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MARÇO/2007
Associados
podem eleger ou indicar novos Representantes
Teve
início no último dia 20 de março, em cumprimento ao
Regimento das Representações, a escolha do sistema, Indicação
ou Eleição, que definirá os novos Representantes da
AABNB, para o biênio 2007/2009. Todas as Representações
da AABNB decidirão, em Assembléia Geral, o processo que irá
apontar os seus novos titulares e suplentes: Processo de
Indicação ou de Eleição.
A
Direção Geral da AABNB ressalta o seu voto de confiança e
de respeito por todos aqueles que atualmente desempenham
esta importante função para o grupo social de aposentados
e pensionistas do BNB. Ao mesmo tempo, declara que não há
interesse por parte da diretoria em provocar a substituição
de nenhum dos atuais Representantes. No entanto, a
fidelidade aos princípios democráticos que norteiam a
atual gestão, determina que a direção geral observe e
cumpra as diretrizes estabelecidas no Regimento das
Representações da AABNB, discutido e aprovado pelos próprios
Representantes, durante o IV Encontro Nacional da categoria,
realizado nos dias 21 e 22 de setembro de 2006, em
Fortaleza.
Desse
modo, a Direção Geral desenvolveu e encaminhou às
Representações um cronograma que contempla,
detalhadamente, todas as etapas desse sistema. O comunicado
é composto de quatro anexos auto-explicativos: anexo
I: Calendário de Atividades relativas à indicação ou
eleição do Representante e do Vice-Representante da AABNB;
anexo II: Edital para Assembléia Geral nesta cidade;
anexo III: Edital para eleições do Representante e do
Vice-Representante da AABNB nesta cidade;
anexo IV: Edital para indicação do Representante da
AABNB nesta cidade.
À
disposição dos Representantes para quaisquer
esclarecimentos, a Diretoria ratifica a importância do
fortalecimento das bases da Associação e do fomento à
participação ativa e responsável de todo o quadro social
no processo de escolha dos Representantes e seus vices para
o biênio 2007/2009, e em todas as questões relacionadas
aos interesses dos aposentados e pensionistas do BNB.
AABNB
saúda os novos associados
A Diretoria da AABNB parabeniza e saúda os colegas
que conquistaram a aposentadoria e que, agora, já integram
o nosso quadro social. Fundada em maio de 1983, a AABNB
completará 24 anos de atividades ininterruptas no próximo
mês de maio. A chegada dos novos colegas não representa
apenas motivo de alegria e de satisfação, mas significa,
principalmente, a solidificação desta AABNB. Confira, a
seguir, em ordem alfabética, os nomes e as localidades dos
associados que ingressaram em nosso quadro social em
novembro e dezembro de 2006 e no mês de janeiro de 2007.
Ademir
Cosme Soares
Fortaleza/CE
Antônio
Carlos Rodrigues da Silva
Fortaleza/CE
Darlene
Maria Meireles Sorensen
Fortaleza/CE
Francisca
F. P. do Amaral Bezerra
Natal/RN
Francisco
das Chagas Martins
Fortaleza/CE
Francisco
Fernando Mota
Fortaleza/CE
Francisco
Soares Noca
Barra do Corda/ MA
Geraldo
Olímpio de Oliveira
Montes Claros/MG
Irene
da Cruz Bandeira
Imperatriz/MA
Ivan
Cavalcante Machado
Traipu/AL
João
Durval Rodrigues Oliveira
Mata Grande/AL
Joaquim
Barbosa de S. e Silva
Teresina/PI
José
Benevides Soares
Fortaleza/CE
José
Francisco de Abreu
Cajazeiras/PB
José
Gileno de Almeida
Sertania/PE
José
Viana Pereira
Rio de Janeiro/RJ
Lécio
Resende Pereira
João Pessoa/PB
Márcia
Oliveira Almeida Santos
Aracaju/SE
Maria
Ana Nery de Melo Lima
Fortaleza/CE
Maria
Camelo Ferreira
Fortaleza/CE
Tarcísio
Marçal da Costa
Crateús/CE
Vera
Lúcia Vieira de Melo
Salvador/BA
Notícias da
Anapar
Anapar
realiza Congresso e elege novos dirigentes
Neste
mês de março, a ANAPAR realiza, em São Paulo, o VIII
Congresso dos Participantes de Fundos de Pensão e a Assembléia
Geral Ordinária do ano de 2007. Entre os temas debatidos no
encontro estão o Regime Geral da Previdência Social e a
eventualidade de uma reforma na Previdência Pública;
legislação, regulamentação e órgão regulador da previdência
complementar; alternativas de investimento dos fundos de
pensão em um cenário de queda das taxas básicas de juros
na economia.
Assembléia Geral
e Eleição – A
assembléia Geral de 2007 deve abordar os temas estatutários
da entidade e eleger os novos diretores executivos,
conselheiros deliberativos e conselheiros fiscais para o
mandato 2007/2010. Na assembléia, os associados irão
deliberar sobre os seguintes pontos previstos no estatuto:
relatório anual de atividades, contas da Diretoria
Executiva e balanço, relativos ao exercício de 2006; orçamento
de 2007 e plano anual de atividades para o próximo ano.
Já a eleição é por
chapas e somente serão aceitas inscrições completas, para
todos os cargos: 13 diretores executivos, 24 conselheiros
deliberativos (representantes regionais) e respectivos
suplentes, 3 conselheiros fiscais e respectivos suplentes. A
presente edição teve o seu fechamento antes da realização
do Congresso. No próximo número, traremos outras informações
do Encontro da Anapar. (Anapar/AssPreviSite)
Notícias
da Abrapp
Fundos
investem em responsabilidade social e ambiental
Na
condição de investidores institucionais, os Fundos de Pensão
ampliam o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável,
através do incentivo às empresas para a adoção de práticas
que, aliadas à produção de bens e serviços, estejam em
harmonia com as demandas sociais e ambientais. Associadas
que já desenvolvem projetos nesse sentido através da
ABRAPP, estão aderindo também ao PRI – Princípios de
Investimentos Responsáveis. Trata-se de um documento
elaborado por iniciativa da ONU, que busca definir um
conjunto de práticas e princípios de responsabilidade
social e governança corporativa a serem observados pelos
gestores de ativos em suas operações no mercado.
Até
o momento, além da PREVI, já aderiram ao PRI a PETROS,
CENTRUS, FUNCEF, DESBAN, INFRAPREV e VALIA.
A ABRAPP ressalta a importância
da iniciativa e recomenda a adesão de suas associadas ao
PRI como um importante passo em defesa da responsabilidade
social e ambiental. Ter o maior número possível de fundos
de pensão entre os signatários reforçará a imagem do
sistema junto à sociedade. As entidades que pretendem
aderir devem preencher e enviar documentação necessária.
Informações podem ser obtidas com a Previ, através dos
telefones (21) 38 70 -10 02 e (21) 87 78 – 59 43. (fonte:
Diário dos Fundos de Pensão)
Defesa
do consumidor
Idec quer recuperar
perdas da poupança no Plano Collor
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)
lançou no dia 15 de março último, por ocasião do Dia
Mundial dos Direitos do Consumidor, o movimento
“Sobreviventes do Plano Collor”, pela recuperação das
perdas da poupança no período em questão. A idéia é
despertar o interesse dos consumidores que foram
prejudicados com o confisco do dinheiro que estava aplicado
na poupança em março de 1990.
Confira no site do Idec
(www.idec.org.br) se
você se enquadra na categoria de poupadores que foram
prejudicados pelo Plano Collor. Por meio do site, você
poderá encaminhar carta para o Banco Central, Presidência
da República, Casa Civil, Ministérios do Planejamento e da
Fazendas e ainda participar de um abaixo-assinado que o
Instituto enviará a esses órgãos federais. (fonte::
www.idec.org.br )
Associados
falecidos
É
com profundo pesar que a Diretoria da AABNB comunica o
falecimento dos associados, cujos nomes relacionamos a
seguir, ocorridos no período de 1º de novembro de 2006 até
o fechamento desta edição (março/2007). Lembramos que o
site da AABNB na rede mundial de computadores (www.aabnb.com.br)
contempla a relação completa dos
associados falecidos.
Paulo
de Oliveira Julião
Recife (01/11/06)
Geraldo
Gilberto de Oliveira
Natal (04/11/06)
Jose
César Cid M. Pinheiro
Fortaleza (17/11/06)
Jose
Jackson M.Uchoa
Fortaleza
(18/11/06)
Adalio
Bezerra de Souza
J.do Norte
(28/11/06)
Francisco
Viana de Souza
Olinda (04/12/06)
José
Antônio Batista de Castro
M.Claros
(28/12/06)
Everaldo
Costa Diniz - Aracaju Aracaju
(08/01/07)
Mª
Margarida de A.Benevides
Fortaleza (29/01/07)
Francisco
Fernando Mota
Fortaleza
(03/02/07)
Ederval
Pereira de Oliveira
Salvador (05/02/07)
Juarez
Novaes Pontes
Fortaleza
(24/02/07)
Roberto
César Santiago
Fortaleza
(11/03/07)
Byron
Queiroz e ex-diretores do BNB
são
multados por determinação do TCU
Os Ministros do Tribunal de Contas da União - TCU,
ao analisarem a exposição do Ministro-Relator, em Sessão
do Plenário, determinaram a aplicação de uma multa de R$
15.000,00 (quinze mil reais) ao ex-presidente do BNB, Byron
Queiroz, pela existência de irregularidades na prestação
de contas do BNB, relativa ao exercício de 1997. A mesma
multa também foi estabelecida, individualmente, aos
ex-diretores Osmundo Evangelista Rebouças, Ernani José
Varela de Melo, Jefferson Cavalcante Albuquerque e Raimundo
Nonato Carneiro Sobrinho. O TCU rejeitou todas as razões e
justificativas apresentadas por Byron Queiroz e sua equipe.
Entre as principais
irregularidades cometidas pela antiga gestão, estão os
casos de assinatura de Aditivos sem a comprovação de
regularidade junto aos órgãos federais, sem que houvesse
reforço nas garantias que representavam apenas 1,11 do
saldo devedor, e sem a aprovação prévia do COMAC e da própria
Diretoria do Banco; e, também, a efetivação de Carta
Reversal sem observar os Preceitos Gerais de Renegociação
de Dívidas, dentre outras irregularidades. O TCU também
rejeitou as justificativas e determinou a aplicação de
multas individuais, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil
reais), para Antônio Arnaldo de Menezes, Tarcízio Santos
Murta, Maria Rita da Silva Valente, Carmem Souza Lôbo Leite
e Joaquim dos Santos Barros, assessores daquela Diretoria do
BNB.
Informações
da Capef
Entidade
obtém resposta negativa da Receita Federal
A
consulta feita pela Capef à Receita Federal para a dedução
das contribuições vertidas para entidades fechadas de
previdência complementar, infelizmente, foi negativa.
Contudo, é pertinente registrar que a consulta foi uma
tentativa (válida) de se obter provimento em matéria
complexa e de difícil aceite pela Fazenda Nacional, ante a
renúncia fiscal que se apresenta. A Capef não tem como
adotar outros procedimentos, já que não cabe recurso à
consulta. Entretanto, ainda aguarda retorno da consulta gêmea,
feita pela AABNB, em Brasília ao Conselho Contribuinte e após
esse resultado analisará, juntamente com esta Associação,
alternativas de solução para a questão, as quais serão,
oportunamente, comunicadas.
(fonte:
Capef/AssPreviSite)
Diretoria
Executiva da Capef é reconduzida
Em
virtude do término do mandato da Diretoria Executiva da
Capef em 28/02/2007 e atendendo os artigos 30 e 31 do
Estatuto daquela Caixa, o Conselho Deliberativo
realizou reunião extraordinária na sede da Entidade,
exclusivamente, para a eleição dos novos membros da
Diretoria. Os representantes do Conselho Deliberativo, após
análise dos nomes indicados, decidiram, por unanimidade,
pela recondução dos atuais diretores, Francisco José Araújo
Bezerra – Diretor Presidente, Rômulo Pereira Amaro –
Diretor de Previdência e José Jurandir Bastos Mesquita -
Diretor de Administração e Investimentos, para um mandato
de quatro anos, a partir de 1º de março de 2007.
(Capef/AssPreviSite)
Saúde
Indústria
farmacêutica representa ameaça aos genéricos
Uma decisão a ser tomada pela Suprema Corte da Índia
poderá influenciar no acesso a medicamentos em regiões
carentes de todo o planeta, inclusive no Brasil. O governo
do país que mais produz e exporta remédios genéricos em
todo o mundo é réu em seu próprio território numa ação
movida pelo laboratório suíço Novartis. O pivô da
disputa é a droga contra o câncer Gleevec/Glivec, cuja
patente foi negada pelas autoridades indianas.
Na Índia, o tratamento
com a versão genérica da droga custa cerca de 200 dólares
mensais. Nos países onde vigora a patente, a mesma terapia
chega a custar 2.600 dólares. No Brasil, onde os doentes são
obrigados a ingressar com mandado de segurança para receber
o tratamento, a despesa pode chegar a quase 5.000 dólares/mês,
graças ao peso dos impostos.
O pedido de proteção
para a droga foi apresentado pela multinacional em vários
países, mas a Índia argumentou tratar-se de nova formulação
para substância já conhecida. As informações são do
escritório da ONG Médicos Sem Fronteiras no Brasil, que
mantém uma campanha de acesso a medicamentos, e da Associação
Brasileira de Linfoma e Leucemia.
(fonte:
Revista Carta Capital)
Nossa
Gente!
Natural
da cidade de Amarante, no Piauí, Iani de Castro Gomes Alves
é uma das mulheres que deram início à atuação feminina
no BNB. Ao ingressar no Banco, em julho de 1955, oriunda do
primeiro concurso, já com a participação de mulheres, foi
designada para a Agência de Teresina. Assumiu suas funções
na companhia de outras duas colegas. Com a transferência de
uma, e com o pedido de desligamento da outra, Iani de Castro
foi, durante longo tempo, a única mulher naquela num
universo de trabalho, até então, de predominância
masculina. Conquistou o respeito e a admiração dos
colegas, por seu profissionalismo e dedicação ao BNB.
O
curso Técnico em Contabilidade foi essencial às suas
atividades no Banco, onde assumiu, entre outras funções, a
de Chefe de Setor. Nos seus 30 anos de serviços, avalia que fez muitas amizades, que vão além do convívio
profissional, pois “o banco era uma família”, enfatiza.
Ela destaca a importância da Instituição para a economia
do Nordeste, e acrescenta que o Banco “se manteve fiel ao
compromisso com desenvolvimento regional”. Iani de Castro
também atuou no BNB-Clube de Teresina, onde deu sua parcela
de contribuição à integração social. Casada, mãe de três
filhos e avó de três netas, Iani de Castro é Nossa Gente.
Maria
Helena da Silva Rebouças é natural de Aracaju, mas sua
trajetória no BNB está intrinsecamente ligada à cidade da
Salvador. Ela é mais uma das desbravadoras do trabalho
feminino no BNB. Ingressou no Banco em março de 1955, na Agência
Salvador, onde permaneceu até 1967, desempenhando diversas
funções. Após esse período, foi para Fortaleza e
trabalhou durante cinco anos, de 1967 até 1972, no ETENE.
Saiu de Fortaleza em 1972 e retornou a Salvador, para
trabalhar na Agência Metropolitana da Avenida 7 de
Setembro, onde permaneceu durante 10 anos, até 1982, de
onde saiu apenas para a aposentadoria.
Ao
longo da carreira, fez diversos cursos e classifica o Banco
como uma verdadeira escola. Ao mesmo tempo, enaltece os
funcionários contemporâneos ao seu período de BNB, pois
“eram pessoas que davam sangue, suor e lágrimas pelo
Banco”. O casamento com José Heli Rebouças, também
colega do BNB, estendia ao lar o debate sobre as rotinas
profissionais. Além da atividade bancária, sempre foi
muito ligada às letras, com três livros editados, dois de
poesia e um de contos: “Alma Exposta”, “Universidade
da Vida” e “Mosaicos Quebrados”. Maria Helena da Silva
Rebouças é Nossa Gente.
Maria
José da Silva Melo Figueiredo ou, simplesmente, Mazé
Figueiredo, como é conhecida no BNB, teve destacada atuação
no Banco, onde trabalhou durante 30 anos. Ao ingressar na
Instituição, na Agência de Mossoró, em outubro de 1962,
já havia concluído o curso Técnico em Contabilidade e a
Escola Normal, ambos em Mossoró, sua terra natal. No ano
seguinte foi transferida para Fortaleza, assumindo novas funções
no Departamento de Pessoal, onde trabalhou 25 anos, e grande
parte desse tempo no cargo de Secretária. Logo em seguida,
assumiu o cargo de Secretária da Diretoria de Crédito
Geral, onde permaneceu até a aposentadoria, em 1992.
A
aposentadoria, em vez de acomodação, proporcionou à
inquieta Mazé Figueiredo o incremento de diversas
atividades. Na área acadêmica, concluiu o curso superior
em Pedagogia e a pós-graduação em Gerontologia Social, na
UECE. Coordena diversos projetos profissionais, participa de
congressos e seminários, ministra palestras e cursos
profissionalizantes, e já teve trabalhos técnicos
publicados. Todo esse dinamismo, realçado por uma veia artística,
só poderia resultar em trabalho de palco. Assim, já atuou
em diversas peças teatrais; participa do Grupo de Estudos
de Longevidade, da UFC; do Grupo de Teatro do Programa de
Assistência ao Aposentado; e integra o Coral Vozes de
Outono, regido pelo maestro Poty Fontenele. Mazé Figueiredo
é Nossa Gente.
ENCARTE
CULTURAL
A
LISTA DE JOB
Annibal M. Machado
“C´est grand dommage pour ce rêveQue
l´on seul à l´achever”.
(Lacenaire
– “Mémoires, révélations et poésies”)
Dentre os milhares de documentos que venho juntando
para começar a viver, sempre me falta um na hora necessária.
Mais de meio século já passou, e estou na mesma,
sempre em preparativos.
Às
vezes espreito pelo buraco: as galerias estão aflitas,
querem que eu me apresente assim mesmo. Mas como, se os papéis
ainda não estão em ordem?
Saio
sempre cedo para obtê-los. Se os consigo, que alegria! Fico
habilitado a largar o país, a negociar, a casar, a fazer o
que entendo! Mas, à hora de apresentá-los, nunca estão em
condições: falta uma assinatura, há rabiscos em excesso
aqui, o selo ali afastou-se dois centímetros do local
designado, ou foi aposto em posição aflitiva de nadador a
afogar-se, o que é de fato incômodo, e eles têm razão.
Há
longos anos venho juntando esses documentos, afora os que
recebi de herança, tão amarelinhos.
Organizo-os
com cuidado. Quando tudo me parece pronto, saio satisfeito e
digo: Ah! Agora sim, vou começar de verdade a minha vida.
Mas
qual! Barram-me de novo as pretensões, alegando que não
dispõem de tempo para examinar tanta papelada. Para que eu
não fique sem ocupação, pedem-me novos documentos e saem
mais que depressa para alcançar o último páreo das
corridas. E eu volto para casa sem esperança de poder
recomeçar minha vida. Toda ela tem sido isso: juntar papéis.
Minhas malas estão cheias; meu quarto também.
Já
penso em dormir ao ar livre para ceder a casa aos
documentos.
O
fato é que, quando me faltam alguns, sou expulso dos
lugares onde me agrada ficar. Só me admitem – e assim
mesmo com que desconfiança – em albergues e cais onde a mão
do guarda me acorda de minuto em minuto para o exame dos títulos.
Como me falte o documento para dormir, põem-me de pé e
começo a cair de sono. Como também não estou habilitado a
cair, devido ao atestado de boa saúde, obrigam-me a
caminhar, a caminhar até o amanhecer, até ser detido como
vagabundo na linha odiosa da fronteira.
Aí
me exigem a prova de nacionalidade. Abro o saco, retiro um
papel, que é recusado sob alegação de que meu país
deixou novamente de existir. Pergunto então a que pátria
devo pertencer. Peço que me emprestem alguma. Respondem que
o assunto ainda não foi discutido. Sempre assim: Tudo para
depois...
Embrulho
meus papéis, toco a andar de volta. Às vezes, à sombra de
alguma árvore ou ponte, me distraio a relê-los. Alguns são
estrelados de estampilhas, com riscos fulgurantes em
zigue-zague pelas margens, as insígnias de alguma república
ou império em cima...
Dá
até vontade de lambê-los e só em contemplá-los a gente
se sente bem. Quando a fome aperta, devoro alguns. Se o frio
aumenta, cubro-me com eles.
À
mínima alteração de fisionomia ou de conduta,
correspondem novos documentos. Alegam que é para evitar
surpresas. Tive assim que fazer prova dos dentes e cabelos
que me caíram, da roupa usada, da minha cicatriz de
guerra...
Minha
coleção vai aumentar muito agora. Devido à natureza dos
últimos acontecimentos, devo fazer declarações de tudo o
que pensei fazer e não fiz. Ah! Vai ser assim até a morte.
Dei
começo à tarefa. Paciência não me falta. Venho anotando
milhares de coisas que deixei de fazer. Só de crimes a
lista sobe a centenas.
Estou
terminando o terceiro caderno dos prazeres. Muitos destes sãos
tirados da coluna dos crimes.
Oh,
como é perigoso e como embriaga o viver! Só agora o
percebo, ao levantar a relação dos desejos segundo uma técnica
especial que consiste em registrar tudo o que se quis
praticar debaixo da rubrica geral “Deixei de fazer”, de
modo a que, depois de certo tempo, a dita rubrica começa a
distanciar-se tanto das frases, que é logo esquecida e
ninguém se lembra mais se ela as está negando. E quando se
opera o maravilhoso fenômeno: - o ato pensado passa a ser
praticado, a vida sonhada se realiza na vida manuscrita.
É
tão agradável esse jogo que são capazes de proibi-lo.
Onde
quer que esteja, paro para escrever, para aumentar minha
lista. Não sei fazer outra coisa. Escrevo agora como quem
se masturba. Já não me interessa o mundo imediato. Minha
vida vazia enche-se de vidas possíveis. Construo o meu
destino.
Queimei
os velhos documentos. Disseram-me que foi imprudência; que
depois disso é que não poderei mesmo ser nem ter nada. Que
não existo. Pouco me importa! Censurar-me é fácil. Vá
alguém experimentar o frio no alto da serra de Turuí. Toda
a minha vida civil em chamas deu um calorzinho miserável de
alguns minutos apenas!
O
que quero é preencher minha lista.
Habito
um bairro pobre. O dono do bar cedeu-me uma mesinha ao
canto. Ali trabalho até de madrugada.
É
a reforma do mundo! É o meu projeto.
Organizo
primeiro a lista do que deve ser destruído. O dono não
tira os olhos de mim. Manda-me servir de graça frios e
cerveja. A freguesia está suspensa ao meu lápis mágico.
Minha força é grande. Alguns me oferecem cigarros e
parecem querer insinuar pedidos de caráter privado. O dono
está pálido e trêmulo. Mandou perguntar-me se posso
poupar o seu bar.
E
se possível, uma negra de nome Joaninha...
Revista
“Fundamentos” – jun. 1948 – Nº 1
Pedido
de José Alberto de Souza
A
MULHER – O ANJO DO AMOR
Deus criou a
mulher, inspirado na beleza da natureza, dando-lhe o encanto
de uma rosa e o brilho da mais linda estrela.
Ela, quando criança, já revela, com a delicadeza de seus gestos, a
amabilidade, no convívio da família.
Na adolescência,
seus cabelos crescem como as pétalas de um lírio,
adornando sua face delicada; enquanto o seu corpo se
desenvolve de forma atraente e primorosa. Nesta fase, ele
nutre sua mente com as ilusões e os sonhos mais lindos da
mocidade.
Em breve, chegando
a fase adulta,
germina em seu coração a semente divina do amor, e ela, em
união com o homem, assume a função de mãe
para gerar e perpetuar a vida humana, em todos os recantos
da terra.
Assim, o ser
mulher, que pensa com o coração e age pela emoção,
consegue vivenciar todos os sentimentos de tristeza e de
alegria, porque:
-
com lágrimas, ela sente as dores de quem sofre;
-
com a doçura de suas palavras e com o orvalho de seu
carinho, ela faz florescer, nos corações, a árvore da
bondade que, embalada com a brisa do amor, transmite à
consciência humana o canto da melodia mais linda da
partitura da vida – o
hino da felicidade!
Nesta comemoração – Dia
Internacional da Mulher - manifestamos todo o nosso
carinho e nossa afeição ao ser mais lindo da criação de
Deus:
A
MULHER – O ANJO DO AMOR
Edson
Gurgel Coelho
Associado
da AABNB
FIRMAMENTO
Roberto
Bezerra de Menezes (*)
Estrelas
bailam em teu olhar noturno,
Tua
alma encerra tesouros esquecidos.
Em
teu olhar há algo de soturno
A
contrastar com o azul de teus sentidos.
Na
noite és ternura recém-finda
Feita
das cores do entardecer.
Na
manhã seguinte a brisa te ilumina
E
o amor te acorda, em eterno renascer.
Morena
deusa! Infinito enleio!
Teu
corpo é Bruma mansa que se esgarça
No
oceano vivo de meu devaneio.
Quero-te
assim: etérea, bem fulgente,
Inigualável
luz que em meu ser disfarça
A
feliz suspeita do amor presente!
(*)
Associado da AABNB
LAMENTOS DE UM TERNO
Na
realidade, aqui, se pretende repassar o desabafo de um terno
a caminho da aposentadoria compulsória. Haja vista, a
chegada de um novo e semelhante vestuário, disposto a
tomar-lhe o lugar no guarda-roupas, bem como nos
compromissos sociais do seu proprietário.
Ao
perceber a presença do seu mais recente concorrente, o
velho terno, por já possuir estória, pôs-se a desfilar
uma série de vantagens vivenciadas em
colóquio com o seu dono.
Em dado momento, o meu personagem relata para o seu
desafeto: “olha, na minha juventude tive momentos de glória
e prestígio junto ao meu patrão, ele, também, no vigor da
idade”.
Sequenciando
o descrever temporal, o velho terno toma a ofensiva: “freqüentei
ambientes finos e elegantes”.
Reconhecia, inclusive, ter sido o predileto nas
festas de casamentos de pessoas importantes. Dizia ele: “nesses momentos eu me apresentava imponente,
participando da festa e vendo a satisfação do meu dono por
estar bem vestido”.
Adicionalmente,
narra: “algumas vezes, eu me integrava ao seu labor diário,
em cujo ambiente de trabalho o bem-vestir era a marca maior,
numa visível competição entre os administradores da
empresa. O meu patrão cuidava de mim com zelo. Não
obstante a ausência de impurezas, ele me mandava à
lavanderia regularmente”.
O
tempo passa... e tudo se transforma, reconhecia o velho
terno. Agora,
receava terminar
a vida num asilo de roupas velhas, a exemplo do que tem
acontecido com pessoas idosas, embora ainda muito capazes de
serventias múltiplas.
Nessa
avaliação, ele, chegou a acrescentar: “vejo a minha família
(paletó, calça, colete, camisa, gravata e sapatos)
preocupada, diante da possibilidade de cada um e cada qual
tomar rumo diferente, e, em conseqüência, perder a
identidade do convívio íntimo, do patrão comum e da vida
sob o mesmo teto”.
Como
membro da família, disse o paletó: “assusta-me imaginar
um dia ser jogado num caminhão de lixo e, pelo girar da
betoneira, ter as minhas mangas separadas do meu tronco, a
cujo ato, imagino, possa se seguir a remessa para um aterro
sanitário, com o destino final sendo o rúmen de um bovino
pastando naquele local”.
O
sapato, conhecedor da estória de um semelhante, teme seja
colocado numa lixeira, na porta da rua, sujeito a ser
abocanhado por um cão vadio, e, preso em seus dentes, ser
levado rua acima, rua abaixo... podendo, após abandonado na
pista de rolamento, ser atropelado por um carro de madame.
O
colete, peça que enseja brilho e elegância a quem o veste,
verbaliza ter o receio de ser remendado com tecidos de cores
berrantes, para ser utilizado numa quadrilha junina, em cujo
evento as pessoas da cidade costumam ridicularizar o humilde
sertanejo de baixo poder aquisitivo.
A
camisa, a calça e a gravata declararam-se preocupadas pelo
provável destino: uma loja de venda de roupas velhas. À
luz desse raciocínio, e numa premonição coletiva, quem
sabe, possam vir a ser
adquiridas por um marginal. E, aí, acabarem a vida
sendo perseguidas pela polícia, com o risco iminente e real
de receber um tiro, por um ilícito cometido no passado ou
no presente, pelo seu atual proprietário!
“Mudado o que deve ser mudado, é a vida”!
Laurindo
Ferreira
Associado
da AABNB
O
BOI DO CHICO NOVA
José de Maria Timbó
Por
volta do ano de 1940, havia nas matas da “lagoa tapada”,
município de Tamboril, um boi bravo, muito grande e
valente, o qual poucas pessoas tiveram oportunidade de ver
no pasto, tal era a sua sagacidade. Na linguagem do
sertanejo, via-se apenas o abrir e fechar do mato e ouvia-se
o seu mugir. Habitava na Caatinga Fechada e de difícil
acesso, a dez quilômetros da morada mais próxima.
Sabendo
da existência desse animal que pesava aproximadamente
seiscentos quilos, o Sr. Chico Nova, que era comprador de
gado na região e transportava boiadas, de trem, para o
abate em Fortaleza, teve a idéia de procurar o seu proprietário
e comprá-lo por preço baixo, em função do mito e do
risco que corria o comprador de não conseguir pegá-lo por
se tratar de um touro caborjado, mesmo assim, o experiente
boiadeiro, arriscou e o comprou sem ver.
E
em fins d`água, dirigiu-se à fazenda do seu cunhado Chico
Timbó, a quem confiou a captura do animal. Aceito o
desafio, Timbó delegou a tarefa a seu filho Joaquim,
respeitado vaqueiro dos sertões de Tamboril, homem esperto
e corajoso, que ao contrário dos vaqueiros das atuais
festas de vaquejadas, tinha o poder de, sozinho, montado em
seu cavalo de campo, perseguir, derrubar, cerrar os chifres,
castrar, ferrar, mascarar e colocar o chocalho no barbatão.
Segundo suas próprias palavras, a partir desses atos “o
bicho passava a obedecer as suas ordens”. E era conduzido
com o seu apoio para onde ele quisesse.
No
dia combinado, bem cedo como era de costume, lá se foi o
Joaquim para o campo, montado em seu cavalo alazão e
vestido em seu terno de couro macio e cheiroso em busca do
boi, ou touro (para o sertanejo, boi é o animal castrado).
O
curral mais seguro da fazenda Juazeiro dos Timbó aguardava
o desfecho do caso, que deveria ocorrer nas primeiras horas
da tarde. Malgrado os esforços, a dupla vaqueiro e cavalo,
mais uma vez tinha sido vencida pelo furor do animal. E ao
cair da tarde, regressava o intrépido vaqueiro a pé e aos
gemidos, apoiando o ombro com o outro braço.
Refeito
da dor, relatou o ocorrido. “Ao chegar no exato local deu
de cara com o novilho e, sem hesitar, antes que ele
desaparecesse mato adentro, se curvando sobre a lua da cela,
chicoteou o alazão e partiu em busca da caça, na certeza
de que o boi logo se atrapalharia na mata fechada e ele o
derrubaria pela calda, (Diz o adágio popular que onde passa
o boi, passa o cavalo e o vaqueiro), infelizmente não era o
dia do caçador e alguns metros adiante todos já
desenvolviam grande velocidade: galhos de jurema pelos
lombos, moitas retorcidas, esporas encravadas na barriga, rédeas
soltas e a distância entre boi e cavalo encurtando. Em dado
momento o cavalo meteu as patas da frente em um formigueiro
e, caindo, teve fraturas expostas e a parada brusca o jogou
longe pelas orelhas do cavalo tendo fraturado a clavícula”.
Acidente grave para a época, tendo em vista a inexistência
de médico e hospital na região.
Chico
Timbó, apesar de ser um homem sério, via as coisas com
muito bom humor, então, com sessenta anos de idade, era um
camponês experiente no manejo do gado e também teria tido
seu período de glória, como vaqueiro do Coronel Zé
Liberato, nos sertões de Sobral e Santa Quitéria no final
do século dezenove, início do século vinte.
Em
um gesto do mais absoluto cumprimento da palavra assumida
com Chico Nova, Chico Timbó convidou um cabra
bom-de-gado chamado Zé Inácio e, em tom irônico com o
filho Joaquim que convalescia, prometeu que levaria
pessoalmente o boi para a estação ferroviária de Sucesso,
a três léguas dali. Dito e feito.
Dizia
Chico Timbó que aquele tinha sido seu último trabalho como
vaqueiro, e esbanjando experiência, contava em tom jocoso,
que antes estudou a região e compreendeu que o boi correria
por determinada clareira na mata em direção ao sul; mandou
Zé Inácio abordar o animal pelo norte e o esperou a um
quilômetro, mais ou menos, quando o boi apareceu, já
cansado, foi fácil capturá-lo. Zé Inácio e seu cavalo
participaram da façanha com a força e o cansaço, enquanto
o velho vaqueiro entrou com a experiência, fechando com
chave de ouro aquela que foi a sua profissão e deixando o
exemplo de que a astúcia pode mais do que a força.
(*) Associado da AABNB
ROSAS
DO ORVALHO
João
Bosco da Silva (*)
Às
portas dos Postos de Distribuição Gratuita,
dos
Hospitais,
das
Autarquias
ou
dos Gabinetes
-
Rosas do Orvalho, que a manhã viram nascer em luz! -
estão
os miseráveis.
Às
vezes acontece
(que
tristeza!)
deixarem
uma pedra marcando os seus lugares na fila,
mal
o galo termina sua primeira cantiga da noite.
Chega
a manhã rindo de sol
(eles
chegaram com as trevas)
mas
só bem mais tarde entrarão,
por
uma porta especial,
chefes
e atendentes
-
treinados em relações humanas -
aqueles
que em breve os desenganarão com um sorriso.
Corações
de pedra,
ensaiada
compaixão na voz,
não
viram a multidão com a esperança nos olhos,
tampouco
quererão saber que, algumas horas antes,
uma
pedra indicava, numa fila sem fim,
o
lugar daquela Esperança que agora se desvanece
ante
a resposta fatal:
-
“Lamento muito... volte no mês que vem”.
(*)
Associado da AABNB
Teresina-PI
UMA
ESTRELA QUE BRILHA
Três
horas da madrugada... Como vem acontecendo, nestes últimos
dias, desde que ela se foi, mais uma noite perco o sono.
Mais uma noite insone. A incapacidade de conciliar o sono,
pensando nela, me faz levantar da cama e, nesta noite, não
foi diferente. No silêncio dos que àquela hora dormiam, o
tic-tac de um antigo relógio de parede, herança de meus
pais, parecia soar mais forte. Por todos os cantos a impressão
de um vazio. Um vazio que nada e ninguém poderão
preencher. A sentida ausência dela me leva a um estado de
profunda tristeza. Enquanto todos repousavam no sono, na
escuridão da noite eu me via sozinho dentro de casa.
Desperto,
na procura de respirar um pouco de ar puro, vou para o terraço,
em busca de um refúgio nestas horas de aflição e
tormento. Na quietude daquele local, na tristeza da separação
daquela que foi tudo na minha vida, o meu pensamento,
perseguido pela paixão das reminiscências, vaga por um
passado um tanto remoto, recordando os tempos felizes que
passamos juntos. Juntos, sentíamo-nos amados e felizes.
Como a tinha amado! E amava-a com ternura. Há 51 anos, ao pé
do Altar de Deus, a ela, havia entregado todo o meu amor.
Jurei amá-la para sempre. Agora, só, mais que nunca,
amargo a solidão nas noites maldormidas.
Como
ela era bondosa e compreensiva! E que falta está me
fazendo. Na dor da saudade, dor que me acompanhará para o
resto de minha vida, chorando ao relembrar a sua partida,
uma lágrima me desce pela face. Difícil está sendo
enfrentar a viuvez, quando ainda tínhamos muito para nos
amar.
Ao
levantar os olhos para o alto, vejo, entre as nuvens, bem ao
longe, uma pequena estrela brilhante e resplandecente que
risca o céu deixando um rastro luminoso. Naquele momento,
uma sensação estranha passa-se comigo. Um arrepio percorre
todo o meu corpo. Senti que aquela estrela era a minha Ceres, que se deslocava no espaço sideral em busca do infinito.
Absorto
com o acontecido, não senti o tempo passar. Com a hora avançada,
o dia amanhecendo, volto para o quarto ainda a tempo de
recuperar um pouco do sono perdido. Deito e, adormecendo,
sonho com ela...
JOSÉ
BONIFÁCIO PEREIRA
Aposentado
BNB João Pessoa
UMA
LIÇÃO DE EQUILÍBRIO
Acompanhava um amigo à banca
de jornal. Meu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente,
mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo
sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final
de semana.
Quando nós descíamos pela
rua, perguntei:
-
Ele
sempre lhe trata com tanta grosseria?
-
Sim,
infelizmente é sempre assim.
-
E
você é sempre tão atencioso e amável com ele?
-
Sim,
sempre sou.
-
Por
que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
-
Porque
não quero que ele decida como eu devo agir.
Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos
nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à
mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da
raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam
e sim nós que transformamos os ambientes.
Autor
Desconhecido
A
pedido do Associado Nilo Tinoco Miranda
TEU
COMEÇO, MEU FIM!
Treze, meu número
preferido.
Hoje temos a
vida ao inverso.
Quisera ser
ele, ser querido,
só me resta
lamentar em verso.
Queria poder
dizer o que sinto,
mas as
paredes escutarão.
Digo, porém,
o que devo, e minto,
pois não
fala assim meu coração.
Ah! Vamos
falar de alegria:
Vinte e sete
volta sete dois,
meu mar de
rosas, minha mania
é você d´antes
e do depois.
Waldir
Freitas
Associado da AABNB
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