JORNAL DA AABNB


MARÇO/2007


Associados podem eleger ou indicar novos Representantes 

Teve início no último dia 20 de março, em cumprimento ao Regimento das Representações, a escolha do sistema, Indicação ou Eleição, que definirá os novos Representantes da AABNB, para o biênio 2007/2009. Todas as Representações da AABNB decidirão, em Assembléia Geral, o processo que irá apontar os seus novos titulares e suplentes: Processo de Indicação ou de Eleição.

A Direção Geral da AABNB ressalta o seu voto de confiança e de respeito por todos aqueles que atualmente desempenham esta importante função para o grupo social de aposentados e pensionistas do BNB. Ao mesmo tempo, declara que não há interesse por parte da diretoria em provocar a substituição de nenhum dos atuais Representantes. No entanto, a fidelidade aos princípios democráticos que norteiam a atual gestão, determina que a direção geral observe e cumpra as diretrizes estabelecidas no Regimento das Representações da AABNB, discutido e aprovado pelos próprios Representantes, durante o IV Encontro Nacional da categoria, realizado nos dias 21 e 22 de setembro de 2006, em Fortaleza.

Desse modo, a Direção Geral desenvolveu e encaminhou às Representações um cronograma que contempla, detalhadamente, todas as etapas desse sistema. O comunicado é composto de quatro anexos auto-explicativos: anexo I: Calendário de Atividades relativas à indicação ou eleição do Representante e do Vice-Representante da AABNB; anexo II: Edital para Assembléia Geral nesta cidade; anexo III: Edital para eleições do Representante e do Vice-Representante da AABNB nesta cidade; anexo IV: Edital para indicação do Representante da AABNB nesta cidade.

À disposição dos Representantes para quaisquer esclarecimentos, a Diretoria ratifica a importância do fortalecimento das bases da Associação e do fomento à participação ativa e responsável de todo o quadro social no processo de escolha dos Representantes e seus vices para o biênio 2007/2009, e em todas as questões relacionadas aos interesses dos aposentados e pensionistas do BNB. 


AABNB saúda os novos associados 

            A Diretoria da AABNB parabeniza e saúda os colegas que conquistaram a aposentadoria e que, agora, já integram o nosso quadro social. Fundada em maio de 1983, a AABNB completará 24 anos de atividades ininterruptas no próximo mês de maio. A chegada dos novos colegas não representa apenas motivo de alegria e de satisfação, mas significa, principalmente, a solidificação desta AABNB. Confira, a seguir, em ordem alfabética, os nomes e as localidades dos associados que ingressaram em nosso quadro social em novembro e dezembro de 2006 e no mês de janeiro de 2007. 

Ademir Cosme Soares                       Fortaleza/CE

Antônio Carlos Rodrigues da Silva   Fortaleza/CE

Darlene Maria Meireles Sorensen     Fortaleza/CE

Francisca F. P. do Amaral Bezerra    Natal/RN

Francisco das Chagas Martins           Fortaleza/CE

Francisco Fernando Mota                  Fortaleza/CE

Francisco Soares Noca                      Barra do Corda/ MA

Geraldo Olímpio de Oliveira             Montes Claros/MG

Irene da Cruz Bandeira                      Imperatriz/MA

Ivan Cavalcante Machado                 Traipu/AL

João Durval Rodrigues Oliveira        Mata Grande/AL

Joaquim Barbosa de S. e Silva          Teresina/PI

José Benevides Soares                       Fortaleza/CE

José Francisco de Abreu                   Cajazeiras/PB

José Gileno de Almeida                    Sertania/PE

José Viana Pereira                             Rio de Janeiro/RJ

Lécio Resende Pereira                       João Pessoa/PB

Márcia Oliveira Almeida Santos       Aracaju/SE

Maria Ana Nery de Melo Lima         Fortaleza/CE

Maria Camelo Ferreira                      Fortaleza/CE

Tarcísio Marçal da Costa                  Crateús/CE

Vera Lúcia Vieira de Melo               Salvador/BA 


Notícias da Anapar 

Anapar realiza Congresso e elege novos dirigentes

Neste mês de março, a ANAPAR realiza, em São Paulo, o VIII Congresso dos Participantes de Fundos de Pensão e a Assembléia Geral Ordinária do ano de 2007. Entre os temas debatidos no encontro estão o Regime Geral da Previdência Social e a eventualidade de uma reforma na Previdência Pública; legislação, regulamentação e órgão regulador da previdência complementar; alternativas de investimento dos fundos de pensão em um cenário de queda das taxas básicas de juros na economia.

Assembléia Geral e Eleição – A assembléia Geral de 2007 deve abordar os temas estatutários da entidade e eleger os novos diretores executivos, conselheiros deliberativos e conselheiros fiscais para o mandato 2007/2010. Na assembléia, os associados irão deliberar sobre os seguintes pontos previstos no estatuto: relatório anual de atividades, contas da Diretoria Executiva e balanço, relativos ao exercício de 2006; orçamento de 2007 e plano anual de atividades para o próximo ano. Já a eleição é por chapas e somente serão aceitas inscrições completas, para todos os cargos: 13 diretores executivos, 24 conselheiros deliberativos (representantes regionais) e respectivos suplentes, 3 conselheiros fiscais e respectivos suplentes. A presente edição teve o seu fechamento antes da realização do Congresso. No próximo número, traremos outras informações do Encontro da Anapar. (Anapar/AssPreviSite)  


 Notícias da Abrapp

Fundos investem em responsabilidade social e ambiental

Na condição de investidores institucionais, os Fundos de Pensão ampliam o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, através do incentivo às empresas para a adoção de práticas que, aliadas à produção de bens e serviços, estejam em harmonia com as demandas sociais e ambientais. Associadas que já desenvolvem projetos nesse sentido através da ABRAPP, estão aderindo também ao PRI – Princípios de Investimentos Responsáveis. Trata-se de um documento elaborado por iniciativa da ONU, que busca definir um conjunto de práticas e princípios de responsabilidade social e governança corporativa a serem observados pelos gestores de ativos em suas operações no mercado.

Até o momento, além da PREVI, já aderiram ao PRI a PETROS, CENTRUS, FUNCEF, DESBAN, INFRAPREV e VALIA.
A ABRAPP ressalta a importância da iniciativa e recomenda a adesão de suas associadas ao PRI como um importante passo em defesa da responsabilidade social e ambiental. Ter o maior número possível de fundos de pensão entre os signatários reforçará a imagem do sistema junto à sociedade. As entidades que pretendem aderir devem preencher e enviar documentação necessária. Informações podem ser obtidas com a Previ, através dos telefones (21) 38 70 -10 02 e (21) 87 78 – 59 43. (fonte: Diário dos Fundos de Pensão)
 


 Defesa do consumidor 

Idec quer recuperar perdas da poupança no Plano Collor 

            O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou no dia 15 de março último, por ocasião do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, o movimento “Sobreviventes do Plano Collor”, pela recuperação das perdas da poupança no período em questão. A idéia é despertar o interesse dos consumidores que foram prejudicados com o confisco do dinheiro que estava aplicado na poupança em março de 1990.

            Confira no site do Idec (www.idec.org.br) se você se enquadra na categoria de poupadores que foram prejudicados pelo Plano Collor. Por meio do site, você poderá encaminhar carta para o Banco Central, Presidência da República, Casa Civil, Ministérios do Planejamento e da Fazendas e ainda participar de um abaixo-assinado que o Instituto enviará a esses órgãos federais. (fonte:: www.idec.org.br )      


 Associados falecidos 

É com profundo pesar que a Diretoria da AABNB comunica o falecimento dos associados, cujos nomes relacionamos a seguir, ocorridos no período de 1º de novembro de 2006 até o fechamento desta edição (março/2007). Lembramos que o site da AABNB na rede mundial de computadores (www.aabnb.com.br) contempla a relação completa dos  associados falecidos. 

Paulo de Oliveira Julião             Recife         (01/11/06)

Geraldo Gilberto de Oliveira      Natal          (04/11/06)

Jose César Cid M. Pinheiro        Fortaleza    (17/11/06)

Jose Jackson M.Uchoa                Fortaleza    (18/11/06)

Adalio Bezerra de Souza            J.do Norte   (28/11/06)

Francisco Viana de Souza          Olinda         (04/12/06)

José Antônio Batista de Castro   M.Claros     (28/12/06)

Everaldo Costa Diniz - Aracaju  Aracaju       (08/01/07)

Mª Margarida de A.Benevides    Fortaleza     (29/01/07)

Francisco Fernando Mota            Fortaleza     (03/02/07)

Ederval Pereira de Oliveira         Salvador      (05/02/07)

Juarez Novaes Pontes                  Fortaleza     (24/02/07)

Roberto César Santiago               Fortaleza     (11/03/07) 


Byron Queiroz e ex-diretores do BNB

são multados por determinação do TCU    

            Os Ministros do Tribunal de Contas da União - TCU, ao analisarem a exposição do Ministro-Relator, em Sessão do Plenário, determinaram a aplicação de uma multa de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) ao ex-presidente do BNB, Byron Queiroz, pela existência de irregularidades na prestação de contas do BNB, relativa ao exercício de 1997. A mesma multa também foi estabelecida, individualmente, aos ex-diretores Osmundo Evangelista Rebouças, Ernani José Varela de Melo, Jefferson Cavalcante Albuquerque e Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho. O TCU rejeitou todas as razões e justificativas apresentadas por Byron Queiroz e sua equipe.

            Entre as principais irregularidades cometidas pela antiga gestão, estão os casos de assinatura de Aditivos sem a comprovação de regularidade junto aos órgãos federais, sem que houvesse reforço nas garantias que representavam apenas 1,11 do saldo devedor, e sem a aprovação prévia do COMAC e da própria Diretoria do Banco; e, também, a efetivação de Carta Reversal sem observar os Preceitos Gerais de Renegociação de Dívidas, dentre outras irregularidades. O TCU também rejeitou as justificativas e determinou a aplicação de multas individuais, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), para Antônio Arnaldo de Menezes, Tarcízio Santos Murta, Maria Rita da Silva Valente, Carmem Souza Lôbo Leite e Joaquim dos Santos Barros, assessores daquela Diretoria do BNB. 


Informações da Capef

Entidade obtém resposta negativa da Receita Federal

A consulta feita pela Capef à Receita Federal para a dedução das contribuições vertidas para entidades fechadas de previdência complementar, infelizmente, foi negativa. Contudo, é pertinente registrar que a consulta foi uma tentativa (válida) de se obter provimento em matéria complexa e de difícil aceite pela Fazenda Nacional, ante a renúncia fiscal que se apresenta. A Capef não tem como adotar outros procedimentos, já que não cabe recurso à consulta. Entretanto, ainda aguarda retorno da consulta gêmea, feita pela AABNB, em Brasília ao Conselho Contribuinte e após esse resultado analisará, juntamente com esta Associação, alternativas de solução para a questão, as quais serão, oportunamente, comunicadas.  (fonte: Capef/AssPreviSite)  


Diretoria Executiva da Capef é reconduzida

Em virtude do término do mandato da Diretoria Executiva da Capef em 28/02/2007  e atendendo os artigos 30 e 31 do Estatuto daquela Caixa,  o Conselho Deliberativo realizou reunião extraordinária na sede da Entidade, exclusivamente, para a eleição dos novos membros da Diretoria. Os representantes do Conselho Deliberativo, após análise dos nomes indicados, decidiram, por unanimidade, pela recondução dos atuais diretores, Francisco José Araújo Bezerra – Diretor Presidente, Rômulo Pereira Amaro – Diretor de Previdência e José Jurandir Bastos Mesquita - Diretor de Administração e Investimentos, para um mandato de quatro anos, a partir de 1º de março de 2007.   (Capef/AssPreviSite) 


Saúde 

Indústria farmacêutica representa ameaça aos genéricos

 

            Uma decisão a ser tomada pela Suprema Corte da Índia poderá influenciar no acesso a medicamentos em regiões carentes de todo o planeta, inclusive no Brasil. O governo do país que mais produz e exporta remédios genéricos em todo o mundo é réu em seu próprio território numa ação movida pelo laboratório suíço Novartis. O pivô da disputa é a droga contra o câncer Gleevec/Glivec, cuja patente foi negada pelas autoridades indianas.

            Na Índia, o tratamento com a versão genérica da droga custa cerca de 200 dólares mensais. Nos países onde vigora a patente, a mesma terapia chega a custar 2.600 dólares. No Brasil, onde os doentes são obrigados a ingressar com mandado de segurança para receber o tratamento, a despesa pode chegar a quase 5.000 dólares/mês, graças ao peso dos impostos.

            O pedido de proteção para a droga foi apresentado pela multinacional em vários países, mas a Índia argumentou tratar-se de nova formulação para substância já conhecida. As informações são do escritório da ONG Médicos Sem Fronteiras no Brasil, que mantém uma campanha de acesso a medicamentos, e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.  (fonte: Revista Carta Capital) 


 Nossa Gente! 

Natural da cidade de Amarante, no Piauí, Iani de Castro Gomes Alves é uma das mulheres que deram início à atuação feminina no BNB. Ao ingressar no Banco, em julho de 1955, oriunda do primeiro concurso, já com a participação de mulheres, foi designada para a Agência de Teresina. Assumiu suas funções na companhia de outras duas colegas. Com a transferência de uma, e com o pedido de desligamento da outra, Iani de Castro foi, durante longo tempo, a única mulher naquela num universo de trabalho, até então, de predominância masculina. Conquistou o respeito e a admiração dos colegas, por seu profissionalismo e dedicação ao BNB.

 O curso Técnico em Contabilidade foi essencial às suas atividades no Banco, onde assumiu, entre outras funções, a de Chefe de Setor. Nos seus 30 anos de serviços,  avalia que fez muitas amizades, que vão além do convívio profissional, pois “o banco era uma família”, enfatiza. Ela destaca a importância da Instituição para a economia do Nordeste, e acrescenta que o Banco “se manteve fiel ao compromisso com desenvolvimento regional”. Iani de Castro também atuou no BNB-Clube de Teresina, onde deu sua parcela de contribuição à integração social. Casada, mãe de três filhos e avó de três netas, Iani de Castro é Nossa Gente.

 

 Maria Helena da Silva Rebouças é natural de Aracaju, mas sua trajetória no BNB está intrinsecamente ligada à cidade da Salvador. Ela é mais uma das desbravadoras do trabalho feminino no BNB. Ingressou no Banco em março de 1955, na Agência Salvador, onde permaneceu até 1967, desempenhando diversas funções. Após esse período, foi para Fortaleza e trabalhou durante cinco anos, de 1967 até 1972, no ETENE. Saiu de Fortaleza em 1972 e retornou a Salvador, para trabalhar na Agência Metropolitana da Avenida 7 de Setembro, onde permaneceu durante 10 anos, até 1982, de onde saiu apenas para a aposentadoria.

Ao longo da carreira, fez diversos cursos e classifica o Banco como uma verdadeira escola. Ao mesmo tempo, enaltece os funcionários contemporâneos ao seu período de BNB, pois “eram pessoas que davam sangue, suor e lágrimas pelo Banco”. O casamento com José Heli Rebouças, também colega do BNB, estendia ao lar o debate sobre as rotinas profissionais. Além da atividade bancária, sempre foi muito ligada às letras, com três livros editados, dois de poesia e um de contos: “Alma Exposta”, “Universidade da Vida” e “Mosaicos Quebrados”. Maria Helena da Silva Rebouças é Nossa Gente.

 

 Maria José da Silva Melo Figueiredo ou, simplesmente, Mazé Figueiredo, como é conhecida no BNB, teve destacada atuação no Banco, onde trabalhou durante 30 anos. Ao ingressar na Instituição, na Agência de Mossoró, em outubro de 1962, já havia concluído o curso Técnico em Contabilidade e a Escola Normal, ambos em Mossoró, sua terra natal. No ano seguinte foi transferida para Fortaleza, assumindo novas funções no Departamento de Pessoal, onde trabalhou 25 anos, e grande parte desse tempo no cargo de Secretária. Logo em seguida, assumiu o cargo de Secretária da Diretoria de Crédito Geral, onde permaneceu até a aposentadoria, em 1992.      

A aposentadoria, em vez de acomodação, proporcionou à inquieta Mazé Figueiredo o incremento de diversas atividades. Na área acadêmica, concluiu o curso superior em Pedagogia e a pós-graduação em Gerontologia Social, na UECE. Coordena diversos projetos profissionais, participa de congressos e seminários, ministra palestras e cursos profissionalizantes, e já teve trabalhos técnicos publicados. Todo esse dinamismo, realçado por uma veia artística, só poderia resultar em trabalho de palco. Assim, já atuou em diversas peças teatrais; participa do Grupo de Estudos de Longevidade, da UFC; do Grupo de Teatro do Programa de Assistência ao Aposentado; e integra o Coral Vozes de Outono, regido pelo maestro Poty Fontenele. Mazé Figueiredo é Nossa Gente. 


 ENCARTE CULTURAL

 

 

A LISTA DE JOB 

       Annibal M. Machado 

“C´est grand dommage pour ce rêveQue l´on seul à l´achever”.                             (Lacenaire – “Mémoires, révélations et poésies”)

          Dentre os milhares de documentos que venho juntando para começar a viver, sempre me falta um na hora necessária.

         Mais de meio século já passou, e estou na mesma, sempre em preparativos. 

Às vezes espreito pelo buraco: as galerias estão aflitas, querem que eu me apresente assim mesmo. Mas como, se os papéis ainda não estão em ordem? 

Saio sempre cedo para obtê-los. Se os consigo, que alegria! Fico habilitado a largar o país, a negociar, a casar, a fazer o que entendo! Mas, à hora de apresentá-los, nunca estão em condições: falta uma assinatura, há rabiscos em excesso aqui, o selo ali afastou-se dois centímetros do local designado, ou foi aposto em posição aflitiva de nadador a afogar-se, o que é de fato incômodo, e eles têm razão. 

Há longos anos venho juntando esses documentos, afora os que recebi de herança, tão amarelinhos. 

Organizo-os com cuidado. Quando tudo me parece pronto, saio satisfeito e digo: Ah! Agora sim, vou começar de verdade a minha vida. 

Mas qual! Barram-me de novo as pretensões, alegando que não dispõem de tempo para examinar tanta papelada. Para que eu não fique sem ocupação, pedem-me novos documentos e saem mais que depressa para alcançar o último páreo das corridas. E eu volto para casa sem esperança de poder recomeçar minha vida. Toda ela tem sido isso: juntar papéis. Minhas malas estão cheias; meu quarto também. 

Já penso em dormir ao ar livre para ceder a casa aos documentos. 

O fato é que, quando me faltam alguns, sou expulso dos lugares onde me agrada ficar. Só me admitem – e assim mesmo com que desconfiança – em albergues e cais onde a mão do guarda me acorda de minuto em minuto para o exame dos títulos. Como me falte o documento para dormir, põem-me de pé e começo a cair de sono. Como também não estou habilitado a cair, devido ao atestado de boa saúde, obrigam-me a caminhar, a caminhar até o amanhecer, até ser detido como vagabundo na linha odiosa da fronteira. 

Aí me exigem a prova de nacionalidade. Abro o saco, retiro um papel, que é recusado sob alegação de que meu país deixou novamente de existir. Pergunto então a que pátria devo pertencer. Peço que me emprestem alguma. Respondem que o assunto ainda não foi discutido. Sempre assim: Tudo para depois... 

Embrulho meus papéis, toco a andar de volta. Às vezes, à sombra de alguma árvore ou ponte, me distraio a relê-los. Alguns são estrelados de estampilhas, com riscos fulgurantes em zigue-zague pelas margens, as insígnias de alguma república ou império em cima... 

Dá até vontade de lambê-los e só em contemplá-los a gente se sente bem. Quando a fome aperta, devoro alguns. Se o frio aumenta, cubro-me com eles. 

À mínima alteração de fisionomia ou de conduta, correspondem novos documentos. Alegam que é para evitar surpresas. Tive assim que fazer prova dos dentes e cabelos que me caíram, da roupa usada, da minha cicatriz de guerra... 

Minha coleção vai aumentar muito agora. Devido à natureza dos últimos acontecimentos, devo fazer declarações de tudo o que pensei fazer e não fiz. Ah! Vai ser assim até a morte. 

Dei começo à tarefa. Paciência não me falta. Venho anotando milhares de coisas que deixei de fazer. Só de crimes a lista sobe a centenas. 

Estou terminando o terceiro caderno dos prazeres. Muitos destes sãos tirados da coluna dos crimes. 

Oh, como é perigoso e como embriaga o viver! Só agora o percebo, ao levantar a relação dos desejos segundo uma técnica especial que consiste em registrar tudo o que se quis praticar debaixo da rubrica geral “Deixei de fazer”, de modo a que, depois de certo tempo, a dita rubrica começa a distanciar-se tanto das frases, que é logo esquecida e ninguém se lembra mais se ela as está negando. E quando se opera o maravilhoso fenômeno: - o ato pensado passa a ser praticado, a vida sonhada se realiza na vida manuscrita. 

É tão agradável esse jogo que são capazes de proibi-lo.  

Onde quer que esteja, paro para escrever, para aumentar minha lista. Não sei fazer outra coisa. Escrevo agora como quem se masturba. Já não me interessa o mundo imediato. Minha vida vazia enche-se de vidas possíveis. Construo o meu destino. 

Queimei os velhos documentos. Disseram-me que foi imprudência; que depois disso é que não poderei mesmo ser nem ter nada. Que não existo. Pouco me importa! Censurar-me é fácil. Vá alguém experimentar o frio no alto da serra de Turuí. Toda a minha vida civil em chamas deu um calorzinho miserável de alguns minutos apenas! 

O que quero é preencher minha lista. 

Habito um bairro pobre. O dono do bar cedeu-me uma mesinha ao canto. Ali trabalho até de madrugada. 

É a reforma do mundo! É o meu projeto. 

Organizo primeiro a lista do que deve ser destruído. O dono não tira os olhos de mim. Manda-me servir de graça frios e cerveja. A freguesia está suspensa ao meu lápis mágico. Minha força é grande. Alguns me oferecem cigarros e parecem querer insinuar pedidos de caráter privado. O dono está pálido e trêmulo. Mandou perguntar-me se posso poupar o seu bar. 

E se possível, uma negra de nome Joaninha... 

Revista “Fundamentos” – jun. 1948 – Nº 1

Pedido de José Alberto de Souza 


A MULHER – O ANJO DO AMOR 

Deus criou a mulher, inspirado na beleza da natureza, dando-lhe o encanto de uma rosa e o brilho da mais linda estrela.

Ela, quando criança, já revela, com a delicadeza de seus gestos, a amabilidade, no convívio da família.

Na adolescência, seus cabelos crescem como as pétalas de um lírio, adornando sua face delicada; enquanto o seu corpo se desenvolve de forma atraente e primorosa. Nesta fase, ele nutre sua mente com as ilusões e os sonhos mais lindos da mocidade.

Em breve, chegando a fase adulta, germina em seu coração a semente divina do amor, e ela, em união com o homem, assume a função de mãe para gerar e perpetuar a vida humana, em todos os recantos da terra.

Assim, o ser mulher, que pensa com o coração e age pela emoção, consegue vivenciar todos os sentimentos de tristeza e de alegria, porque:

- com lágrimas, ela sente as dores de quem sofre;

- com a doçura de suas palavras e com o orvalho de seu carinho, ela faz florescer, nos corações, a árvore da bondade que, embalada com a brisa do amor, transmite à consciência humana o canto da melodia mais linda da partitura da vida – o hino da felicidade!

         Nesta comemoração – Dia Internacional da Mulher - manifestamos todo o nosso carinho e nossa afeição ao ser mais lindo da criação de Deus: 

A MULHER – O ANJO DO AMOR 

Edson Gurgel Coelho

Associado da AABNB 


FIRMAMENTO 

Roberto Bezerra de Menezes (*) 

 

Estrelas bailam em teu olhar noturno,

Tua alma encerra tesouros esquecidos.

Em teu olhar há algo de soturno

A contrastar com o azul de teus sentidos.

 

Na noite és ternura recém-finda

Feita das cores do entardecer.

Na manhã seguinte a brisa te ilumina

E o amor te acorda, em eterno renascer.

 

Morena deusa! Infinito enleio!

Teu corpo é Bruma mansa que se esgarça

No oceano vivo de meu devaneio.

 

Quero-te assim: etérea, bem fulgente,

Inigualável luz que em meu ser disfarça

A feliz suspeita do amor presente! 

 

(*) Associado da AABNB 


  LAMENTOS DE UM TERNO 

 Na realidade, aqui, se pretende repassar o desabafo de um terno a caminho da aposentadoria compulsória. Haja vista, a chegada de um novo e semelhante vestuário, disposto a tomar-lhe o lugar no guarda-roupas, bem como nos compromissos sociais do seu proprietário. 

Ao perceber a presença do seu mais recente concorrente, o velho terno, por já possuir estória, pôs-se a desfilar uma série de vantagens vivenciadas em  colóquio com o seu dono.  Em dado momento, o meu personagem relata para o seu desafeto: “olha, na minha juventude tive momentos de glória e prestígio junto ao meu patrão, ele, também, no vigor da idade”. 

Sequenciando o descrever temporal, o velho terno toma a ofensiva: “freqüentei ambientes finos e elegantes”.  Reconhecia, inclusive, ter sido o predileto nas festas de casamentos de pessoas importantes.  Dizia ele: “nesses momentos eu me apresentava imponente, participando da festa e vendo a satisfação do meu dono por estar bem  vestido”. 

Adicionalmente, narra: “algumas vezes, eu me integrava ao seu labor diário, em cujo ambiente de trabalho o bem-vestir era a marca maior, numa visível competição entre os administradores da empresa. O meu patrão cuidava de mim com zelo. Não obstante a ausência de impurezas, ele me mandava à lavanderia regularmente”. 

O tempo passa... e tudo se transforma, reconhecia o velho terno.  Agora, receava  terminar a vida num asilo de roupas velhas, a exemplo do que tem acontecido com pessoas idosas, embora ainda muito capazes de serventias múltiplas. 

Nessa avaliação, ele, chegou a acrescentar: “vejo a minha família (paletó, calça, colete, camisa, gravata e sapatos) preocupada, diante da possibilidade de cada um e cada qual tomar rumo diferente, e, em conseqüência, perder a identidade do convívio íntimo, do patrão comum e da vida sob o mesmo teto”. 

Como membro da família, disse o paletó: “assusta-me imaginar um dia ser jogado num caminhão de lixo e, pelo girar da betoneira, ter as minhas mangas separadas do meu tronco, a cujo ato, imagino, possa se seguir a remessa para um aterro sanitário, com o destino final sendo o rúmen de um bovino pastando naquele local”. 

O sapato, conhecedor da estória de um semelhante, teme seja colocado numa lixeira, na porta da rua, sujeito a ser abocanhado por um cão vadio, e, preso em seus dentes, ser levado rua acima, rua abaixo... podendo, após abandonado na pista de rolamento, ser atropelado por um carro de madame. 

O colete, peça que enseja brilho e elegância a quem o veste, verbaliza ter o receio de ser remendado com tecidos de cores berrantes, para ser utilizado numa quadrilha junina, em cujo evento as pessoas da cidade costumam ridicularizar o humilde sertanejo de baixo poder aquisitivo. 

A camisa, a calça e a gravata declararam-se preocupadas pelo provável destino: uma loja de venda de roupas velhas. À luz desse raciocínio, e numa premonição coletiva, quem sabe, possam vir a ser  adquiridas por um marginal. E, aí, acabarem a vida sendo perseguidas pela polícia, com o risco iminente e real de receber um tiro, por um ilícito cometido no passado ou no presente, pelo seu atual proprietário! 

 “Mudado o que deve ser mudado, é a vida”!

Laurindo Ferreira

Associado da AABNB


O BOI DO CHICO NOVA 

José de Maria Timbó 

Por volta do ano de 1940, havia nas matas da “lagoa tapada”, município de Tamboril, um boi bravo, muito grande e valente, o qual poucas pessoas tiveram oportunidade de ver no pasto, tal era a sua sagacidade. Na linguagem do sertanejo, via-se apenas o abrir e fechar do mato e ouvia-se o seu mugir. Habitava na Caatinga Fechada e de difícil acesso, a dez quilômetros da morada mais próxima. 

Sabendo da existência desse animal que pesava aproximadamente seiscentos quilos, o Sr. Chico Nova, que era comprador de gado na região e transportava boiadas, de trem, para o abate em Fortaleza, teve a idéia de procurar o seu proprietário e comprá-lo por preço baixo, em função do mito e do risco que corria o comprador de não conseguir pegá-lo por se tratar de um touro caborjado, mesmo assim, o experiente boiadeiro, arriscou e o comprou sem ver. 

E em fins d`água, dirigiu-se à fazenda do seu cunhado Chico Timbó, a quem confiou a captura do animal. Aceito o desafio, Timbó delegou a tarefa a seu filho Joaquim, respeitado vaqueiro dos sertões de Tamboril, homem esperto e corajoso, que ao contrário dos vaqueiros das atuais festas de vaquejadas, tinha o poder de, sozinho, montado em seu cavalo de campo, perseguir, derrubar, cerrar os chifres, castrar, ferrar, mascarar e colocar o chocalho no barbatão. Segundo suas próprias palavras, a partir desses atos “o bicho passava a obedecer as suas ordens”. E era conduzido com o seu apoio para onde ele quisesse.  

No dia combinado, bem cedo como era de costume, lá se foi o Joaquim para o campo, montado em seu cavalo alazão e vestido em seu terno de couro macio e cheiroso em busca do boi, ou touro (para o sertanejo, boi é o animal castrado). 

O curral mais seguro da fazenda Juazeiro dos Timbó aguardava o desfecho do caso, que deveria ocorrer nas primeiras horas da tarde. Malgrado os esforços, a dupla vaqueiro e cavalo, mais uma vez tinha sido vencida pelo furor do animal. E ao cair da tarde, regressava o intrépido vaqueiro a pé e aos gemidos, apoiando o ombro com o outro braço. 

Refeito da dor, relatou o ocorrido. “Ao chegar no exato local deu de cara com o novilho e, sem hesitar, antes que ele desaparecesse mato adentro, se curvando sobre a lua da cela, chicoteou o alazão e partiu em busca da caça, na certeza de que o boi logo se atrapalharia na mata fechada e ele o derrubaria pela calda, (Diz o adágio popular que onde passa o boi, passa o cavalo e o vaqueiro), infelizmente não era o dia do caçador e alguns metros adiante todos já desenvolviam grande velocidade: galhos de jurema pelos lombos, moitas retorcidas, esporas encravadas na barriga, rédeas soltas e a distância entre boi e cavalo encurtando. Em dado momento o cavalo meteu as patas da frente em um formigueiro e, caindo, teve fraturas expostas e a parada brusca o jogou longe pelas orelhas do cavalo tendo fraturado a clavícula”. Acidente grave para a época, tendo em vista a inexistência de médico e hospital na região. 

Chico Timbó, apesar de ser um homem sério, via as coisas com muito bom humor, então, com sessenta anos de idade, era um camponês experiente no manejo do gado e também teria tido seu período de glória, como vaqueiro do Coronel Zé Liberato, nos sertões de Sobral e Santa Quitéria no final do século dezenove, início do século vinte. 

Em um gesto do mais absoluto cumprimento da palavra assumida com Chico Nova, Chico Timbó convidou um cabra bom-de-gado chamado Zé Inácio e, em tom irônico com o filho Joaquim que convalescia, prometeu que levaria pessoalmente o boi para a estação ferroviária de Sucesso, a três léguas dali. Dito e feito. 

Dizia Chico Timbó que aquele tinha sido seu último trabalho como vaqueiro, e esbanjando experiência, contava em tom jocoso, que antes estudou a região e compreendeu que o boi correria por determinada clareira na mata em direção ao sul; mandou Zé Inácio abordar o animal pelo norte e o esperou a um quilômetro, mais ou menos, quando o boi apareceu, já cansado, foi fácil capturá-lo. Zé Inácio e seu cavalo participaram da façanha com a força e o cansaço, enquanto o velho vaqueiro entrou com a experiência, fechando com chave de ouro aquela que foi a sua profissão e deixando o exemplo de que a astúcia pode mais do que a força.

(*) Associado da AABNB


ROSAS DO ORVALHO 

João Bosco da Silva (*) 

 

Às portas dos Postos de Distribuição Gratuita,

dos Hospitais,

das Autarquias

ou dos Gabinetes

- Rosas do Orvalho, que a manhã viram nascer em luz! -

estão os miseráveis.

 

Às vezes acontece

(que tristeza!)

deixarem uma pedra marcando os seus lugares na fila,

mal o galo termina sua primeira cantiga da noite.

 

Chega a manhã rindo de sol

(eles chegaram com as trevas)

mas só bem mais tarde entrarão,

por uma porta especial,

chefes e atendentes

- treinados em relações humanas -

aqueles que em breve os desenganarão com um sorriso.

 

Corações de pedra,

ensaiada compaixão na voz,

não viram a multidão com a esperança nos olhos,

tampouco quererão saber que, algumas horas antes,

uma pedra indicava, numa fila sem fim,

o lugar daquela Esperança que agora se desvanece

ante a resposta fatal: 

- “Lamento muito... volte no mês que vem”. 

 

(*) Associado da AABNB

  Teresina-PI 


UMA ESTRELA QUE BRILHA 

Três horas da madrugada... Como vem acontecendo, nestes últimos dias, desde que ela se foi, mais uma noite perco o sono. Mais uma noite insone. A incapacidade de conciliar o sono, pensando nela, me faz levantar da cama e, nesta noite, não foi diferente. No silêncio dos que àquela hora dormiam, o tic-tac de um antigo relógio de parede, herança de meus pais, parecia soar mais forte. Por todos os cantos a impressão de um vazio. Um vazio que nada e ninguém poderão preencher. A sentida ausência dela me leva a um estado de profunda tristeza. Enquanto todos repousavam no sono, na escuridão da noite eu me via sozinho dentro de casa.

Desperto, na procura de respirar um pouco de ar puro, vou para o terraço, em busca de um refúgio nestas horas de aflição e tormento. Na quietude daquele local, na tristeza da separação daquela que foi tudo na minha vida, o meu pensamento, perseguido pela paixão das reminiscências, vaga por um passado um tanto remoto, recordando os tempos felizes que passamos juntos. Juntos, sentíamo-nos amados e felizes. Como a tinha amado! E amava-a com ternura. Há 51 anos, ao pé do Altar de Deus, a ela, havia entregado todo o meu amor. Jurei amá-la para sempre. Agora, só, mais que nunca, amargo a solidão nas noites maldormidas.

Como ela era bondosa e compreensiva! E que falta está me fazendo. Na dor da saudade, dor que me acompanhará para o resto de minha vida, chorando ao relembrar a sua partida, uma lágrima me desce pela face. Difícil está sendo enfrentar a viuvez, quando ainda tínhamos muito para nos amar.

Ao levantar os olhos para o alto, vejo, entre as nuvens, bem ao longe, uma pequena estrela brilhante e resplandecente que risca o céu deixando um rastro luminoso. Naquele momento, uma sensação estranha passa-se comigo. Um arrepio percorre todo o meu corpo. Senti que aquela estrela era a minha Ceres, que se deslocava no espaço sideral em busca do infinito.

Absorto com o acontecido, não senti o tempo passar. Com a hora avançada, o dia amanhecendo, volto para o quarto ainda a tempo de recuperar um pouco do sono perdido. Deito e, adormecendo, sonho com ela... 

 

JOSÉ BONIFÁCIO PEREIRA

Aposentado BNB João Pessoa 


UMA LIÇÃO DE EQUILÍBRIO 

Acompanhava um amigo à banca de jornal. Meu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. 

Quando nós descíamos pela rua, perguntei:

-         Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?

-         Sim, infelizmente é sempre assim.

-         E você é sempre tão atencioso e amável com ele?

-         Sim, sempre sou.

-         Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?

-         Porque não quero que ele decida como eu devo agir. 

Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes. 

Autor Desconhecido

A pedido do Associado Nilo Tinoco Miranda 


TEU COMEÇO, MEU FIM!

 

Treze, meu número preferido.

Hoje temos a vida ao inverso.

Quisera ser ele, ser querido,

só me resta lamentar em verso.

 

Queria poder dizer o que sinto,

mas as paredes escutarão.

Digo, porém, o que devo, e minto,

pois não fala assim meu coração.

 

Ah! Vamos falar de alegria:

Vinte e sete volta sete dois,

meu mar de rosas, minha mania

é você d´antes e do depois. 

Waldir Freitas

  Associado da AABNB