Diretores da
AABNB e da Camed visitam Representações
As reuniões ocorreram em Teresina, São Luiz,
Montes Claros e Belo Horizonte
O desenvolvimento de um trabalho integrado, com a tomada de
procedimentos uniformes, e o esclarecimento de quaisquer dúvidas a
respeito dos interesses e objetivos dos aposentados e pensionistas do
BNB, são pilares que norteiam a política administrativa da Diretoria da
AABNB. Neste sentido, com o intuito de proporcionar uma visão mais
ampla e abrangente sobre as decisões e ações em curso na AABNB, a
diretoria cumpre um programa de visitação às Representações. A medida
proporciona maior integração profissional entre a direção da AABNB e
suas Representações.
A estratégia, iniciada no último mês abril, junto às
Representações de Maceió, Recife e Natal, teve prosseguimento no final
de maio e na primeira de junho, quando foram visitadas as praças de
Teresina, São Luiz, Montes Claros e Belo Horizonte. Nesta etapa, a
diretoria da AABNB esteve acompanhada dos diretores da Camed, que
prestaram esclarecimentos a respeito dos ajustes a serem implantados
pela Camed nos Planos Natural e Família, a partir do mês de julho. Na
oportunidade, também foi informado o andamento das negociações junto ao
BNB e a Capef para aperfeiçoar o Plano de Benefícios, com o objetivo de
corrigir uma distorção que gera desconforto financeiro à maioria dos
associados: os aposentados pagam à Capef uma contribuição muito alta,
não dedutível do imposto de renda.
Representantes –
Por telefone, o Jornal da AABNB conversou, com os
Representantes de Teresina, São Luiz e de Montes Claros. Antônio Jury –
de Teresina, disse que o momento foi oportuno porque, além da troca de
informações a respeito das ações desenvolvidas pela AABNB e dos
esclarecimentos a respeito das alterações promovidas pela Camed, os
Diretores Miguel Nóbrega (AABNB) e Nonato Cavalcanti (Camed) tiveram
oportunidade de constatar o excelente entrosamento da Representação com
Banco naquela região, e também conheceram a sala utilizada pelos
aposentados e pensionistas em Teresina, localizada no prédio da agência
do BNB.
O Representante de São Luiz, Francisco Nivardo, considera
importante a postura adotada pela Diretoria da AABNB de visitar
periodicamente as Representações, destacando que esse tipo de contacto
serve para estreitar o relacionamento. Quanto à Camed, Nivardo foi
emblemático: “A saúde da Camed é importante para a saúde do aposentado”.
Em Montes Claros, que tem como Representante o colega
Humberto Oliveira Soares, foi realizada uma grande reunião, onde foram
discutidos e debatidos os principais pontos de interesse dos aposentados
e pensionistas, desde a incessante, árdua, e triunfante luta
desencadeada pela Associação contra a administração anterior do BNB, até
às bases que solidificaram o acordo firmado pela Capef com a nova
Direção do Banco, e as ações que hoje dão continuidade à luta em defesa
desses interesses.
SPC tem novo titular
A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) do Ministério
da Previdência tem novo titular já a partir deste mês de junho. No dia
20 de junho último, assumiu o cargo o advogado Leonardo André Paixão,
até então secretário-adjunto na SPC. A troca no comando do órgão que
supervisiona e fiscaliza os fundos de pensão já estava acertada com o
Ministro de Previdência, Nelson Machado, desde o final de abril, quando
o então titular da SPC, Adacir Reis, apresentou seu pedido de demissão,
por motivos pessoais e familiares, em caráter irrevogável. Reis, segundo
o Presidente da Abrapp, foi inspirador e executor de políticas que
levaram os fundos de pensão a ampliar em muito as suas práticas de
governança.
O novo secretário de Previdência Complementar do Ministério
da Previdência, Leonardo Paixão, assumiu o comando da SPC disposto a
promover a “desburocratização” do relacionamento do órgão fiscalizador
com os fundos de pensão. Ele disse que sua intenção é reduzir o volume
de informações exigido daqueles que tiverem um bom histórico de
indicadores de gestão. O novo secretário avalia que, em função das
mudanças ocorridas nos últimos anos, a previdência complementar fechada,
no Brasil, vive um “momento de inflexão, de reversão de tendência, que
antes era de estagnação”. (fonte:
Abrapp/Valor)
Previdência Social...
Câmara aprova
reajuste de 16,6% também para aposentadoria
No início do mês de junho, no dia 7, a Câmara dos
Deputados aprovou a proposta que estende o reajuste de 16,6%, concedido
ao salário-mínimo, para os benefícios previdenciários de valor superior
ao piso salarial. A proposta, que ainda será votada no Senado, é
decorrente de uma emenda à medida provisória, que aumentou o valor do
salário-mínimo de R$ 300 para R$ 350. Pelos cálculos da Previdência
Social, se a emenda prevalecer, o impacto adicional líquido na despesa
do INSS neste ano será de R$ 7 bilhões.
O reajuste maior incidiria sobre cerca de um terço
dos aposentados do INSS – aqueles que recebem benefícios de valor
superior ao salário-mínimo. Para estes, o governo havia definido um
reajuste de 5%. Esse reajuste embute um aumento real (acima da inflação)
da ordem de 1,5%. “Acho uma temeridade o que foi aprovado”, afirmou
Nelson Machado, ao informar que não há qualquer previsão orçamentária
para o aumento aprovado pelos deputados, e que isso representa,
portanto, uma “irresponsabilidade fiscal”. O ministro criticou o PSDB e
o PFL, partidos que sempre defenderam o rigor fiscal.
(fonte: assprevisite)
Aposentadoria
integral não exige idade mínima
A
carência é de 35 anos para o homem e de 30 para a mulher
Aposentadoria integral
por tempo de contribuição é um benefício de prestação continuada devido
ao segurado que venha a completar 35 anos de contribuição, no caso dos
homens, e 30 anos, para as mulheres. Esta regra é válida apenas para
aqueles que optarem pela aposentadoria integral. Ao contrário do que
muitos contribuintes pensam, para garantir direito à aposentadoria com a
totalidade dos vencimentos, não é necessário cumprir o requisito idade
mínima; basta haver cumprido a carência do benefício de aposentadoria
por tempo de contribuição.
Por outro lado, quem optar pela aposentadoria
proporcional, terá que cumprir os seguintes requisitos: tempo mínimo de
contribuição de 30 anos para os homens, e de 25 anos para as mulheres;
ter idade mínima de 53 e 48 anos, respectivamente, e, por fim, cumprir
com o adicional de 40 % sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de
1998 (data da Emenda Constitucional nº 20) para atingir os 30 anos de
contribuição para os contribuintes do sexo masculino e 25 para o
feminino. (fonte: assprevisite)
INSS alerta contra estelionatários
Segurado não deve aceitar ajuda de terceiros
O INSS alerta os aposentados, pensionistas e outros
beneficiários para que fiquem atentos e não confiem em pessoas estranhas
que ofereçam qualquer tipo de ajuda. Os segurados devem desconfiar de
pessoas que se apresentam como servidores do INSS e oferecem serviços,
como agilização de andamento de processos, aumento de valores de
benefícios, liberação de valores atrasados ou de revisões, entre outros.
Os estelionatários sempre se utilizam desses métodos para aplicar os
seus golpes. Caso isso aconteça, o beneficiário deve comunicar o fato
imediatamente à polícia.
(fonte:
AgPrev)
Saúde...
Ouvir música
pode reduzir dor crônica
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos confirmou que ouvir
música pode ter efeito positivo sobre pessoas que sofrem de dores
crônicas. A equipe de pesquisadores testou os efeitos proporcionados
pela música em 60 pacientes. De acordo com o estudo, a redução dos
níveis de dor nos pacientes que ouviam música foi 21% superior do que a
dos pacientes que não ouviam. O índice dos que sentiam depressão em
decorrência da dor crônica também diminui 25%, enquanto que o índice dos
que não escutavam música com regularidade permaneceu inalterado.
A maior parte dos pesquisados relatou que sentiam dores
contínuas, em mais de uma parte do corpo. Dentre eles, alguns ouviam
música através de fones-de-ouvido durante uma hora por dia, enquanto o
restante dos pacientes não compartilhava do mesmo hábito. Entre os
ouviam música, metade era capaz de escolher suas músicas favoritas e os
demais podiam escolher a partir de uma lista de cinco fitas relaxantes,
oferecidas pelos pesquisadores. A conclusão dos pesquisadores é de que
“ouvir música reduz sensações de dor, depressão e incapacidade, e
aumenta as sensações positivas”.
(fonte: BBCBrasil.com)
A Camed
e os ajustes nos planos
Natural e Família
Importante desafio assumido pela Diretoria da
Camed, desde o início da atual gestão, é encontrar alternativas para
reduzir o desequilíbrio causado pelos planos Natural e Família, que
atingiram níveis elevados e insustentáveis para a Instituição. O desafio
incorporava vários graus de dificuldade e tornava-se ainda mais
ambicioso, uma vez que o objetivo da Diretoria era encontrar soluções
que não representassem ônus excessivo para os beneficiários. A análise
da situação atual e a projeção de um futuro sólido para a Camed
resultaram em diversas medidas de ajustes para os dois planos.
São medidas oriundas de estudos realizados por
Grupos de Trabalho (GT) criados pelo Banco e pela Camed para analisar
cada plano. No caso do Plano Natural, o GT contou com a participação de
representantes do Banco, da Camed e das entidades representativas dos
funcionários (AABNB e AFBNB). Já o estudo sobre o Plano Família, foi
realizado pela própria Camed. No conjunto, as propostas oriundas dos GTs
foram submetidas tanto à direção do Banco quanto às entidades de
representação dos funcionários e, ao longo das negociações, foram
incorporados aperfeiçoamentos que resultaram no conjunto de medidas que
será implementado pela Camed.
Plano Natural -
Mantém a contribuição básica de 1,5% sobre o salário
bruto do funcionário, percentual, aliás, aplicado desde a fundação da
Camed, há 27 anos. Enquanto outras caixas cobram percentual bem maior
(de 3% no caso da Cassi, do BB) a Camed opta por manter esse percentual,
e cria taxas extras, como a contribuição por dependente natural. A
diretoria da Camed salienta que a contribuição por dependente foi criada
em 1995 e não teve nenhum reajuste nesses 11 anos. Segundo a Camed, os
R$ 12 reais mensais descontados por dependente de até 17 anos, e os R$
28 reais cobrados para aqueles com mais de 65 anos estão longe de cobrir
os custos com saúde, hoje. Com a mudança no PN, a contribuição na faixa
etária mais baixa será de R$ 22 reais, e pouco menos de R$ 52 reais, na
faixa maior.
Plano Família
- Segundo a Camed, o Plano Família, também está muito
desequilibrado. Criado em 1995 para abrigar familiares dos associados
(de até 3º grau de parentesco) que não possam ser enquadrados como
“dependente natural”, não conta com patrocínio do Banco. Pesquisa de
mercado comprovou a defasagem deste plano, no qual a Camed cobra menos
da metade dos valores praticados em planos similares. A solução foi
aplicar reajustes diferenciados para as três tabelas que compõem o Plano
Família, em função da data de adesão: assim, quem entrou até 1998,
pagará um preço menor; quem ingressou de 1999 até março de 2005, terá um
valor intermediário; e quem entrou a partir de abril de 2005, pagará
outro preço. Os preços serão reajustados em 35% na tabela A, 20% na
tabela B e 11,69% na tabela C.
Taxa de
Proteção Financeira - Outra proposta resultante da
reivindicação das entidades (AABNB e AFBNB) é a redução do teto de
despesas anuais por dependente, de R$ 2.500,00 para R$ 1.500,00, graças
à elevação da taxa de proteção financeira, que passou de R$ 5 para R$ 10
reais. A AABNB sempre lutou para aperfeiçoar os planos de saúde da Camed
no que diz respeito à participação financeira, por considerar perigosa a
situação anterior, que poderia resultar em elevados débitos para os
usuários, quando houvesse utilização do plano nos casos de cirurgia ou
internação hospitalar.
Paridade total – A direção da Camed traz outra novidade em
relação ao Plano Natural: o BNB se compromete, a partir de agora, a
fazer a paridade de um para um, ou seja, para cada R$ 1 real que o
associado colocar, o Banco vai colocar R$ 1 real. Até hoje, a paridade
era apenas com relação à contribuição de 1,5%. Agora, haverá paridade
total, para todas as contribuições relativas a esse plano.
|
NOVA TABELA PARA DEPENDENTES NATURAIS |
|
Faixa Etária |
Contribuição atual |
Nova Contribuição |
|
00 a 17 anos |
12,04 |
22,29 |
|
18 a 40 anos |
14,40 |
26,66 |
|
41 a 55 anos |
16,88 |
31,25 |
|
56 a 65 anos |
21,60 |
39,98 |
|
> 65 anos |
28,08 |
51,98 |
|
TABELAS A, B e C DO PLANO FAMÍLIA, APÓS O
REAJUSTE |
|
TABELA A |
TABELA B |
TABELA C |
|
Faixa Etária |
Ajuste |
Faixa Etária |
Ajuste |
Faixa Etária |
Ajuste |
|
Anterior |
35% |
Anterior |
20% |
Anterior |
11,69% |
|
0 a 10 |
39,13 |
52,83 |
0 a 17 |
52,18 |
62,62 |
0 a 18 |
58,95 |
65,84 |
|
14 a 20 |
49,57 |
66,92 |
18 a 29 |
61,31 |
73,57 |
19 a 23 |
76,76 |
85,73 |
|
21 a 30 |
58,70 |
79,25 |
30 a 39 |
73,06 |
87,67 |
24 a 28 |
85,74 |
95,76 |
|
31 a 40 |
70,44 |
95,09 |
40 a 49 |
117,41 |
140,89 |
29 a 33 |
91,03 |
101,67 |
|
41 a 60 |
114,06 |
153,98 |
50 a 59 |
131,76 |
158,11 |
34 a 38 |
111,26 |
124,27 |
|
61 a 70 |
169,88 |
229,34 |
60 a 69 |
173,50 |
208,20 |
39 a 43 |
141,18 |
157,68 |
|
> 70 |
244,79 |
330,47 |
> 69 |
313,06 |
375,67 |
44 a 48 |
176,11 |
196,70 |
|
|
|
|
|
|
|
49 a 53 |
196,73 |
219,73 |
|
|
|
|
|
|
|
54 a 58 |
277,48 |
309,92 |
|
|
|
|
|
|
|
> 58 |
353,75 |
395,10 |
A
democracia precisa ser fortalecida
Grupos conservadores, responsáveis pelo desmonte do Estado
brasileiro e que foram rechaçados nas urnas em 2002, continuam tramando
contra o Brasil. Aproveitando os erros cometidos por alguns setores do
PT e do próprio governo, e contando com o apoio da grande mídia,
exacerbam e alimentam, permanentemente, uma crise política com o claro
objetivo de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Equivocadamente, segmentos radicais da esquerda somam-se aos tucanos e
pefelistas, mentindo, caluniando e difamando o governo.
O retorno dos neoliberais seria um retrocesso
irreparável e um grande golpe na democracia. Daí ser imprescindível a
vigilância dos democratas, para evitar que os conservadores retornem ao
Palácio do Planalto e promovam o desmonte completo do Estado, já que não
conseguiram fazê-lo em oito anos. O retorno dos neoliberais tucanos
seria um desastre não só para o Brasil, mas teria conseqüências
negativas para a América Latina, que hoje vive avanços democráticos
importantes.
É oportuno lembrar que o ex-tesoureiro do PSDB,
Byron Queiroz, foi colocado no BNB para favorecer aquele partido.
Durante a gestão dele, os cofres do BNB sofreram um rombo de R$ 8,5
bilhões (suficientes para a construção de 500 mil casas populares). O
rombo foi coberto pelo Tesouro Nacional, na gestão FHC, com uma medida
provisória que atribuiu ao próprio FNE os prejuízos de operações
irregulares no montante de R$ 5,5 bilhões e com recursos para aumento
de capital do Banco de R$ 2,5 bilhões, também utilizada para liquidar
operações fraudulentas. (Este artigo
utilizou parte do editorial publicado no Informativo do gabinete do
vereador Jose Maria Pontes)
Cálculo de
equiparação das comissões é aprovado em Assembléia
A forma de cálculo proposta para a ação que visa equiparar as comissões
do BNB com as do Banco do Brasil foi aprovada por ampla maioria de
votos, em Assembléia Geral Extraordinária, realizada pelos funcionários
do BNB, no dia 30 de maio, na sede do Sindicato dos Bancários, em
Fortaleza. A Assembléia foi aberta pelo presidente do Sindicato, Marcos
Aurélio Holanda, e coordenada pelo diretor Tomaz de Aquino, que fez um
resgate histórico da ação jurídica que trata desta questão. O
coordenador jurídico da entidade, Carlos Chagas, fez uma exposição sobre
os trâmites do processo, e listou outros tópicos, incluindo a
complexidade dos cálculos.
Dez pontos foram apresentados pelo coordenador da mesa, que
também destacou e disponibilizou para apreciação da plenária a
metodologia a ser utilizada no cálculo de equiparação das comissões.
Após a aprovação da forma de cálculo da ação de equiparação das
comissões, a Assembléia também decidiu que o Sindicato deve se articular
em busca de uma possível negociação para incluir na relação dos cálculos
e liquidação judicial todos os funcionários do BNB lotados na base
territorial do Sindicato dos Bancários do Ceará, que comprovadamente
tenham tido o seu direito usurpado.
Desigualdade social diminui no Brasil
Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta
que a desigualdade social, no Brasil, atingiu o seu menor nível, desde o
Censo realizado em 1960. O estudo, produzido com base na Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD – IBGE) - com dados de 2004
– indica que o país vem avançando desde o início da década na redução
das desigualdades entre pobres e ricos.
A pesquisa aponta também que, em 2004, a renda média do
brasileiro cresceu 3,6%, enquanto a renda dos mais pobres chegou a
crescer 14,1%. Elaborada pela FGV, em parceria com pesquisadores do
International Poverty Centre, da ONU, a pesquisa se chama Crescimento
Pró-Pobre: O Paradoxo Brasileiro. O professor Marcelo Néri, chefe do
Centro de Políticas Sociais da FGV, afirma que o levantamento mostra que
a queda da desigualdade ocorrida em 2004 dá seqüência à tendência de
melhora na distribuição de renda que vem ocorrendo desde 2001. Segundo
Néri, “a última PNAD mostra que o bolo se tornou mais bem distribuído”.
(fonte: assprevisite/Agência Brasil)
Ex-ministro elogia economia do Brasil
Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, da TV
Record, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega disse que “o Brasil
deixará de ser devedor para se tornar credor do mundo”. Isso vai
acontecer até o final deste ano, segundo ele, como conseqüência da
política do Tesouro Nacional de comprar títulos da dívida externa. O
anúncio, no último dia 5 de junho, de que o Tesouro Nacional compraria
US$ 4 bilhões em títulos da dívida externa, fez o risco-país cair 5%, no
momento em que o dólar caía 0,8%, atingindo a cotação de R$ 2,25.
O ex-ministro calcula que, com essa política do Tesouro
Nacional, o Brasil terá, no final deste ano, US$ 60 bilhões de reservas,
contra uma dívida de US$ 50 bilhões. “Isso é uma completa novidade. O
Brasil nunca foi credor do mundo, sempre foi devedor”, afirmou Nóbrega.
O economista lembrou que “o Brasil já nasceu endividado, e que uma das
condições para que Portugal reconhecesse a nossa independência foi
assumirmos uma dívida de 2 milhões de libras”. Para Maílson da Nóbrega,
a redução progressiva da dívida mostra que o Tesouro adquiriu capacidade
de “operar com muita competência; e mostrou que o Brasil é um país
sério”.
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