JORNAL DA AABNB


JANEIRO/2006

 

 

Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da AABNB são empossados

           

            Em solenidade no BNB Clube de Fortaleza, no último dia 12 de janeiro, foi realizada a cerimônia de posse da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal AABNB para o triênio 2006/2008. Representando o BNB, compareceram o diretor de negócios, Assis Arruda, e a superintendente de desenvolvimento humano da instituição, Maria Luiza S Barbosa. Entre outras destacadas presenças, compareceram o deputado federal José Pimentel, o presidente da Capef, Francisco José Araújo Bezerra, e a Representante da AABNB em Limoeiro do Norte, Maria Nely Faheina. O Sindicato dos Bancários foi representado por Cláudio Rocha; o Dr. Carlos Henrique marcou presença, acompanhado dos advogados Cristhian Sales e Eudenes Frota; também estiveram presentes o presidente do BNB Clube, José Williame Araújo, e Raimundo Nonato de F Cavalcante, Diretor da Camed.    

No uso da palavra, o associado José Luciano Vasconcelos destacou o trabalho de gestões recentes e apontou o desempenho da diretoria como responsável pela recondução de José Edson Braga à reeleição; Assis Arruda ressaltou as atividades políticas desenvolvidas pela Associação, importantes não apenas para os aposentados e pensionistas, mas estratégicas para o fortalecimento do banco; Maria Luiza S Barbosa e Raimundo Nonato de F Cavalcante também fizeram uso da palavra, além da mensagem final, do presidente José Edson Braga, que fez um balanço do trabalho da gestão anterior e lançou os desafios e compromissos da Direção para o novo mandato.

           


 

ESTÁ NA MÍDIA...

 

STF cancelará mais de 10 mil ações de improbidade       

 

            Uma decisão do STF, a ser anunciada até março, cancelará em todo o país, mais de 10 mil ações e inquéritos abertos contra gestores públicos pela prática de improbidade administrativa. Entre os processos que devem ser anulados (pasmem) estão aqueles em que os ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta, de São Paulo, figuram como réus. A medida foi provocada por um recurso impetrado pelo governo FHC contra decisão tomada pela Justiça Federal de Brasília, que condenou o ex-ministro Ronaldo Sardenberg pela utilização de jatinhos da FAB em viagens de turismo.

            Para o ministro Carlos Veloso, único do STF a posicionar-se contra o recurso ajuizado pelo governo FHC, “abolir a ação de improbidade relativamente aos agentes políticos pode se configurar num estímulo à corrupção”. Segundo Veloso, o combate à corrupção passa pela máxima eficácia ao cumprimento da Lei de Improbidade Administrativa. A informação completa está em http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br,  para maior entendimento e reflexão do leitor.  (fonte: Folha Online)

 


 

Compra de sede administrativa é aprovada em Assembléia

 

            A proposta de aquisição de salas para a sede da AABNB, formulada pela atual Diretoria, foi plenamente aprovada pelos associados que participaram da Assembléia Geral Extraordinária (AGE) realizada em dezembro último, em Fortaleza e nas Representações, sob convocação em Edital, publicado no dia 5 de dezembro nos jornais O Povo e Diário do Nordeste, e previamente afixado nas Representações. Os Representantes da AABNB receberam informações para ouvir o corpo social, através de uma carta-circular e da cópia do Edital de Convocação. 

Às Representações, além de prestar esclarecimentos quanto à execução da consulta, a Diretoria relacionou os motivos que embasaram a formulação da proposta e que ratificam a importância de uma sede-própria para a Associação. O resultado da consulta, aprovada sem restrições, comprova a preocupação dos aposentados e pensionistas em relação ao tema e ressalta a importância da questão levantada pela Diretoria, que já adota as providências necessárias com vistas à efetivação da compra de um imóvel que abrigará a sede administrativa da AABNB.

 


 

Conceição Tavares afirma que o pagamento

ao FMI livra o País do garrote internacional

 

            Em entrevista à revista CartaCapital, em sua edição de 28 de dezembro último, a renomada economista Maria da Conceição Tavares defendeu o governo Lula e afirmou que está aberto o caminho para a retomada do crescimento. A reportagem de CartaCapital observa que a economista falou aos jorros, sem perder a coerência, o brilho e a coragem, deixando eclodir a sua forma impulsiva e vibrante, sempre ágil no raciocínio. Com uma personalidade incomum, ela afirma que o governo Lula não repete a política econômica adotada por Fernando Henrique Cardoso. Segundo ela, o pagamento de US$ 15 bilhões ao FMI assinala uma fundamental diferença entre os governos, e deverá livrar o País, pelos próximos 10 anos, do garrote internacional.

            Mesmo admitindo que ainda “não é o governo dos nossos sonhos”, Conceição Tavares se diz satisfeita com muitas das ações da administração Lula em defesa da população “de baixo”. No comparativo com a era FHC, ela mostra outros pontos de divergência. Salienta que Lula barrou o andamento do neoliberalismo, estancou as privatizações, promove a reestruturação do Estado brasileiro, e não se alinha à política de Washington. Lembra que ainda estava na Câmara, quando Fernando Henrique fez o primeiro acordo com o Fundo: “eles queriam privatizar o Banco do Brasil, o BNDS e a Caixa Econômica”. Acha que eles deixaram de querer? – questiona – Coisa nenhuma!   

Ao analisar a eleição de 2006, Conceição Tavares se mostra uma severa crítica do PSDB: “Espero que não ganhe a visão dos tucanos neoliberais. Tudo, com eles, regredirá. Esse capitalismo que pregam é violentamente regressivo tanto nas relações com o trabalho, quanto na relação do Estado com o capital e com a cidadania. Eles só querem apagar direitos. Se possível, todos aqueles conquistados no século XX”. (fonte: CartaCapital)


 

Os índices de inflação e o reajuste da Capef

 

            A valorização do real diante do dólar segurou os preços do atacado, e o IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) fechou o ano de 2005 em 1,21%. È a menor taxa registrada pelo indicador, que é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGP) desde 1989. O IGP-M serve para reajustar preços como os dos aluguéis e tarifas públicas e deve ajudar no controle da inflação em 2006. Outro medidor da inflação, o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) também encerrou o ano anterior com o menor nível desde a sua criação, há 61 anos: 1,21%. O resultado dos índices é animador ao se projetar à possibilidade de inflação baixa em 2006. Por outro lado, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que reajusta os benefícios da Capef, foi de 5,05%.

 


 

AABNB saúda os novos associados

 

            A diretoria da AABNB saúda o ingresso dos novos associados. O último trimestre de 2005 assinalou a entrada de 25 novos sócios. A ampliação do quadro social significa o fortalecimento da Associação, e a página da AABNB (www.aabnb.com.br) na internet possibilita o cadastramento on line dos futuros associados. Aos novos sócios e àqueles que nos acompanham há mais tempo, o agradecimento da diretoria e a renovação dos votos de um venturoso 2006. Os associados estão relacionados por ordem de ingresso na Associação:

 

03.10.05 - Lydia Maria Pinto Brito - Fortaleza / CE

                 Josué Martins de Souza - Sousa / PE

                 Verônica Margarida de L. Gomes - Natal / RN

                  Antônio Edgar de Almeida - Juazeiro do Norte / CE

                 Gilda Maria de Souza Granjeiro – Fortaleza / CE

                 Manoel Lopes dos Santos – Itabuna – BA

01.11.05 - Maria Martins da Silva Evangelista – Nova Russas / CE

                 Edna Kuranaga Zanoni – São Paulo / SP

                 Miriam de Lima Nogueira – Fortaleza / CE

                 Josefa Conceição Lima Silva – Aracaju / SE

                 Everaldo Costa Diniz – Aracaju / SE

                 Paulo César de Castro Q. Serra – Fortaleza / CE

                 Geová Rabelo Fróes – Salvador / BA

                 Diolita Maria Buarque Ramirez – Maceió – AL

01.12.05 - Teresinha Marinho da Nóbrega – João Pessoa / PB

                  Ana Maria Cavalcante Souza – Salvador / BA

                  Maria de Fátima Silva – Cajazeiras / PB

                  Sônia Maria de França Costa – Quixadá / CE

                  Maria das Graças Vieira Rolim – Fortaleza / CE

                  Rosália Moreira Mota – Fortaleza / CE

                  Marcos Joaquim A. Fontes – Sousa / PB

                  Francisco Amaury G. Feitosa – Fortaleza / CE

                  Francisco Raimundo de Brito – Brasília de Minas / MA

                  Francisco Santos – Penedo / AL

                  Paulo Fco Frota Soares – Fortaleza / CE

 


 

Avanços do governo Lula esquecidos pela grande mídia

 

            O Jornal da AABNB relaciona a seguir alguns dos principais resultados alcançados pelo Governo Lula, extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNDA), realizada pelo IBGE em setembro de 2004. São índices que apontam melhorias no cotidiano do país e, no entanto, são “esquecidos” pela mídia elitista e conservadora.

 

Renda – Redução da desigualdade

- O rendimento médio manteve-se estável e a desigualdade da renda teve redução

- A participação na renda, dos 50% mais pobres, cresceu entre 2002 e 2004

- Já os 5% mais ricos da população tiveram redução de 33,8% para 32,5% da renda total

Trabalho – Aumento da ocupação

- Aumentou o número de ocupados em 3,8 milhões de trabalhadores de 2002 a 2004

- O nível de ocupação das mulheres foi o mais alto desde 1992

- Quase 2,5 milhões de empregados com carteira assinada

- A taxa de desocupação caiu de 9,2% para 9,0%

Educação – indicadores

- Acréscimo de 1 milhão de novos estudantes entre 2002 e 2004

- Redução da taxa de analfabetismo das pessoas acima de 15 anos

- Aumento do tempo médio de estudo em todas as faixas de idade

Condições de vida

- Moradias com esgotamento sanitário adequado passam de 64,7% (99) para 69,6% (2004)

- Acréscimo de domicílios com telefonia fixa e celular: 61,7% p/ 66,1%, (de 2002 a 2004)

- Percentual de moradias abastecidas com rede de água cresce quase 4%

 


 

Notícias da Anapar

II Encontro de Dirigentes Eleitos
será nos dias 16 e 17 de fevereiro

 

Nos dias 16 e 17 de fevereiro acontecerá, em São Paulo, o II Encontro de Dirigentes Eleitos, promovido pela ANAPAR. O evento tem abrangência nacional e dará continuidade à programação de encontros para debater temas conjunturais de previdência pública e complementar e questões estratégicas envolvendo o sistema de fundos de pensão. Este evento havia sido agendado para o início de dezembro do ano passado, mas foi adiado para a nova data.

Entre os temas de debates, constarão: conjuntura nacional e perspectivas para a previdência pública e complementar; política de investimentos, rentabilidade, controles e riscos; modelagem de planos, bases técnicas e premissas atuariais; despesas administrativas dos fundos de pensão.

Dirigentes e participantes poderão enviar documentos e propostas de temas a serem debatidos, o que deverá ser feito antecipadamente, para que possam ser disponibilizados aos demais inscritos no evento. Informações no site
www.anapar.com.br.

 


 

Outros resultados...

 

Balança comercial obtém o melhor resultado da história

 

            O comércio exterior brasileiro em 2005 obteve os melhores resultados da história: as exportações atingiram a marca de US$ 118,31 bilhões, o saldo comercial ficou em US$ 44,76 bilhões e a corrente de comércio (soma das exportações mais as importações) chegou a US$ 191,85 bilhões. O saldo comercial do ano passado foi 33% superior ao registrado em de 2004, e a estimativa do Ministério do Desenvolvimento para 2006 é de exportar US$ 132 bilhões o que significará um incremento de quase 12% em relação a 2005. (fonte: Folha de São Paulo)

 


Saúde em foco...

 

Diabetes: prevenção é o melhor remédio

 

            O diabetes é responsável por até 70% das amputações, mas 85% dos casos poderiam ser evitados com o controle da glicemia e cuidados com os pés. Essa é apenas uma das conseqüências da doença que atinge atualmente cerca de 11% da população brasileira com 40 anos ou mais. São cerca de 5,2 milhões de pessoas, se levarmos em consideração os dados do IBGE de 2003. Desse total, estima-se que aproximadamente 3,9 milhões (75%) sejam atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

            A Federação Internacional de Diabetes (FID) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que a prevenção é o “melhor caminho” para se evitar complicações e casos novos da doença. A prevalência de diabetes é semelhante para homens e mulheres, e aumenta consideravelmente com a idade, atingindo 17,4% da população de 60 a 69 anos. Os casos se acentuam, segundo a FID, em decorrência, principalmente, de sobrepeso/obesidade e do sedentarismo. Estudo da OMS revela que pelo 80% dos casos de diabetes, AVC e doenças cardíacas podem ser prevenidos com a adoção de hábitos mais saudáveis de alimentação (dieta balanceada) e com a prática de atividades físicas regulares.

(fonte: O Povo)

   

 

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Sepse mata 400 mil brasileiros por ano

 

            Estudo internacional concluído recentemente revela que o Brasil ocupa, ao lado da Malásia, o título de campeão mundial em morte por sepse grave. Realizado pelo Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), o trabalho avaliou 12 mil pacientes com sepse grave em 36 países. Conhecida antigamente por septcemia ou infecção generalizada, a doença mata 400 mil brasileiros por ano tem custo anual de R$ 17 bilhões ao sistema hospitalar. Definido há 17 anos, o conceito de sepse ainda causa confusão na área médica, dificultando o diagnóstico, o tratamento e os próprios dados epidemiológicos sobre a doença.

            A sepse é uma resposta inflamatória exacerbada frente a uma infecção. Uma pessoa com pneumonia (ou outra infecção), por exemplo, pode desenvolver sepse dentro ou fora do hospital. Os sintomas freqüentes são febre, taquicardia, respiração rápida, confusão mental, pressão baixa e menor volume de urina. Não tratada a tempo, pode comprometer outros órgãos e provocar disfunção orgânica múltipla. É a sepse grave.

            Segundo os especialistas, uma das principais razões que levam o Brasil a liderar o índice de mortes por sepse grave é o fato de os profissionais de saúde desconhecerem como diagnosticar e tratar a enfermidade precocemente. De acordo com o estudo do Ilas, apenas 25% dos médicos brasileiros sabiam diagnosticar um caso leve da doença. A forma grave, que mata mais da metade dos infectados, foi reconhecida por 45% dos profissionais. Desde o ano passado, equipes de 12 hospitais, em oito cidades brasileiras, recebem treinamentos com vistas a redução da taxa de mortalidade por sepse para, no máximo, 25%.

 


 

 

PRESIDENTE DA CAMED VISITA AABNB

 

A Diretoria da AABNB recebeu, na sede da Associação, no mês de dezembro último, uma visita de cortesia do Presidente da Camed, João Robério Pereira Messias. Reunido com os diretores da AABNB, João Robério aproveitou a oportunidade para ouvir os anseios e preocupações da diretoria da AABNB em relação à Camed, assinalando que a sua administração realiza um trabalho pautado na transparência e no diálogo e que todas as decisões são discutidas e debatidas, com vistas a solidez daquela instituição.


 

Premiação Especial já pagou mais de 90% dos prêmios

 

            Mais de 90% dos valores referentes à Premiação Especial da AABNB já foram creditados aos contemplados. No entanto, alguns associados ainda não entraram em contato com a Associação para solicitar seus prêmios. A diretoria lembra que a “Relação dos contemplados” foi divulgada no “encarte especial” da edição de dezembro do Jornal da AABNB. Conforme prevê o regulamento, os prêmios prescrevem em 90 dias, a partir de 1º de janeiro de 2006. Para receber o prêmio, basta que o contemplado informe, por escrito, o código da agência e o número da conta para o crédito do valor correspondente.


 

Bibliotecas à disposição dos aposentados e pensionistas

            O Centro Cultural do BNB informa que o acervo das bibliotecas “Passaré” e “Inspiração Nordestina-Centro” está à disposição dos aposentados e pensionistas. A Bibliotecária Ana Maria Braga do Amaral acrescenta que todo pedido de informação (sobre reserva, renovação, etc) deve ser encaminhado para: cultura@bnb.gov.br, mencionando no “assunto” do e-mail a palavra “Biblioteca”. 

 


 

ENCARTE CULTURAL ANO II - Nº008

 

 

A  AGULHA E A LINHA

Machado de Assis

      


 

  ERA UMA VEZ uma agulha, que disse a um novelo de linha:

          - Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

          - Deixe-me, senhora.

          - Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que der na cabeça.

          - Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

          - Mas você é orgulhosa.

          - Decerto que sou.

          - Mas por quê?

          - É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

          - Você? Esta agora é melhor. Voce é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

          - Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo un pedaço ao outro, dou feição aos babados...

          - Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que  eu faço e mando...

          - Também os batedores vão adiante do imperador.

          - Você imperador?

          - Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um palpel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

          Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orguIhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana - para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

          - Então senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

          A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic- plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

          Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

          - Ora, agora, diga-me, quem é que  vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.         

     Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: - Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

     Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

 

Indicação do associado Nilo Tinoco Miranda


 


Dilema

 

 

Fernando Só*

 

Mesmo contrito, pois não vale a pena

Correr no tempo em busca da verdade;

Já que na Vida tudo é Vaidade

E a nossa alma é por demais pequena...

 

Mesmo aceitando a força do Destino,

Que sepulta no Sonho a Realidade;

Nivelando pecado e castidade,

Num faz-de-conta torpe e viperino...

 

Fico pasmo a pensar na minha sorte,

Sem entender a dor que em mim resume

Essa aventura tresloucada e forte.

 

Onde posso encontrar Felicidade:

Se com você,eu morro de Ciúme,

   E sem você,eu morro de Saudade?!...

 

 

*Aposentado BNB

 


 

ÁRVORE DAS NOVAS RELAÇÕES

 

Qi! Tudo Bem?

Saia de casa só pelo gosto

de caminhar. Sorria para todos. Faça um álbum

De família. Conte estrelas. Telefone para seus amigos.

Diga: “Gosto muito de Você”. Converse com Deus. Volte

a ser criança. Pule corda. Apague de vez a palavra “rancor”.  Diga “sim”.

Dê uma boa risada! Leia um livro. Peça ajuda. Corra. Cumpra uma promessa.

Cante uma canção. Lembre o aniversário de seus amigos. Ajude algum doente.

Pule para se divertir. Mude de penteado. Seja disponível para escutar. Deixe seu

Pensamento viajar. Retribua um favor. Termine aquele projeto. Quebre uma rotina. Tome um banho de

espuma. Escreva uma lista de coisas que lhe dão prazer. Faça uma

visita. Sonhe acordado. Desligue o televisor e converse. Permita-se errar. Retribua uma

gentileza. Escute os grilos. Agradeça a Deus pelo Sol. Aceite um elogio. Perdoe-se...

Deixe que alguém cuide você. Demonstre que está feliz. Faça alguma coisa que

Sempre desejou. Toque a ponta dos pés. Olhe com atenção uma flor. Só por hoje

evite dizer “não posso”.  Cante no chuveiro. Viva intensamente cada minuto de Deus.

Inicie uma tradição familiar. Faça um piquenique no quintal. Não se preocupe.

Tenha a coragem das pequenas coisas. Ajude um vizinho idoso.

Afague uma criança. Reveja fotos antigas. Escute um amigo.

Feche os olhos e imagine as ondas do mar.

Brinque com seu mascote.

Permita-se brilhar. Dê

uma palmadinha nas

suas próprias costas.

Torça pelo seu time.

 Pinte um quadro.

Cumprimente um

novo vizinho. Compre um presente

para você mesmo.

Mude alguma

coisa. Delegue

tarefas. Diga

“bem-vindo”

a quem chegou.

Permita que

alguém o ajude.

A-gra-de-ça!

Saiba que não está só. Decida-se

a viver

com amor e paixão. Sem eles

nada de grande se consegue.

 

Conserve esta árvore diante de si durante todos os dias do ano. Ela garante boa saúde, excelentes

relações pessoais, rápido crescimento pessoal e comunitário e uma eternidade feliz!

 

 

Indicação de: Maria Marilac Fontenele Machado ( Associada - AABNB)

 

 


RETRATO EM FORMA DE MACELOMANIA

 

 

Adeilton Arcanjo*

 

Entre os humildes eu serei o primeiro...

Entre os homens que se formam serei mais

humilde.

Entre os esqueletos abrirei os olhos...

E levantarei o corpo.

 

Entre os ombros eu ficarei seguro,

Entre tudo isso e o seguro,

Eu deixarei pouca fortuna,

Eu deixarei Viúvas e deixarei filhos.

 

Eu deixarei restos de esqueletos,

Em figura ou retrato de humano,

Para eu retratar a figura

Que existiu e que existirá

Entre os mortos,

Depois ressuscitarei,

Mas ninguém tem certeza de nada.

 

 

*Aposentado de BNB


VIOLÊNCIA BANDIDA

 

 O tema enfocado induz a uma demorada reflexão sobre as formas de se adotarem medidas imperativas e urgentes para comba­ter, com rigor, esse surto de terrorismo que se alastra mundo a fora. O Brasil não foge à regra, mostrando, por sua vez,ao mundo, a sua face brutal.

Aqui mesmo, em Fortaleza, os noticiários polici­ais dão conta, diariamente, dos crimes hediondos perpetrados contra pessoas de bem, que se tornam indefesas frente a bandidos que atacam armados e em grupos, agindo, assim, perversa e covardemente.

Tais fatos, indesejáveis e revoltantes, ardem na consciência, quando se tem em conta que as vítimas são pessoas úteis ao País e à sociedade. Até crianças e idosos têm sofrido inves­tidas impiedosas desses vis e cruéis assassinos, verdadeiros párias que nada produzem em benefício da Nação.

Os bandidos, agora, já desafiam até a polícia, tro­cando tiros com esta e fazendo vítimas fatais entre os seus mem­bros. Não mais respeitam autoridades e nem pessoas - sejam de que classe forem - matando-as. Destarte, a vida alheia nada vale para eles, quando, na realidade, trata-se do bem mais precioso de que o ser humano dispõe, e só o Criador pode tirá-la.

Assim, porém, não pensam os marginais assassinos que, no auge de sua estupidez, após cometerem homicídio sem causa e, serem presos por isso, aparecem em público, com ares de arrogância e cinismo, sem demonstrarem o mínimo de arrependimento ou de remorso pelo ato praticado; ao revés, aparentam, até mesmo, satisfação por seus bestiais instintos, afrontando a todos, como se não tivessem saciado a vontade de matar. É DEMAIS! A partir daí, oportuno é indagar: Quais as consequências maléficas sofridas pelo Estado e pela sociedade por tais atos? Tem-se, como resposta, a perda de seres humanos que produziam e contribuiam, aliada com os prejuízos pelo sustento de homici­das, enquanto permanecerem no presídio, ou em casa de correção, se menores. E o pior é que essa onda de violência tende a se alastrar, pois os meios de repressão atuais não são bastantes para contê-la.

Assim sendo, urge que modos mais eficazes sejam em­pregados no combate ao terror; prega-se um trabalho conjunto entre a União, os Estados e os Municípios, com a participação da socie­dade civil, tudo direcionado ao objetivo comum, ou seja, o emprego da força total contra o perigoso inimigo -  o terror.

Por outro lado, é imperativo que se proceda “INCONTINENTI”, reforma na legislação penal e processual penal, mesmo por emendas constitucionais, se for o caso, objetivando-se maior rigor na previsão da pena e mais severidade na sua aplicação.

Com relação ao menor infrator, por exemplo, reduzir a idade penal para 16 (dezesseis) anos, assim como já foi feito na legislação eleitoral permitindo-o  votar. Aliás, em países mais evoluídos, exemplo da Inglaterra, menores de até dez a onze anos já são puníveis criminalmente.

A verdade é que a questão da segurança está a exigir a adoção de providências imediatas, com vistas a  livrar o cidadão das mãos sórdidas dos bandidos, cruéis e seden­tos de sangue, que, sem qualquer razão aparente, matam simplesmen­te pelo prazer de matar.

 Para tanto, é mister que se proceda, sem demora, às mudanças preconizadas acima, combinadas com a capacitação dos órgãos competentes, aumentando os efetivos nas polícias civil, militar e federal; construindo  mais presídios com condições de profissionalizar e socializar o condenado, etc. e, enquanto isto não se faz,  procurar,por todos os  modos, tirar os bandidos de circulação.

O lado social, no que pertine, principalmente ao em­prego, à educaçao e à moradia, sem descurar de outros itens importantes à sobrevivência, é outro fator relevante no combate à cri­minalidade, sendo, porém, mais difícil e demorada  sua realização, em virtude da conjuntura desfavorável que atra­vessa o País, certaramente em conseqüência das dívidas externa e interna, bem como dos roubos e das corrupções aqui reinantes,embora isto tudo não possa servir de pretexto à não erradicação das mazelas aqui tratadas.

Destarte, não mais se pode tolerar tal estado de coisas. Analisado à luz da razão, tem-se-o como um descalabro absurdo, um cancro social que não pode vingar; e, para se ter consciência disto, basta pensar que, hoje, você sai de sua casa sem a certeza de voltar;  você, que é cidadão ou cidadã, ú­til ao Estado e ao próximo, de repente pode ser surpreendido, a pé ou no seu carro,  por vis latrocidas que abordam e humilham; roubam-lhe o veículo, o dinheiro e outros pertences e ainda, com requintes de perversidade, tiram-lhe a vida.  Isso, após o  submeterem a sessões de tortura, física e psicológica. PODE?!

 

Fortaleza-CE., 08 de novembro de 2005

 Nelson Souto Silva

Aposentado do BNB

             


 

PEDIDO AO DEUS - MENINO

 

 

Seria maravilhoso se todos os bons desejos formulados no período natalino merecessem a atenção de Deus, e a humanidade, principalmente o povo brasileiro, pudesse ter uma vida melhor.

O Menino Jesus bem poderia interceder em nosso favor, e, para nosso contentamento, o milagre seria feito.

Então, teríamos uma sociedade mais humana e menos violenta. Haveria paz, igualdade social, justiça, redução de egoísmo, e solidariedade.

Milhões de pessoas, que passam fome, conseguiriam um pouco de alimento.

Ficaria reduzida a corrupção na política, nas empresas e nas repartições. Os governantes levariam a sério a administração do País. Surgiria um plano capaz de liquidar a inflação, livrando a grande maioria dos brasileiros de sofrimentos, tensões, revolta e descrença. Todas as crianças e adolescentes poderiam freqüentar boas escolas. O povo teria hospitais para atender as suas necessidades.

Como seria realmente ótimo, querido Menino Jesus, se os nossos sonhos e aspirações se transformassem em realidade, e as festas em seu louvor transcorressem sob clima de tranqüilidade, sem o perigo dos assaltos, dos estupros, de tantos outros crimes que nos deixam apavorados.

Se fosse possível, doce Jesus de Nazaré, a efetivação desse milagre, esses desejos não ficariam sendo somente devaneios de reduzido número de pessoas de Boa Vontade.

Ah, se as bonitas mensagens do NATAL fossem verdadeiramente aceitas e praticadas por todos!...

Mas, para grande parte dos seres humanos elas são apenas impulsos de emoção instantânea, influenciados pela força da televisão, revistas e jornais.

Mesmo assim, há uma fração da Humanidade que ainda sabe manter a Fé, e caminha cheia de Esperança, espargindo cantos e amor pelas ásperas estradas do Mundo.

 

Reinaldo Moreira de Aguiar

Associado da AABNB

 


 

O NATAL

 

 

Hoje é tão dificil para mim falar sobre o Natal!... Não era para ser assim, pois o que sempre ouvimos é que o Natal é uma época de pregar o amor entre as pessoas. É quando as famílias se reúnem, trocam presentes, abraços, beijinhos...

O que percebo, no entanto, é que cada vez mais as pessoas estão se distanciando até mesmo dos seus familiares. Quando algumas famílias ainda teimam em tentar reunir seus parentes e amigos, o que se nota é uma grande dose de falsidade. A maioria se comporta como se estivesse ali quase que por uma obrigação em marcar presença, mas o pensamento está em escapulir na primeira chance. O que querem, na verdade, é participar das festas nos clubes, curtir as barraquinhas no meio da rua e outras coisinhas mais... Ninguém liga mais para a reunião familiar que antigamente fazia tanto sucesso. Ninguém quer saber das novenas, das missas. Acham maçantes os sermões dos padres. Não dão a mínima para o verdadeiro sentido do Natal que é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, nosso Salvador, o filho de Deus que deu sua vida para que pudéssemos ter o perdão dos nossos pecados. Ninguém liga mais para isso. Acham que não tem nada a ver. Muitos nem crêem mais nos ensinamentos da Bíblia. Dizem até que Jesus foi simplesmente um visionário, um rebelde e que por isso passou por todas aquelas provações. Com isso, vai se perdendo totalmente a fé. Vão se enraizando nas mentes, principalmente dos mais jovens, idéias confusas. Vão se transformando em adultos confusos, sem fé, sem esperança, sem Deus, sem nada. Daí tantas misérias acontecendo. Tantos revoltados com as desigualdades que sempre existiram no mundo e achando que agindo com violência conseguem tudo que querem... E agem. Vão por cima de tudo e de todos. Não importa quem vai cair, nem como vai cair. Eles só pensam neles mesmos. Tratam seus semelhantes pior que os animais. Lançam sua raiva em cima de quem teve mais sorte ou ,talvez, mais fé, e por isso mesmo progrediu. Mas, para essa gente sem Deus, nada importa. Estão cegos pelo poder, pela riqueza de maneira fácil. Não querem trabalhar... Simplesmente querem tudo já pronto. Tenho muita pena dessas pessoas. Não creio que sejam felizes vivendo assim, às custas de provocar a desgraça dos outros.

Mas o Natal está chegando mais uma vez. Tentemos, nós que ainda acreditamos na solidariedade, na união familiar; vamos, pois, fazer a nossa parte. Porque o Natal é momento de reflexão, é momento de doação, é momento de demonstrar nosso amor ao próximo.

Sei que algumas coisas já não conseguiremos resgatar. Tentemos fazer um bom Natal com o que nos resta. Vamos todos nos reunir como antigamente, mesmo sentindo a falta de alguns entes querido que se foram e que eram, talvez, a mola-mestra para promover esses encontros. Mesmo assim a vida não parou. Nós que ficamos, temos de continuar a tradição. Se os tempos hoje são dificeis e já não temos a fartura de antigamente, mesmo assim, façamos com aquilo de que dispomos. O importante é comemorar com a família reunida e dentro do verdadeiro sentido do Natal.

Para todas as famílias brasileiras, ou melhor, para todas as famílias do mundo inteiro eu almejo um Natal de muita paz, muito amor, muita solidariedade. Esse, para mim, é o verdadeiro sentido do Natal. É renascimento no amor de Cristo!

  

Ma. Auxiliadora N.S.X. Moraes – aposentada do BNB-Floresta-PE.

 


CURIOSIDADES

Os Relatórios dos FOs*

 

 

Realista

            A casa de farinha não foi para a frente porque o mutuário deu para traz e nunca  mais se levantou.

Esteta I

            O imóvel está uma boneca. Exemplos como este deve serem imitados.

 

Esteta II

           O burro novo é bem mais moderno que o contratual, pêlo de rato branco.

 

Duvidoso

Sugiro ao Banco sequestrar os animais financiados. (Mas como sequestrar  animais já mortos?).

 

Moralista I

            Achei uma coisa horrível o serviço. Tudo realizado ruim. Cliente vive devidamente bêbado e devendo aos bares e a Deus e ao mundo.

 

Moralista II

O mister não foi feito, faltando completar com dinheiro dele, que gastou em                    farras e comprou um jipe de refugo, com parte.

 

Confiante

Disse que quando fizer bom tempo, fará o curral, com material comprado e as pontas feitas.

 

Desconfiado I

A mulher dele está botando banca na feira do 100. O dinheiro mal dá para                                  comprar pessoais.

 

Desconfiado II

As garantias permanecem em perfeito estado de abandono e conservação. Mutuário mantém vida privada na fazenda.

 

Conselheiro

Acho bom o Banco suspender o negócio do cliente, para não ter aborrecimentos futuros.

 

*Trechos selecionados pelo aposentado José Alberto de Souza.