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NOVEMBRO/2007
Byron Queiroz é condenado
Acusado de gestão fraudulenta e formação de
quadrilha, o ex-presidente do BNB e mais quatro ex-diretores
e um ex-superintendente foram condenados a penas de 11 a 13
anos de reclusão. A presente condenação é resultado do
incansável trabalho realizado por esta AABNB, ao denunciar
as irregularidades cometidas pelos dirigentes que comandaram
o BNB no período de 1994/2002, no governo do PSDB, quando
Byron Queiroz era tesoureiro do partido dos tucanos. A Direção
da AABNB entende que, além do próprio BNB, a sociedade
brasileira, especialmente o povo da região Nordeste, pode
comemorar esta decisão. Afinal, vivemos uma nova realidade,
que não suporta mais a impunidade dos criminosos do
“colarinho branco”. Leia a seguir a íntegra da matéria
publicada no jornal O Povo, de Fortaleza, em sua edição 21
de novembro de 2007, uma data para ser lembrada com
sentimento de Justiça.
A
NOTÍCIA NA ÍNTEGRA
“O
juiz Federal Substitu to da 12ª vara da Justiça Federal,
José Donato de Araújo Neto, condenou o ex-presidente do
Banco do Nordeste, Byron Queiroz, quatro ex-diretores e um
ex-superintendente por gestão fraudulenta e formação de
quadrilha. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público
Federal, com base em informações da Associação dos
Funcionários Aposentados do Banco do Nordeste, que
apontavam a existência de fraudes nos registros contábeis
do BNB. A ação envolvia, ainda, um ex-gerente da instituição,
que foi absolvido.
O
juiz concluiu, após análise dos autos, que foram
"evidentes e gravíssimas" as irregularidades
cometidas pelos denunciados na administração do BNB. Para
ele, diversas fraudes foram promovidas durante a gestão dos
denunciados para beneficiar os grandes devedores
inadimplentes e encobrir a real situação patrimonial
enfrentada pelo banco, caracterizando gestão fraudulenta e
formação de quadrilha.
Ivo
Ademar Lemos, gerente de Contabilidade do BNB na época, foi
absolvido e terá os bens desbloqueados. Já os ex-diretores
Ernani José Varela de Melo, Osmundo Evangelista Rebouças,
Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho, Marcelo Pelágio da Costa
Bonfim e o ex-superintendente de Supervisão Regional Antônio
Arnaldo de Menezes, foram condenados juntamente com Byron
Queiroz.
Byron
foi sentenciado a 13 anos de reclusão e multa no valor de
300 dias-multa, sendo cada dia-multa dez vezes o salário mínimo
vigente ao tempo dos fatos. "Uma vez que o réu goza de
boa situação econômica, ante aos sinais exteriores de
riqueza representados pelos bens apreendidos". Os
outros acusados também tiveram as penas estipuladas entre
10 e 11 anos de reclusão e de pelo menos multa no valor de
150 dias-multa, sendo cada dia-multa arbitrado à razão de
oito vezes o salário mínimo vigente ao tempo dos fatos.
Ainda cabe recurso da sentença.
Osmundo
Evangelista disse ao
jornal O POVO ter conhecimento da condenação, mas preferiu
não se pronunciar. "Isso aí está com os advogados.
Eles estão acompanhando. Isso é assunto dos advogados com
a Justiça", afirrmou. Já Ivo Ademar Lemos disse que
iria se abster de falar sobre a decisão, na qual ele foi
inocentado. "Quem tem que falar é o Byron. Ele que era
o presidente", disse. O ex-presidente do BNB e os
demais diretores não foram localizados”.
IV
Encontro de Dirigentes Eleitos da Anapar
A
Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
(Anapar) realizou no último dia 6 de novembro, em Belo
Horizonte, o IV Encontro de Dirigentes Eleitos de Fundos de
Pensão. Os temas do evento focalizaram o novo cenário
macroeconômico e os atuais conceitos de crescimento sustentável.
De acordo com a Anapar, esta conjuntura apresenta desafios e
oportunidades para os gestores dos Fundos de Pensão, uma
vez que impõe a necessidade de se repensar a aplicação
dos recursos com vistas à obtenção de rentabilidade num
cenário com baixas taxas de juros.
Foram
apresentados dois grandes painéis: um módulo tratou da
Sustentabilidade dos Planos de Benefício – Premissas
Atuariais, Déficits e Utilização de Superávit; e a outra
apresentação destacou questões voltadas à Rentabilidade
e Aplicação de Recursos e à Gestão de Ativos no novo Cenário
Econômico. A AABNB participou desse Encontro, representada
por seu Presidente, José Edson Braga, e pelos Diretores
Miguel Nóbrega Neto e Luiz Paulino da Silva.
28º
Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão
discute
o futuro da Previdência Complementar
Na
instalação do Congresso, o Secretário Executivo do Ministério
da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e o Secretário de
Previdência Complementar, Leonardo Paixão, anunciaram que
o Projeto de Lei que institui a nova autarquia supervisora,
nos moldes da extinta Previc, será brevemente enviado ao
Congresso Nacional. A informação gerou uma expectativa
positiva em relação à aprovação, pelos parlamentares,
do Projeto de Lei que institui o órgão de Estado responsável
pela nova estrutura de supervisão e fiscalização do
sistema de fundos de pensão.
“Capitalismo Social e
Crescimento: o Futuro é Agora” foi o tema central do 28º
Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, realizado entre
os dias 7 e 9 de novembro em Belo Horizonte, pela Associação
Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência
Complementar – Abrapp. Com uma extensa programação, o
evento contou com palestras, debates, seminários e sessões
plenárias. Ao longo dos três dias, os representantes de
fundos de pensão e especialistas nacionais e internacionais
discutiram temas de grande relevância, atualidade e pertinência
para o desenvolvimento do sistema fechado de previdência
complementar no Brasil, que em 2007 completará 30 anos.
A
Palestra intitulada “PAC - oportunidades e desafios para
os fundos de pensão” foi proferida pelo Diretor
financeiro da FUNCEF e pelo Reitor da Universidade de Santo
Amaro, Demósthenes Marques e Ozires Silva, respectivamente.
Outros quatro seminários fecharam o primeiro dia do
encontro, com destaque para os temas “o papel do atuário”
e “perspectivas da previdência complementar no serviço público”.
O Secretário de Previdência Complementar do Ministério da
Previdência Social, Leonardo A. Paixão, participou da sessão
plenária coordenada pelo Presidente da Abrapp, com o tema
“capitalismo social e o papel dos fundos de pensão na
formação da economia brasileira”. O modelo de
“Governança dos fundos de pensão” foi o tema do painel
que teve o Presidente da Previ, Wagner Pinheiro de Oliveira,
entre os palestrantes. José Reinaldo Magalhães, Diretor de
Investimentos da Previ, integrou a equipe que abordou o tema
“os investimentos dos fundos de pensão e a
sustentabilidade empresarial”. O Presidente da Anapar,
Jose Ricardo Sasseron e o Secretário Adjunto da SPC,
Ricardo Pena, participaram do módulo que debateu “Os
mecanismos de proteção para planos de fundos de pensão”.
No encerramento do evento, o presidente da Abrapp
destacou a expectativa de rápido crescimento das EFPCs, com
a projeção de que os ativos totais dos fundos de pensão
representem 50% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional até
o ano de 2020. A
AABNB também participou desse evento, com a mesma equipe
que esteve no encontro da Anapar.
Saúde
na 3ª idade
Jogos
de computador
exercitam
o cérebro
Com
base em evidências científicas, alguns tipos de jogos
eletrônicos são tidos como exercícios mentais e podem ser
especialmente úteis para as pessoas mais velhas, que sofrem
com o risco de perda de memória, demência e problemas
visuais. Essa nova perspectiva incrementou o volume de
programas de internet ou de computadores voltados à
terceira idade.
Embora
cautelosos em relação aos benefícios apregoados pelos
grandes fabricantes de jogos eletrônicos, pesquisadores
afirmam que os estudos demonstram que as pessoas adeptas
desses jogos mantêm habilidades visuais e mentais mais aguçadas,
o que pode melhorar e contribuir à realização de tarefas
diárias. Estes jogos incluem tarefas que têm a ver com memória,
matemática e música. (fonte:
Jornal O Povo, de Fortaleza)
Ecologia
Cerca
de 180 milhões de baterias de celular são descartadas
todos os anos no Brasil. O mais grave é que apenas 1% delas
segue para reciclagem, graças aos poucos consumidores que
depositam as baterias usadas nos escassos postos de coleta
apropriados. A informação é do diretor da ONG Antena
Verde, Roberto Ziccardi. O problema de tudo isso ir parar no
lixo é a contaminação do solo e do lençol freático por
metais pesados. A composição química das baterias varia
muito, mas a mais nociva é feita de níquel e cádmio
(Ni-Cd). “São metais tóxicos, que têm efeito cumulativo
e podem provocar câncer”, afirma a professora Denise
Espinosa, do Departamento de Engenharia Metalurgia e de
Materiais da USP. A boa notícia é que já existem restrições
à produção e comercialização desse tipo (Ni-Cd) de
bateria e a maior parte dos celulares hoje utiliza baterias
não-tóxicas. Ainda assim, em defesa da saúde do planeta e
dos seus habitantes, é importante que se aumente o índice
de reciclagem desses materiais. (fonte: revista superinteressante)
Sessão
especial comemora os 55 anos do BNB
A
Assembléia Legislativa da Bahia homenageou os 55 anos de
atividades do BNB, em sessão especial realizada no dia 1º
de novembro, no plenário daquela casa, em Salvador. O autor
do requerimento foi o Deputado Álvaro Gomes, líder do PC
do B na AL da Bahia. O Deputado Federal Daniel Almeida, do
PC do B da Bahia, participou da solenidade, ao lado dos
parlamentares estaduais, dos representantes do BNB e demais
convidados. Entre os participantes estavam: o Deputado
Estadual Gilberto Brito; Diretor de Negócios do BNB, Paulo
Sérgio Rebouças Ferraro; Presidente da Federação dos
microempresários da Bahia, Moacir Vidal; Deputado Estadual
Álvaro Gomes; Superintendente do BNB na Bahia, Nilo Meira
Filho; Aristeu de Almeida Barreto, funcionário aposentado
do BNB; e Miguel Nóbrega Neto, representando a AABNB.
Nos
vários pronunciamentos foi destacada e importância do BNB
como órgão de desenvolvimento regional, principalmente
como agente propulsor das micro-empresas e da geração de
emprego e renda. Além
desses aspectos, Miguel Nóbrega lembrou a importância do
desempenho de todos os funcionários do BNB, ativos e
aposentados, para a consecução de seus objetivos, bem como
a necessidade de as lideranças políticas e empresariais
protegerem o Banco contra os riscos de sua extinção ou
absorção por outros Bancos, como agora é veiculado pela
imprensa.
Novos
Conselheiros eleitos da Capef
são
empossados na sede da entidade
Tomaram
posse no dia 1º de novembro de 2007, na sede da Capef, em
Fortaleza, os novos membros eleitos para os Conselhos Fiscal
e Deliberativo da Entidade. A cerimônia contou com a presença
de Luiz Henrique Mascarenhas Corrêa Silva, Diretor
Financeiro e de Câmbio do BNB, Robério Gress, Presidente
do Conselho Deliberativo da Capef, Emílio Gazanna, Diretor
de Administração de Recursos de Terceiros do BNB, José
Frota de Medeiros, Presidente da AFBNB, José Edson Braga,
Presidente da AABNB, João Robério Pereira de Messias,
Presidente da CAMED, Fran Bezerra, Presidente da Capef,
diretores, gestores e conselheiros da Entidade.
Para
o Conselho Deliberativo foram eleitos: Ailton Carvalho dos
Santos, Miguel Nóbrega Neto e Raimundo Lourival de Lima,
como titulares; e como suplentes, Francisco das Chagas
Soares, José Luiz Sobrinho e José Dantas Batista Filho.
Para o Conselho Fiscal foram eleitos como titulares:
Tarcílio Batista de Mesquita e Tomaz de Aquino; e os
suplentes,Manoel Porfírio Neves e Manoel Miguel dos Santos
Filho.
Diretoria
Executiva e Conselho Fiscal
da
Camed assumem novo mandato
A
solenidade de posse da Diretoria Executiva e do Conselho
Fiscal da Camed foi realizada no dia 14 de novembro último,
na sede da Entidade. O Diretor-Presidente João Robério
Pereira de Messias e o Diretor de Promoção e Assistência
à Saúde, José Barbosa de Farias, foram reconduzidos para
um novo mandato. A nova Diretora Administrativa e Financeira
é Lúcia de Fátima Barbosa da Silva. Na foto ao lado, os
membros da Diretoria Executiva com o Presidente do BNB,
Roberto Smith. Os integrantes do Conselho Fiscal são: Maria
Lúcia Costa teles, Aila M. Ribeiro de Almeida, José Nilton
Fernandes, Rita Josina Feitosa da Silva, Antônio de Pádua
Galindo Primo e Edílson Rodrigues dos Santos.
Coluna
Nossa Gente!
Cearense
de Iguatu, João Alves de Melo inscreveu o seu nome na
restrita galeria de funcionários que presidiram o BNB. Tudo
começou em sua terra natal, em 1961, ao ser aprovado no
concurso público para Escriturário Auxiliar. Nesse mesmo
ano foi transferido para a agência de Campos Sales, onde
exerceu, ao longo de 5 anos, as funções de Caixa, Chefe de
Serviços e Gerente Substituto. Já em 1966 assumiu a função
de Chefe de Seção, na agência de Juazeiro do Norte, onde
permaneceu pouco mais de um ano. O ingresso no curso de
Economia, da UFC, acelerou sua transferência para
Fortaleza, onde exerceu inicialmente o cargo de Analista de
Crédito, no Departamento de Crédito Geral.
No
ano em que concluiu o curso de Economia (1969) foi convidado
para integrar o Grupo de Trabalho encarregado de implantar a
“Racionalização do Trabalho” no Banco. Era uma época
de mudanças e se acelerava o processo de informatização
com o desenvolvimento do ORPRO – Organização de
Processamento de Dados. João Alves de Melo entende que a
fase mais criativa do BNB ocorreu entre 1969 e 1971, e
acrescenta que “nesse período foram implantados os
sistemas de caixa executivo, fila única, tele-saldo e
caixa-livre”. Permaneceu no ORPRO até 1984, exerceu
diversas funções e foi Chefe de Divisão.
Em
1985 assumiu a Chefia de Gabinete da Presidência, onde
permaneceu por três anos. Depois, exerceu a função de
Diretor de Crédito e Infra-estrutura, por mais de dois
anos, até a obtenção da sua aposentadoria. Renunciou ao
cargo de Diretor no governo Collor, mas voltou ao Banco em
1992, para assumir a presidência da Instituição, até
1995. Também exerceu destacadas funções na Prefeitura de
Fortaleza, nas pastas das Secretarias de Administração;
Trabalho e Ação Social; Planejamento e Orçamento e foi
Secretário Executivo Regional. Desenvolveu atividades acadêmicas
na UFC e na UECE, ao lecionar na graduação e pós-graduação.
Prosseguiu estudos em nível de Mestrado e Doutorado e
ampliou suas pesquisas sobre Administração Pública
Participativa.
Atual
Presidente do Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos
(IEPRO) da UECE, ele diz que “o BNB é uma Universidade do
Desenvolvimento do Nordeste”, pelos investimentos que
proporciona à Região e pela qualificação dos seus
recursos humanos. João Alves de Melo é Nossa Gente!
Natural
do município do Crato, no Ceará, Francisco Celestino de
Melo começou a trabalhar ainda menino, aos 12 anos, como
Contínuo. Ao ingressar no BNB em janeiro de 1955, como
Auxiliar Praticante, já trazia na bagagem uma experiência
de sete anos de trabalho. Naquele mesmo ano, prestou
concurso para Escriturário e assumiu a função de
Encarregado de Serviço, no Departamento de Pessoal, onde
estruturou e desenvolveu toda a sua carreira no Banco.
Depois de passar quatro anos como Encarregado, passou a
Chefe do Setor de Análise e, mais tarde, Chefe do Setor de
Seleção e Treinamento, ao longo de oito anos. Integrou as
Comissões Selecionadoras de candidatos a bolsistas e ao
Curso de Crédito Rural. Exerceu a função de
Chefe-Substituto, no Departamento de Pessoal, em várias
oportunidades, e assumiu o cargo de Chefe da Divisão de
Treinamento, a partir de 1967.
Bacharel
em Ciências Econômicas, pela UFC, e também reconhecido
como Técnico em Administração, exerceu atividades didáticas
durante 32 anos, como professor da Universidade Estadual do
Ceará – UECE. As atividades docentes foram desenvolvidas
em plena harmonia com o seu trabalho no BNB, uma vez que as
teorias abordadas em sala de aula estavam ancoradas em
experiências praticadas no Banco. Também foi Professor do
CHB – Curso de Habilitação Bancária, durante quatro
anos, contribuindo para a formação de vários quadros da
Instituição. A sua carreira no BNB também assinala a
atividade de membro da Comissão Examinadora dos concursos
para Técnico Agrícola e para Engenheiro Agrônomo. Cedido
pelo Banco, atuou como Professor Titular do Centro de
Estudos Sociais Aplicados da UECE, nas disciplinas Chefia
Administrativa e Administração de Pessoal. Em 1979,
assumiu a função de Chefe Adjunto do Departamento de
Pessoal, se aposentando em março de 1981. Em razão da sua
experiência na área de RH, classifica o Banco como “uma
verdadeira escola”. Depois de 26 anos de banco e 32 de
magistério, aproveita o máximo do tempo, atualmente, para
dedicar-se à família. Francisco Celestino de Melo é Nossa
Gente!
ENCARTE
CULTURAL
Um Violão
entre as grades
inspira
poeta popular
Na
Paraíba, alguns elementos que faziam uma serenata foram
presos. Embora liberados no dia seguinte, o violão ficou
detido.
Tomando
conhecimento do acontecido, o famoso poeta Ronaldo Cunha
Lima enviou petição ao Juiz da Comarca, em versos,
solicitando a liberação do Instrumento musical.
Senhor
Juiz
Roberto
Pessoa de Sousa
O
instrumento do “crime” que se arrola
Nesse
processo de contravenção
Não
é faca, revólver ou pistola,
Simplesmente,
Doutor, é um violão.
Um
violão, Doutor, que em verdade
Não
feriu nem matou um cidadão
Feriu,
sim, mas a sensibilidade
De
quem o ouviu vibrar na solidão.
O
violão é sempre uma ternura,
Instrumento
de amor e de saudade.
O
crime a ele nunca se mistura
Entre
ambos inexiste afinidade.
O
violão é próprio dos cantores
Dos
menestréis de alma enternecida
Que
cantam mágoas que povoam a vida
E
sufocam as suas próprias dores.
O
violão é música e é canção
É
sentimento, é vida, é alegria,
É
pureza e é néctar que extasia.
É
adorno espiritual do coração.
Seu
viver, como o nosso, é transitório
Mas
seu destino, não, perpetua.
Ele
nasceu para cantar na rua
E
não para ser arquivo de Cartório.
Ele,
Doutor, que suave lenitivo
Para
a alma da noite em solidão,
Não
se adapta, jamais, em um arquivo
Sem
gemer sua prima e seu bordão.
Mande
entregá-lo, pelo amor da noite
Que
se sente vazia em suas horas,
Para
que volte a sentir o terno açoite
De
suas cordas finas e sonoras.
Liberte
o violão, Doutor Juiz,
Em
nome da Justiça e do Direito.
É
crime, porventura, o infeliz
Cantar
as mágoas que lhe enchem o peito?
Será
crime, afinal, será pecado,
Será
delito de tão vis horrores,
Perambular
na rua um desgraçado
Derramando
nas praças suas dores?
Mande,
pois, libertá-lo da agonia
(a
consciência assim nos insinua)
Não
sufoque o cantar que vem da rua,
Que
vem da noite pra saudar o dia.
É
o apelo que aqui lhe dirigimos
Na
certeza do seu acolhimento
Juntada
desta aos autos nós pedimos
E
pedimos, enfim, deferimento.
O
Juiz Roberto Pessoa de Sousa, por sua vez, despachou
utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha Lima: o
verso popular.
Publicado
no Diário do Nordeste de 27.05.1993
Recebo
a petição escrita em verso
E,
despachando-a sem autuação,
Verbero
o ato vil, rude e perverso,
Que
prende, no Cartório, um violão.
Emudecer
a prima e o bordão,
Nos
confins de um arquivo, em sombra imerso,
É
desumana e vil destruição
De
tudo o que há de belo no universo.
Que
seja Sol, ainda que a desoras,
E
volte à rua, em vida transviada,
Num
esbanjar de lágrimas sonoras.
Se
grato for, acaso, ao que lhe fiz,
Noite
de luz, plena madrugada,
Venha
tocar à porta do juiz.
Obs: Colaboração do colecionador de versos e contos populares,
Diniz
de Alencar Araújo.*
Publicado
no Diário do Nordeste de 27.05.1993
* Diniz foi Diretor Financeiro da AABNB
CRIANÇA – O ANJO DA VIDA E DO AMOR
A criança, ao nascer, traz consigo um lindo presente
de Deus - a inocência. Assim,
desde o início da infância, ela, com olhos brilhantes, com
a beleza do sorriso e a delicadeza de seus gestos,
proporciona à família
a alegria do amor.
Em seus primeiros anos de vida, a criança busca o
conhecimento da natureza, admirando o universo da criação
divina, como:
-
as plantas se inclinando ao vento e, nelas, os pássaros
cantando;
-
as borboletas, com asas ligeiras, deleitando-se com o
perfume
das roseiras coloridas;
e
- os raios do sol dourando as nuvens, as montanhas
e também as ondas do mar- beijando as areias da praia...
À noite, com o céu já bordado de estrelas, ela
adormece, embalada com o carinho e aconchego dos pais; e, após
seus sonhos dourados, ela acorda para, em um novo dia de
alegria, tornar a família
feliz.
Há também muitas crianças carentes, vagando pelas
ruas, pedindo esmolas para a sobrevivência da família e,
como no exemplo das rosas que florescem nos espinhos, elas
procuram também, na amargura de seus sofrimentos, colher a flor da esperança de viver dias melhores.
A comemoração do - "DIA DA CRIANÇA" - sensibiliza
a nossa consciência para cumprir a Doutrina Cristã de
sempre ajudar os irmãos, principalmente as crianças
carentes, doando-Ihes pão e livro para a sua sobrevivência
e formação social; lembrando-nos de que elas são frutos
da esperança para o futuro de nossa vida... e que todo ser
humano, segundo o Divino Pai, nasceu para amar e ser
amado:
PARABÉNS, CRIANÇA! -
O
ANJO
DA VIDA E DO
AMOR
-
A IMAGEM MAIS PERFEITA DO
QUERIDO
DEUS-MENINO !
Edson
Gurgel Coelho
MEU
EU ESCONDIDO
Quantas
coisas escrevi...
Quantas
coisas rasguei...
Pedacinhos
de papel,
Pedaços
de mim mesma...
Rasgados,
amarrotados, jogados fora,
Assim
como às vezes me sinto.
Deixo
então escapar tudo que me vai n´alma:
Essa
sensação de esquecimento...
De
solidão, esse desespero sem fim.
Escrevendo,
tenho a ilusão de ser outra pessoa,
Porque
deixo parte de mim no papel que escrevo.
E
eu mesma me encarrego de destruí-lo,
E
assim estou destruindo um pouco de mim
Do
meu verdadeiro EU que poucos conhecem.
E
vou assim me destruindo, aos poucos...
Até
o dia em que nada mais restar.
E
nesse dia, quero morrer de verdade,
Porque
meu espírito já estará morto...
Maria
Auxiliadora N. S. X. Moraes
NUNCA
DESISTA DE SER FELIZ...
“Existem
pedras;
Não
desista de andar...
Existem
barreiras;
Não
desista de passar...
Existem
os nós;
É
preciso desatar...
Existe
o desânimo;
É
a pior coisa que há...
A
estrada é longa;
Não
desista de chegar...
Existe
o cansaço;
É
preciso caminhar...
Existe
a derrota;
Você
nasceu para ganhar...
Existe
o amor;
É
fundamental amar...
O
único momento que temos para construir um mundo melhor,
mais justo, mais humano e mais feliz, é o momento
presente!”
Deus
nos abençoe...
A
gota não cava a pedra pela força, mas por quedas freqüentes.
Autor desconhecido
A pedi do de Waldir Freitas
Gemidos
da Terra
I
De todos os
ornamentos é detentora,
Nossa terra, por
Deus abençoada,
No presente uma
peça sofredora,
Chorando as dores
da morte anunciada,
II
Gemendo ante a
flecha envenenada,
Sentindo na sua
face inspiradora,
Vai contando
pancada por pancada,
As machadadas da
mão destruidora.
III
Invadidas as
camadas que protegem,
Se alastram
venenos que convergem,
Na matança
humana, desprotegida,
IV
Neste ritmo se
acaba fauna e flora,
E as belezas dos
campos vão embora,
A terra,
finalmente, tombará sem vida.
Francisco
Canindé Fernandes
Associado
da AABNB
CELEIRO
Cabeça
encanecida guarda sempre
sofrimentos
e também alegrias
rosto
enrugado tenta guardar
experiências
várias vividas;
olhos
sem brilho ousam esconder
cenas
tristes e eventos magníficos;
lábios
murchos podem armazenar
palavras
não ditas e beijos apaixonados;
mãos
trêmulas gostam de ensinar
como
proteger e fazer o bem.
Possa
a juventude sempre ganhar
observando
e aprendendo as lições
de
vida que, nos celeiros
dos
velhos, irão encontrar.
Maria
Helena Rebouças
LEI
DA COMPENSAÇÃO
Arnóbio C. Almeida
Leigo
em matéria de religião, com saudades lembro os profundos
ensinamentos que me foram ministrados na infância.
Ressaltam, entre outros, aquelas páginas do Velho
Testamento em que o Pai se manifestava aos olhos dos homens.
Nítidas me ficaram as visões daquelas gravuras
amarelecidas pelo tempo, em que o austero velhinho, surgindo
entre as nuvens, recrimina Eva da sua desobediência, amaldiçôa
Caim pelo fratricídio que cometera, ordena a Moisés que
liberte o seu povo do poderio de Faraó, e assim por diante.
Percorramos quatro mil anos, desde a criação e
penetremos na Era Cristã.
Uma Virgem de Nazaré, desposada por um Santo Varão,
é escolhida por Deus para sublime missão de Mãe do
Salvador. Baixa da Celestial
Mansão o mensageiro Gabriel, que anuncia a vinda do
Messias, profecia que tirava o sono dos maiorais da época.
Estremeciam à idéia de um rei poderosíssimo, no apogeu da
magnificência, sentado em trono de ouro e envolto em finíssima
púrpura, empunhando o cetro que iria reger o destino dos
potentados! E, por que o aparecimento do filho do humilde
carpinteiro José, atado de poídas faixas, abrigado sob o
teto de um estábulo e tendo por berço uma tosca e
abandonada manjedoura, agita o coração da humanidade,
vibrando o do plebeu, ante a perspectiva de uma gloriosa
Redenção e enlutando o do nobre, a espera de ameaça que
ele próprio não pôde definir?
Resumindo o que se anunciou em quatro mil anos,
foi realizado em um curto período de trinta e três anos;
perseguição e logro de Herodes, o Evangelho sobre a Terra,
Paixão, Morte, Ressurreição, Ascensão, etc.
Mas, não ficou até aí. Prossegue a perseguição
dos adeptos, de que resultou a conversão do grande apóstolo
São Paulo, que no afã de exterminar os cristãos, o intrépido
Paulo de Tarso, ferido por um raio, é arrojado por terra
enquanto uma voz brada do céu: “Saulo! Saulo”! Por que
me persegues?
Fatos tais trazidos de eras remotas e estudados à
guisa de lenda, se repetem cotidianamente no duro labor de
nossa existência e muitas vezes tenho perguntado: “Por
que me persegues”?
Não me preocupei em fazer um acurado exame à
minha conduta, pois sou convicto de que é a Lei da Compensação,
que rege tudo o que foi criado por Deus, e se hoje sou vítima,
já fui o algoz de ontem e o meu algoz de hoje, será a vítima
de amanhã, e assim sucessivamente, até a consumação dos
séculos.
Espera pois a tua vez, perseguidor gratuito e
veremos então se terás valor para ingerir o amargo líquido
da taça de tuas negras ações!
Lê e medita!
Publicado
na Gazeta de Notícias em 06.06.1959
SAUDADE
Crônica
de José Alberto de Souza
Há quem diga que a palavra saudade só existe em
português. Será mesmo?!
Como
a resposta definitiva demandaria uma pesquisa bastante longa
e exaustiva, prefiro apenas citar o idioma inglês em que se
diz:
“I
missed you” (Senti falta de você) para expressar o
sentimento de falta, ausência, afastamento de alguém.
Simples, não é? – mas não tem a força da nossa
saudade.
Para
que o assunto não se torne complexo e filosófico, melhor
é vermos como os escritores, poetas ou não, ou pessoas
comuns, falam e qualificam essa tão usada palavra.
Lembro-me
de uma quadrinha clássica, parece-me que do grande poeta
Bastos Tigre, que assim a define:
“Saudade, palavra doce,
que traduz tanto
amargor,
saudade é como se fosse
espinho cheirando a
flor.”
O
poeta Ribamar Lopes, de saudosa memória, cunhou, no belo
soneto sobre sua terra natal – Pedreiras (MA) –, que deu
título ao livro “Saudade Enluarada”, imagens deveras
criativas:
“Setembro. E este luar caindo em cheio
sobre minha saudade.
Madrugada
.................................................................
.................................................................
sobre o painel do luar
minha cidade,
tão bela, enluarada na
saudade,
ornada de colinas e
palmeiras...”
E por aí vai...
Mas,
muito me surpreendeu uma crônica (“O pescador e a
saudade” – revista “Crescer”), enviada por minha
filha residente em outro estado, em que um pai narra seu
retorno a casa após uma semana de caçada e pescaria. Ao
curtir o primeiro e desejado almoço em casa, vê sua
filhinha de 6 anos passear em torno da mesa, como a sentir
sua falta de carinho, não se conteve e disse: “Ai, filha,
o papai estava com tanta saudade de você...!” E ela
replicou na hora: “Sabe, papai, você fica tão bonito na
minha saudade!” O pai chorou de imediato, pois recebera o
maior elogio de sua vida até então.
O
sentimento de saudade é, por sua beleza intrínseca, uma
necessidade ou uma carência para todos nós.
E
olhem que eu esqueci de citar os compositores musicais que
falam de saudade com maestria, sem esquecer aquelas letras
que recebem melodias às vezes de rara beleza.
Saudade
da nossa infância, dos colegas de escola, faculdade, serviço
militar, trabalho e de tantos lugares que a imaginação
pode ressuscitar... Saudade de quem se ama... De momentos
felizes do passado... Enfim, saudade de alguma coisa, alguma
pessoa...Não é?!
A
MULHER DE MEUS SONHOS
Um
sonho estranho me deixando um tanto perturbado, muito
embora, até certo ponto me agradasse. É que,
constantemente, em sonho, me aparecia uma bela e fascinante
mulher. E isso vinha acontecendo já fazia um bom tempo.
Desde a minha tenra idade, quando eu era ainda muito
jovem.
Assim
acontecia quase todas as noites. Bastava pegar no sono que
logo eu sonhava com aquela mulher. Linda, sensual, numa visão
maravilhosa que, com o esplendor de sua beleza, enchia de
encantamento os meus olhos.
E
quero que os que me lêem, saibam o quanto, em sonho, uma
linda mulher eu já amei, pois mesmo sabendo o que estava me
acontecendo não passasse de um sonho, fiquei apaixonado,
devotando uma paixão platônica, por aquela mulher com quem
vivia a sonhar. E, como eu ansiava, loucamente, um dia, tê-la
em minha frente!
O
tempo foi passando. Os dias correndo e sempre aparecendo em
meus sonhos a imagem daquela bela mulher. Às vezes
despertava do sono e ficava a procurar pelos cantos do
quarto aquela linda criatura. Pensando que iria encontrá-la,
ali, ao meu lado...Na minha imaginação, julgava ser real a
sua presença. Mas, tudo não passava de um sonho. O que já
estava me deixando alucinado.
Até
que, um dia, não sei precisar bem a data, num mês de
setembro, o ano já se foi no tempo, vindo de Patos com
destino a João Pessoa, de volta de uns dias passados
naquela cidade conhecida como “Morada do Sol”, quando o
ônibus parou em São Mamede, para apanhar alguns
passageiros. Para minha grande surpresa, eis que,
inesperadamente, entra uma mulher de cor morena, modos
simples e gestos delicados, aparentando mais ou menos seus
30 anos, linda e vistosa balzaquiana, de estatura mediana,
um pouco mais de 1,60 m, cabelos e olhos castanhos, rosto
bem afilado, trazendo no semblante um sorriso atraente, que
mostrava uma fileira de bonitos e alvos dentes, despertando
a atenção de todos.
Naquele
momento, sinto que uma coisa estranha se passa comigo. Vejo em seu rosto o
mesmo da mulher de meus sonhos, com quem há tantos anos
venho sonhando. E, como um replay, projetam-se em minha
mente todos os sonhos que tive com aquela mulher. Não havia
a menor dúvida. Era ela, sim...Linda como no sonho, a me
seduzir com o encanto de sua beleza. Diante do acontecimento
inesperado imaginei que estava a sonhar. Que era mais um
daqueles sonhos divinos. Não podia acreditar no que estava
vendo...
Perplexo,
a ponto de desfalecer, perco por alguns instantes a voz, a
vista fica ofuscada e, de trêmula, a mão deixa cair, no chão,
o livro que vinha lendo durante a viagem.
Refeito
do forte impacto, do susto repentino causado pela sua
entrada no ônibus, levanto-me e, aproximando-me dela,
fito-a demoradamente, olhando bem em seus olhos e ela,
soltando um meigo e atraente sorriso, me pergunta: “Como
vai?”.
Deu-se,
então, naquele instante de sublime realização, o milagre
que tanto esperei, de, um dia, encontrar A MULHER DE MEUS
SONHOS.
José
Bonifácio Pereira
O Emílio de Rousseau
Paul Arbousse-Baside e Lourival Gomes Machado
Emílio é um ensaio pedagógico sob a forma de romance e nele Rousseau procura
traçar as linhas gerais que deveriam ser seguidas com o
objetivo de fazer da criança um adulto bom. Mais
exatamente, trata dos princípios para evitar que a criança
se tome má, já que o pressuposto básico do autor é a
crença na bondade natural do homem. Outro pressuposto de
seu pensamento consiste em atribuir à civilização a
responsabilidade pela origem do mal. Conseqüentemente, os
objetivos da educação, para Rousseau, comportam dois
aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da
criança e seu afastamento dos males sociais.
A educação deve ser progressiva, de tal forma que
cada estágio do processo pedagógico seja adaptado às
necessidades individuais do desenvolvimento. A primeira
etapa deve ser inteiramente dedicada ao aperfeiçoamento dos
órgãos dos sentidos, pois as necessidades iniciais da
criança são principalmente físicas. Incapaz de abstrações,
o educando deve ser orientado no sentido do conhecimento do
mundo através do contato com as próprias coisas: os livros
só podem fazer mal, com exceção do Robinson
Crusoe, que
relata as experiências de um homem livre, em contato com a
natureza.
Liberta da tirania das opiniões
humanas, a criança, por si mesma, e sem nenhum esforço
especial, identifica-se com as necessidades de sua vida
imediata e toma-se auto-suficiente. Vivendo fora do tempo,
anda precisando das coisas artificiais e não encontrando
qualquer desproporção entre desejo e capacidade, vontade e
poder, sua existência vê-se livre de toda ansiedade com
relação ao futuro e não é atormentada pelas preocupações
que fazem o homem adulto civilizado viver fora de si mesmo.
É necessário, contudo, prepará-la para o
futuro. Isso porque ela tem uma enorme potencialidade, não
aproveitada imediatamente. A tarefa do educador consiste em
reter pura e intacta essa energia até o momento propício.
Nesse sentido, é particularmente importante evitar a excitação
precoce da imaginação, porque esta pode tornar-se uma
fonte de infelicidade futura. Outros cuidados devem ser
tomados com o mesmo objetivo e todos eles podem ser alcançados
ensinando-se a lição da utilidade das coisas, ou seja,
desenvolvendo-se as faculdades da criança apenas naquilo
que possa depois ser-lhe útil.
Até aqui, o processo educativo
preconizado por Rousseau é negativo, limitando-se àquilo
que não deve ser feito. A educação positiva deve
iniciar-se quando a criança adquire consciência de suas
relações com os semelhantes. Passa-se, assim, do terreno
da pedagogia propriamente dita aos domínios da teoria da
sociedade e da organização política.
in Os Pensadores: Rousseau, São
Paulo: Ed. Abril, 1978, introd. pgs. XVII-XVIII.
A
pedido de Nilo Tinoco Miranda
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