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MAIO/2005
ASSOCIADOS GANHAM FESTA DE ANIVERSÁRIO
Os aniversariantes do segundo
trimestre de 2005 tiveram comemoração especial no dia 19 de
maio último, na sede do BNB Clube Fortaleza. Aos convidados,
entre aposentados, pensionistas, familiares e amigos, foi
oferecido um coquetel com direito à música ao vivo e sorteio
de diversos brindes como televisão, DVD, liquidificadores.
A iniciativa faz parte das ações
sociais que a atual diretoria da AABNB está retomando, tanto
em Fortaleza como nas demais representações. A exemplo
disto, o representante da AABNB de Jequié, na Bahia, Jurandy
Silva Costa, reuniu no dia 8 de abril último os
aniversariantes do primeiro trimestre para uma
confraternização que contou com a presença de 80% dos
associados. Os homenageados também foram agraciados com
presentes.

Festa dos aniversariantes do
segundo trimestre comemorada no BNB CLUBE de Fortaleza

Edson Braga repassa o televisor
premiado
AABNB COMPLETA 22
ANOS DE LUTA E CONQUISTAS
Ao completar 22 anos de existência, no dia 17 de maio de
2005, podemos dizer que a AABNB tem motivos de sobra para
comemorar junto aos seus associados. Afinal, foram oito anos
de luta, trabalho, desgaste emocional e financeiro até
chegarmos ao acordo com a CAPEF/BNB. É por isto que hoje
queremos nos congratular com todos aqueles que, mesmo
distantes, sempre estiveram ao lado da Associação.
Diante desta nova realidade, pós-acordo, a AABNB também
conseguiu a sua recuperação financeira. Assim, aos poucos
começamos a retribuir aos nossos associados por meio de
benefícios sociais. Entre eles, a criação do pecúlio que,
até abril último, efetuou o pagamento de R$ 126.201,80,
referente a 42 benefícios. Isto demonstra mais uma vitória,
não só da AABNB, mas de todos os que fazem parte dela. E já
estão sendo estudados outros benefícios, a serem
implementados.
Outra iniciativa social da AABNB é a retomada da
confraternização dos aniversariantes do trimestre,
comemorado no período correspondente, com direito a festa,
sorteio de brindes e música ao vivo. A mesma idéia foi
estendida a todas as representações. Com isto, a AABNB
consegue retomar a proposta de congregar e unir os
associados, pensionistas e seus familiares, como era feito
no passado. É por isto que hoje temos motivos para comemorar
e compartilhar com nossos associados uma parte da trajetória
de luta e de conquistas da AABNB.
CONVOCAÇÃO PARA CONSULTA AO CORPO SOCIAL
A Diretoria da AABNB traz nesta edição
um encarte especial com o Relatório e o Balanço da AABNB -
referente ao exercício de 2004. Analisados e aprovados pelo
Conselho Fiscal, a AABNB convoca o Corpo Social para
participar da consulta que acontece no dia 20 de junho.
EDITORIAL
OS APOSENTADOS
DO BNB E O CONSELHO DE SANTO AGOSTINHO
Para Santo Agostinho “Nós
devemos estar preparados para morrer a
qualquer momento mas
devemos agir sempre como se não fôssemos morrer
nunca”. Este pensamento deveria
constituir o lema de vida de todos nós, afinal de
contas, como estamos sujeitos a deixar este reino
a qualquer momento, devemos estar com nossa
contabilidade (consciência) em dia, pois não
sabemos como quitar débitos não saldados depois da
partida.
Aparentemente contraditório, a lógica
desse pensamento de Santo Agostinho é insofismável. Se a
dúvida do momento da morte é um fato incontestável, pelo
menos com base no comportamento racional da grande maioria
das pessoas, o que justifica a primeira parte do pensamento,
a segunda parte, também baseado na dúvida, está
perfeitamente justificada. É claro que a palavra “nunca” não
deve e nem pode ser interpretada ao pé da letra, mas tem o
significado de “o mais tarde possível”, dentro de uma
filosofia cristã.
Essa introdução tem por objetivo
alertar nossos companheiros aposentados do BNB sobre o
comportamento acomodado de boa parte deles. A vida não está
ganha com a aposentadoria. Mesmo para aqueles que não
desejam ou não podem mais trabalhar após a aposentadoria, se
faz necessário estar atentos para manter o que foi
conquistado ao longo de suas vidas. Não esqueçamos o recente
período negro representado pela administração Byron à frente
do nosso BNB. Embora tenhamos recuperado boa parte dos
nossos direitos, fruto de uma reação conjunta da quase
totalidade dos aposentados, o fato é que seqüelas ficaram.
Este alerta vem a propósito das
recentes eleições para Diretor e Conselheiros Fiscais da
CAMED, outra entidade tão importante para nós quanto a CAPEF.
Apesar do apelo feito por nossa Associação aos aposentados
do BNB, no sentido de participarem como votantes, a
freqüência dos aposentados de Fortaleza ao processo de
votação foi muito reduzido. Com efeito, de um total de 1.377
aposentados residentes em Fortaleza, apenas 347 votaram,
representando apenas 25,2% daquele total, ou seja, apenas um
votante em cada grupo de 4 aposentados.
Por uma questão de justiça deve-se
destacar, dentre essa minoria de Fortaleza, o esforço de
alguns colegas que, mesmo doentes e com dificuldade de
locomoção, se deslocaram até os locais de votação para
cumprirem o seu dever de cidadão, demonstrando a sua
preocupação, que deve ser de todos nós, com os destinos da
nossa Caixa de Assistência Médica. Simbolizando esse pequeno
grupo, como exemplo de cidadania, citamos o nosso colega
José Rodrigues de Gouveia que, mesmo se deslocando com
grande dificuldade, fez questão de ir até o BNB-Clube para
votar.
É verdade que a chapa apoiada pelo
AABNB, a AFBNB e o SEEB-Ce foi a vencedora e com uma
vantagem significativa, o que mostra a força da união entre
ativos e aposentados, mas a pequena freqüência dos
aposentados de Fortaleza ao processo eleitoral da CAMED deve
ser salientado aqui como uma preocupação da nossa entidade
de classe, sinalizando um alerta para o futuro. Por fim,
gostaríamos de lembrar também o conselho do MESTRE de todos
nós: “ORAI E VIGIAI”.
CULTURA
“Metáforas do Brasil – Demissões
Voluntárias, crises e rupturas no Banco do Brasil” é o
título do livro recém-lançado pela antropóloga, professora e
ex-bancária, Lea Carvalho Rodrigues. A obra apresenta, por
meio de trajetórias individuais de entrevistados e da
reconstrução de dramas por eles vivenciados em meio à
agitação do período de julho de 1995, quando de seu início
ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). A autora aborda
ainda os destinos coletivos e a trajetória de uma empresa
específica: o Banco do Brasil, que vem expressando, ao longo
do tempo, e em diferentes sentidos e variantes, os caminhos
trilhados pelo próprio país. Assim, o livro mostra como
várias trajetórias podem compor, por meio de arranjos
diversos, configurações reais e simbólicas que remetem a um
mesmo tema: a idéia de nação; e que, da mesma forma que as
trajetórias dizem sobre a empresa e em um momento específico
de sua história, por meio da empresa do Banco do Brasil se
pode pensar o próprio Brasil.
ACORDO COM A CAPEF TEM 97% DE APROVAÇÃO
O Jornal Luta Bancária, editado pelo
Sindicato dos Bancários de Natal (RN), trouxe matéria no dia
09.03.05, onde foram apontadas críticas ao acordo firmado
entre aposentados e pensionistas do BNB com a CAPEF. Diante
da publicação, a Diretoria da AABNB encaminhou
carta/resposta ao Sindicato esclarecendo alguns pontos. Por
exemplo: Ninguém foi obrigado a assinar o acordo, no
entanto, 97% dos aposentados e pensionistas consideraram o
mesmo como a melhor opção.
Entretanto, uma minoria, preocupada
apenas em obter vantagens individuais, insiste em fazer
críticas infundadas. Como se isto não bastasse, o grupo
tenta, por todos os meios, prejudicar a seriedade das ações
tomadas pelo Grupo de Trabalho, vale lembrar, formado por
representantes do Banco, da CAPEF e dos aposentados - estes
últimos escolhidos durante Assembléia Geral dos sócios da
AABNB.
Diante disto, não restam dúvidas de
que as negociações que evoluíram para o acordo foram
elaboradas com imparcialidade, responsabilidade e justiça
social, sendo alicerçado em estudos e simulações visando o
resgate dos valores perdidos, sem perder o equilíbrio
atuarial da CAPEF. A Diretoria da AABNB reconhece,
inclusive, não ter sido o melhor acordo, mas foi o acordo
possível, consideradas as verdadeiras circunstâncias e o
cenário político e econômico do País e do BNB.
Os valores retidos, que haviam sido
negociados para liberação em quatro anos, foram
integralmente disponibilizados para aqueles que não possuem
mais pendências na Justiça do Trabalho. Este contingente
representa quase 90% dos que assinaram o acordo. Este fato
mostra a boa vontade dos diretores do Banco e da CAPEF para
com os aposentados e pensionistas, o que permitiu a
organização financeira de todos.
ENCARTE CULTURAL
AABNB DECENAL
Por meio do
primeiro Jornal da AABNB, caracterizado como “ANO
1 - N° 0”, datado de 17.05.1993, o associado
Afonso Nunes Vieira homenageou esta Associação, no
seu decênio de fundação, com os versos aqui
reproduzidos:
“Para a
Associação dos Aposentados do BNB - Dez anos de
vida
Na grande emoção que
tive
igual a força de um Raio
prá esta Associação
eu descrevi este ensaio
sentindo o cheiro gostoso
das flores do Mês de Maio.
Associação prá mim
foi tudo para os meus planos
rompendo todo obstáculo
que veio em meus desenganos
com idéias primorosas
hoje completa dez anos.
Todos os aposentados
do BNB estão
felizes com os efeitos
da boa Associação
igualmente aos passarinhos
em tempo bom no sertão.
As incertezas se
foram
e o bom sistema floriu
cada aposentado nela
mantém de pé seu perfil
num gozo de consciência
por um dever que cumpriu.
Se algum tiver um
problema
só nela encontra guarida
sua vida não tem mais
dureza de pouca vida
em beneficio da gente
foi ela a melhor saída.
Eu digo em
particular
do fundo do coração
que nela encontrei a paz
amor vida e proteção
e sou autoconfiante
na minha Associação.
Agradeço a seus
agentes
que sempre nela estiveram
a Otacílio Barbosa
e aos outros que a fizeram
pela vivaz consciência
do plano bom que tiveram.
Em 17 de Maio
surgiu a grande alegria
saboreei no meu peito
minha aposentadoria
em contemplar seus dez anos
no santo Mês de Maria.
Pelo bom que vejo
nela
não cantei fazendo fita
cantei para registrar
uma voz que acredita
torcendo que ela viva
grande segura e bonita.
Um horizonte bonito
alegra o peito de alguém
Associação é boa
tudo de bom ela tem
e quando uma coisa é boa
toda pessoa quer bem.”
Nota: Neste mês a AABNB completa 22 anos de fundação
QUERO FALAR
“Minha mãe. Talvez a
única pessoa que eu gostaria de falar, de escrever sobre
ela, para que todos pudessem saber a criatura maravilhosa
que sempre foi. Mas, são tantas coisas que precisavam ser
ditas, que eu fico assim, sem saber o que dizer dessa mulher
maravilhosa que renunciou a tantas coisas por mim.
Sei que todas, ou pelo
menos quase todas as mães, amam seus filhos e fazem os
maiores sacrifícios por eles. Mas, não sei porque, às vezes
acho que nenhuma jamais amou tanto alguém como a minha mãe.
Sei, entretanto, que não é assim. Todas devem amar mais ou
menos igual. Sei que, mesmo quando fazem alguma coisa que
nos prejudicam, não é por sua vontade. Sei que por querer
demais o bem do filho, uma mãe pode terminar prejudicando-o.
E a minha mãe também cometeu seus erros comigo. Mas, quem
não erra? E já a desculpei há muito tempo. Tenho certeza que
ela errou procurando acertar. Foi pensando em me fazer feliz
que ela terminou fazendo coisas que não me beneficiaram. E
eu entendi. Demorou um pouco, mas entendi.
Não sei se fui boa
filha, ou se sou boa filha. Mas, de coração eu afirmo: tento
fazer tudo que está ao meu alcance para ser uma boa filha,
no entanto não tenho certeza se estou conseguindo. Caso não
esteja, espero que ela me perdoe. E sei que perdoará, porque
mãe é quase divina. Mãe sempre perdoa tudo de um filho.”
Esses escritos foram
feitos em 1982. Ainda tive o convívio com ela por mais 15
anos, quando ela partiu para a grande viagem, deixando em
todos uma infinita saudade. Ela era o meu porto seguro, era
a minha melhor amiga. Como sinto a sua falta! Agora só tenho
a agradecer a Deus por ter dado a chance de ser sua filha e
a oportunidade de conviver com uma mulher tão especial, que
soube valorizar as pequenas coisas e lutar pelos seus
ideais... Muitas crianças teriam sido mais felizes se
tivessem tido uma mãe como Lídia Novaes. Eu tive este
privilégio, este prazer e alegria.
xxx
Ma, Auxiliadora Novaes
de Sá X. Moraes
Func. Aposentada do BNB – Floresta – PE
14.04.2005.
NOSSO ESPAÇO - VAMOS OCUPÁ-LO
Luiz Gonzaga Coelho
Pereira (*)
Aposentado
Já não é mais novidade
ouvirmos ou vermos frases, títulos de livros, de artigos, de
reportagens sobre a importância da atividade, do amor, do
sexo, da auto-estima em nossas vidas.
Com efeito, esses são
temperos essenciais ao nosso viver, mormente quando já
caminhamos para a melhor idade após termos cumprido o longo
mandato de trabalhador a nós outorgado pela vida e pela
própria sociedade. Nessa ocasião, a pior das pragas que pode
se apoderar de nós é a ociosidade. Esta sim, é uma inimiga
poderosíssima que furtivamente nos vai minando o corpo e o
espírito.
Não podemos fugir da
máquina, embora perfeita, que somos. Como tal, qualquer
parada mais demorada não é uma boa opção. A parte mecânica
vai emperrando, desacostumando do funcionamento normal; as
engrenagens começam a desajustar num processo degenerativo.
O componente mental, embora indelével, também cria uma
crosta à semelhança das placas dos computadores. Mas,
diferentemente destes, com o tempo não poderemos
simplesmente substituí-las para tornar o mecanismo novo.
Vamos ficando menores, diminuindo nosso universo de
comunicação, com preguiça mental. As horas passam a se
arrastar destituídas de sentido, como se fôramos velhos à
espera da morte.
Sem embargo, se
inadvertidamente permitimo-nos dar uma longa parada... nem
tudo está perdido. A máquina é mesmo perfeita. E temos que
voltar a nos movimentar física e mentalmente. Não
necessariamente num novo emprego ou num novo trabalho. Pode
até mesmo ser numa atividade lúdica, mas que seja uma
atividade.
Há algum tempo vimos
na televisão o exemplo daquele cidadão que abandonou suas
memórias auxiliares (uma porção de cadernetas) à medida que
retornou aos exercícios físicos. Sua memória que só
funcionava com o auxílio daquelas cadernetas, foi voltando
ao normal, para sua satisfação.
Por que não poderemos
fazer o mesmo? Quem desconhece o valor de uma caminhada
diária? Ou, ainda melhor, o valor da dança que alia o
esforço físico ao prazer de ouvir a música e a curtição da
companhia?
O BNB Clube criou, há
meses, uma opção sumamente prazerosa àqueles que gostam de
dançar. O conjunto do Fonseca Jr., semanalmente, aos sábados
à noite, e também aos domingos à tarde, tem-nos brindado com
horas de verdadeiro deleite musical. E um repertório que nos
leva de volta aos momentos mais interessantes de nossa
existência. Viajamos aos anos 50, 60, 70 e até de
volta a atualidade. E música para todo gosto. E para aqueles
realmente mais ligados na dança, o elenco de ritmos nos
impede de ficar sentados. O Salão Nobre do clube, a exemplo
do Náutico, do Círculo Militar, dos Diários,fica repleto de
dançarinos de idades várias, de procedência conhecida ou
não, mas poucos são aqueles do nosso quadro, de nosso Clube,
de nosso Banco.
Se pensarmos bem, não
convém perdermos essa oportunidade vencidos pela preguiça ou
por outro pretexto qualquer... A vida é nossa, o Clube é
nosso, o espaço é nosso. Vamos ocupá-lo. Veremos e
sentiremos, com certeza, bons resultados.
“Um idoso que teima em
não envelhecer”
(*) Ex-presidente da AABNB
CARTA DE JESUS
Quando você levantou
pela manhã eu havia preparado o sol para aquecer o seu dia e
o alimento para sua nutrição matinal. Sim, eu providenciei
tudo isso enquanto vigiava o seu sono, a sua família e a sua
casa. Esperei pelo seu bom-dia, mas você se esqueceu. Bem,
você parecia ter tanta pressa que nem se lembrou de mim. Eu
o perdoei.
O sol apareceu. As
flores deram o seu ar de perfume. A brisa da manhã o
acompanhou e você nem pensou que eu é que havia preparado
tudo isso. Seus familiares sorriram, seus colegas de
trabalho o saudaram, você trabalhou, estudou, viajou,
realizou seus grandes negócios, alcançou vitórias, mas...
Você não percebeu que eu estava ao seu lado, cooperando com
você e, mais ainda, teria ajudado, se você tivesse me dado
uma chance... Eu o perdoei.
Você leu tantos
jornais, revistas, ouviu muita coisa, mas você não teve
tempo de ler ou ouvir a minha palavra. Eu quis falar, mas
você não parou para me escutar. Eu quis até aconselhá-lo mas
você nem pensou na possibilidade.
Seus olhos, seus
pensamentos... longe de pensar em mim.
O mal seria menor e o
bem muito maior em sua vida se você lembrasse de mim. Você
trabalhou, mas não lembrou de mim, ganhou dinheiro, mas não
lembrou de mim. Não fez mais porque não me deixou ajudá-lo.
Mais uma vez você se esqueceu de mim.
Esqueceu-se de que eu
desejo sua participação no meu reino com a sua vida e o seu
talento.
Findou o seu dia,
voltou para a sua casa, mandei a lua e as estrelas tornarem
o cenário da noite mais bonito para você se lembrar do meu
amor por você. Certamente vai agradecer-me e dar um
boa-noite...
Mas já dormiu! Que
pena!
Boa Noite. Durma bem.
Eu ficarei velando por
você.
JESUS
(autor desconhecido)
Indicação do
associado Eronides Vidal de Freitas
OS CARNEIROS DO MORRO DA IGREJA
Ribamar Lopes
Os carneiros
do morro da Igreja de São Benedito
eram aparentados com os anjos.
Em suas
vestiduras
de lã alabastrina
como mantos de arminho,
estavam sempre ali,
no barranco,
do lado esquerdo da igreja,
sob a copa do ficus-benjamim.
Quietos,
silenciosos,
não baliam,
não comiam,
não bebiam,
não se desgarravam.
Mansos,
ordeiros,
cordeiros,
lembravam os carneiros
do rebanho de São João
na estampa do calendário
na parede da barbearia de meu pai.
Os carneiros
do morro da Igreja de São Benedito
eram aparentados com os anjos.
Há dois mil
anos,
ajoelharam-se,
num presépio,
diante do Cordeiro de Deus,
que veio tirar o pecado do mundo.
Redimidos pelo
sangue
dos cordeiros pascais sacrificados,
tinham nos olhos a mansidão dos puros.
Purificados pelo
sacrifício
de cordeiros antepassados,
em estado de graça,
não comiam,
não bebiam,
não baliam,
não se desgarravam.
Estavam sempre ali,
do lado esquerdo da igreja,
como anjos
guardiães do templo.
O cheiro
agridoce de sua carne
já subira às Alturas,
por séculos e séculos,
em oblação,
na fumaça dos sacrifícios
para aplacar a ira dos céus.
O sangue de
tantos cordeiros
imolados em ação de graças
já se derramara,
por séculos e séculos,
sobre os altares,
para agrado do Senhor.
Dos carneiros
do morro da Igreja de São Benedito,
aparentados com os anjos,
ficou a lembrança
da brancura de arminho de sua lã,
da pureza expressa na mansidão dos
seus olhos,
de sua
presença ali,
sob a copa do fícus-benjamim,
quietos,
silenciosos,
ordeiros,
cordeiros,
sem comer,
sem beber,
sem balir,
sem se desgarrarem,
e de sua semelhança
com os carneiros do redil de São João
na estampa do calendário
na parede da barbearia de meu pai,
que também não comiam,
não bebiam,
não baliam,
não se desgarravam.
(*)
Aposentado do BNB , premiado, com este poema,
na 6ª edição do Concurso Banco Real Talentos da Maturidade.
ORAI E VIGIAI...
Rodrigues de
Gouveia
Aposentado
Do âmago do tempo
distante, marcada pela força da divina idade, chegou até nós
a mensagem rica de ensinamentos e sabedoria: Orai e
Vigiai...
Essa determinação
bíblica é atualíssima em nossos dias para a comunidade
benebeana. Na realidade, o corpo de servidores do Banco do
Nordeste acaba de sair de uma situação constrangedora em que
marginais de gravata
— a serviço do que a falsa elite
brasileira tem de mais putrefacto
— encheram de revolta e amargura o
coração da família benebeana.
Cabe-nos perguntar:
saímos da servidão cruel que nos foi imposta pelos sicários
a serviço dos patrões?
Parece-nos que pelo
menos aparentemente estamos livres do jugo dos maquiadores
de balanços contábeis, dos perseguidores de funcionários do
BNB.
Ocorre, porém, que,
dentro da realidade política brasileira, a volta dos anões à
cena poderá ser aberta a qualquer momento, pois os senhores
feudais que manipulam as marionetes a seu serviço, estão
sempre na porta do poder político, aguardando o momento de
empalmar o mando e voltar a comandar os desmandos em que são
realmente capazes.
É necessário que
estejamos alerta para esse perigo. Devemos manter uma
vigilância constante, sob pena de voltarem os suicídios dos
nossos colegas e a fome e o desespero de nossas famílias.
Tenhamos sempre em
mente a indicação bíblica: “Orai e Vigiai, pra não cairdes
em tentação...” E não nos esqueçamos nunca de que muito mais
poderoso de que os tiranos da terra
— que perseguem e humilham as
criaturas
— é o Cordeiro de Deus, que tira os
pecados do mundo.
Não nos esqueçamos,
portanto, de viver a salutar orientação: oremos e
vigiemos, afirmando a nossa confiança em Deus Nosso Senhor…
UM GATO POLIGLOTA
Laurindo
Ferreira
Aposentado
Um gato! Um rato! Nem
o gato era Tom. Nem o rato era Jerry, ambos das conhecidas
estórias de quadrinhos e dos desenhos animados. O rato,
figura indesejável, decidiu instalar-se em determinada
residência, fazendo-a sua morada quase em definitivo.
A moradora do imóvel
sentia-se sobremaneira incomodada com a presença daquele
intruso e repugnante disseminador de doenças. Para
solucionar o problema, resolvera contratar os serviços de um
gato de elevado padrão racial e de alta qualificação para o
mister.
Decorrido algum tempo,
os resultados não foram os desejados. Com sua larga
esperteza e inteligência, o camundongo geralmente levava
vantagem nas suas incursões. Ao gato, diante de seus
constantes insucessos, a patroa invariavelmente cobrava-lhe
mais eficiência, ameaçando-o, inclusive, de demissão do
trabalho para o qual fora contratado.
Noites sem dormir!
Pensativo! Preocupado! Assim achava-se o gato. Mas sempre
buscando uma forma de vencer o seu opositor. Surgiu-lhe uma
idéia. Preciso estudar! Então propôs à sua patroa
custear-lhe um curso em escola especializada no ensino
intensivo de línguas.
Após alguma
resistência, a patroa concordou com a sua pretensão.
Concluída a aprendizagem, o gato considerava-se apto a
cumprir a sua incumbência de pegar o rato. Mesmo assim, o
rato, conhecedor dos atalhos e esconderijos da casa,
continuava a pregar as mais variadas peças ao bichano em sua
tarefa de capturá-lo.
Certo dia, no entanto,
encurralado em um dos seus abrigos, o rato viu-se em extrema
dificuldade, pois o gato, decidido, não arredava pé da sua
vigilância, não lhe dando a menor oportunidade de fugir do
seu alcance visual.
Já bastante cansado de
esperar por alguma chance, em dado momento, o rato ouviu o
latido de um cão (au! au! au!) ao que ele (o rato)
confidenciou a si mesmo: “Agora estou salvo, pois de caçador
o meu oponente vai passar a ser a caça”.
Fatigado e curioso,
mas com muito cuidado, o rato arriscou examinar o ambiente
lá fora. Eis que, ao botar a metade da cabeça para o
exterior do buraco onde se encontrava, de repente, recebe
uma forte patada, ficando zonzo, indefeso e desnorteado.
Vitorioso com a rendição do seu adversário, o gato não o
matou tampouco o comeu, mas exigiu-lhe incondicional e
imediata desocupação do território sob a sua guarda.
Refeito da sua
desorientação pela bofetada recebida, ao rato coube-lhe
apenas concordar com os termos do vencedor, sem a menor
objeção. Pôs a viola no saco para desaparecer. Antes, porém,
na sua ousadia ainda aventurou uma pergunta. Diga-me uma
coisa, camarada? Cadê o cão que há pouco emitiu alguns
latidos à nossa volta?!
Resposta e moral da
estória. ‘Ora meu amigo: nesses tempos de globalização, ao
profissional que não souber falar, pelo menos, duas línguas,
são-lhe reduzidas as oportunidades de sucesso”!
SERTÃO SAUDADE
Ao meu pai
In memoriam
E todos de Baturité
Sinto saudade das coisas do meu sertão
Das viagens e excursão.
Aventureiro eu era quando pedia a condução
Quando eu caía no trem da madrugada,
Quando buscava a saudade alheia...
Mas quem vem da serra não vai morar em aldeia.
Terra de meu pai
Terra de Nosso Senhor.
Terra de gente boa,
Terra de gente valente,
Terra de canaviais.
Serra de Baturité,
Serra do Café,
Terra de quem planta e colhe,
Terra que dá pra tanta gente valente.
Fazendo da terra versos,
Dedico todo o espaço,
Àquela gente humilde,
Fazendo o que já fiz.
Terra de Baturité,
Terra santa,
Terra feliz.
Adeilton Arcanjo
Aposentado do BNB
PARALELISMO
O
sentimento mais puro
que no ser humano existe
nasce sem fazer escolha
a que ou quem é votado
e, uma vez germinado,
vive, cresce e persiste.
É
tão misterioso o amor
na sua essência mais pura
que, parece até incrível,
no auge do sentimento,
o amante sofre e chora
se o amor lhe dá ventura!
Mas há um paralelismo
inexplicável também:
é tão forte o sentimento
que, mesmo sofrendo muito,
o amante ri da dor
se do amor a dor lhe vem.
Ma. Helena Rebouças – Do livro:
Universidade da Vida
(* aposentada do BNB)
RELATÓRIO DA DIRETORIA DA AABNB
- EXERCÍCIO 2004
1. Introdução
Em prosseguimento ao processo de normalização das relações
entre BNB, CAPEF e aposentados, podemos dizer que 2004 foi o ano da
concretização de tudo aquilo que foi discutido e acertado
democràticamente entre aquelas Instituições e a nossa Associação.
O sucesso desse entendimento está refletido no elevado
índice de adesão ao acordo negociado entre o Patrocinador (BNB) e a
maioria dos associados da CAPEF. Com efeito, até o final de 2004
referido processo de conciliação entre as partes já havia obtido a
concordância de 96% dos Participantes Ativos e Aposentados. Além disso,
as liberações dos atrasados na forma pactuada e as negociações para que
seja liberado o saldo restante, bem como as informações citadas pelos
nossos representantes eleitos, também demonstram o clima de confiança e
discussão democrática dos problemas, como era esperado.
2. Análise dos Resultados Financeiros
Se o ano de 2003 já indicava a normalização da
situação financeira da nossa Associação, com a volta do desconto em
folha das mensalidades, o ano de 2004, com a efetivação do acordo e o
pagamento do passivo financeiro por parte da CAPEF aos nossos
associados, representou a recuperação real das nossas finanças. De fato,
foi no momento do acordo que tivemos a oportunidade de receber as
mensalidades que estavam em atraso, cujo montante, da ordem de R$539.521,00,
explica o significativo aumento das nossas receitas em 2004.
A par dessa nova realidade financeira, a diretoria da AABNB
começou a planejar e a desenvolver ações no sentido de fazer com que os
recursos arrecadados retornassem em forma de benefícios para os nossos
associados. Uma das medidas mais importantes nesse sentido foi a criação
do benefício de pecúlio em caso de falecimento do associado ou de seu
cônjuge. Para se ter idéia da magnitude desse benefício, o Fundo
instituído para suportar o pagamento dos pecúlios já recebeu, desde a
sua criação até 31.12.2004, o aporte de R$ 232.376,27, incluídos aí os
rendimentos gerados pela sua aplicação no mercado financeiro.
Está também nos nossos planos a aquisição da sede própria,
para dar melhores condições de trabalho à Diretoria e maior conforto
aos nossos associados. Já estamos estudando alternativas para a escolha
do local mais adequado e, quando tivermos mais detalhes a respeito,
deveremos realizar uma Assembléia Geral para submeter o assunto à
decisão dos nossos associados.
Para que se possa melhor avaliar a evolução da situação
financeira da AABNB nos últimos anos, apresentamos o quadro a seguir,
mostrando uma síntese dos resultados obtidos no período 1999-2004.
(Em R$ 1,00).
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A N O |
Receitas |
Despesas |
Resultado |
|
1999 |
245.965 |
348.666 |
(102.701) |
|
2000 |
371.370 |
358.445 |
12.925 |
|
2001 |
425.655 |
441.033 |
(15.378) |
|
2002 |
466.166 |
434.922 |
31.244 |
|
2003 |
547.535 |
425.651 |
121.884 |
|
2004 |
1.293.251 |
653.408 |
639.843 |
Como se pode ver, as nossas RECEITAS registraram um
incremento de 136,2% em 2004, comparativamente a 2003, fruto, como já
foi salientado, do recebimento das mensalidades atrasadas por ocasião da
celebração dos acordos individuais com a CAPEF. Enquanto isso, as nossas
DESPESAS experimentaram, no mesmo período, um crescimento de
50,2%.
As reservas alcançaram, em 31.l2.2004, o valor de
R$ 877.664,00, sendo que 63,7% estavam aplicadas em Contas de Poupança e
36,3% em Fundos de Investimento (FIF) de longo prazo. O BNB detinha 93%
das aplicações das nossas reservas, enquanto os 7% restantes
encontravam-se aplicados, em Conta de Poupança, na Caixa Econômica
Federal (CEF).
Convém ressaltar que o significativo aumento das DESPESAS
pode ser explicado, na sua integralidade, pela concentração do aumento
de gastos em apenas 4 (quatro) rubricas, cujas justificativas são
apresentadas a seguir.
-
Festividades – Nos dias 20 e 21 de agosto de 2004, foi
realizada a festa comemorativa de 21 anos de existência da nossa
Associação (MAIORIDADE POR DIREITO E POR CONQUISTA), ocasião em que
trouxemos a Fortaleza a quase totalidade dos nossos representantes em
outros Estados, com todas as despesas custeadas pela AABNB. Foi o III
Encontro Nacional de Representantes, realizado no Ponta Mar Hotel, e que
culminou com um Jantar Dançante no BNB-Clube. Além disso, a associação
voltou a celebrar, trimestralmente, as datas de aniversários de nossos
associados, com sorteio de brindes entre os aniversariantes.
-
Passagens e Conduções - Os gastos registrados nesta
rubrica também estão relacionados com as festividades de 21 anos, uma
vez que as passagens e hospedagens dos representantes foram custeadas
pela AABNB. Some-se a isso as viagens de diretores para fazer reuniões
com aposentados em outras cidades, com o objetivo de expor as
condições do acordo com a CAPEF, e para participar de congressos fora
de nosso Estado, relacionados com Fundos de Pensão. Igualmente
significativo foram os gastos de transporte feitos com aposentados de
vários estados que vieram a Fortaleza para uma audiência na Justiça do
Trabalho, por exigência do Juiz, com vistas à homologação dos acordos
individuais com a CAPEF.
-
Despesas com Pecúlios – O total dessa rubrica em 2004
atingiu o valor de R$ 117.625,80, sendo que, desse total, R$ 86.811,80
foram efetivamente desembolsados em 2004, enquanto R$ 30.8l4,00,
referentes a falecimentos ocorridos no último semestre de 2004, ficaram
provisionados, portanto já comprometido como despesas em 2004, para
desembolso no ano seguinte. Vale lembrar que as despesas com pecúlios em
2003 foi de apenas R$ 6.630,00. Embora este valor corresponda a apenas 6
meses, pois o Fundo de Pecúlio foi instituído em julho de 2003, tal
incremento entre 2003 e 2004 foi motivo de preocupação por parte da
Diretoria, gerando, inclusive, a necessidade de revisão e alteração dos
critérios de concessão desse benefício, sob pena de comprometer a saúde
financeira da nossa Associação no futuro (ver mais detalhes no item 3).
Outra explicação que aqui se faz necessária é com relação ao título e ao
valor dessa rubrica em 2003, quando era intitulada DESPESAS
C/PECÚLIOS E SORTEIOS. Naquele ano, também com o intuito de fazer
retornar aos associados parte dos recursos arrecadados, foi feito um
sorteio com prêmios em dinheiro, através da Loteria Federal, cujo
montante em prêmios concedidos alcançou o valor de R$ 38.048,71 (Ver
Jornal da AABNB, de dezembro/2003). Desse total, R$ 36.164,71 foram
pagos ainda em 2003 e o restante, R$ 1.884,00, foi desembolsado somente
em 2004 e contabilizado na rubrica DESPESAS COM SORTEIOS DE PRÊMIOS.
-
Representações de Agências – Com a volta à normalidade do
nosso relacionamento com a CAPEF, e a conseqüente melhoria da situação
financeira da AABNB, passamos a conceder dotações de recursos às nossas
representações em outros estados, com vistas à manutenção de uma
estrutura mínima de funcionamento e à realização de festividades de
aniversários e de confraternização entre os nossos associados.
Retiradas essas 4 rubricas do conjunto de despesas, os
demais gastos de 2004, como um todo, registraram um decréscimo de 1,7%,
comparativamente a 2003.
3. Ações na Área Social
·
Criado em 25.07.2003, o benefício de pecúlio, em caso de
falecimento do associado ou de seu cônjuge, tem-se revelado de grande
valia para os familiares dos nossos associados. Contudo, o grande número
de óbitos ocorridos em pouco mais de um ano de criação do Fundo,
elevando de maneira significativa os desembolsos dessa rubrica e
ultrapassando em muito as previsões dos estudos iniciais, levou a
Diretoria a rever e alterar os critérios para a concessão do referido
benefício, com vistas a manter o equilíbrio financeiro da AABNB, sem,
naturalmente, perder de vista o alcance social do mesmo. As alterações
efetuadas, em que pese a redução de valores para os associados de maior
poder aquisitivo, no final vieram beneficiar aqueles que pagam pequenas
mensalidades à nossa Associação. A Resolução da Diretoria que altera os
critérios deste benefício se encontra no nosso site e já foi divulgada
em nosso Jornal.
·
Fruto da idéia de alguns intelectuais do nosso corpo
social, com vistas a criar um espaço para aqueles que gostam de escrever
e mostrar seus dotes de escriba, foi criado o Encarte Cultural do Jornal
da AABNB. O grupo de intelectuais, formado pelos companheiros Laurindo
Ferreira, Pedro Hudson de Paiva Silveira, José Ribamar Lopes, José
Alberto de Souza, Syllas Brasil e Waldir Faria Freitas, é responsável
pela edição do referido Encarte Cultural que tem recebido muitos elogios
dos nossos associados.
·
Em 2004 publicamos o Catálogo de Endereços dos nossos
associados, cuja produção tem o patrocínio da Diretoria do BNB. Era
uma publicação insistentemente reclamada pelo nosso corpo social, uma
vez que o último trabalho nesse sentido era bem antigo e já estava
bastante desatualizado.
·
Também em 2004 foi definido e já editado o Manual de
Jurisdição das nossas Representações, com vistas a melhor congregar
nossos companheiros de outros estados. Tal Manual era uma reivindicação
antiga dos nossos companheiros que exercem a função de representantes da
AABNB.
4. No Âmbito Administrativo
Para desempenhar suas funções estatutárias e executar as
tarefas a que se propôs a atual Diretoria, os diretores da AABNB
participaram de diversos eventos em 2004, que podem ser assim
sintetizados:
·
91 Reuniões representativas da AABNB em eventos fora da
nossa Associação;
·
11 Reuniões Ordinárias da Diretoria;
·
2 Reuni8ões Extraordinárias;
·
5 Reuniões sobre a Cooperativa, para exposição sobre o
Projeto de Viabilidade Econômica e Preparação do Estatuto Pertinente;
·
3 Reuniões sobre a Reforma dos Estatutos da AABNB;
·
3 Assembléias/Reuniões com os aposentados, no SEEB-Ce e no
Meridional Center, sobre o Acordo com a CAPEF.
Além desses eventos locais, algumas viagens foram
realizadas para participar de Congressos relacionados com Fundos de
Pensão e tratar dos processos que tramitam em Brasília, no TCU e na
Controladoria da República, contra a administração Byron Queiroz.
5. O Projeto da Cooperativa de Crédito
Como se trata de um projeto ambicioso da nossa Associação,
envolvendo riscos financeiros e a necessidade de aprovação por parte do
Banco Central, o trabalho está sendo feito com muita cautela,
avaliando-se criteriosamente os prós e os contras. O projeto de
viabilidade econômica está em fase de conclusão, juntamente com os
Estatutos que deverão reger a Cooperativa. Para isso a AABNB contratou
um competente técnico nessa área e que já elaborou vários projetos para
implantação de outras cooperativas de crédito no Ceará e em outros
estados.
Finalmente, apresentamos a seguir dois quadros que mostram o
BALANÇO PATRIMONIAL e a DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS da AABNB,
relativamente ao exercício de 2004, encerrado em 31 de dezembro. As
contas do referido exercício foram devidamente analisadas e aprovadas
pelo Conselho Fiscal, conforme parecer, e os documentos necessários à
elaboração dos referidos quadros encontram-se à disposição dos nossos
associados na sede da nossa Associação.
|
BALANÇO PATRIMONIAL ENCERRADO EM 31 DE
DEZEMBRO/04 |
ATIVO
|
R$
|
PASSIVO
|
R$
|
CIRCULANTE
|
|
CIRCULANTE |
|
|
DISPONÍVEL |
925.127,34 |
EXIGÍVEL
|
186.402,58 |
|
Bancos Conta
Movimento |
47.463,41 |
Credores
Diversos |
17.219,54 |
|
Aplicações
Liquidez Imediata |
877.663,93 |
Fundo para
Pecúlio |
138.369,04 |
|
|
|
Pecúlios a
Pagar
|
30.814,00 |
|
REALIZÁVEL |
146.551,57 |
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
|
|
|
Devedores
Diversos |
4.172,62 |
PATRIMÔNIO SOCIAL
|
914.176,45 |
|
Adiantamentos
|
9,91 |
Doações
Diversas |
0,04 |
|
Reserva p/Fundo
de Pecúlio |
138.369,04 |
Superavit
Exercícios Anteriores |
745.446,60 |
|
Adiant. Atos
Constitutivos COOP |
4.000,00 |
Superavit do
Exercício |
639.842,88 |
|
|
|
Déficit
Acumulado |
-471.113,07 |
PERMANENTE
|
|
|
|
|
|
|
|
|
IMOBILIZADO
|
28.900,12 |
|
|
|
Bens Móveis |
47.204,56 |
|
|
|
(-)
Depreciações Acumuladas |
-18.304,44 |
|
|
TOTAL DO ATIVO
|
1.100.579,03 |
TOTAL DO PASSIVO
|
1.100.579,03 |
Fortaleza, 31 de dezembro |