Camed
em pauta
Seguro
de vida
Com
o intuito de prestar esclarecimentos aos seus associados, a diretoria da
AAABNB solicitou, em diversas oportunidades, providências à direção
da Camed, para que a empresa fornecesse os avisos de débito mensal, com
informações sobre o seguro de vida administrado por aquela Caixa. Em
quatro oportunidades a CAMED informou que os avisos já haviam sido
expedidos, mas não havia registro de recebimento por nenhum aposentado,
o que causava inquietação e indignação dos associados, que voltavam
a se queixar junto à AABNB.
Agora, a
Camed informa que o problema já está solucionado. A AABNB espera que,
desta vez, os aposentados possam confirmar a regularização, com o
recebimento dos avisos. A diretoria da Associação também solicitou à
Camed informações sobre os pagamentos de indenização de sinistros,
ocorridos durante a vigência da apólice que era mantida com a
Seguradora Santos, que teve a sua liquidação judicial decretada.
AABNB
– Entrevista o presidente do Conselho Deliberativo da
Capef
Nesta
edição, o presidente do Conselho Deliberativo da Capef, Robério
Gress, analisa a situação da nossa Caixa de Previdência, a atuação
do Conselho Deliberativo e fala sobre a possibilidade de transformação
da Capef em empresa multipatrocinada.
AABNB
- O estatuto da Capef estabelece que o Conselho Deliberativo é o órgão
de decisão e orientação superior para definição da sua política de
administração. Nesse prisma, como o senhor avalia a atuação do
Conselho Deliberativo?
RG
- Entendemos que o Conselho Deliberativo tem cumprindo a sua missão de
órgão de decisão e de orientação superior de modo satisfatório,
devido à participação direta do Conselho nos assuntos de mais
relevantes da Entidade, principalmente, quanto ao plano de benefícios.
Além disso, a auditoria interna tem atestado que a Diretoria-Executiva
tem cumprido com zelo a sua obrigação de encaminhar ao citado Órgão
Deliberativo todas as matérias concernentes à sua competência.
AABNB
- Como está a Capef? Em linhas gerais, como o senhor avalia a atual
situação da nossa Caixa de Previdência?
RG
- Ao fim do atual ciclo administrativo, avaliamos que os objetivos
institucionais estabelecidos para esse período foram alcançados. O Dr.
Roberto Smith, no início de 2003, comunicou à equipe de colaboradores
relacionada à Capef que um dos principais objetivos de sua gestão
seria o de restabelecer a normalidade das relações entre Banco, Capef
e seus associados. Hoje, podemos atestar que esse propósito tornou-se
uma realidade.
Além
disso, vale dizer que essa conquista somente tornou-se possível pelo
esforço do Banco, dos Sindicatos e das Entidades Representativas com a
Capef que, em conjunto, enfrentaram o desafio de formular uma proposta
de acordo com o objetivo de equacionar o déficit atuarial histórico,
através de um processo de negociação amplo e transparente, cujo
resultado foi o Acordo Geral.
Se,
por um lado, é um grande desafio para o BNB cumprir as obrigações
acordadas; em contrapartida, os associados demonstraram clara disposição
para resolver o problema da Entidade ao concordarem com as condições
formuladas no acordo, admitindo que o limite do possível teria sido
alcançado. Dessa união de esforços, ressurgiu uma Capef fortalecida,
avançando na direção da normalidade.
AABNB
- E como está a saúde financeira atuarial da Capef, considerando-se as
projeções de médio e longo prazos?
RG
- O superávit, atualmente, apresentado pelo Plano BD, na ordem de R$
200,4 milhões (posição de set/2006), representa a diferença entre o
seu patrimônio e as suas obrigações previdenciárias. Portanto, a
situação atuarial do Plano BD é satisfatória, sem paralelo em toda a
história da entidade.
Merece
seja salientado que, além das oscilações de ganhos de mercado e de
discrepâncias biométricas, outro fator poderá ocasionar eventual redução
desse superávit, qual seja, o valor estimado de obrigação do plano
relacionada com os participantes e beneficiários que não aderiram ao
Acordo Geral e permanecem demandando judicialmente contra a Capef. Isso
porque, a estimativa mais adequada dessa obrigação, a partir de cálculos
atuariais, somente se tornará possível após o desfecho das demandas
no Judiciário.
AABNB
- Como o senhor avalia o percentual que hoje é descontado dos
participantes?
RG
- Sob a ótica de equacionamento do déficit atuarial, concluímos ser
indispensável a cobrança mensal da contribuição sobre os benefícios,
nos patamares firmados no Acordo Geral, já que desse desconto depende o
equilíbrio do Plano BD.
O
problema que efetivamente existe, em relação ao citado desconto, é
tributário. A legislação vigente sobre Imposto de Renda estabelece
como limite máximo de dedução, para despesas com planos de previdência
privada, o percentual de 12%. Ora, se o percentual de contribuição dos
assistidos para o Plano BD é atualmente de 27%, devendo alcançar o
patamar de 30% em 2009, naturalmente, a diferença entre esse percentual
de contribuição aplicado ao valor bruto de benefício e o limite de
dedutibilidade anteriormente mencionado representa, por conseguinte, um
valor sobre o qual se pagará imposto de renda; sem que, de fato, o
contribuinte tenha auferido renda.
AABNB
- Quais são os planos de benefícios oferecidos aos participantes? E
como o senhor avalia o plano de contribuição variável, que deverá
ser constituído para abrigar aqueles que ainda não contam com plano de
previdência complementar do BNB?
RG
- Atualmente, a Capef administra apenas um plano de benefícios, o Plano
BD. Trata-se de um plano de previdência da modalidade benefícios
definidos, que abriga, hoje, aproximadamente
2.500 participantes ativos, 3.500 participantes assistidos e 700
pensionistas.
Um
novo plano está em situação de aprovação e em breve será oferecido
para aqueles que não contam com plano de previdência complementar
patrocinado pelo BNB, bem como para aqueles que hoje participam do Plano
BD. Portanto, será oferecido a todos os funcionários da ativa do BNB.
Vale,
ainda ressaltar, sobre o novo plano, que em razão da paridade cada um
real aportado pelo funcionário de contribuição normal, o Banco irá
contribuir com igual valor. Assim sendo, consideramos que o novo plano
representará um ótimo benefício para aqueles que dele participem.
Do
ponto de vista técnico, destacamos que, além de respeitar a imposição
legal, cujo dispositivo preceitua a necessidade de constituição do
plano previdenciário patrocinado por sociedade de economia mista, na
modalidade de contribuição definida, ou de contribuição variável, a
escolha da arquitetura fora balizada pelo atendimento de requisitos de
segurança em relação ao risco de eventuais déficits atuariais, bem
como pela facilidade de gestão operacional.
AABNB
- Hoje é discutido o ingresso da Capef no mercado, o que transformaria
a nossa Caixa de Previdência em empresa multipatrocinada. Na sua avaliação,
quais seriam as conseqüências dessa medida?
RG
- Seguir na direção do multipatrocínio representa para a Capef uma
oportunidade de obtenção de ganhos de escala. Contudo, para avançar
nesse sentido, visualizamos, dentre outros desafios, a necessidade de a
Capef superar o grande desgaste de imagem institucional sofrido no
passado recente.
A
Capef adquiriu, ao longo de sua trajetória, competências necessárias
a esse importante passo. É o caso de devolvermos essa indagação com
outra: Por quais razões deixaríamos de administrar planos previdenciários
para outros patrocinadores, participantes e beneficiários?
No
grande elenco de conseqüências que essa medida trará, destacamos a
possibilidade das vagas para os órgãos estatutários serem
preenchidas, ocasionalmente, por pessoas não vinculadas ao Banco.
Acerca dessa hipótese, temos a considerar que não poderemos evitar a
sua ocorrência, cabendo-nos, apenas, assegurar que a composição dos
colegiados relacione-se, proporcionalmente, com o número de
participantes vinculados a cada patrocinador ou instituidor, bem como o
montante dos respectivos patrimônios.
AABNB
- As entidades representativas (AABNB, AFBNB e CNFBNB) dos funcionários
e aposentados do BNB entregaram ao Conselho Deliberativo da Capef, no início
de outubro, um documento onde os participantes ativos e assistidos
reivindicam, por intermédio de um abaixo-assinado, a presença de um
componente eleito pelos próprios participantes na Diretoria Executiva
da Capef. O Conselho Deliberativo já tem uma posição sobre esse tema?
Caso ainda não tenha, qual é a estimativa de tempo para responder às
entidades?
RG
- A composição atual da diretoria-executiva da Capef, com três
membros indicados, foi ratificada no citado processo de formulação do
Acordo Geral. A discussão acerca desse tema deverá ser levada,
oportunamente, para avaliação do Conselho Deliberativo. Temos a
expectativa de que ainda na gestão do Dr. Roberto Smith seja possível
uma definição sobre essa reivindicação.
Novos
associados
Relacionamos
a seguir, por localidade, os mais novos integrantes do quadro social
desta AABNB, incluindo os associados do último mês de outubro/2006. A
diretoria da Associação saúda a chegada dos novos companheiros, com a
certeza de que o incremento do quadro social fortalece esta AABNB em sua
luta pela manutenção dos direitos dos nossos colegas aposentados e
pensionistas, e estimula a incessante busca de novas conquistas.
Fortaleza/CE
Lucides Bessa
Gomes
Mª de Jesus M.
Alcantarino
Maria de Barros Leal
São Gonçalo/CE
Antonia Maciel de Souza
Quixeramobim/CE
Valdéria
Saldanha P. Rodrigues
Itabuna/BA
Raimundo da
Silva Cruz
Limoeiro do Norte/CE
Albenes Viana
Chaves
Mª Socorro de
Oliveira e Silva
João Pessoa/PB
Terezinha R. Viana de Lima
Carmen
Lucia de S. Benjamin
Luzinete
Felizola Vieira
Salvador/BA
Durval Souza
Carvalhal
Deoclides C.
Oliveira Junior
Getúlio Vargas
de Menezes
Recife/PE
Wanda Lucia de A
Mendes
Josélia Mendes
dos Santos
Aracaju/SE
Maria Noélia
Nunes de Freitas
Gilvânia
Batista Oliveira
Catolé do Rocha/PB
Barnabé
Teodomiro de Souza
Natal/RN
Otacílio Luiz
Chagas
Maceió/AL
José
Florentino Correa
Montes Claros/MG
Gonçalo de
Carvalho Lajetá
Cartas / Correio eletrônico
Transcrevemos
a seguir resposta da Associação às correspondências dos
aposentados:
I
– Sobre as contribuições da Capef
Sobre os comentários do prezado amigo e colaborador a
respeito da taxa de contribuição em favor da CAPEF, concordamos, como
sempre tem acontecido, que os patamares são muito altos. Esta AABNB tem
cobrado do Banco e da CAPEF estudos para corrigir esse aspecto negativo.
Um dos problemas é que todos os estudos atuariais da CAPEF foram
realizados com esses percentuais e a sua redução de qualquer ponto
percentual implica também em redução da contribuição do Banco, o
que faria com que, de imediato, o superavit hoje apresentado se
transformasse em déficit.
A AABNB também vem discutindo outras fórmulas de melhorar a
renda mensal dos aposentados e pensionistas. Assim é que discutimos a
matéria com um escritório advocatício tributarista e estamos
preparando ações judiciais para reduzir a tributação do
imposto de renda. Brevemente traremos mais informações sobre o
assunto.
As
reclamações sobre a nossa contribuição para a CAPEF sempre levam a
comparações com outros fundos de pensão, principalmente com a PREVI
do BB. É importante lembrar que, pelo regulamento da PREVI (veja no
site da mesma), o benefício é calculado no momento da aposentadoria e
resulta em um valor aproximado a 75% do último salário percebido na
ativa. Portanto, com a taxa de contribuição sobre o benefício
inicial, o valor do benefício pode
até ficar inferior ao da CAPEF, que considerava o último salário
percebido. Sempre temos dito que, hoje, estamos pagando o preço de um
plano de benefícios da CAPEF mal estruturado em seu início (com
enormes benefícios e aporte de poucos recursos). Lembra quando
“compramos” o tempo anterior ao ingresso no Banco e à criação da
CAPEF, com taxas irrisórias? Não podemos esquecer, já que somos
bancários/financistas de que o problema estouraria algum dia. Não
defendemos ou nos acomodamos àqueles problemas, mas entendemos que não
podem ser esquecidos.
A
PREVI vem acumulando altos “superávits” nos últimos anos,
resultantes de aplicações em renda variável (bolsa de valores) de
considerável parte do
patrimônio, cerca de 55% (cinqüenta e cinco por cento), portanto com
elevado risco. A política de investimentos da PREVI deu certo, mas o
risco é muito grande. A política de investimentos da CAPEF, nos
últimos anos, tem sido muito rigorosa para assegurar a saúde
financeira do nosso fundo de pensão. Em renda variável a CAPEF mantém
cerca de 10% (dez por cento).
Assim,
a PREVI chegou a ultrapassar os 25% (vinte e cinco por cento) de
superávit (num patrimônio de R$ 88 bilhões) e repassou para seus
beneficiários, reduzindo a contribuição. A CAPEF agora que atingiu
algo em torno de 12% (doze por cento) de superávit (num patrimônio de
R$ 1,6 bilhões). Esperamos solucionar o nosso problema das
contribuições muito antes dos 25%, via acordos com o Banco ou via
ações judiciais contra a União na questão do imposto de renda, ou
via negociações com o governo federal, já acenadas nos contatos
que mantivemos com parlamentares.
II
– Sobre o editorial “Em defesa da coletividade”
Referimo-nos ao e-mail de 25.10.06 contendo comentários a
respeito do Editorial do Jornal da AABNB de setembro de 2006, temos a
informar que respeitamos as opiniões de todos os colegas. Também
sabemos conviver fraternal e respeitosamente com os que apresentam
opiniões e atitudes divergentes e com aqueles com quem temos de estar
em permanentes negociações, como são os casos da Capef, Camed e BNB
(negociações que não existiam no tempo de Byron Queiroz). Queremos
deixar claro que não mudamos de lado, continuamos na defesa
intransigente dos direitos dos aposentados e pensionistas do BNB/Capef.
A Capef e o BNB são que, diferentemente da era BQ, passaram para o lado
da razão e do direito.
Ressaltamos, também, que, se for feita uma análise
desapaixonada dos fatos, capacidade que tem faltado a um pequeno grupo
de aposentados, o Editorial expressa a defesa veemente dos direitos da
coletividade vinculada à Capef e ao Banco, pois a visão
individualista, que Byron tentou implantar, agora assumida por alguns
aposentados, põe em risco a saúde da Capef, e quem vai pagar a conta
daqueles que tentam arrancar mais recursos da nossa Caixa de
Previdência serão todos os aposentados e pensionistas. Estamos
defendendo a maioria, mesmo que cause revolta a alguns poucos.
Relação
de falecidos da AABNB
Registramos,
com enorme pesar, os nomes dos colegas associados desta AABNB que
faleceram nos últimos dois anos. A presente relação contempla os
falecimentos ocorridos a partir de 10 de outubro de 2004 até 24 de
outubro último, corrigindo uma dolorosa lacuna em nosso Jornal.
Lembramos, entretanto, que a relação de todos os colegas que já
faleceram também encontra-se atualizada e disponível no sítio da
Associação (www.aabnb.com.br)
na rede mundial de computadores - a internet.
| NOME |
DT.
FAL. |
| ALDA
PORTELA DE MIRANDA |
01-jun-05 |
| ALOISIO
SANTOS |
26-nov-05 |
| ALZIRA
CURSINO RORIZ |
26-fev-05 |
| ANA
FLEURICE PORDEUS BORGES |
15-jan-05 |
| ANTONIO
ALMEIDA DE SÁ |
16-jun-06 |
| ANTONIO
DE PADUA CASSIANO |
28/abr/06 |
| ANTONIO
GONÇALVES DA SILVA |
07-abr-05 |
| ANTONIO
GUIDO ARRUDA RODRIGUES |
09-set-05 |
| ANTONIO
JOSE MEDEIROS MOURA |
05-abr-05 |
| ARIOSVALDO
MATIAS MUNIZ |
30-jan-05 |
| ARMANDO
FERRO DE ALENCAR |
22-jan-05 |
| ATAIDE
NOGUEIRA DE MELO |
16-dez-05 |
| BENEDITA
MACHADO |
20-jul-05 |
| CARLOS
ALBERTO RIBEIRO ASSIS |
03-fev-06 |
| CARLOS
BATISTA MIRANDA |
08-mai-05 |
| CASSIMIRO
LUCIO MONTEIRO CRUZ |
27-abr-05 |
| CLOVIS
HERMANN DE OLIVEIRA E VALE |
15-jun-06 |
| CONSTANTINO
ALMEIDA DE ALENCAR |
27-fev-06 |
| CUSTODIO
ALBANO ALBUQUERQUE |
17-nov-04 |
| DINIZ
DE ALENCAR ARAUJO |
20-fev-06 |
| DJALMA
GOMES DA SILVA |
28-jul-06 |
| EDVALDO
NASCIMENTO BRAZ |
24-mar-05 |
| ELIAS
RODRIGUES LOURENÇO |
5-ago-06 |
| ERALDO
MARQUES PREZADO |
12-out-04 |
| EVANDRO
MENDES PONDE |
15-set-06 |
| EVERALDO
NUNES MAIA |
14-abr-05 |
| FERNANDO
FREIRE DE OLIVEIRA |
20-out-06 |
| FRANCISCO
ABELARDO ALVES EVANGELISTA |
04-set-05 |
| FRANCISCO
ANGELUS CARVALHO MELO |
31-mai-06 |
| FRANCISCO
AUBISMAR COSTA SILVEIRA |
29-mai-06 |
| FRANCISCO
CELESTINO DE MELO |
18-ago-06 |
| FRANCISCO
LIRA VIEIRA |
19-jan-06 |
| FRANCISCO
RODRIGUES FILHO |
17-set-05 |
| GENESIO
DE SOUSA ROCHA |
14-nov-05 |
| GENI
NUNES DE BARROS |
06-dez-05 |
| GERALDO
GUEDES PINHEIRO |
29-out-04 |
| GILBERTO
TELES |
07-dez-05 |
| HAROLDO
CASTRO SILVA |
23-fev-05 |
| HARRISSON
FERREIRA MACHADO |
15-fev-05 |
| HILDER
BEZERRA GOIS |
15-dez-04 |
| HUMBERTO
ABEL VILAR RIBEIRO |
19-abr-06 |
| JACY
IGUATIMY DE SOUZA LIMA |
21-nov-05 |
| JOANIZA
MARIA DE SOUZA |
23-ago-05 |
| JOAO
DE OLIVEIRA ROLIM |
14-jun-05 |
| JOAO
LUIS LINS DE CARVALHO |
27-nov-05 |
| JOAQUIM
FIRMINO CARNEIRO |
08-abr-06 |
| JOSE
AFRANIO VIDAL |
19-ago-06 |
| JOSE
ALVES DOS SANTOS |
03-mar-05 |
| JOSE
DE AGUIAR SANTA CRUZ |
04-mar-05 |
| JOSE
DE ARIMATEA HOLANDA |
09-jul-06 |
| JOSE
DE RIBAMAR LOPES |
24-jan-06 |
| JOSE
DE SOUSA BEZERRA |
6-out-06 |
| JOSE
EUCLIDES GRANDEZ DE ARAUJO |
17-fev-05 |
| JOSE
IRA DUTRA |
06-fev-06 |
| JOSE
MARQUES DANTAS |
08-nov-04 |
| JOSE
NEWTON DE SANTANA |
20-jul-05 |
| JOSE
RIZELDO PINHEIRO |
25-jun-06 |
| JOSE
SOARES NUTO |
18-mai-05 |
| JOSE
WILSON SILVA |
10-out-04 |
| JULIO
SEVERINO DE FRANÇA |
22-mar-05 |
| KLEBER
SAMPAIO ROLIM |
29-jun-05 |
| LOURIVAL
DE ALMEIDA BRASILEIRO |
24-jan-06 |
| LUIZ
JOSE DA SILVA |
16-out-05 |
| LUIZ
MACIEL SILVA |
11-nov-04 |
| LUIZ
TAVARES DE CASTRO |
7-out-06 |
| MARIA
DO SOCORRO MILADY DE MELO |
20-out-04 |
| MARIA
LEONIA VIANA DO AMARAL |
11-ago-06 |
| MARIA
LIVRAMENTO R. SOARES |
20-out-06 |
| MARIA
MAROCA MOURAO MAIA |
20-abr-05 |
| MARIA
SOCORRO SISNANDO ARAUJO DE ALMEIDA |
22-jul-05 |
| MARIA
TELINA BATISTA CAMPOS |
05-set-05 |
| MARIO
BEZERRA DE BRITO |
12-jan-06 |
| MARLY
VIEIRA DE CASTRO |
20-ago-05 |
| MURILO
PARENTE DE MENEZES |
14-mai-05 |
| NARCISO
OLIMPIO LEMOS |
21-jul-06 |
| NEWTON
DE OLIVEIRA |
04-mar-06 |
| NICODEMOS
RENOVATO DE OLIVEIRA |
22-jul-05 |
| OSMAR
PINHEIRO |
02-jun-06 |
| OTACILIO
BRAGA BARBOSA |
30-jun-06 |
| PAULINO
NASCIMENTO LIMA |
02-abr-06 |
| PEDRO
ALVES FILHO |
02-jul-05 |
| PEDRO
NASCIMENTO DOS SANTOS |
04-abr-05 |
| RAIMUNDO
MAURO XAVIER DE OLIVEIRA |
17-jul-05 |
| RANDOLPHO
ROCHA CARVALHO |
14-jun-05 |
| RENATO
TEIXEIRA DE CASTRO |
15-set-06 |
| SAMUEL
MONTENEGRO DE QUEIROZ |
06-jan-05 |
| SILVIA
MARIA TELES SALES |
14/mai/06 |
| VALDEMAR
ALVES MAIA |
01-set-05 |
| WALTER
ANDRADE DE OLIVEIRA |
24-out-06 |
crônica
o
cronista, bem sabemos, é um observador do comportamento humano e das
coisas do cotidiano. Situações que, muitas vezes, passam despercebidas
para a maioria, alimentam a verve criativa do cronista. A crônica que
reproduzimos a seguir retrata o envelhecimento, a chegada à “meia
idade”, como define o próprio autor. O cronista destaca que não devemos, jamais, envelhecer da
alma, para que não nos tornemos uns velhotes ranzinzas, daqueles que
ficam de mal com a vida. “SeJAMOS
JOVIAIS, SOBRETUDO, E QUE A CADA ENCONTRO NOSSO SE RESTAURE EM NOSSOS
ENCANECIDOS CORAÇÕES A BOA E SADIA MOLECAGEM DE SEMPRE”, SALIENTA
AIRTON MONTE, NUMA LIÇÃO DE VIDA QUE DESPERTA MUITA REFLEXÃO,
ESPECIALMENTE PORQUE AS PESSOAS, HOJE, VALORIZAM SOBREMANEIRA O TER, EM
DETRIMENTO À CONJUGAÇÃO DO VERBO SER.
Geração
Peterpan
Venho me dando conta, um
tanto espantado, que todos os meus amigos parecem haver descoberto o
elixir da eterna juventude. E constato, consternado, que somente eu
envelheço, somente a mim o tempo acomete e aflige com as inevitáveis
mudanças anuais de idade. Longe de mim querer cometer injustiças
indesculpáveis contra gente de meu mais fraternal afeto, mas o Dimas
Macedo não sai dos 50 anos há pelo menos uma década. O poeta Carlos
Augusto Viana estacionou nos 51 e não abre mão de tão satisfatória e
confortável idade.
O livreiro Sérgio Braga já comemorou os seus 52 verões pelo
menos uma dezena de vezes, e o Erle Rodrigues nem falar. O cronista
João Soares Neto faz questão absoluta de manter uma canina fidelidade
às 60 primaveras, que jura comprovar em cartório e com firma
reconhecida. José Teles, poeta e anestesista, botou o tempo pra dormir
na imóvel estação dos 62. Quer dizer, todos descobriram um mágico
processo de envelhecer lentamente como se pertencessem à unanimidade
dos nascidos em anos bissextos. Para eles, o calendário tornou-se
apenas uma mera figura de retórica.
De qualquer modo, sejam benvindos, amigos meus, à meia idade e
que o dobrar o cabo da boa esperança lhes seja tão leve quanto o foi
pra mim. Só lhes peço um favor de amigo: jamais envelheçam da alma,
jamais se tornem um bando de velhotes ranzinzas, de mal com a vida.
Sejamos joviais, sobretudo, e que a cada encontro nosso se restaure em
nossos encanecidos corações a boa e sadia molecagem de sempre.
Entanto, na nossa idade, é preciso tomar certos cuidados,
principalmente com o mau humor, a perda da alegria e da esperança,
porque é disso que os velhos morrem.
Cuidado com o vento encanado, senão lá vem resfriado, boca
torta, reumatismo. Nada de querer bancar o pai dos próprios netos,
perpetrando a terrível apropriação indébita do pátrio poder. Cabe
atentar para o significativo fato de que é nessa idade que as mulheres
costumam querer comandar nosso existir nos obrigando a ir ao médico,
dormir cedo, seguir dietas. Portanto, amigos meus, a hora é chegada de
sermos rebeldes, transgressores da ditadura doméstica. Sejamos, enfim,
aqueles de quem se diz que envelhecem com dignidade, pompa e
circunstância.
(coluna airton monte/jornalOpovo/Fortaleza)
ENCARTE CULTURAL
A MESA DO VELHO AVÔ
Um
frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais
velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era
embaralhada, e o seu passo era hesitante. A família comeu junto à
mesa. Mas as mãos trêmulas do Avô ancião e sua visão falhando,
tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o
chão. Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa.
A
bagunça irritou fortemente seu filho e nora: “Nós temos que fazer
algo sobre o Vovô”, disse o filho: “Já tivemos bastante do seu
leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no
chão”. Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto
da sala. Lá, Vovô comia sozinho enquanto o resto da família
desfrutava do jantar.
Desde
que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida
em uma tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na direção
do Vovô, às vezes percebia nele uma lágrima em seu olho por estar só.
Ainda
assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências
acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.
O
neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite
antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com
sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança: “O que
você está fazendo?“ Da mesma maneira dócil, o menino respondeu:
“Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para Você e Mamãe
comerem sua comida quando eu crescer”. O neto sorriu e voltou a
trabalhar.
As
palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas
começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi
falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o marido
pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu para a mesa familiar.
Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família.
E
por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais
quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da
mesa tinha sujado.
As
crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam,
suas orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam as mensagens
que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma
atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, elas imitarão
aquela atitude para o resto de suas vidas.
O
pai sábio percebe isso diariamente, que o alicerce está sendo construído
para o futuro da criança. Sejamos sábios construtores de bons exemplos
de comportamento de vida em nossas funções.
Lembre-se
também do Mandamento que Deus nos deixou:
“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na
terra que o Senhor teu Deus te dá”
(Êxodo 20:12)
A pedido do Associado Jeander Batista de Lucena
ALEGORIAS DO NATAL
(O
Natal dos Pobres)
Natal!
Azáfama!
Cartões
entulhando os guichês do Correio:
-
amabilidades amáveis,
cumprimentos frívolos,
votos
de Paz e Próspero Ano Novo.
Nenhuma
emoção no impresso de luxo.
Comércio
explorando,
Vendendo
o menino-jesus:
“Natal
de amor,
Natal
de paz.
Natal
de tranqüilidade:
-
compre tudo isto em CIMAIPINTO”.
Perus
compondo banquetes,
cestas
e vinhos,
árvores
coloridas,
luzes
multicores,
pisca-piscas
cintilantes!!!
Festa,
alegria
e riso
-
sapatinhos nas janelas
esperando os presentes de um papai noel de ricos.
Do
outro lado deste ouropel fantástico,
estômagos
vazios,
pés
sem sapatos para receber presentes,
pais
sem emprego;
natal
de desespero e de esperança mórbida,
para
quem a estrela não guiou pastores,
e
os reis magos não levaram ofertas,
e
o menino – que não é jesus – chorou de fome
e
de desilusão por não ter seu brinquedo.
E
como se não bastasse,
a
sociedade,
numa
afronta à dignidade humilhada,
criou
o “Natal dos Pobres”.
João
Bosco da Silva
Associado da AABNB
CONSTRUINDO PONTES
Dois
homens moravam num terreno deixado pelo pai, e um riacho dividia a
propriedade meio a meio. Ao final de todas as tardes, um deles
atravessava o riacho e ia se juntar ao irmão, e lá passavam horas e
horas conversando, recordando passagens interessantes e momentos bons da
vida. Eis que, numa dessas conversas, discordaram e brigaram. A briga
virou raiva, a raiva virou intriga, a intriga virou repulsa, a repulsa
virou desejo de morte. Um deles, não suportando mais ver a cara do
outro na margem oposta do riacho, comprou muita madeira, com a qual
mandaria fazer uma cerca, que os separaria definitivamente.
Certo
dia, viu caminhando em sua direção um homem estranho, que chegou e lhe
pediu emprego.
-
Que sabe fazer? Perguntou o dono
da casa.
-
Faço qualquer serviço com
madeira.
-
Ótimo! Quero que faça uma
longa cerca ao largo desse riacho com a madeira que aí está, mas vou
fazer uma viagem de alguns dias. Quando chegar, a cerca já deverá
estar pronta e então far-lhe-ei o pagamento. Tudo acertado, o homem
empreendeu viagem.
Após criterioso exame, o carpinteiro constatou
que a madeira era grossa e boa demais, e que seria um desperdício
utilizá-la para fazer cerca. Assim, construiu uma linda ponte sobre o
riacho, no lugar exato onde se dava a travessia.
O
dono retornou e ficou possesso, querendo até mesmo matar o carpinteiro.
O
habitante da margem oposta, vendo o irmão chegar e tendo interpretado a
construção da ponte como um sinal de amizade, caminhou por sobre a
mesma, abraçou fortemente o irmão e fizeram as pazes.
Não
encontrando de forma alguma o homem que fizera a ponte, sem por isso
cobrar um só centavo, tiveram ambos, o entendimento de que o estranho
era Deus, e que se havia apressado em ir embora face à necessidade de
construir novas pontes, pois, sabia Ele: precisamos bem mais de pontes
QUE UNEM do que cercas QUE SEPARAM...
Autor
desconhecido
A
pedido do associado Luiz Mendes Filho
A
Vingança
Você
considera a vingança como um ato de coragem ou de covardia? Algumas
pessoas acreditam que a vingança é uma demonstração de grande
coragem. Afinal de contas não se pode tolerar uma afronta sem se
rebaixar. Pensam que a tolerância e a indulgência seriam prova de
fraqueza ou de covardia. Todavia, temos de convir que o ato de vingar-se
jamais constitui prova de coragem. Geralmente, quando buscamos revidar
uma ofensa o fazemos movidos por medo do agressor ou da opinião pública.
Não importa que a nossa consciência nos acuse de covardia ou
indignidade, o que nos interessa é que a sociedade não nos julgue
assim. O mesmo não ocorre com relação ao ato de perdoar. O perdão,
sim, exige do ofendido muita coragem e dignidade. Enquanto a vingança
é uma ladeira fácil de descer, o perdão é uma ladeira difícil de
subir. Algumas pessoas costumam enfrentar corajosamente os mais graves
perigos, mas sentem-se impotentes para tolerar uma pequena ofensa.
Escalam, com ousadia, altas montanhas, saltam de pára-quedas desafiando
as alturas, enfrentam animais ferozes, aceitam os desafios do trânsito,
navegam em mar revolto com bravura, mas não conseguem suportar um mínimo
golpe da injustiça. Dão grande prova de coragem em alguns pontos, mas
não relevam a investida da ingratidão, da calúnia, do cinismo, da
falsidade, da infidelidade. Realmente fortes são aqueles que conseguem
conter-se diante de uma agressão. A verdadeira fortaleza está nas
almas que não se descontrolam, quando são ofendidas. Que não se
impacientam, quando são incomodadas. Que não se perturbam, quando são
incompreendidas. Que não se queixam, quando são prejudicadas.
Verdadeira coragem é aquela de que o Cristo nos deu o exemplo: Ele
sofreu a ingratidão daqueles a quem havia ajudado, enfrentou o cinismo
dos agressores, foi ultrajado, caluniado, cuspiram-Lhe no rosto e O
crucificaram, e Ele tomou uma única atitude - a do perdão. Por várias
vezes, em sua passagem pela terra, o Homem de Nazaré teve motivos de
sobra para revidar ofensas, mas sempre optou pela dignidade de calar-se.
Diante das agressões recebidas, o Meigo Rabi da Galiléia passava lições
grandiosas, como aconteceu com o soldado que O esbofeteou quando estava
de mãos amarradas. Sem perder a serenidade habitual, o Cristo olhou-o
nos olhos e lhe perguntou: “se eu errei, aponte meu erro, mas se não
errei, por que me bate?” Essa é a atitude de uma alma verdadeiramente
grande. Se Jesus tivesse parado
em meio à caminhada do Gólgota, largado a cruz injusta do suplício,
para se voltar contra Seus agressores e exercer sobre eles o direito de
vingança, certamente não teria passado à posteridade como Modelo de
perfeição e de amor.
* * *
"Somos
semelhantes a animais quando matamos. Somos semelhantes a homens quando
julgamos. Somos semelhantes a Deus quando perdoamos."
Autor
Desconhecido
O NATAL
Hoje
é tão difícil para mim falar sobre o Natal. Não era para ser assim,
pois o que sempre ouvimos, é que o Natal é uma época de pregar o amor
entre as pessoas. É quando as famílias se reúnem, trocam presentes,
abraços, beijinhos...
O
que percebo, no entanto, é que cada vez mais as pessoas estão se
distanciando, até mesmo dos seus familiares. Quando, algumas famílias
ainda teimam em tentar reunir seus parentes e amigos, o que se nota é
uma grande dose de falsidade. A maioria se comporta como se estivesse
ali quase que por uma obrigação em marcar presença, mas o pensamento
está em escapulir na primeira chance. O que querem, na verdade, é
participar das festas nos clubes, curtir as barraquinhas no meio da rua
e outras coisinhas mais... Ninguém liga mais para a reunião familiar
que antigamente fazia tanto sucesso. Ninguém quer saber das novenas,
das missas. Acham maçantes os sermões dos padres. Não dão a mínima
para o verdadeiro sentido do Natal que é a comemoração do nascimento
de Jesus Cristo, nosso Salvador, o filho de Deus que deu sua vida para
que pudéssemos ter o perdão dos nossos pecados. Ninguém liga mais
para isso. Acham que não tem nada a ver. Muitos nem crêem mais nos
ensinamentos da Bíblia. Dizem até que Jesus foi simplesmente um visionário,
um rebelde e que por isso passou por todas aquelas provações. Com
isso, vai se perdendo totalmente a fé. Vão se
enraizando nas mentes, principalmente nos mais jovens, idéias
confusas. Vão se transformando em adultos confusos, sem fé, sem
esperança, sem Deus, sem nada. Daí tantas misérias acontecendo.
Tantos revoltados com as desigualdades que sempre existiram no mundo e
achando que agindo com violência conseguem tudo que querem... E agem. Vão
por cima de tudo e de todos. Não importa quem vai cair, nem como vai
cair. Eles só pensam neles mesmos. Tratam seus semelhantes pior que os
animais. Lançam sua raiva em cima de quem teve mais sorte, ou talvez,
mais fé e por isso mesmo progrediu. Mas, para essa gente sem Deus, nada
importa. Estão cegos pelo poder, pela riqueza de maneira fácil. Não
querem trabalhar... Simplesmente querem tudo já pronto. Tenho muita
pena dessas pessoas. Não creio que sejam felizes, vivendo assim, às
custas de provocar a desgraça dos outros.
Mas,
o Natal está chegando mais uma vez. Tentemos nós que ainda acreditamos
na solidariedade, na união familiar; vamos pois, fazer a nossa parte.
Porque o Natal é momento de reflexão, é momento de doação, é
momento de demonstrar nosso amor ao próximo.
Sei
que algumas coisas já não conseguiremos resgatar. Tentemos fazer um
bom Natal com o que nos resta. Vamos todos nos reunir como antigamente,
mesmo sentido falta de alguns entes queridos que se foram e que eram
talvez a mola-mestra para promover esses encontros. Mesmo assim a vida não
parou. Nós que ficamos temos de continuar a tradição. Se os tempos
hoje são difíceis e já não temos a fartura de antigamente, mesmo
assim, façamos com aquilo de que dispomos. O importante é comemorar
com a família reunida e dentro do verdadeiro sentido do Natal.
Para
todas as famílias brasileiras, ou melhor, para todas as famílias do
mundo inteiro eu almejo um Natal de muita paz, muito amor, muita
solidariedade. Esse para mim é o verdadeiro sentido do Natal. É
renascimento no amor de Cristo!
Maria
Auxiliadora N.S.X. Moraes
Aposentada
do BNB – Floresta-PE
PEDREIRAS DA
VIDA
Nossa
vida é uma flor em botão
No
jardim construído por Deus
Cada
passo é uma estação
Reservada
para os filhos seus;
Na
escada da vida que temos,
Se
subimos com dificuldades;
Muitas
vezes cansados descemos,
Porém
cheios de felicidades...
Não
levamos a cruz de madeira;
Como
fez o nosso Salvador;
Encontramos
espinhos e poeira;
Amparados
nas relvas do amor
Nesta
luta cheia de segredos;
Nos
momentos em que fraquejamos,
Falta
tato nas mãos e nos dedos
Nem
sequer nossa cruz carregamos
Somos
fracos e debilitados?
Na
subida e também na descida?
Somos
frágeis com nossos pecados!
Que
chamamos pedreiras da vida.
Neste
mundo de infinito suave,
Somos
grãos de areia, somente!
E
só Cristo é o dono da chave,
Que
abre e fecha o coração da gente,
Ao
subir ou descer nossa escada,
Aprendemos
que o amor é maior
Há
um ser grandioso na estrada,
Nos
mostrando o que há de melhor,
Sejamos
pois, caminheiros da luz,
Da
paz e do amor que faz bem;
Nosso
espírito pertence a Jesus,
Por
todos os séculos, dos séculos. “Amém”
Francisco
Canindé Fernandes
Aposentado
do BNB
DISPUTA DESIGUAL
(Uma
crônica sem verbo)
Antevéspera
da comemoração do nascimento de Jesus! Via pública. Uma tarde de sol
de início de verão num cruzamento de grande movimento da Fortaleza
bela. Beleza, aliás, triste e desfigurada pela ocorrência de
desventuroso acontecimento.
No
semáforo, criancinhas e adultos com as suas mão estendidas em busca de
ajuda para a ceia da noite do dia seguinte. De repente, e mais que de
repente, o cantar do freio de um veículo motorizado! Um grito de dor! E
todos os olhares em direção à origem do som da freada brusca.
Muita
dor também na face e na alma dos expectadores... E o corpinho de um
menino anônimo – não mais que dez anos- sobre o asfalto da pista de
rolamento. Sangue na testa, na boca e no nariz. Escoriações no tronco,
nos braços, enfim, em todas as partes possíveis.
Naquele
momento, muito alvoroço, correria e nada de uma diligência mais
efetiva. Igualmente visível, a aflição de um senhor forte, de meia
idade: lágrimas nos olhos, voz trêmula e repetidos apelos ao menino
Jesus, em favor do menor. Provavelmente, um menino de rua, sem
residência conhecida. Hoje aqui, amanhã ali, no outro dia
acolá.
Naquele
cruzamento, uma brutal e acirrada concorrência entre carros e
pedestres. No mesmo ponto, desigual e, às vezes, desleal, a disputa por
cada pedaço de chão entre os carrões e as criancinhas pedintes. Quase
sempre, com desfechos funestos para a parte mais fraca.
Verdade!
Para os circunstantes, nenhuma culpa à desapontada motorista do
“corolla”. Até que enfim, ao longe, ainda bem ao longe, o silvo da
sirene da ambulância com o socorro. Alívio para a motorista e os
transeuntes?! Talvez! O hospital mais próximo, distante dez
quilômetros.
Dia
seguinte, a esperança de uma boa notícia... Na realidade, nada
disso... Efetivamente, tudo ao contrário. Por isso, lágrimas e mais
lágrimas nos rostinhos “inocentes” dos coleguinhas de
“profissão” do meu pequeno person