse quadro vai
representar uma reversão em relação ao que aconteceu no
ano passado. Os fundos tiveram, em 2007, um ano bastante
positivo, puxados principalmente pela parcela aplicada em
renda variável. Isso porque cada fundo tem um perfil que
varia do conservador ao arrojado dependendo da participação
da renda fixa ou variável. Entretanto, a parcela aplicada
em ações não pode ultrapassar 49% da composição, já
que o objetivo desse investimento é poupar recursos para
projetos a longo prazo.
Com a instabilidade
nas bolsas mundiais, porém, a perspectiva é que a
participação em ações ceda espaço para ativos da renda
fixa. "Acredito que os gestores já devem ter feito
essa migração em meados de dezembro, com a sinalização
da crise" avalia o consultor financeiro Silvio Paixão,
sócio do portal Dr. Previdência. Outra alternativa é a
diversificação da carteira com ações de caráter
defensivo e menos voláteis ao sobe-e-desce das bolsas. (Fonte:Assprevisite)
INSS estuda
aumentar remédios com desconto para aposentados
O Ministério da Previdência estuda uma forma de ampliar a
lista de remédios com desconto para os aposentados
segurados do INSS. De acordo com o ministro da Previdência,
Luiz Marinho, a medida faz parte de um plano de valorização
do idoso. Hoje, por meio do programa Farmácia Popular é
possível encontrar medicamentos para hipertensão e
diabetes com até 90% de desconto. A idéia é ampliar o
benefício para remédios indicados para outras doenças
comuns da terceira idade, o que é, segundo o ministério,
uma reivindicação das confederações de aposentados.
As confederações também pedem o aumento do número
de unidades da Farmácia Popular, e o governo pretende
instalar mais 600 até 2010.
(Fonte:Assprevisite)
Lula prevê fim do déficit
da
Previdência "em
poucos anos"
Nas
comemorações dos 85 anos da Previdência Social no país,
o presidente Lula disse que o problema do déficit no setor
vai ser resolvido com o crescimento econômico. Segundo ele,
em poucos anos a questão será solucionada. Mas não deu
prazos específicos nem detalhou suas expectativas.
"Em poucos anos,
vamos resolver o problema do déficit da Previdência, na
medida em que a economia começar a crescer, vai diminuir o
déficit e aumentar a receita", afirmou o presidente,
durante a solenidade realizada no Palácio do Planalto, da
qual participaram ministros e representantes dos aposentados
e pensionistas.
Em tom de comemoração, Lula disse ainda ter ficado
satisfeito ao saber que o índice de desemprego revelado
pelo IBGE foi de 7,2%. "Um número desses tem um
significado importante. Certamente não tem país no mundo
com desemprego zero, mas a gente não podia continuar com o
desemprego "em um índice com dois dígitos",
afirmou o presidente. (Fonte:Assprevisite)
Nossa Gente!
Natural
de Recife, Fernando da Costa Lima integrou a 1ª turma de
concursados do BNB, iniciando sua carreira no Banco em
setembro de 1954, como Auxiliar (classe “A”), na então
única Agência do BNB na capital pernambucana. Cinco anos
depois, foi transferido para a Agência de Garanhuns, já
como Escriturário. Permaneceu naquela unidade durante dois
anos, exercendo a função de Correspondente Especial
BNB/ANCAR (atual Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural - EMATER) na área de crédito rural supervisionado.
Ao retornar para Recife, foi lotado na área de Crédito
Industrial, onde exerceu os cargos de Ajudante de Crédito,
Chefe de Seção e Analista de Projetos.
Posteriormente,
ainda em Recife, foi nomeado Chefe de Setor do DERGE (Crédito
Comercial) e, mais tarde, retornou ao Setor de Crédito
Industrial, onde permaneceu até a obtenção da
aposentadoria, em novembro de 1984. Paralelamente à
carreira no BNB, estudou Ciências Contábeis e Ciências
Econômicas, na Universidade Federal de Pernambuco. Também
desenvolveu estudos sobre Economia, na Comissão Econômica
para a América Latina e o Caribe (CEPAL), no Rio de
Janeiro; e Contabilidade, na Universidade de São Paulo. Foi
Diretor do BNB Clube de Recife em duas gestões. Associado
da AABNB desde janeiro de 1985, e atual Representante da
Associação em Recife, Fernando da Costa Lima é Nossa
Gente!
Atual
Representante da AABNB em João Pessoa, Renato Bezerra é natural do
município de Taperoá, na região do Cariri Paraibano. A sua relação
com o BNB teve início em março de 1959, ao ser aprovado no concurso
que selecionava Escriturários para a Agência Centro Recife. Depois
de nove meses na capital pernambucana, foi transferido para a Agência
de Campina Grande, na Paraíba, onde permaneceu por 15 anos,
desempenhando as funções de Chefe de Seção e Chefe de
Setor-Substituto.
Após
este período, uma nova transferência marcou a sua carreira
no BNB, em dezembro de 1975, ao sair de Campina Grande para
assumir o cargo de Chefe da Seção de Crédito Geral, em
Fortaleza, na Agência Centro. Menos de três anos depois,
no entanto, voltou à Paraíba, como Chefe de Cadastro da Agência
João Pessoa, onde também exerceu a função de Chefe do
Setor de Serviços Bancários, até 1986. Em seguida,
assumiu o Plano de Captação de Recursos (PLACAR), onde
permaneceu durante três anos, exercendo a função de
Gerente Adjunto Administrativo, até a obtenção da sua
aposentadoria.
Ao
se aposentar, trabalhou no Banco do Estado da Paraíba, de
julho de 1988 a março de 1994, e foi designado Liquidante
da Paraibanco Crédito Imobiliário, onde permaneceu até
março de 2001. Presidiu o BNB-Clube de João Pessoa em sete
mandatos, de 1979 a 1991. Associado da AABNB desde dezembro
de 1997, Renato Bezerra é Nossa Gente!
Arnóbio
Cândido de Almeida, natural do Icó, município localizado
na região do Rio Salgado, no Ceará, foi Correspondente do
Jornal O Povo, de
Fortaleza, durante 10 anos, de 1955 a 1965, em sua cidade.
Aprovado no concurso para Escriturário, ingressou no BNB em
junho de 1965, na Agência Centro Recife, onde permaneceu
por mais de quatro anos. Voltou ao Ceará em janeiro de
1970, como Ajudante de Seção, na Agência de Juazeiro do
Norte, onde trabalhou por sete anos. Logo em seguida foi
transferido para a Agência de Campina Grande, onde exerceu
o cargo de Escriturário durante um ano e meio.
Retornou
ao Ceará em 1979, para trabalhar na Agência Centro
Fortaleza. Permaneceu nessa unidade até à obtenção da
sua aposentadoria, em 1987, exercendo as funções de Chefe
de Seção e de Analista de Balanço, este último na condição
de Especialista em Operações. No plano escolar e acadêmico,
fez o curso de Contabilidade, na Escola Técnica de Comércio,
no Crato, cidade onde também cursou a Faculdade de Ciências
Econômicas. O curso de Direito, iniciado na Universidade
Regional do Nordeste, em Campina Grande, foi concluído na
Universidade Federal do Ceará, em 1981. Casado há mais de
40 anos, com dona Maria da Glória, tem dois filhos e cinco
netos. Associado da AABNB desde junho de 1987, e exercendo o
cargo de Diretor Suplente na atual gestão, Arnóbio Cândido
de Almeida é Nossa Gente!
ENCARTE
CULTURAL
O
QUE FAZER?
É
difícil tomar-se uma decisão.
Mil obstáculos,
cada um com sua dimensão. Cada um diferente um do outro.
Todos, no entanto, intrinsecamente, vulneráveis e
impetuosos.
Duas
faces. Uma saliente, com vantagem. Outra aparentemente
inferior, mais susceptível e dissimulada.
Estamos
diante de uma série de atitudes contraditórias. O bom e o
mau, o todo e a parte, a liberdade e a caverna.
Aliás,
a própria vida se desenrola, em todos os seus meandros, com
essas insinuações.
Paremos
para pensar, refletir e não teremos outra alternativa, senão
convencer-nos de que agir seriamente é aceitar o oposto.
Aliás,
procurar a perfeição é admitir a falta de primor, de
excelência.
Estamos,
assim, configurados nesse imbróglio, nesse sincretismo ou
concepções heterogêneas.
O
que fazer?
Agora,
sim, já podemos vislumbrar ou tentar tomar uma decisão.
Todavia,
nos deparamos ou ficamos surpreendidos com outras
oportunidades, um pouco mais claras, mas ainda vulneráveis
e impetuosas.
Em
todos os setores de atividade, inclusive nos mais intricados
ou obscuros, passaremos por fases distintas, mas
absolutamente compreensíveis ou perceptíveis, desde que
estejamos em sintonia contínua, no momento certo e circunstâncias
propícias.
Mas,
finalmente, o que fazer?
Tudo
é muito difícil e, por outro lado, nada é impossível.
Assim,
é a vida. Estamos sempre procurando entendê-la, decifrá-la,
mas sempre terminaremos sem resposta.
Afinal
de contas, vamos desistir de tudo? Nada mais se nos
apresenta insolúvel?
Estamos,
neste instante, no campo metafísico “que é um corpo de
conhecimentos racionais (e não de conhecimentos revelados
ou empíricos)”. Aqui, tudo é sutileza ou transcendência.
O
que fazer finalmente?
“Conhecereis
a verdade, e a verdade vos libertará”. João – 8
/ 32.
“Porque
Deus há de trazer o juízo toda obra e até tudo o que está
encoberto, quer seja bom, quer seja mau”. Eclesiastes –
12 / 14.
O
resto, é correr atrás do vento, sempre batendo na mesma
tecla, insistindo no campo sincrético, onde a confusão se
verifica de maneira insustentável, até atingirmos à fase
sintética ou percepção clara e imediata de um objetivo
pretendido.
Syllas Brasil Cordeiro
DOR
DIVIDIDA
Pensei
que estava só, na minha dor...
mas
ela se distribuiu com gente amiga,
porque,
no meu entorno, egoísmo não se abriga;
agora
sei: todos têm para dar muito amor.
Embora
tanta angústia, tanto pavor,
envolta
em sofrimentos, é preciso que o diga:
sentidas
orações superaram a fadiga
e
o carinho de tantos minimizou a dor.
O
coitado, porém, que o crime perpetrou...
em
sua direção, nenhum afeto.
Faltam-lhe
os princípios, as lições
que
forjam o bom procedimento.
E,
onde esteja, longe ou perto,
ao
invés de carinho, tem reprovações.
Maria
Helena Rebouças
AMIGO
VELHO SOLITÁRIO
Adeilton Arcanjo
Cala
a boca por não poder mais falar,
Sentimentos
ainda existem,
Necessita
mais de amor
Vive
sobre o leito sem ter o mesmo direito ...
A
idade avançou, velho já ficou,
Continua
crítica, vive penosamente,
Mas
lembra o sofredor,
Não
reclama por amigos.
Nunca
mais os procurou,
Não
conhece mais seus parentes,
Mas
vive no meio de tanta gente
...
C h e
g a
d a .
. .
Meu
caminho desembarca o tempo
Meu
recordar atrasa o calendário
Meus
relógios estão adormec-idos
Prá
dominar minha veloc-idade
Meu
remédio escra-visa a saúde
Meu
di-vagar acidenta o tráfego
Meus
aviões estão envelhec-idos
Prá
algemar a minha vaidade
Meu
coração prece-pita na curva
Meu
alegrar interdita o baile
Meus
atletas estão desvanec-idos
Prá
derrotar a minha primazia
Meu
feriado desconstrói a má-quina
Meu
silenciar inquieta a cidade
Meus
decibéis estão ensurdec-idos
Prá
libertar a minha multidão
Meu
habitat permanece no-turno
Meu
observar embaça o uni-verso
Meus
candelabros estão enfraquec-idos
Prá
iluminar minha visão de DEUS
Abimael
A. Prado
A pedido de Syllas Brasil
Cordeiro
RETRATO
DE UM SORRISO
Laurindo
Ferreira
"Atribua-se a cada um o que é seu".
Com essa máxima, antigamente, magistrados romanos costumavam prolatar
suas sentenças em causas judiciais sob julgamento. Com isso, buscavam
demonstrar isenção e imparcialidade. Ao mesmo tempo, manifestavam a
intenção de atribuir a cada uma das partes nada além do que lhe era
devido na questão.
Pois bem! Essa será a trilha de nossa conduta ao
emitir opinião a respeito do sorriso de uma colega em sua função de
atendimento ao público. Não vamos ser exagerados, asseguramos.
Tampouco suspeitos, como possa parecer. Aliás, seremos até modestos
nas cores das tintas ao pintar o sorriso de nossa personagem nesta crônica.
Não me parece demais afirmar que o sorriso dela
contagia e embriaga as pessoas em seu derredor, seja interlocutor ou
apenas circunstante. A cada dia, tenho certeza e ela se convence de
que seu sorriso facilita a comunicação, abre portas, nada custa,
rende dividendos e até enriquece a quem o recebe, sem, contudo,
empobrecê-Ia.
Mesmo
sem haver defendido tese, nossa personagem sabe que seu sorriso dura
um curto lapso de tempo, seu efeito, porém, perdura e vai longe.
Pelos frutos já colhidos, acredito que, vezenquando, ela se
pergunta: "haverá alguém tão rico que não precise de um
sorriso? Ou alguém será tão pobre que não o possa dar?"
Oportunas interrogações íntimas!
Em cada encontro nosso, concluo que se ela tivesse
de cobrar pelo seu sorriso nenhuma moeda sonante teria suficiente
valor para pagá-lo. Ademais, nossa personagem não chega a
verbalizar, mas deixa transparecer a verdade de que "todos nós
precisamos do sorriso, seja dado ou recebido... E, no mundo, quem mais
precisa de um sorriso é aquele que já não mais sabe sorrir".
Entenda bem, caro leitor! Sem qualquer outra
pretensão, senão de ordem literária, tentamos, aqui, colocar cores
num "três por quatro" da meiguice dessa colega em seus
contatos com o público. E, a nós outros, seus admiradores, para
melhor legitimar a ternura de seu sorriso, só mesmo com o espocar da
rolha de um fino espumante, seguido de um brinde em grande estilo.
Brindemos, então, o sorriso de nossa personagem,
ao qual se soma, entre outros atributos, o castanho de suas íris e
pupilas sempre a nos oferecer um olhar enternecido e sensual, talqualmente
o faz uma gatinha manhosa na hora de se lançar a caminho do
aconchego do bichano que lhe povoa o coração.
Fortaleza,
09.nov.07
O
colega Laurindo Ferreira, aposentado do Banco do Nordeste e membro de
nosso encontro literário das quintas-feiras, acaba de estrear como
escritor ao lançar o livro Um vaqueiro cronista – Contos e Crônicas.
A obra mereceu apreciação do jornalista alagoano, e também
escritor, José Rodrigues de Gouveia, nos termos a seguir alinhados.
“UM
LIVRO É UM LIVRO...
Algumas páginas impressas, reunidas entre duas
capas. Eis o livro. Formato igual a milhares de publicações
outras com essas características básicas. E fica somente
nisso a identidade entre um livro e outro livro.
No conteúdo, porém, como um livro é diferente do
outro!
O poeta insigne já nos ensinara que “o livro
caindo nalma é germe que faz a palma, é chuva que faz o
mar...” Em “UM VAQUEIRO CRONISTA”, Laurindo Ferreira
nos apresenta um cotidiano que já conhecemos, ligado à
filosofia familiar do Nordeste e à beleza bucólica dos sítios
e canaviais, pastos, roças e criatórios que ali se
desenvolvem...
Ocorre que, até mesmo na descrição, as figuras
apresentadas são diversas entre os vários escritores.
Laurindo Ferreira foi capaz de colocar a beleza do seu
ambiente nas páginas de um livro.
O touro forte e bem dotado, de chifres aguçados,
inconformado com a vida nos pastos do Oiteiro Redondo, se
desgarra e dá grande trabalho aos vaqueiros de elite da
fazenda. Recuperado, é condenado a um trabalhão “dos
seiscentos”, e a virar churrasco. Mesmo assim, é tratado
com todo respeito.
O sertanejo, que é, antes de tudo, um forte,
respeita sempre os corajosos, ensinamentos que Laurindo
Ferreira recolheu em seu itinerário vital pelas margens do
Velho Chico. E tratou de difundir diferentes belezas através
das suas crônicas de jornal, agora imortalizadas no livro
que é um convite ao nosso bom gosto.
Ler
essas crônicas é pisar as terras sagradas das margens do
rio da “unidade nacional” (vá lá o lugar comum), tomar
o leite do Oiteiro Redondo e, aqui para nós, conhecer
garotas lindas, tentadoras e irresistíveis como Kate, Kelly
e tantas outras.
Como é fácil perceber, Lampião deixou uma onda de
revolta que superou o seu desaparecimento do cenário
material, causado pela tragédia de Angicos. Conforme a
sabedoria popular, entretanto, “morre o homem e fica a
fama”. Muita gente séria encontrou a figura de Lampião
na caatinga. Houve até um sertanejo que teve a coragem (ou
loucura) de residir, com a família, vizinho à casa de um
dos irmãos do tão impiedoso facínora.
Lendo e analisando a obra de Laurindo Ferreira,
ocorre-me aquela verdade, segundo a qual “um livro é um
livro”. Em essência, no entanto, “UM VAQUEIRO
CRONISTA” traz mensagens novas que me levam à realidade
dos caminhos que qualquer homem terá percorrido. A minha
sensibilidade encontrou ressonância no seu dia-a-dia e me
fez identificar os arroubos do autor, admiráveis e marcados
pelo espírito nordestino”.
Rodrigues
de Gouveia
UMAS LEMBRANÇAS
Nem sei qual o motivo
Bateu-me hoje uma recordação.
De um tempo passado. Tempos idos!
Tempo que não voltará jamais.
O mês era junho, mês do S. João
O ano, era o ano de setenta e quatro
Cheguei pela primeira vez à cidade de
Salgueiro
Junto comigo mais duas florestanas
Para trabalhar no BNB. Que beleza!
Estávamos meio assustadas, mas
felizes...
E fomos por todos bem recebidas.
Foram dias de maravilhosa convivência
Nossos colegas bastante solidários
A começar pelo gerente, S. Rosálio
Passados tantos anos ainda lembro,
De todos, um a um vem a minha mente
Às vezes dá até uma saudade, de
repente...
Lembro do Zé Agostinho, gente fina!
Sempre alegre, prestativo
O Otávio Siqueira, um pouco
carrancudo!
Mas, era só o seu jeito
Na verdade era muito bom sujeito
E o Aderbal, sempre chegando atrasado
Todos já estavam até acostumados...
Maria da Graça, muito vaidosa,
Essa não queria muita prosa.
Cleide com sua paciência para ensinar
As novas tarefas que nós íamos
desempenhar
Ah! e o João Brito, meio esquentado
Me deixava um pouco aperreada
Sem esquecer o Leovigildo, vulgo Canecão
Muito inteligente, p´ra ele tudo era
fácil
Não tinha erro não...
Também tinha o Damião Gondim,
Esse quis fazer gracinhas p´ra mim
Lembro-me também do Leonardo
Que eu um baixinho invocado
E o José carvalho com sua
simplicidade
Sempre pronto p´ra conquistar uma
amizade.
Agora, subindo ao primeiro andar
Vamos ver quem vamos encontrar.
Temos o Zé Lucena, uma pessoa muito
legal
Foi meu chefe, por isso tenho por ele
Um carinho especial.
A Socorro Barros, grande amiga,
confidente!
Com ela trabalhei diretamente
O Viturino, sempre alegre, sorridente.
O Santana que era o chefe do setor
Mas não intimidava, não era nenhum
terror
E o Geraldo, ele era o fiscal, vivia
viajando,
Quando estava na Agência, ninguém o
via conversando.
Tinha também o José Tôrres, o Zé
Bolinha,
Era o chefe do cadastro que bem
organizado ele mantinha.
Ih! Esqueci de falar do Walmir, com
sua voz potente
Era metido a locutor, e dos bons,
certamente...
Não falei do Ariosvaldo e do
Gaudemiro
Que infelizmente já não estão mais
aqui
Também não falei do Claudionor
Pois dele não tenho notícias,
Não sei se ainda trabalha ou já se
aposentou.
E com todas essas pessoas que falei
Estávamos, eu, Fátima Martins e Zélia
Correia
As florestanas na agência de
Salgueiro.
Hoje é só essa saudade, esse
devaneio
Desse tempo que foi muito bom. Só agora eu sei...
Maria Auxiliadora N.S.X.
Moraes
Se...
Rudyard Kipling
Se és capaz de
confessar o juízo e o sangue frio, quando todos, ao redor
de ti, perdem a cabeça e te acusam de perder a tua;
Se
podes conservar a tua confiança em ti mesmo, quando todos
duvidam de ti,
e,
ao mesmo tempo, tomar em consideração essa desconfiança;
Se
tens a força de esperar longamente sem cansar-te
Se,
sendo atacado com mentiras, não te defendes com mentiras;
Se,
sendo odiado, não odeias os teus inimigos;
Se,
assim procedendo, não fazes praça de muita virtude e de
muita sabedoria...;
Se
tu podes sonhar e não permites que o sonho te domine;
Se
tu podes pensar e não te contentas
com
fazer do pensamento o fim de tua vida;
Se,
encontrando o Triunfo e a Desgraça, és capaz de encarar
com
o mesmo ânimo esses dois impostores,
Se
tens alma para ouvir a verdade que proferistes falseada por
malandros,
que
com ela procuram entender os tolos;
Se
tens coragem para ver despedaçarem as coisas que mais amas,
e,
ainda,
para juntar os destroços e reconstruir, com instrumentos
imperfeitos, o que delas restar...;
Se
és capaz de amontoar os teus bens todos, jogá-los num
lance de “cara ou coroa”, perdê-los e, depois, recomeçar
a tua vida, sem dizer palavra sobre
a
tua perda;
Se
és capaz de obrigar teu coração, teus nervos, teus músculos
a obedecerem-te ainda quando estiverem completamente
exaustos e, de perseverar na tarefa iniciada, quando nada
mais em ti existir senão a tua vontade,
que
manda prosseguir...;
Se
tu podes estar entre as multidões, sem perder a tua
personalidade, e caminhar a par com Reis, sem perder a noção
da humanidade comum;
Se
nenhum inimigo, nenhum carinhoso amigo te pode causar dano;
Se
todos os homens confiam e esperam em ti, embora não confiem
cegamente;
Se
és capaz de encher cada inexorável minuto com sessenta
segundos de trabalho acabado; então a Terra será tua, com
tudo o que ela encerra e, o que é mais importante: serás
um Homem, tu, meu filho!
A Pedido de Edson Gurgel Coelho
O
VELÓRIO DO CORONEL
Conto de José Alberto de Souza
Para não muitos poucos, o coronel Vivaldo iria
passar dos cem anos. Não é que de repente a notícia se
espalhou e a cidadezinha tornou-se pequena para a quantidade
de gente chegante, naquela quinta-feira. Morrera na noite
anterior o coronel Vivaldo Marcolino Prates, político
tradicional, vindo do império. Estávamos no final dos anos
sessenta e ele, ainda lúcido, não abandonara o comando político
daquela região, apesar dos seus bem vividos noventa e um
anos, recém-completados. Homem pouco letrado, porém
astuto, ambicioso e habilidoso no trato com os poderosos do
momento e os seguidores. Tinha uma filosofia de vida que
repetia amiúde: “Amigo meu não tem defeito; inimigo, se
não tem eu boto”.
Durante a noite do dia
da morte, rezadeiras tradicionais e familiares do falecido
rezaram terços e mais terços, além das cantorias
religiosas: benditos, hinos e orações populares, como
nunca se vira naquelas paragens.
Para o enterro às
dezessete horas, chegaram o governador, dois senadores, vários
deputados federais e estaduais, cinco prefeitos de municípios
vizinhos, inúmeros vereadores, além do prefeito da capital
do estado, pretenso candidato à governança nas próximas
eleições. Dos quinze filhos, três haviam morrido, mas era
provável que, na hora aprazada para o corpo do velho
coronel descer à tumba, mais ou menos oitenta parentes,
entre filhos, filhas, genros, noras, netos, bisnetos e mais
duzentos afilhados de batismo, ali estivessem prestando sua
última homenagem ao velho patriarca. Choros verdadeiros e
de fingimento se misturavam durante as diversas etapas do
velório.
Na missa de corpo
presente, a igrejinha da localidade ficou abarrotada de
gente e até poucos adversários do coronel se espremiam
entre os assistentes, admirados com o grande prestígio do
morto. Após a concorrida solenidade, no cortejo e depois do
enterro, formavam-se e desfaziam-se grupos a comentar a
longa vida e as proezas do falecido.
Um homem jactava-se de
ter sido amigo íntimo do coronel e dizia: – Ora, certa
vez – me contou o falecido – um candidato chegou e propôs
que o coronel lhe vendesse dez mil votos. Então o coronel
lhe perguntara se ele tinha idéia de quanto isso iria
custar-lhe. O candidato então retrucou que dinheiro não
era problema. Feito o acerto, o político chegou, dias
depois, com duas pastas de dinheiro com cédulas partidas e
lhe entregou uma, exatamente aquela em que as cédulas
estavam cortadas em menos da metade. O coronel examinou,
mexeu e pediu a outra, pois a tinha achado mais bonita. Mas
não era, vangloriava-se o coronel: é que a pasta escolhida
continha as células cortadas em mais da metade e que valiam
por si sós, sem necessidade da outra parte a ser entregue
após as eleições serem apuradas.
Outro cidadão, opositor
do ex-chefão político, chamava-o de Coronel Vivaldino,
pois dizia publicamente que tudo o que ele conseguia era em
benefício próprio, jamais para o povo. Quase gerava um
quiprocó a tal afirmação, mas os ânimos foram serenados
e o grupo se desfez na multidão, após a chegada inesperada
do padre Peixoto, um apaziguador de todas as horas, querido
e ouvido por todos, sem distinção de cor partidária,
evitando, assim, uma catástrofe no memorável dia do
enterro do coronel.
As histórias sobre o
passado do falecido se propagavam nas inúmeras rodas espontâneas
que se iam formando a todo instante. Numa dessas, um senhor
bem velho, parecendo ser da geração do pranteado
morto, contava que quando ele era ainda jovem fora
nomeado delegado de polícia do município, ocasião em que
acontecera um fato bastante curioso. Num dia de feira,
quando fervilhava de gente no então lugarejo, um rapaz
pisou casualmente no pé do coronel. Ele, então se virara
para o pisante e dissera:
–
Sabe , cabra, que você está pisando no pé da lei? – e
quase prendera o pobre rapaz, não fosse a sua esperteza em
fugir do local como um foguete...
Essa
pessoa lembrou-se de outro acontecimento bem antigo: a
expulsão de um morador do coronel. E foi falando:
–
Vocês se lembram do Zequinha da Tonha?!
Os
circunstantes se entreolharam e um deles virou-se para o
grupo e disse:
–
Aquele que foi expulso da Fazenda Cajazeiras?
–
Isso mesmo - confirmou o velhinho. E continuou:
–
O coronel soube que o traquinas havia cortado alguns
cachos de banana e vendido
na
feira. Esperou, esperou assim uma semana, duas, três e nada
de explicação por parte do morador. Chamou o capataz e uns
dois trabalhadores da roça e foi à casa do Zequinha. Era
meio-dia. Chegando lá, tirou um frasquinho do bolso e foi
dizendo: “Zequinha, toma três colheres desse óleo de rícino
aqui, agora mesmo, e vai fazer o “serviço” fora das
minhas terras!” O Zequinha tentou fazer-se de
desentendido: “Mas, Coronel Vivaldo, eu não estou com
prisão de vento, não!” “E quem disse que você estava?
Toma logo, senão eu empurro de goela a dentro!” O homem não
teve alternativa e tomou o remédio de imediato, para logo a
seguir desaparecer para sempre. Quem sabe ele agora não
volta? – concluiu o velhinho, olhando em torno dos
circunstantes.
Noutro grupo
comentava-se que o coronel usava tática de saber sobre a
vida particular de seus eleitores ou possíveis aliados, com
o propósito de tirar proveito na hora precisa. Disse um dos
circunstantes que o falecido, na sua juventude, desvirginara
muitas mocinhas filhas de moradores seus. Para uns poucos
pais que tiveram a ousadia de reagir, o coronel arranjava um
rapazola para casar com essas moças, dando a cada casal um
tipo de dote para iniciar sua vida de casados. E assim os
possíveis escândalos eram abafados. Com essas atitudes,
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