|
JUNHO/2008
AABNB
25 ANOS!
Os 25 anos desta AABNB foram lembrados com homenagens nas três
esferas do Poder Legislativo. A Câmara Municipal de
Fortaleza aprovou o encaminhamento de votos de congratulações
à AABNB, com base no requerimento apresentado pelo vereador
Mário Hélio, do PMN. Na Assembléia Legislativa do Ceará,
o requerimento de votos de congratulações pelo Jubileu de
Prata da AABNB foi apresentado pelo líder do governo
naquela casa, deputado Nelson Martins, do Partido dos
Trabalhadores. Em seu registro, o deputado petista destacou
o trabalho social e político desenvolvido pela AABNB nesses
25 anos, em defesa dos direitos dos aposentados e
pensionistas.
Na Câmara Federal, em Brasília, o ex-presidente do BNB,
Deputado Mauro Benevides, do PMDB, proferiu discurso
destacando a importância do Banco do Nordeste do Brasil, a
força de trabalho dos seus recursos humanos, e os 25 anos
de atividades desta AABNB. Mauro Benevides ressaltou que o
trabalho desenvolvido pela Associação é condizente com o
lema “Pelo social e
pela justiça”, adotado pela AABNB na comemoração
dos seus 25 anos de existência.
Reunião
com o BNB traz boas perspectivas
para
o problema das taxas de contribuições
As negociações com o BNB e a CAPEF, para redução das
taxas de contribuições dos aposentados e pensionistas da
Capef, cumpriram mais uma importante etapa na reunião
realizada no último dia 19 de junho, no Passaré, com os
Presidentes do BNB e do Conselho Deliberativo da Caixa,
Roberto Smith e Robério Gress, respectivamente. Pela AABNB,
estiveram presentes o Presidente, José Edson Braga, e o
Diretor de Articulação Institucional, Miguel Nóbrega
Neto, que convidaram os associados José Luciano
Vasconcelos, Raimundo Nonato de Fátima Cavalcante e
Raimundo Lourival de Lima. Representando a CNFBNB, Carmen de
Araújo. Ainda pelo BNB, participaram a Superintendente de
RH, Eliane Brasil, e Cláudio Frota, da área financeira.
Ficou definido que a CAPEF deverá iniciar, de imediato, a
reformulação de seus normativos, a fim de criar um
Programa de Custeio do Plano de Benefícios, com os
dispositivos sobre as taxas de contribuições e a
conseqüente retirada dessas disposições do Regulamento do
Plano.
As taxas de contribuições, hoje praticadas, deverão ter
redução imediata para 28% (vinte e oito por cento) com o
compromisso de nova redução, mais significativa, a partir
de janeiro de 2009.
A Direção da AABNB cobrou uma redução mais significativa
ainda, e o Presidente do BNB determinou à área financeira
a realização dos estudos necessários a essa providência,
assumindo o compromisso de se empenhar, pessoalmente, na
obtenção de resultados positivos para atendimento da
reivindicação apresentada pela Associação. A AABNB
acrescenta a continuidade das gestões junto aos Órgãos de
Brasília, para obtenção de recursos para a CAPEF e de
orientações junto à Secretaria de Previdência
Complementar e ao Ministério da Previdência Social, a fim
de obter subsídios que possam fortalecer nossa luta.
AnaparPrev
já recebe adesões
Lançado oficialmente no mês de maio, o plano de previdência
AnaparPrev já recebe a inscrição dos interessados. Deste
modo, os participantes de fundos de pensão e seus
familiares já podem aderir ao novo plano de previdência.
Para tanto, é necessário ser associado da ANAPAR, o que
pode ser feito através do site www.anapar.com.br.
A anuidade custa R$ 22,00. De acordo com o estatuto da
entidade, pode se associar qualquer participante de fundo de
pensão aberto ou fechado ou seus parentes em até terceiro
grau.
O foco da entidade é disponibilizar um novo plano
para os familiares daqueles que já conhecem os benefícios
da previdência complementar e da manutenção da renda e
qualidade de vida após a aposentadoria. Até agora, o único
produto disponível para os familiares eram os planos
abertos, oferecidos por bancos e seguradoras, que muitas
vezes cobram taxas de administração e carregamento
elevadas, não repassam toda a rentabilidade das aplicações
para a conta do participante e não permitem o envolvimento
dos participantes na gestão e na fiscalização das
reservas previdenciárias.
O AnaparPrev será administrado pela PETROS – Fundação
Petrobras de Seguridade Social, o segundo maior fundo de
pensão brasileiro e o primeiro em multipatrocínio, com
experiência acumulada na gestão de planos instituídos.
Para os benefícios de risco, a PETROS estabeleceu uma
parceria com a Seguradora Mongeral.
Características básicas do plano – O AnaparPrev
é um plano concebido na modalidade de contribuição
definida. Garante benefícios por tempo indeterminado (vitalício)
ou por tempo determinado, à escolha do participante. O
participante pode ainda garantir benefícios de risco, desde
que faça contribuições adicionais para um seguro.
A ANAPAR acompanhará a gestão dos recursos através
de um comitê gestor de plano. Toda a rentabilidade das
aplicações será incorporada às reservas dos
participantes.
Informações adicionais – Para obter informações
adicionais sobre o plano e formas de filiação e adesão,
ligue para 0800-253545 ou acesse os sites www.anapar.com.br
ou www.petros.com.br.
(Fonte:
Anapar)
Novos
associados
No
segundo trimestre de 2008, a AABNB registrou 10 novas adesões
ao seu quadro social. A Diretoria da Associação saúda a
chegada dos novos colegas, na certeza de que a nossa AABNB
está cada vez mais sólida em seus propósitos. Confira, em
ordem alfabética, os nomes dos novos sócios:
|
Ângela
Christina Dantas Rodrigues
|
Fortaleza/CE
|
|
Braz José
da Silva
|
Itabuna/BA
|
|
Eduardo
Pereira Souza Santos
|
Jequié/BA
|
|
Idelseo
Carvalho Filho
|
Salvador/BA
|
|
José Gonçalves
Viana
|
Cabedelo/PB
|
|
Josmiel
Souza Rodrigues
|
Itabuna/BA
|
|
Manoel
Cavalcante Barreto
|
João
Pessoa/PB
|
|
Maria
Aldenoura dos S. Martins
|
Salvador/BA
|
|
Maria de
Lourdes B. Santiago
|
Natal/RN
|
|
Maria
Regina Sarmento Rodrigues
|
Salinas/BA
|
Sistema de Pecúlio
Implantado
em 2003, o sistema de pecúlio da AABNB contabiliza (posição
de abril/2008) o pagamento de 179 benefícios, num total de
R$ 390.890,80 (trezentos e noventa mil, oitocentos e noventa
reais e oitenta centavos). Criado com o intuito de prestar
apoio financeiro num momento de natural desconforto,
decorrente da perda de um ente querido, o pecúlio é uma
das ações desenvolvidas pela AABNB (além das festas dos
aniversariantes e de final de ano; distribuição de
brindes; campanhas de premiação, etc.) com a finalidade de
fazer com que parte do valor arrecadado pela Associação,
retorne ao quadro social em forma de benefício social.
Neste
ano de 2008, conforme posição de 30 de abril, foram pagos
R$ 34.515,00 (trinta e quatro mil, quinhentos e quinze
reais) para 17 beneficiários, o que dá uma média de R$
2.030, 00 (dois mil e trinta reais) por benefício. Para
efeitos de processamento do benefício, a Diretoria lembra
da importância da indicação de um beneficiário, o que
facilita a liberação do pecúlio, e da necessidade de
estar rigorosamente em dia com as contribuições.
Associados
falecidos
A
AABNB registra, com profundo pesar, em ordem alfabética, os
nomes dos associados falecidos no período de 02/04/08 a
06/06/08. Aos familiares, amigos e demais colegas
manifestamos nossas condolências.
|
Augusto
César L de Araújo
|
(06/06/08)
|
|
Estanislau Guimarães Ferreira
|
(04/04/08)
|
|
Francisca Yeda de A. Lima
|
(02/04/08)
|
|
Francisco Wan-Dick
Alencar
|
(23/04/08)
|
|
Joana Dias de Assis Coutinho
|
(04/04/08)
|
|
João
Batista Pereira da Silva
|
(22/04/08)
|
|
Jose Boileau Catunda Esmeraldo
|
(16/04/08)
|
|
Jose Raimundo da Silva Sobrinho
|
(12/05/08)
|
|
Leona
Caminha Cortez
|
(27/04/08)
|
|
Maria do Amaral Barros
|
(25/04/08)
|
|
Teresinha Falcão Frota
|
(23/05/08)
|
|
Vicente de Paula Damasceno
|
(07/05/08)
|
Exportação
de álcool supera expectativas
As
exportações brasileiras de álcool deste ano superam as
expectativas. Após ter colocado 3,48 bilhões de litros no
mercado externo na safra passada, as previsões iniciais
indicavam exportações de 4 bilhões nesta. A demanda
externa está aquecida e as contas tiveram de ser refeitas:
agora serão 4,8 bilhões de litros, segundo as mais
recentes estimativas de Plinio Nastari, da Datagro.
A
maior demanda vem dos Estados Unidos. A alta do milho, que
acelerou ainda mais com as enchentes no Meio-Oeste, deve
elevar as importações norte-americanas. Apesar dessa
demanda externa maior, que será abastecida pelo Brasil,
"a situação atual é muito esquisita", diz
Nastari. Ao preço de US$ 140 por barril, o galão de petróleo
custa US$ 3,30 e o de gasolina, US$ 3,50 no atacado. O álcool
nos EUA está em US$ 2,70 por galão e, no Brasil, a apenas
US$ 1,66 na porta das usinas.
"O
setor continua sangrando", diz Nastari. O produtor
recebe R$ 0,63 por litro para o hidratado, mesmo com demanda
elevada e estoques baixos. No início de maio de 2009, os
estoques de passagem no Brasil devem ser de 467 milhões de
litros, suficientes para apenas dez dias de consumo. Isso
ocorre devido a uma falha fundamental no sistema de
comercialização brasileiro. As negociações ocorrem
apenas no "spot" (à vista) e há falta de um
sistema de hedge (garantia) no mercado futuro, diz Nastari.
Não há formação de estoques, o que derruba os preços na
safra e eleva-os no período de entressafra. O
mercado mudou de patamar e consome próximo de 1,8 bilhão
de litros de álcool por mês. Com isso, o mercado futuro da
BM&F deveria ser um sucesso, diz ele. Mas a liquidez é
pequena e não há desenvolvimento do mercado. (fonte:
Folha de São Paulo)
Grau
de investimento traz novos fundos ao Brasil
A
classificação do Brasil como um país seguro para se
investir aumentou o interesse dos fundos de private equity
pelo país. Especializados em comprar participações em
empresas, os fundos se apressam para aproveitar as
oportunidades e já mostram interesse até por cemitérios,
investimento comum lá fora. Algumas grandes gestoras já
procuram fundos estabelecidos no Brasil, que conhecem bem o
mercado local, para fazerem investimentos em conjunto.
Outras resolveram abrir escritório aqui e começarem do
zero as operações.
Além
desses, há os que chegaram recentemente ao Brasil, já com
a perspectiva de o país ser considerado investimento
seguro. Entre eles, estão Carlyle (a maior gestora do
mundo), Cartesian, Actis, Permira e Apax.
Com o investment
grade, o número de compradores de empresas brasileiras
aumentou. Os especialistas dizem que os fundos de private
equity dedicados a emergentes em geral vão aumentar a fatia
reservada para Brasil. Outros fundos, que não estão
autorizados a operar em países que não são considerados
investimento seguro, também vão passar a olhar o Brasil
mais de perto.
Em meio à euforia com o
Brasil, até os hedge funds estão participando de compras
de empresas. Essas carteiras entram em algumas operações
com um empréstimo à empresa. Ou seja, por meio de operações
estruturadas viram credores das companhias.
A Alvarez &
Marsal chegou ao Brasil em 2005 e tem atualmente 25
executivos. A empresa participa diretamente da gestão das
companhias que contratam seus serviços. No Brasil, já
trabalhou em um plano de reestruturação da Varig e
participou da operação que levou à venda da rede de lojas
Leader, no Rio, para a Renner. Também cuidou da Parmalat.
Nos Estados Unidos, participou da reestruturação da Levi
Straus, que fabrica as calças Levi's. (Fonte
Valor Online)
Crédito
consignado tem novas regras
A
concessão de crédito consignado para aposentados e
pensionistas do INSS tem novas regras, desde o início deste
mês de junho. Um dos objetivos das novas medidas é
disciplinar a utilização do cartão de crédito
consignado. Confira, a seguir, as principais alterações:
Saque
em dinheiro - Fica
expressamente proibido o saque em dinheiro com o cartão de
crédito consignado.
Reserva
de margem - Os
bancos estão proibidos de fazer reserva de margem, para
empréstimo ou cartão de crédito, sem o consentimento
expresso, por escrito ou por meio eletrônico. Também só
podem comunicar à Dataprev operações efetivamente
realizadas e que já tenham contrato assinado.
Limite
de crédito - o
limite de crédito no cartão será de até duas vezes o
valor do benefício mensal, e não mais de três vezes.
Carência
- Os bancos estão proibidos de oferecer financiamento pelo plano de crédito
consignado com prazo de carência.
Sanções
- A instituição que desrespeitar as normas será punida com a proibição
de operar com o crédito consignado de cinco a 45 dias. Em
caso de reincidência, a proibição aumenta para um ano. Na
terceira vez, a suspensão é de cinco anos.
Crédito
em conta - O
valor do financiamento liberado pelo banco deve ser
creditado na conta do aposentado.
Local
da operação - Os
bancos não podem liberar crédito para aposentados de
outros estados. A operação deve ser feita onde o
aposentado reside e recebe o benefício.
Juros - A taxa para operações com crédito pessoal permanece em 2,5% ao mês
e a taxa para empréstimos pelo cartão de crédito em 3,5%.
(Fonte: Jornal O Povo/Fortaleza)
Geração
de empregos bate recorde
A
geração de empregos formais passou a marca de 1 milhão em
2008 e bateu recorde para o período, com a criação de
202.984 novas vagas em maio, segundo informações
fornecidas pelo Ministério do Trabalho. O resultado, porém,
é 4,35% menor que o registrado em maio de 2007, segundo
dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged). Nos
cinco primeiros meses de 2008, foram gerados 1.051.946 novos
postos de trabalho, também recorde para o período, número
15,11% maior que o registrado nos cinco primeiros meses de
2007 (913.836 postos).
O
setor da economia que mais gerou vagas foi o de serviços,
com a criação de 55.361 novos postos. Em seguida vem a indústria
de transformação, com 11.103 postos. A construção civil,
por sua vez, gerou 29.921 postos, e agropecuária, 47.107.
Nos últimos 12 meses até maio, foram gerados 1.755.502
empregos formais, acima do verificado no mesmo período do
ano passado, quando foram registrados 1.374.179 vagas. Entre
2003 e 2008, foram criados 7.320.714 empregos formais. (Fonte:
FolhaOnline)
Comer mais no
café da manhã ajuda emagrecer
Conduzido
por uma pesquisadora do Hospital de Clínicas de Caracas, na
Venezuela, em parceria com a Universidade Virginia, nos
Estados Unidos, o estudo demonstrou que mulheres obesas, que
comeram metade de suas calorias diárias logo de manhã por
vários meses, acabaram emagrecendo mais do que aquelas que
comeram menos no café da manhã. A pesquisadora Daniela
Jakubowicz, do Hospital de Clínicas de Caracas, disse aos
presentes no encontro de San Francisco que comer pouco no
café da manhã pode fazer com que a pessoa sinta
necessidade de comer mais durante o dia.
Em
um estudo com 94 mulheres obesas e pouco ativas, Jakubowicz
comparou os resultados alcançados com uma dieta que incluía
café da manhã reforçado com os verificados em uma dieta
pobre em carboidratos. A dieta pobre em carboidratos
continha 1.085 calorias por dia - a maioria vinda de proteínas
e gorduras. Nessa dieta, o café da manhã era a menor refeição
do dia - 290 calorias, com apenas sete gramas de
carboidratos. Já a dieta com o café da manhã reforçado
tinha mais calorias - 1.240 - com uma proporção menor de
gordura e maior de carboidratos e proteínas. Nessa dieta, o
café da manhã tinha 610 calorias, enquanto o almoço tinha
395 e o jantar, 235. Quatro meses depois, as que estavam na
dieta baixa em carboidratos pareciam estar perdendo mais
peso do que as outras. No entanto, oito meses depois, no
final do estudo, a situação se reverteu, com aquelas na
dieta baixa em carboidrato voltando a engordar, enquanto as
que comiam a dieta com um café da manhã reforçado
continuavam a perder peso.
Ao
final, as que comeram a dieta com um café da manhã rico
perderam 21,3% de seu peso, enquanto as outras, apenas 4,5%.
De acordo com Jakubowicz, um café da manhã mais rico é
mais eficiente em ajudar a perder peso, porque faz com que
as pessoas se sintam mais satisfeitas e saudáveis durante o
dia, já que inclui mais fibras e frutas. (Fonte: BBCBrasil)
Alex
Johnstone, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Rowett, em
Aberdeen, disse que outros estudos têm mostrado que dietas
baixas em carboidrato podem ser uma "boa
ferramenta" para reduzir o peso rapidamente, mas não
servem "para a vida toda".
Para
ela, o fato de as mulheres nessa dieta terem voltado a
engordar na pesquisa pode ser explicado pela monotonia do
regime.
"Pode
ser que seja simplesmente mais fácil para pessoas que comem
uma dieta rica em carboidratos seguir o regime por mais
tempo", ela afirmou.
Já
uma porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição disse
que há evidências de que um bom café da manhã pode
ajudar quem quer perder peso.
"Isso
é provavelmente porque quando não comemos um bom café da
manhã temos mais chances de ficar com fome antes do almoço
e comer alimentos açucarados e gordurosos, como biscoitos
ou bolos", ela disse.
Coluna
Nossa Gente!
Nascido em Bodocó, no
sertão pernambucano, Francisco
Dantas de Freitas foi criado em Janaúba, norte de Minas
Gerais. Prestou concurso para o BNB em Guanambi, na Bahia,
em fevereiro de 1964, mas foi lotado na agência de
Porteirinha/MG, em julho daquele ano, como Praticante de
Escritório. Em Porteirinha, paralelamente ao trabalho no
Banco, fez o curso Técnico de Contabilidade. Quatro anos
depois, em junho de 1968, foi transferido para a agência de
Itabuna, onde respondeu pela função de Chefe de Seção de
Depósito e Cobrança, até dezembro de 1970.
Uma nova mudança em sua carreira ocorreu em janeiro de
1971, ao ser transferido para Montes Claros. Na agência
mineira desenvolveu diversos cargos e funções, em quase 20
anos de trabalho, incluindo o de Chefe do Setor de Serviços.
A permanência em Montes Claros também foi determinante
para a sua vida acadêmica, tendo cursado a Faculdade de
Direito naquela cidade. Em abril de 1990, assumiu a função
de Chefe do Setor de Serviços Administrativos, na agência
de Belo Horizonte, e se aposentou em julho de 1994, com
Chefe da Cenag. Ao se aposentar, advogou nas áreas cível e
trabalhista durante 12 anos. Casado há 40 anos com Maria da
Glória, que ele conheceu em Porteirinha, tem 4 filhos e 5
netos. Atualmente, dedica parte do seu tempo à pescaria
esportiva, além de responder pela Representação da AABNB
em Belo Horizonte. Francisco Dantas de Freitas é Nossa
Gente!
Natural de Fortaleza, Nilo
Tinoco Miranda ingressou no BNB em abril de 1955, como
Auxiliar de Escritório, na agência Fortaleza. No currículo,
trazia a experiência de trabalhos anteriores, além de ter
concluído o Curso Científico e de ser Oficial da Reserva,
formado pelo Curso de Preparação de Oficiais da Reserva
(CPOR). Trabalhou por quatro anos e meio naquela agência,
até ser transferido para a Divisão de Pessoal (DIPES), em
novembro de 1958. Permaneceu por quase nove anos na DIPES,
onde exerceu a função de Chefe de Seção e também foi
Chefe de Setor-Substituto. No período de setembro de 1967 a
novembro de 1968, trabalhou na agência de Sobral.
Após
a passagem por Sobral, voltou à DIPES, permanecendo naquela
unidade até outubro de 1971. Logo em seguida, foi
transferido para o Departamento Financeiro (DEFIN), onde
trabalhou durante 10 anos, até à obtenção da sua
aposentadoria, em janeiro de 1981. Pelo BNB, fez o curso de
Mercados & Capitais e também integrou a turma do Curso
de Informática. Associado da AABNB desde julho de 1983, foi
Diretor de Patrimônio da Associação na gestão de Agenor
Sampaio de Araújo. Casado há 52 anos, com Dona Joaquina
Crisóstomo Miranda, tem quatro filhos e oito netas. Nilo
Tinoco Miranda é Nossa Gente!
Natural de Grão Mogol, no
norte de Minas, José
Geraldo Bicalho, estudou no Seminário de Montes Claros.
Ingressou no BNB em fevereiro de 1961, como Escriturário
Auxiliar, na agência de Porteirinha, onde trabalhou durante
sete anos e exerceu a função de Chefe do Setor Rural.
Nessa mesma função, integrou a equipe que inaugurou a agência
de Salinas, em agosto de 1968, onde permaneceu até março
de 1972, tendo assumido a gerência daquela agência abril
de 1970. Retornou à agência de Porteirinha em 1972,
exercendo a função de Gerente durante três anos. Noutra
promoção, em março de 1975, foi transferido para Montes
Claros, e respondeu pela gerência daquela agência durante
quase três anos.
Em
novembro de 1977, ao ser transferido para o Rio de Janeiro,
uma nova etapa teve início em sua carreira. Na instalação
daquela agência, assumiu a função de Gerente Adjunto de
Crédito Geral e passou à função de Gerente Adjunto de Câmbio,
em 1980. Dois anos mais tarde
cumpriu um estágio de três meses nos Estados
Unidos. Com a experiência adquirida no estágio, retornou
à sua agência (RJ), onde permaneceu até o início de
1983. Em março desse ano, assumiu a Gerência Geral de Belo
Horizonte, desenvolvendo essa função por seis anos.
Transferido para o núcleo de Auditoria de BH, em abril de
1989, exerceu a função de Auditor até maio de 1990,
quando se aposentou. Desde então, cuida do seu sítio e
dedica especial atenção à esposa, Ilza Bicalho, com quem
está casado há 42 anos, aos 4 filhos e 5 netos. Integrante
da Sociedade (filantrópica) São Vicente de Paulo, José
Geraldo Bicalho é Nossa Gente!
ENCARTE
CULTURAL
A
DITADURA
Luiz Porto
Não,
não vamos falar de regimes políticos ditatoriais, mesmo
porque uma destas ignomínias deixou indeléveis e perversas
marcas nas mentes de toda uma geração de brasileiros.
A
Ditadura de que pretendemos falar é aquela que nos obriga a
um regime policialesco de nós mesmos, a uma vigilância
diuturna das nossas ações, visando atender às exigências
da vida moderna com relação à saúde do nosso corpo.
Nada
mais corriqueiro nos dias atuais do que se notar na conversação
entre sexagenários (há quem nos chame de sobreviventes) os
fatais comentários sobre a saúde de cada um, como andam as
famosas taxas (glicemia, colesterol, triglicérides, ácido
úrico, TGP, TGO, CPK, etc, etc), alguns se revelando
verdadeiros expertes na prevenção e tratamento das mais
diversas doenças, demonstrando alto saber científico como
se fossem prestigiados mestres da medicina. Também surgem
pretensos nutricionistas e preparadores físicos
aconselhando dietas e os mais variados exercícios para
controle do peso. Nessas conversas a literatura vigente são
os livros de auto-ajuda. Tudo em nome da extensão dos anos
e de uma melhor qualidade de vida.
É difícil
acreditar, mas em certas rodas da hoje chamada melhor idade
(melhor coisa nenhuma) muitos falam mais sobre doenças do
que de assuntos que sempre dominaram a cena dos bate-papos,
sejam nos bancos das praças ou nas mesas dos bares, tais
como literatura de toda ordem, fatos do passado, economia,
política, futebol e principalmente vida alheia.
Parece
que estamos mesmo fadados aos ditames dessa nova ordem, do
culto exagerado do corpo, dos cuidados exagerados com a saúde.
Entendo que é preciso não se descuidar da saúde, fazer
exames periódicos, alimentar-se com parcimônia, no entanto
com equilíbrio e bom senso, sem se deixar levar pelo
estresse oriundo do medo de qualquer doença, da loucura
pela boa forma física, sem que se esqueça das boas coisas
que fazem a alegria da vida e a
vontade de viver para tê-las.
Sou daqueles que se recusam terminantemente a se
tornar escravo da ditadura da medicina, dos gurus do
momento, das dietas milagrosas, da balança, do ilusório
marketing farmacêutico que a todos engana. A liberdade
consciente é o nosso maior bem e desejo preservá-lo
sempre.
A
Luta
Estive
pensando, extasiado, absorto, sobre acontecimentos que nos
envolvem levemente, a princípio, mas que, a pouco e pouco,
vão se tornando cada vez mais desumanos, pela própria
evolução da tecnologia, dos meios de comunicação e de
tudo que nos move.
Em
cada canto um sussurro de dor se manifesta, também, de
leve, mas que, paulatinamente, se transforma em problema
maior.
Assim
é a vida, em todos os setores de atividades.
Enquanto
isso, o tempo passa e novos acontecimentos se sucedem, agora
cada vez mais intensos, mas que podemos evitar a sua marcha
para lugares mais tenebrosos.
Paremos
para refletir, continuemos nossa lida, mas sempre com aquela
expectativa de diversificadas sensações, falsas ilusões,
movidas pela poderosa força do mal, que nos espezinha e nos
induz a práticas danosas que podem nos levar, de forma
cruel e desigual, a lutar contra as forças do bem.
Estamos,
assim, em função dessas atrocidades humanas, entre o joio
e o trigo, o amor e o ódio, bem como de outras contradições
existentes.
Nada
obstante, estamos protegidos, quando legitimados pelo amor,
por forças espirituais que nos guiam e nos levam a praticar
atos humanitários, capazes de minorar a incapacidade dos
menos favorecidos.
E
a vida continua, nesse vai-e-vem de fatos positivos e
negativos, que determinarão nossa boa ou má participação
no borbulhar dos acontecimentos.
Temos,
enfim, aquela obrigação de revisar todos os conceitos,
ideais, contratempos e demais impactos vitais, a fim de
fixarmos nosso ponto de vista na verdade, no dever e no
querer, sempre com aquela visão altaneira e inteligente,
tendo como escopo nossa intimidade com as coisas sublimes e
eternas, que não se acabam, não definham e nos mostram,
gratuitamente, o verdadeiro caminho que satisfará, para
todo o sempre, nossos desejos e objetivos, onde Deus impera
e nos aguarda ansiosamente.
A
luta prossegue, o tempo passa, mas infelizmente o mundo
continuará, por muito tempo, sob os efeitos tentaculares do
mal, mas dependentes e submissos à eterna força motriz do
amor, naturalmente se estivermos em sintonia com o plano
divino.
Syllas
Brasil Cordeiro
Crônica
Filosofia Popular
Não
me parece necessário definir, logo de saída, o que é
filosofia. É um tanto complicado.
Indago,
então: será a forma de viver? De comportar-se entre os
iguais e os diferentes? De encarar a velhice ou a doença, a
vida ou a morte? Ou será como sentir felicidade ou
infelicidade? Ou enfrentar a riqueza ou a pobreza? Ou como
fazer parte da humanidade sem ferir ou explorar alguém? É
difícil discriminar todos os aspectos da filosofia num
despretensioso escrito.
Ah!
Deus me acuda!
Assim,
vejo-me na obrigação de derivar minhas reflexões para
aquilo que o povo diz, sentencia, propaga e vivencia. Há
quem diga que “a voz do povo é a voz de Deus”. Concordo
plenamente e tentarei exemplificar com algumas tiradas de pára-choques
de caminhões, que me parecem filosofia de vida, na mais
pura acepção da palavra. Seus autores são anônimos e de
pouco estudo formal, mas criam situações deveras filosóficas,
com um toque, na maioria das vezes, de fino humor. Vejam
alguns exemplos:
.
Mexa com todas as mulheres... Mas conserve a sua direita.
.
Freio e mulher não merecem confiança.
.
Parafuso e mulher eu mesmo aperto.
.
Sou casado mas não sou fanático.
.
Mandioca é igual sogra! As boas estão debaixo da terra.
.
Casei-me com a cunhada para economizar sogra.
.
Sogra rica e porco gordo só dão lucro quando morrem.
.
Na estrada da vida, passado é contramão.
.
70 me passar, passe 100 atrapalhar.
.
Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.
.
É melhor ter um cachorro amigo, do que um amigo cachorro.
.
Se correr o guarda multa, se parar o banco toma.
Outra
fonte a pesquisar são os epitáfios. Algumas pessoas, em
vida, prescrevem o que desejam para ser colocado no seu túmulo,
lugar em geral lúgubre e indesejável.
O
grande poeta cearense Quintino Cunha mandou colocar a
seguinte quadra em sua última morada:
“O
padre Eterno, segundo
Refere
a História Sagrada,
Tirou
o mundo do Nada,
E
eu nada tirei do mundo”.
Conversando
com amigos, pincei diversos epitáfios que já podem estar
até na internet. Alguns, por profissão, e outros vindos da
boca do povão, que não se cansa de troçar com a vida, até
na hora da morte...
Do cartunista:
“Não deixei traços”.
Do alcoólatra:
“Enfim, sóbrio”.
Do ecologista:
“Estou em extinção”.
Do paleontólogo:
“Enfim, fóssil”
Do espírita:
“Volto já”.
De um eletricista:
“Aqui jaz Fulano: bom
filho, bom pai, bom marido, mas péssimo eletricista”.
Para fim de conversa, coloco um epitáfio que talvez
expresse o pensamento de muita gente quando morrer:
“Estou aqui contra a minha vontade”.
Há quem discorde?!
Duvi-d-o-dó!
José
Alberto de Souza
Associado da AABNB
FOFUCHA
Minha gatinha
dondoca,
Parece quase
uma foca
De tão gordinha e macia,
Ela come, come noite e
dia,
A mãe vive dando o peito
E assim engorda, não tem
jeito
Vai ficando toda
balofinha,
Essa glutona, minha
gatinha.
E por isso é cobiçada
Por toda a criançada,
Todos a querem pegar,
Colocar nos braços e
alisar.
Ela ainda não gosta
desses carinhos
Fica toda eriçada e
chiando,
Como se dissesse: ponha-me
no chão,
Deixem-me sozinha
Com minha mãe, pra
continuar mamando.
Que gatinha mais
fofinha!...
Daniela
Novaes Xavier Moraes
(Filha
da associada Maria Auxiliadora)
Nos
caminhos da vida
A sós, caminhando,
o silêncio da alma
faz muito barulho...
perturba meu ser,
não me deixa viver
este momento de agora.
Tanto tumulto, esta grita
apavora, martiriza,
confunde, embota a visão,
mistura horizonte e
futuro!
Afinal, que caminho é
este?
estou ou não estou
no finalzinho da Missão?
Maria Helena
Rebouças
PLENILÚNIO
Tu
flutuas candente e peregrina
No silêncio das trilhas
orbitais
Teu bailado ilumina os
corações
Incendiando o céu dos
namorados.
É plenilúnio...firmamento
em festa...
Rasgando o véu diáfano
das noites
Tu vais deixando o rastro
nas estrelas
E teu perfil gravado nas
paixões.
Oh lua! Musa eterna dos
poetas
Fonte inspiradora dos
menestréis
És estrela-guia dos
trovadores.
Vem! Vem! Com tua argêntea
claridade
Pratear a minh’alma de
poeta
...Meus cabelos, o tempo
prateou.
Mairton
Menezes
Se
eu fosse um padre
Mário Quintana
Se eu fosse um
padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em
Deus nem no Pecado
- muito menos no
Anjo Rebelado
e os encantos das
suas seduções,
não citaria
santos e profetas:
nada das suas
celestiais promessas
ou das suas terríveis
maldições...
Se eu fosse um
padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus
versos, os mais belos,
desses que desde
a infância me embalaram
e quem me dera
que alguns fossem meus!
Porque a poesia
purifica a alma
... e um belo
poema – ainda que de Deus se aparte –
um belo poema
sempre leva a Deus!
A
pedido de Nilo Tinoco Miranda
O
MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO
Com
o Texto Escrito é perfeitamente possível imitar o
extraordinário milagre da multiplicação dos pães
reproduzindo-o às centenas, milhares e até aos milhões
para saciar os que têm fome e sede de conhecimento.
Pois
é isso o
que venho tentando de porta em porta, casa em casa, ao longo
da vida, nesta gratificante peregrinação, incentivando o hábito
da leitura.
Com
uma fé de remover montanha, creio que não foi em vão que
o escritor cearense Antonio Sales criou há 116 anos
(30.05.1892) a famosa Padaria Espiritual, instituição que
equivale, hoje, às Academias de Letras, denominando seus
membros (escritores e poetas) “de padeiros” e
“forneiros”, que tinham como missão fornecer
“massa” (artigos e poemas) para a fabricação de O PÃO,
combativo jornal fundado pela “Padaria”.
Creio
também que não foi em vão que São Paulo, muito antes de
se tornar o grande apóstolo, há mais de dois mil anos, época
que nem livros existiam, já incentivava o jovem Temóteo,
seu discípulo na fé, não só a Persistir em Ler como a
continuar essa maravilhosa obra que, tenho certeza, pelos inúmeros
exemplos e profundas pesquisas, tem algo de divino
envolvendo o livro e consequentemente a leitura.
Nesta
oportunidade muito especial para mim, as homenagens ao
querido escritor e suas geniais criações, bem como a São
Paulo, o Santo, e à sua majestosa cidade por ser uma fonte
perene de inspiração a me dar a força necessária para
continuar empunhando bem alto a gloriosa bandeira da mais
sublime missão a que me entreguei de corpo e alma. E não
se trata aqui de conversa fiada ou fantasiosa porque há
muito que estamos na estrada e já agora peço a todos que
me perdoem por me aturarem, repetindo-lhes ao pé do ouvido
que ninguém pode permanecer indiferente a tão dramático
apelo que aponta de um lado, um futuro promissor, de muitos
desafios, podendo até nos levar a um final feliz, e do
outro, o do atraso, da doença e da infelicidade que
certamente não reservará bons dias, mas mesmo que seja a
opção preferida, não se pode fugir da responsabilidade de
continuar estudando e lendo muito, para podermos amenizar um
pouco as agruras a que estamos sujeitos neste vale de lágrimas,
e que em quaisquer dos caminhos, nunca poderemos nos
descurar dos sagrados deveres que assumimos com a família,
a comunidade e a pátria, que esperam de nós um esforço
permanente para crescermos cada vez mais, cultural,
intelectual e espiritualmente, se quisermos competir de
igual para igual com os que não dormem no ponto e que, além
de estarem fazendo seu dever de casa corretíssimo, são
movidos por uma irresistível vontade de vencer.
Antônio
Falcão
EXCLUÍDOS
O homem do campo,
na sua abnegação pelo trabalho agropecuário, criatura
forte, tenaz e modesta; serviçal, por gosto ou necessidade
de produzir o próprio alimento e dos semelhantes, deveria
ter melhor reconhecido o seu feito diuturno, que farta, também,
mesas de comensais ricos indiferentes e até
mal-agradecidos.
É, no geral,
carente de educação escolar, assistência médica, segurança,
crédito, acompanhamento e orientação técnica no
empreendimento explorado por profissão, entre outros
carecimentos.
Saindo da área
rural, aparece na tela dos desamparados o catador de papel,
dotado de resistência para suportar longas caminhadas,
empurrando o carro de mão e curvando o corpo para apanhar
papéis, caixas de madeira, de papelão, objetos quebrados e
outros restolhos deixados na via pública, sem perspectivas
de melhoria de vida para si e família.
Finda a jornada,
chega ao barraco e, extenuado, procura a rede para um breve
refazer de energias, porém nela está dormindo o caçula de
dois anos. Acomoda-se na esteira. Adormece. Logo,
entretanto, é acordado pela mijada do filho.
Não foi sonho,
mas a convicção da causa do seu estado de pobreza e de
milhares de irmãos párias da sociedade: a corrupção, o
desprezo e a irresponsabilidade da classe política
dominante, desconhecedora, de propósito, do princípio do
direito e respeito ao próximo.
De priscas eras, fica lembrado quando a família
real, fugida de Portugal para o Brasil, aqui chegou trazendo
comitiva de cerca de quatorze mil degredados. Em razão
disso, foram expulsos os brasileiros pobres, domiciliados no
centro da cidade do Rio de Janeiro, para os morros e outros
arredores.
A princípio, o impacto da saída forçada causou
tristeza, mesclada de conformismo e respeito impostos aos
vassalos desalojados. Mas ficou no seio dos favelados a
certeza da injustiça perpetrada pelo rei D. João VI.
Os grupos periféricos,
entretanto, foram construindo vida própria, direitos e
imunidades, mas, lamentavelmente, descambando alguns para o
mundo das drogas, do crime e da violência, comportamento
com o qual se auto-excluem, suscitam e alimentam a
discriminação e a represália.
E como caso bem
recente, inclusive mostrado pela tv, de flagrante
desrespeito e irresponsabilidade, onde crianças recebem
aulas sob teto de lona, posicionadas no ambiente segundo
o deslocamento
da sombra;
algumas usando
cadeiras, outras acomodadas sobre troncos de madeira
ou no próprio chão. Sem lavatório, sanitário, merenda
escolar!
Não podem, por
fim, ser esquecidos milhares de brasileiros postos à margem
da sociedade: não têm nome (só apelido), não conseguem
emprego formal, escolaridade, assistência médico-hospitalar,
empréstimo, carteira de identidade, de trabalho, CPF, título
eleitoral, tudo à falta do registro de nascimento.
Morrem... não precisam de certidão de óbito nem de lápide!
Não existiam!...
Waldir
Freitas
VOLTAR
|