JORNAL DA AABNB


JUNHO/2008
      

AABNB 25 ANOS!

 

             Os 25 anos desta AABNB foram lembrados com homenagens nas três esferas do Poder Legislativo. A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou o encaminhamento de votos de congratulações à AABNB, com base no requerimento apresentado pelo vereador Mário Hélio, do PMN. Na Assembléia Legislativa do Ceará, o requerimento de votos de congratulações pelo Jubileu de Prata da AABNB foi apresentado pelo líder do governo naquela casa, deputado Nelson Martins, do Partido dos Trabalhadores. Em seu registro, o deputado petista destacou o trabalho social e político desenvolvido pela AABNB nesses 25 anos, em defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas.

             Na Câmara Federal, em Brasília, o ex-presidente do BNB, Deputado Mauro Benevides, do PMDB, proferiu discurso destacando a importância do Banco do Nordeste do Brasil, a força de trabalho dos seus recursos humanos, e os 25 anos de atividades desta AABNB. Mauro Benevides ressaltou que o trabalho desenvolvido pela Associação é condizente com o lema “Pelo social e pela justiça”, adotado pela AABNB na comemoração dos seus 25 anos de existência.


Reunião com o BNB traz boas perspectivas

para o problema das taxas de contribuições 

           As negociações com o BNB e a CAPEF, para redução das taxas de contribuições dos aposentados e pensionistas da Capef, cumpriram mais uma importante etapa na reunião realizada no último dia 19 de junho, no Passaré, com os Presidentes do BNB e do Conselho Deliberativo da Caixa, Roberto Smith e Robério Gress, respectivamente. Pela AABNB, estiveram presentes o Presidente, José Edson Braga, e o Diretor de Articulação Institucional, Miguel Nóbrega Neto, que convidaram os associados José Luciano Vasconcelos, Raimundo Nonato de Fátima Cavalcante e Raimundo Lourival de Lima. Representando a CNFBNB, Carmen de Araújo. Ainda pelo BNB, participaram a Superintendente de RH, Eliane Brasil, e Cláudio Frota, da área financeira.

           Ficou definido que a CAPEF deverá iniciar, de imediato, a reformulação de seus normativos, a fim de criar um Programa de Custeio do Plano de Benefícios, com os  dispositivos sobre as taxas de contribuições e a conseqüente retirada dessas disposições do Regulamento do Plano.

          As taxas de contribuições, hoje praticadas, deverão ter redução imediata para 28% (vinte e oito por cento) com o compromisso de nova redução, mais significativa, a partir de janeiro de 2009.

         A Direção da AABNB cobrou uma redução mais significativa ainda, e o Presidente do BNB determinou à área financeira a realização dos estudos necessários a essa providência, assumindo o compromisso de se empenhar, pessoalmente, na obtenção de resultados positivos para atendimento da reivindicação apresentada pela Associação. A AABNB acrescenta a continuidade das gestões junto aos Órgãos de Brasília, para obtenção de recursos para a CAPEF e de orientações junto à Secretaria de Previdência Complementar e ao Ministério da Previdência Social, a fim de obter subsídios que possam fortalecer nossa luta.


AnaparPrev já recebe adesões 

            Lançado oficialmente no mês de maio, o plano de previdência AnaparPrev já recebe a inscrição dos interessados. Deste modo, os participantes de fundos de pensão e seus familiares já podem aderir ao novo plano de previdência. Para tanto, é necessário ser associado da ANAPAR, o que pode ser feito através do site www.anapar.com.br. A anuidade custa R$ 22,00. De acordo com o estatuto da entidade, pode se associar qualquer participante de fundo de pensão aberto ou fechado ou seus parentes em até terceiro grau.
            O foco da entidade é disponibilizar um novo plano para os familiares daqueles que já conhecem os benefícios da previdência complementar e da manutenção da renda e qualidade de vida após a aposentadoria. Até agora, o único produto disponível para os familiares eram os planos abertos, oferecidos por bancos e seguradoras, que muitas vezes cobram taxas de administração e carregamento elevadas, não repassam toda a rentabilidade das aplicações para a conta do participante e não permitem o envolvimento dos participantes na gestão e na fiscalização das reservas previdenciárias.
           O AnaparPrev será administrado pela PETROS – Fundação Petrobras de Seguridade Social, o segundo maior fundo de pensão brasileiro e o primeiro em multipatrocínio, com experiência acumulada na gestão de planos instituídos. Para os benefícios de risco, a PETROS estabeleceu uma parceria com a Seguradora Mongeral.
           Características básicas do plano – O AnaparPrev é um plano concebido na modalidade de contribuição definida. Garante benefícios por tempo indeterminado (vitalício) ou por tempo determinado, à escolha do participante. O participante pode ainda garantir benefícios de risco, desde que faça contribuições adicionais para um seguro.       
           A ANAPAR acompanhará a gestão dos recursos através de um comitê gestor de plano. Toda a rentabilidade das aplicações será incorporada às reservas dos participantes.
          Informações adicionais – Para obter informações adicionais sobre o plano e formas de filiação e adesão, ligue para 0800-253545 ou acesse os sites www.anapar.com.br ou www.petros.com.br.   (Fonte: Anapar)
                  


                      

Novos associados 

No segundo trimestre de 2008, a AABNB registrou 10 novas adesões ao seu quadro social. A Diretoria da Associação saúda a chegada dos novos colegas, na certeza de que a nossa AABNB está cada vez mais sólida em seus propósitos. Confira, em ordem alfabética, os nomes dos novos sócios:   

 

Ângela Christina Dantas Rodrigues

Fortaleza/CE

Braz José da Silva

Itabuna/BA

Eduardo Pereira Souza Santos

Jequié/BA

Idelseo Carvalho Filho

Salvador/BA

José Gonçalves Viana

Cabedelo/PB

Josmiel Souza Rodrigues

Itabuna/BA

Manoel Cavalcante Barreto

João Pessoa/PB

Maria Aldenoura dos S. Martins

Salvador/BA

Maria de Lourdes B. Santiago

Natal/RN

Maria Regina Sarmento Rodrigues

Salinas/BA


Sistema de Pecúlio 

Implantado em 2003, o sistema de pecúlio da AABNB contabiliza (posição de abril/2008) o pagamento de 179 benefícios, num total de R$ 390.890,80 (trezentos e noventa mil, oitocentos e noventa reais e oitenta centavos). Criado com o intuito de prestar apoio financeiro num momento de natural desconforto, decorrente da perda de um ente querido, o pecúlio é uma das ações desenvolvidas pela AABNB (além das festas dos aniversariantes e de final de ano; distribuição de brindes; campanhas de premiação, etc.) com a finalidade de fazer com que parte do valor arrecadado pela Associação, retorne ao quadro social em forma de benefício social.

Neste ano de 2008, conforme posição de 30 de abril, foram pagos R$ 34.515,00 (trinta e quatro mil, quinhentos e quinze reais) para 17 beneficiários, o que dá uma média de R$ 2.030, 00 (dois mil e trinta reais) por benefício. Para efeitos de processamento do benefício, a Diretoria lembra da importância da indicação de um beneficiário, o que facilita a liberação do pecúlio, e da necessidade de estar rigorosamente em dia com as contribuições.


Associados falecidos 

A AABNB registra, com profundo pesar, em ordem alfabética, os nomes dos associados falecidos no período de 02/04/08 a 06/06/08. Aos familiares, amigos e demais colegas manifestamos nossas condolências.

Augusto César L de Araújo          

(06/06/08)

Estanislau Guimarães Ferreira    

(04/04/08)

Francisca Yeda de A. Lima         

(02/04/08)

Francisco Wan-Dick Alencar       

(23/04/08)

Joana Dias de Assis Coutinho     

(04/04/08)

João Batista Pereira da Silva        

(22/04/08)

Jose Boileau Catunda Esmeraldo 

(16/04/08)

Jose Raimundo da Silva Sobrinho

(12/05/08)

Leona Caminha Cortez              

(27/04/08)

Maria do Amaral Barros              

(25/04/08)

Teresinha Falcão Frota

(23/05/08)

Vicente de Paula Damasceno       

(07/05/08)


Exportação de álcool supera expectativas

As exportações brasileiras de álcool deste ano superam as expectativas. Após ter colocado 3,48 bilhões de litros no mercado externo na safra passada, as previsões iniciais indicavam exportações de 4 bilhões nesta. A demanda externa está aquecida e as contas tiveram de ser refeitas: agora serão 4,8 bilhões de litros, segundo as mais recentes estimativas de Plinio Nastari, da Datagro.

A maior demanda vem dos Estados Unidos. A alta do milho, que acelerou ainda mais com as enchentes no Meio-Oeste, deve elevar as importações norte-americanas. Apesar dessa demanda externa maior, que será abastecida pelo Brasil, "a situação atual é muito esquisita", diz Nastari. Ao preço de US$ 140 por barril, o galão de petróleo custa US$ 3,30 e o de gasolina, US$ 3,50 no atacado. O álcool nos EUA está em US$ 2,70 por galão e, no Brasil, a apenas US$ 1,66 na porta das usinas.

"O setor continua sangrando", diz Nastari. O produtor recebe R$ 0,63 por litro para o hidratado, mesmo com demanda elevada e estoques baixos. No início de maio de 2009, os estoques de passagem no Brasil devem ser de 467 milhões de litros, suficientes para apenas dez dias de consumo. Isso ocorre devido a uma falha fundamental no sistema de comercialização brasileiro. As negociações ocorrem apenas no "spot" (à vista) e há falta de um sistema de hedge (garantia) no mercado futuro, diz Nastari. Não há formação de estoques, o que derruba os preços na safra e eleva-os no período de entressafra.  O mercado mudou de patamar e consome próximo de 1,8 bilhão de litros de álcool por mês. Com isso, o mercado futuro da BM&F deveria ser um sucesso, diz ele. Mas a liquidez é pequena e não há desenvolvimento do mercado.  (fonte: Folha de São Paulo)


Grau de investimento traz novos fundos ao Brasil 

A classificação do Brasil como um país seguro para se investir aumentou o interesse dos fundos de private equity pelo país. Especializados em comprar participações em empresas, os fundos se apressam para aproveitar as oportunidades e já mostram interesse até por cemitérios, investimento comum lá fora. Algumas grandes gestoras já procuram fundos estabelecidos no Brasil, que conhecem bem o mercado local, para fazerem investimentos em conjunto. Outras resolveram abrir escritório aqui e começarem do zero as operações.

Além desses, há os que chegaram recentemente ao Brasil, já com a perspectiva de o país ser considerado investimento seguro. Entre eles, estão Carlyle (a maior gestora do mundo), Cartesian, Actis, Permira e Apax.
Com o investment grade, o número de compradores de empresas brasileiras aumentou. Os especialistas dizem que os fundos de private equity dedicados a emergentes em geral vão aumentar a fatia reservada para Brasil. Outros fundos, que não estão autorizados a operar em países que não são considerados investimento seguro, também vão passar a olhar o Brasil mais de perto.

            Em meio à euforia com o Brasil, até os hedge funds estão participando de compras de empresas. Essas carteiras entram em algumas operações com um empréstimo à empresa. Ou seja, por meio de operações estruturadas viram credores das companhias.
A Alvarez & Marsal chegou ao Brasil em 2005 e tem atualmente 25 executivos. A empresa participa diretamente da gestão das companhias que contratam seus serviços. No Brasil, já trabalhou em um plano de reestruturação da Varig e participou da operação que levou à venda da rede de lojas Leader, no Rio, para a Renner. Também cuidou da Parmalat. Nos Estados Unidos, participou da reestruturação da Levi Straus, que fabrica as calças Levi's. (Fonte Valor Online)

 


Crédito consignado tem novas regras 

A concessão de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS tem novas regras, desde o início deste mês de junho. Um dos objetivos das novas medidas é disciplinar a utilização do cartão de crédito consignado. Confira, a seguir, as principais alterações:

Saque em dinheiro - Fica expressamente proibido o saque em dinheiro com o cartão de crédito consignado.

Reserva de margem - Os bancos estão proibidos de fazer reserva de margem, para empréstimo ou cartão de crédito, sem o consentimento expresso, por escrito ou por meio eletrônico. Também só podem comunicar à Dataprev operações efetivamente realizadas e que já tenham contrato assinado.

Limite de crédito - o limite de crédito no cartão será de até duas vezes o valor do benefício mensal, e não mais de três vezes.

Carência - Os bancos estão proibidos de oferecer financiamento pelo plano de crédito consignado com prazo de carência.

Sanções - A instituição que desrespeitar as normas será punida com a proibição de operar com o crédito consignado de cinco a 45 dias. Em caso de reincidência, a proibição aumenta para um ano. Na terceira vez, a suspensão é de cinco anos.

Crédito em conta - O valor do financiamento liberado pelo banco deve ser creditado na conta do aposentado.

Local da operação - Os bancos não podem liberar crédito para aposentados de outros estados. A operação deve ser feita onde o aposentado reside e recebe o benefício.

Juros - A taxa para operações com crédito pessoal permanece em 2,5% ao mês e a taxa para empréstimos pelo cartão de crédito em 3,5%.         (Fonte: Jornal O Povo/Fortaleza)    


Geração de empregos bate recorde

A geração de empregos formais passou a marca de 1 milhão em 2008 e bateu recorde para o período, com a criação de 202.984 novas vagas em maio, segundo informações fornecidas pelo Ministério do Trabalho. O resultado, porém, é 4,35% menor que o registrado em maio de 2007, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  Nos cinco primeiros meses de 2008, foram gerados 1.051.946 novos postos de trabalho, também recorde para o período, número 15,11% maior que o registrado nos cinco primeiros meses de 2007 (913.836 postos).

O setor da economia que mais gerou vagas foi o de serviços, com a criação de 55.361 novos postos. Em seguida vem a indústria de transformação, com 11.103 postos. A construção civil, por sua vez, gerou 29.921 postos, e agropecuária, 47.107. Nos últimos 12 meses até maio, foram gerados 1.755.502 empregos formais, acima do verificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.374.179 vagas. Entre 2003 e 2008, foram criados 7.320.714 empregos formais. (Fonte: FolhaOnline)


Comer mais no café da manhã ajuda emagrecer   

Conduzido por uma pesquisadora do Hospital de Clínicas de Caracas, na Venezuela, em parceria com a Universidade Virginia, nos Estados Unidos, o estudo demonstrou que mulheres obesas, que comeram metade de suas calorias diárias logo de manhã por vários meses, acabaram emagrecendo mais do que aquelas que comeram menos no café da manhã. A pesquisadora Daniela Jakubowicz, do Hospital de Clínicas de Caracas, disse aos presentes no encontro de San Francisco que comer pouco no café da manhã pode fazer com que a pessoa sinta necessidade de comer mais durante o dia.

Em um estudo com 94 mulheres obesas e pouco ativas, Jakubowicz comparou os resultados alcançados com uma dieta que incluía café da manhã reforçado com os verificados em uma dieta pobre em carboidratos. A dieta pobre em carboidratos continha 1.085 calorias por dia - a maioria vinda de proteínas e gorduras. Nessa dieta, o café da manhã era a menor refeição do dia - 290 calorias, com apenas sete gramas de carboidratos. Já a dieta com o café da manhã reforçado tinha mais calorias - 1.240 - com uma proporção menor de gordura e maior de carboidratos e proteínas. Nessa dieta, o café da manhã tinha 610 calorias, enquanto o almoço tinha 395 e o jantar, 235. Quatro meses depois, as que estavam na dieta baixa em carboidratos pareciam estar perdendo mais peso do que as outras. No entanto, oito meses depois, no final do estudo, a situação se reverteu, com aquelas na dieta baixa em carboidrato voltando a engordar, enquanto as que comiam a dieta com um café da manhã reforçado continuavam a perder peso.

Ao final, as que comeram a dieta com um café da manhã rico perderam 21,3% de seu peso, enquanto as outras, apenas 4,5%. De acordo com Jakubowicz, um café da manhã mais rico é mais eficiente em ajudar a perder peso, porque faz com que as pessoas se sintam mais satisfeitas e saudáveis durante o dia, já que inclui mais fibras e frutas. (Fonte: BBCBrasil)

Alex Johnstone, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Rowett, em Aberdeen, disse que outros estudos têm mostrado que dietas baixas em carboidrato podem ser uma "boa ferramenta" para reduzir o peso rapidamente, mas não servem "para a vida toda".

Para ela, o fato de as mulheres nessa dieta terem voltado a engordar na pesquisa pode ser explicado pela monotonia do regime.

"Pode ser que seja simplesmente mais fácil para pessoas que comem uma dieta rica em carboidratos seguir o regime por mais tempo", ela afirmou.

Já uma porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição disse que há evidências de que um bom café da manhã pode ajudar quem quer perder peso.

"Isso é provavelmente porque quando não comemos um bom café da manhã temos mais chances de ficar com fome antes do almoço e comer alimentos açucarados e gordurosos, como biscoitos ou bolos", ela disse. 


Coluna Nossa Gente!   

      

           Nascido em Bodocó, no sertão pernambucano, Francisco Dantas de Freitas foi criado em Janaúba, norte de Minas Gerais. Prestou concurso para o BNB em Guanambi, na Bahia, em fevereiro de 1964, mas foi lotado na agência de Porteirinha/MG, em julho daquele ano, como Praticante de Escritório. Em Porteirinha, paralelamente ao trabalho no Banco, fez o curso Técnico de Contabilidade. Quatro anos depois, em junho de 1968, foi transferido para a agência de Itabuna, onde respondeu pela função de Chefe de Seção de Depósito e Cobrança, até dezembro de 1970.    

            Uma nova mudança em sua carreira ocorreu em janeiro de 1971, ao ser transferido para Montes Claros. Na agência mineira desenvolveu diversos cargos e funções, em quase 20 anos de trabalho, incluindo o de Chefe do Setor de Serviços. A permanência em Montes Claros também foi determinante para a sua vida acadêmica, tendo cursado a Faculdade de Direito naquela cidade. Em abril de 1990, assumiu a função de Chefe do Setor de Serviços Administrativos, na agência de Belo Horizonte, e se aposentou em julho de 1994, com Chefe da Cenag. Ao se aposentar, advogou nas áreas cível e trabalhista durante 12 anos. Casado há 40 anos com Maria da Glória, que ele conheceu em Porteirinha, tem 4 filhos e 5 netos. Atualmente, dedica parte do seu tempo à pescaria esportiva, além de responder pela Representação da AABNB em Belo Horizonte. Francisco Dantas de Freitas é Nossa Gente!                        

 

            Natural de Fortaleza, Nilo Tinoco Miranda ingressou no BNB em abril de 1955, como Auxiliar de Escritório, na agência Fortaleza. No currículo, trazia a experiência de trabalhos anteriores, além de ter concluído o Curso Científico e de ser Oficial da Reserva, formado pelo Curso de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR). Trabalhou por quatro anos e meio naquela agência, até ser transferido para a Divisão de Pessoal (DIPES), em novembro de 1958. Permaneceu por quase nove anos na DIPES, onde exerceu a função de Chefe de Seção e também foi Chefe de Setor-Substituto. No período de setembro de 1967 a novembro de 1968, trabalhou na agência de Sobral.

Após a passagem por Sobral, voltou à DIPES, permanecendo naquela unidade até outubro de 1971. Logo em seguida, foi transferido para o Departamento Financeiro (DEFIN), onde trabalhou durante 10 anos, até à obtenção da sua aposentadoria, em janeiro de 1981. Pelo BNB, fez o curso de Mercados & Capitais e também integrou a turma do Curso de Informática. Associado da AABNB desde julho de 1983, foi Diretor de Patrimônio da Associação na gestão de Agenor Sampaio de Araújo. Casado há 52 anos, com Dona Joaquina Crisóstomo Miranda, tem quatro filhos e oito netas. Nilo Tinoco Miranda é Nossa Gente!    

 

             Natural de Grão Mogol, no norte de Minas, José Geraldo Bicalho, estudou no Seminário de Montes Claros. Ingressou no BNB em fevereiro de 1961, como Escriturário Auxiliar, na agência de Porteirinha, onde trabalhou durante sete anos e exerceu a função de Chefe do Setor Rural. Nessa mesma função, integrou a equipe que inaugurou a agência de Salinas, em agosto de 1968, onde permaneceu até março de 1972, tendo assumido a gerência daquela agência abril de 1970. Retornou à agência de Porteirinha em 1972, exercendo a função de Gerente durante três anos. Noutra promoção, em março de 1975, foi transferido para Montes Claros, e respondeu pela gerência daquela agência durante quase três anos.

Em novembro de 1977, ao ser transferido para o Rio de Janeiro, uma nova etapa teve início em sua carreira. Na instalação daquela agência, assumiu a função de Gerente Adjunto de Crédito Geral e passou à função de Gerente Adjunto de Câmbio, em 1980. Dois anos mais tarde  cumpriu um estágio de três meses nos Estados Unidos. Com a experiência adquirida no estágio, retornou à sua agência (RJ), onde permaneceu até o início de 1983. Em março desse ano, assumiu a Gerência Geral de Belo Horizonte, desenvolvendo essa função por seis anos. Transferido para o núcleo de Auditoria de BH, em abril de 1989, exerceu a função de Auditor até maio de 1990, quando se aposentou. Desde então, cuida do seu sítio e dedica especial atenção à esposa, Ilza Bicalho, com quem está casado há 42 anos, aos 4 filhos e 5 netos. Integrante da Sociedade (filantrópica) São Vicente de Paulo, José Geraldo Bicalho é Nossa Gente!              


ENCARTE CULTURAL

 

A DITADURA

Luiz Porto 

            Não, não vamos falar de regimes políticos ditatoriais, mesmo porque uma destas ignomínias deixou indeléveis e perversas marcas nas mentes de toda uma geração de brasileiros.  

            A Ditadura de que pretendemos falar é aquela que nos obriga a um regime policialesco de nós mesmos, a uma vigilância diuturna das nossas ações, visando atender às exigências da vida moderna com relação à saúde do nosso corpo.  

            Nada mais corriqueiro nos dias atuais do que se notar na conversação entre sexagenários (há quem nos chame de sobreviventes) os fatais comentários sobre a saúde de cada um, como andam as famosas taxas (glicemia, colesterol, triglicérides, ácido úrico, TGP, TGO, CPK, etc, etc), alguns se revelando verdadeiros expertes na prevenção e tratamento das mais diversas doenças, demonstrando alto saber científico como se fossem prestigiados mestres da medicina. Também surgem pretensos nutricionistas e preparadores físicos aconselhando dietas e os mais variados exercícios para controle do peso. Nessas conversas a literatura vigente são os livros de auto-ajuda. Tudo em nome da extensão dos anos e de uma melhor qualidade de vida.                       

                        É difícil acreditar, mas em certas rodas da hoje chamada melhor idade (melhor coisa nenhuma) muitos falam mais sobre doenças do que de assuntos que sempre dominaram a cena dos bate-papos, sejam nos bancos das praças ou nas mesas dos bares, tais como literatura de toda ordem, fatos do passado, economia, política, futebol e principalmente vida alheia.  

            Parece que estamos mesmo fadados aos ditames dessa nova ordem, do culto exagerado do corpo, dos cuidados exagerados com a saúde. Entendo que é preciso não se descuidar da saúde, fazer exames periódicos, alimentar-se com parcimônia, no entanto com equilíbrio e bom senso, sem se deixar levar pelo estresse oriundo do medo de qualquer doença, da loucura pela boa forma física, sem que se esqueça das boas coisas que fazem a alegria da vida e a vontade de viver para tê-las.  

                        Sou daqueles que se recusam terminantemente a se tornar escravo da ditadura da medicina, dos gurus do momento, das dietas milagrosas, da balança, do ilusório marketing farmacêutico que a todos engana. A liberdade consciente é o nosso maior bem e desejo preservá-lo sempre.


A Luta  

Estive pensando, extasiado, absorto, sobre acontecimentos que nos envolvem levemente, a princípio, mas que, a pouco e pouco, vão se tornando cada vez mais desumanos, pela própria evolução da tecnologia, dos meios de comunicação e de tudo que nos move.  

Em cada canto um sussurro de dor se manifesta, também, de leve, mas que, paulatinamente, se transforma em problema maior.  

Assim é a vida, em todos os setores de atividades.  

Enquanto isso, o tempo passa e novos acontecimentos se sucedem, agora cada vez mais intensos, mas que podemos evitar a sua marcha para lugares mais tenebrosos.  

Paremos para refletir, continuemos nossa lida, mas sempre com aquela expectativa de diversificadas sensações, falsas ilusões, movidas pela poderosa força do mal, que nos espezinha e nos induz a práticas danosas que podem nos levar, de forma cruel e desigual, a lutar contra as forças do bem.  

Estamos, assim, em função dessas atrocidades humanas, entre o joio e o trigo, o amor e o ódio, bem como de outras contradições existentes.  

Nada obstante, estamos protegidos, quando legitimados pelo amor, por forças espirituais que nos guiam e nos levam a praticar atos humanitários, capazes de minorar a incapacidade dos menos favorecidos.  

E a vida continua, nesse vai-e-vem de fatos positivos e negativos, que determinarão nossa boa ou má participação no borbulhar dos acontecimentos.  

Temos, enfim, aquela obrigação de revisar todos os conceitos, ideais, contratempos e demais impactos vitais, a fim de fixarmos nosso ponto de vista na verdade, no dever e no querer, sempre com aquela visão altaneira e inteligente, tendo como escopo nossa intimidade com as coisas sublimes e eternas, que não se acabam, não definham e nos mostram, gratuitamente, o verdadeiro caminho que satisfará, para todo o sempre, nossos desejos e objetivos, onde Deus impera e nos aguarda ansiosamente.  

A luta prossegue, o tempo passa, mas infelizmente o mundo continuará, por muito tempo, sob os efeitos tentaculares do mal, mas dependentes e submissos à eterna força motriz do amor, naturalmente se estivermos em sintonia com o plano divino.  

Syllas Brasil Cordeiro 


Crônica

   Filosofia Popular  

Não me parece necessário definir, logo de saída, o que é filosofia. É um tanto complicado.  

Indago, então: será a forma de viver? De comportar-se entre os iguais e os diferentes? De encarar a velhice ou a doença, a vida ou a morte? Ou será como sentir felicidade ou infelicidade? Ou enfrentar a riqueza ou a pobreza? Ou como fazer parte da humanidade sem ferir ou explorar alguém? É difícil discriminar todos os aspectos da filosofia num despretensioso escrito. 

Ah! Deus me acuda!  

Assim, vejo-me na obrigação de derivar minhas reflexões para aquilo que o povo diz, sentencia, propaga e vivencia. Há quem diga que “a voz do povo é a voz de Deus”. Concordo plenamente e tentarei exemplificar com algumas tiradas de pára-choques de caminhões, que me parecem filosofia de vida, na mais pura acepção da palavra. Seus autores são anônimos e de pouco estudo formal, mas criam situações deveras filosóficas, com um toque, na maioria das vezes, de fino humor. Vejam alguns exemplos:  

. Mexa com todas as mulheres... Mas conserve a sua direita.

. Freio e mulher não merecem confiança.

. Parafuso e mulher eu mesmo aperto.

. Sou casado mas não sou fanático.

. Mandioca é igual sogra! As boas estão debaixo da terra.

. Casei-me com a cunhada para economizar sogra.

. Sogra rica e porco gordo só dão lucro quando morrem.

. Na estrada da vida, passado é contramão.

. 70 me passar, passe 100 atrapalhar.

. Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.

. É melhor ter um cachorro amigo, do que um amigo cachorro.

. Se correr o guarda multa, se parar o banco toma.  

Outra fonte a pesquisar são os epitáfios. Algumas pessoas, em vida, prescrevem o que desejam para ser colocado no seu túmulo, lugar em geral lúgubre e indesejável. 

O grande poeta cearense Quintino Cunha mandou colocar a seguinte quadra em sua última morada: 

“O padre Eterno, segundo

Refere a História Sagrada,

Tirou o mundo do Nada,

E eu nada tirei do mundo”.  

Conversando com amigos, pincei diversos epitáfios que já podem estar até na internet. Alguns, por profissão, e outros vindos da boca do povão, que não se cansa de troçar com a vida, até na hora da morte...            

            Do cartunista:

            “Não deixei traços”.

            Do alcoólatra:

            “Enfim, sóbrio”.

            Do ecologista:

            “Estou em extinção”.

            Do paleontólogo:

            “Enfim, fóssil”

            Do espírita:

            “Volto já”.

            De um eletricista:

            “Aqui jaz Fulano: bom filho, bom pai, bom marido, mas péssimo eletricista”. 

            Para fim de conversa, coloco um epitáfio que talvez expresse o pensamento de muita gente quando morrer:

            “Estou aqui contra a minha vontade”.

            Há quem discorde?! Duvi-d-o-dó!

José Alberto de Souza

Associado da AABNB


FOFUCHA 

Minha gatinha dondoca,

Parece quase uma foca

De tão gordinha e macia,

Ela come, come noite e dia,

A mãe vive dando o peito

E assim engorda, não tem jeito

Vai ficando toda balofinha,

Essa glutona, minha gatinha.

E por isso é cobiçada

Por toda a criançada,

Todos a querem pegar,

Colocar nos braços e alisar.

Ela ainda não gosta desses carinhos

Fica toda eriçada e chiando,

Como se dissesse: ponha-me no chão,

Deixem-me sozinha

Com minha mãe, pra continuar mamando.

Que gatinha mais fofinha!... 

Daniela Novaes Xavier Moraes

(Filha da associada Maria Auxiliadora) 


Nos caminhos da vida 

A sós, caminhando,

o silêncio da alma

faz muito barulho...

perturba meu ser,

não me deixa viver

este momento de agora.

 

Tanto tumulto, esta grita

apavora, martiriza,

confunde, embota a visão,

mistura horizonte e futuro!

 

Afinal, que caminho é este?

estou ou não estou

no finalzinho da Missão? 

Maria Helena Rebouças


PLENILÚNIO 

Tu flutuas candente e peregrina

No silêncio das trilhas orbitais

Teu bailado ilumina os corações

Incendiando o céu dos namorados.

 

É plenilúnio...firmamento em festa...

Rasgando o véu diáfano das noites

Tu vais deixando o rastro nas estrelas

E teu perfil gravado nas paixões.

 

Oh lua! Musa eterna dos poetas

Fonte inspiradora dos menestréis

És estrela-guia dos trovadores.

 

Vem! Vem! Com tua argêntea claridade

Pratear a minh’alma de poeta

...Meus cabelos, o tempo prateou. 

Mairton Menezes


Se eu fosse um padre 

Mário Quintana 

 

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,

não falaria em Deus nem no Pecado

- muito menos no Anjo Rebelado

e os encantos das suas seduções,

 

não citaria santos e profetas:

nada das suas celestiais promessas

ou das suas terríveis maldições...

Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

 

Rezaria seus versos, os mais belos,

desses que desde a infância me embalaram

e quem me dera que alguns fossem meus!

 

Porque a poesia purifica a alma

... e um belo poema – ainda que de Deus se aparte –

um belo poema sempre leva a Deus! 

A pedido de Nilo Tinoco Miranda

 


O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO 

Com o Texto Escrito é perfeitamente possível imitar o extraordinário milagre da multiplicação dos pães reproduzindo-o às centenas, milhares e até aos milhões para saciar os que têm fome e sede de conhecimento. 

Pois é   isso o que venho tentando de porta em porta, casa em casa, ao longo da vida, nesta gratificante peregrinação, incentivando o hábito da leitura. 

Com uma fé de remover montanha, creio que não foi em vão que o escritor cearense Antonio Sales criou há 116 anos (30.05.1892) a famosa Padaria Espiritual, instituição que equivale, hoje, às Academias de Letras, denominando seus membros (escritores e poetas) “de padeiros” e “forneiros”, que tinham como missão fornecer “massa” (artigos e poemas) para a fabricação de O PÃO, combativo jornal fundado pela “Padaria”. 

Creio também que não foi em vão que São Paulo, muito antes de se tornar o grande apóstolo, há mais de dois mil anos, época que nem livros existiam, já incentivava o jovem Temóteo, seu discípulo na fé, não só a Persistir em Ler como a continuar essa maravilhosa obra que, tenho certeza, pelos inúmeros exemplos e profundas pesquisas, tem algo de divino envolvendo o livro e consequentemente a leitura. 

Nesta oportunidade muito especial para mim, as homenagens ao querido escritor e suas geniais criações, bem como a São Paulo, o Santo, e à sua majestosa cidade por ser uma fonte perene de inspiração a me dar a força necessária para continuar empunhando bem alto a gloriosa bandeira da mais sublime missão a que me entreguei de corpo e alma. E não se trata aqui de conversa fiada ou fantasiosa porque há muito que estamos na estrada e já agora peço a todos que me perdoem por me aturarem, repetindo-lhes ao pé do ouvido que ninguém pode permanecer indiferente a tão dramático apelo que aponta de um lado, um futuro promissor, de muitos desafios, podendo até nos levar a um final feliz, e do outro, o do atraso, da doença e da infelicidade que certamente não reservará bons dias, mas mesmo que seja a opção preferida, não se pode fugir da responsabilidade de continuar estudando e lendo muito, para podermos amenizar um pouco as agruras a que estamos sujeitos neste vale de lágrimas, e que em quaisquer dos caminhos, nunca poderemos nos descurar dos sagrados deveres que assumimos com a família, a comunidade e a pátria, que esperam de nós um esforço permanente para crescermos cada vez mais, cultural, intelectual e espiritualmente, se quisermos competir de igual para igual com os que não dormem no ponto e que, além de estarem fazendo seu dever de casa corretíssimo, são movidos por uma irresistível vontade de vencer. 

Antônio Falcão 


EXCLUÍDOS

O homem do campo, na sua abnegação pelo trabalho agropecuário, criatura forte, tenaz e modesta; serviçal, por gosto ou necessidade de produzir o próprio alimento e dos semelhantes, deveria ter melhor reconhecido o seu feito diuturno, que farta, também, mesas de comensais ricos indiferentes e até mal-agradecidos. 

É, no geral, carente de educação escolar, assistência médica, segurança, crédito, acompanhamento e orientação técnica no empreendimento explorado por profissão, entre outros carecimentos. 

Saindo da área rural, aparece na tela dos desamparados o catador de papel, dotado de resistência para suportar longas caminhadas, empurrando o carro de mão e curvando o corpo para apanhar papéis, caixas de madeira, de papelão, objetos quebrados e outros restolhos deixados na via pública, sem perspectivas de melhoria de vida para si e família. 

Finda a jornada, chega ao barraco e, extenuado, procura a rede para um breve refazer de energias, porém nela está dormindo o caçula de dois anos. Acomoda-se na esteira. Adormece. Logo, entretanto, é acordado pela mijada do filho. 

Não foi sonho, mas a convicção da causa do seu estado de pobreza e de milhares de irmãos párias da sociedade: a corrupção, o desprezo e a irresponsabilidade da classe política dominante, desconhecedora, de propósito, do princípio do direito e respeito ao próximo. 

            De priscas eras, fica lembrado quando a família real, fugida de Portugal para o Brasil, aqui chegou trazendo comitiva de cerca de quatorze mil degredados. Em razão disso, foram expulsos os brasileiros pobres, domiciliados no centro da cidade do Rio de Janeiro, para os morros e outros arredores.    

            A princípio, o impacto da saída forçada causou tristeza, mesclada de conformismo e respeito impostos aos vassalos desalojados. Mas ficou no seio dos favelados a certeza da injustiça perpetrada pelo rei D. João VI. 

Os grupos periféricos, entretanto, foram construindo vida própria, direitos e imunidades, mas, lamentavelmente, descambando alguns para o mundo das drogas, do crime e da violência, comportamento com o qual se auto-excluem, suscitam e alimentam a discriminação e a represália. 

E como caso bem recente, inclusive mostrado pela tv, de flagrante desrespeito e irresponsabilidade, onde crianças recebem aulas sob teto de lona, posicionadas no ambiente segundo  o  deslocamento  da  sombra;  algumas  usando  cadeiras, outras acomodadas sobre troncos de madeira ou no próprio chão. Sem lavatório, sanitário, merenda escolar! 

Não podem, por fim, ser esquecidos milhares de brasileiros postos à margem da sociedade: não têm nome (só apelido), não conseguem emprego formal, escolaridade, assistência médico-hospitalar, empréstimo, carteira de identidade, de trabalho, CPF, título eleitoral, tudo à falta do registro de nascimento. Morrem... não precisam de certidão de óbito nem de lápide! Não existiam!...   

Waldir Freitas

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