JORNAL DA AABNB


OUTUBRO/2007

 

EDITORIAL
CAPEF – PASSADO, PRESENTE e FUTURO 

            Através de suas próprias análises e por intermédio de explanações dos Conselheiros Deliberativos e Fiscais eleitos, a AABNB vem acompanhando, de forma permanente, o desempenho da CAPEF nos últimos anos. Além disso, tem proporcionado treinamentos aos Conselheiros eleitos, através de cursos e seminários, como forma de capacitá-los para o exercício de suas atribuições.

             Conforme estudos realizados, a CAPEF apresentava um Déficit Estrutural (desde a sua fundação), decorrente de insipiência de conhecimento, no Brasil, da ciência atuarial agravado, principalmente, pelos seguintes pontos:

  1. Plano elaborado com desequilíbrio entre benefícios X recursos aportados.
  2. Aquisição de tempo passado a preços menores do que o justo atuarial.
  3. Promoção no final da carreira, com impacto no benefício, sem a correspondente fundação.
  4. Adoção do salário integral percebido na data da aposentadoria como base de concessão da complementação de aposentadoria.
  5. Previsão no primeiro Estatuto do benefício de Pecúlio correspondente a 12 vezes o valor da complementação de aposentadoria, alterado em 1977 para 16 vezes desse mesmo valor. Esse valor do benefício de pecúlio superava o necessário para o atendimento da finalidade e a capacidade de suporte da CAPEF.
  6. Até junho/1982, o BNB não contribuía sobre os benefícios, porque não havia previsão estatutária ou regulamentar para tanto.
  7. Redução das contribuições dos participantes assistidos, em 1979, de 10% para 5%.
  8. Ignorar o aumento da expectativa de vida.

             Foi formado, no ano de 2003, um Grupo de Trabalho com representantes do BNB, da CAPEF e da AFBNB e da AABNB, estes últimos indicados em Assembléias dos associados, que analisou todos os números e montou uma verdadeira engenharia financeira e atuarial para recuperar a saúde da CAPEF. Com um grande sacrifício dos participantes aposentados e do Patrocinador do plano da CAPEF (o BNB), foi implementado um conjunto de medidas, que resultou no aporte de grande volume de recursos por parte do BNB (cerca de R$ 850 milhões) e em alterações no Benefício da Caixa, o que foi consolidado através dos acordos individuais e de livre adesão por parte dos funcionários ativos, aposentados e pensionistas, tendo recebido o aprovo de cerca de 96% dos participantes.

            Como a AABNB tem dito reiteradas vezes, o acordo não foi o ideal para os aposentados, principalmente pelo elevado patamar das contribuições, mas representou o possível, na época. Desde então, a AABNB vem discutindo e reivindicando, ao Banco e à CAPEF, uma revisão do percentual das contribuições, estando o assunto em fase de estudos pelo Banco.

            Analisando alguns números da CAPEF, observa-se o acerto das medidas adotadas, pois nota-se que a entidade vem apresentando, sistematicamente, um resultado positivo, já tendo atingido um superávit da ordem R$ 274,6 milhões, correspondente a 18,04% das Provisões Matemáticas (compromissos atuais e futuros com os participantes), que apresentam um montante de R$ 1,522 bilhão. Pela legislação, quando o superavit alcança os 25%, a entidade deve ajustar o seu plano de benefícios, aumentando o valor do benefício ou reduzindo o percentual das contribuições. Os gráficos (veja na página 3) mostram as evoluções das Provisões e do superavit da CAPEF, no período 2001/2007 (até agosto).      

            A AABNB, portanto, reafirma o seu compromisso de continuar lutando em defesa dos interesses dos aposentados e pensionistas, principalmente no que se refere à redução do patamar das contribuições em favor da CAPEF, mas mostra, através dos resultados contidos nos gráficos apresentados, o acerto das providências anteriormente adotadas.

Reconhecemos as dificuldades financeiras pelas quais estão passando todos os aposentados e pensionistas. Entretanto, continuamos com o entendimento de que é mais importante receber um pouco menos da Capef, sem riscos de quebra da sua regularidade, do que perceber uma renda um pouco mais elevada, com sobressaltos e dúvidas em relação ao futuro.   


Benefícios dos associados da AABNB 

Fundada em 1983, a AABNB completará 25 anos de existência em maio do próximo ano. Criada com o objetivo inicial de promover encontros recreativos e de congraçamento entre os seus associados, a AABNB assumiu, ao longo dos anos, especialmente na Era Byron, uma postura dinâmica e combativa em defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas do BNB. A preocupação com o futuro do Banco também pautou o trabalho da Associação, ao denunciar desmandos administrativos e desvios de recursos relativos àquela desastrosa administração.

As experiências adquiridas naquele período, acabaram por fortalecer a idéia de que a Associação deve se manter coesa, com o intuito de rechaçar e impor resistência às arbitrariedades e injustiças cometidas pela elite e pelos poderosos contra a classe trabalhadora que ajudou a construir o BNB. Nesse rol, também está a luta para corrigir certas distorções, como, por exemplo, o imposto de renda  sobre o benefício da Capef, razão de uma ação judicial desta AABNB. 

Atualmente, além do permanente compromisso em defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas do BNB/CAPEF, a AABNB mantém um Programa de Benefícios para os seus associados. Esse programa inclui: Fundo de pecúlio; premiação especial, com prêmios em espécie; festas dos aniversariantes e a confraternização de final de ano; os sorteios periódicos, de prêmios especiais como TV, DVD, etc.; os brindes (canetas, chaveiros, calendários, etc.) distribuídos anualmente. Isso tudo, é uma forma de fazer com que parte das contribuições mensais retornem ao quadro social.

E para se comunicar com os seus associados, a AABNB mantém um sítio na rede mundial de computadores, encaminha um Jornal mensal, com notícias variadas e de interesse do nosso quadro social, e também publica o Encarte Cultural, a cada dois meses. A Diretoria da AABNB, sempre aberta às suas sugestões, ratifica que as colaborações podem ser encaminhadas por carta ou através do correio eletrônico da Associação. 


Premiação Especial 2007 

A Diretoria da Associação encaminhou no mês anterior, para todos os seus associados, junto à edição de setembro do Jornal da AABNB, o cupom personalizado, com os números que dão direito à participação no sorteio que será realizado no dia 24 de novembro próximo, referente à Premiação Especial 2007. Cada associado recebeu três números, devidamente registrados no cadastro da AABNB. O cupom foi afixado no folder promocional que descreve o regulamento da promoção de forma resumida. O regulamento completo, encartado na edição de agosto do nosso jornal, também está disponível no site da Associação.   

Transparência - A AABNB relaciona, a seguir, os números dos cupons do seu presidente, dos diretores (titulares e suplentes) e dos membros (titulares e suplentes) do Conselho Fiscal da Associação. Direção: José Edson Braga (2572/9023/6774); Miguel Nóbrega Neto (4536/3069/4471); Luiz Paulino da Silva (2367/8243/3052); Luiz Carlos Bezerra Lima (7991/0773/0844) Waldir Faria Freitas (4710/9874/5220); Arnóbio Cândido de Almeida (1192/5265/4937); Luiz Gonzaga C. Pereira (1309/2533/ 6123); Syllas Brasil Cordeiro (4495/5320/1745) e Laurindo Ferreira (9675/0523 /8721). Conselho Fiscal: Aloísio Holanda Bastos (5665/1926/9752); Fernando César de Carvalho (5298/1400/ 0002); Francisco Albuquerque Parente (0179/ 2892/2275); Pedro Hudson de Paiva Silveira (6518/0761/5481); Agnor Nunes Gurgel Junior (9799/4274/3213); Aloysio Alcântara de Oliveira (2470/4003/ 8211).


Camed vota Relatório Anual 2006

e elege Conselho Deliberativo

 

       A eleição para o Conselho Deliberativo da Camed, realizada neste mês de outubro, contou com a participação de quatro chapas. A vencedora foi a Chapa 2 – Eficiência, Eqüidade e Participação – Renovar é o Caminho, composta por Francisco das Chagas Soares (Titular) e pelo aposentado Paulo Afonso Lopes Ribeiro (Suplente), que obteve 1.582 votos, o que correspondente a 30,04% do total. Paralelamente à eleição dos Conselheiros , o Relatório Anual 2006 da Camed também foi submetido à análise e votação dos associados, obtendo aprovação de 79,5% dos votos válidos, na consulta realizada junto ao Corpo Social. De um total de 5.266 associados que participaram da votação, 4.188 disseram “sim” à aprovação do Relatório Anual referente ao exercício 2006.


         O Banco do Brasil no Nordeste 

O Banco do Brasil deverá fechar uma parceria com alguns Estados do Nordeste com o objetivo de financiar empreendimentos agrícolas e de infra-estrutura e para conceder crédito às micro e pequenas empresas da região. Originalmente, esses acordos seriam realizados por meio do BNB, mas há informações de que o próprio Ministério da Fazenda teria se empenhado para que o BB realize as operações. Entre as ações previstas, o Banco do Brasil pretende estender para outros estados o Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), iniciado no Piauí e focado em projetos agroindustriais. Além do microcrédito, o BB pretende atuar como garantidor de obras públicas, por meio de parcerias com os governos dos estados e com as prefeituras locais.

Em passado recente, o governo federal manifestou a disposição de fundir o BNB ao Banco do Brasil. O projeto, no entanto, esbarra na resistência de lideranças políticas nordestinas. O atual avanço do BB na região soa, portanto, como uma espécie de incorporação branca, a partir de um processo gradativo de esvaziamento das funções do BNB em favor do BB. 


As provisões matemáticas e o superávit da Capef 

Conforme mencionado no editorial, estamos divulgando, a seguir, o gráfico e os números que apontam a evolução do superávit e das provisões matemáticas da Capef nos últimos sete anos, desde o exercício de 2001 até agosto de 2007.

Os resultados obtidos nos últimos anos ratificam a tese de que as medidas implementadas pelo Grupo de Trabalho, formado em 2003 com o objetivo de recuperar a saúde financeira da Capef, estavam corretas. Tais medidas, somadas ao aporte financeiro do Banco, patrocinador do Plano, e o apoio dos participantes (cerca de 96%) aos acordos estabelecidos, contribuíram para essa situação. 

Competência Superávit Provisões Matemáticas Indices Fator Superávit Atualizado Provisões Matemáticas Atualizada
2001 71.163.062,89 1.017.745.717,54 10,40% 1,10 114.484.063,72 1.637.305.377,91
2002 51.423.777,53 1.075.840.677,39 26,41% 1,26 65.444.469,19 1.369.168.611,32
2003 100.536.438,20 1.272.780.629,57 7,66% 1,08 118.844.227,73 1.504.555.300,54
2004 113.362.027,06 1.358.994.786,22 6,13% 1,06 126.265.306,33 1.513.680.528,04
2005 146.219.952,00 1.411.554.055,15 5,05% 1,05 155.034.021,98 1.496.641.870,16
2006 184.453.033,55 1.484.559.902,47 2,81% 1,03 190.226.413,50 1.531.026.627,42
out/07 274.599.715,07 1.522.046.422,94 3,13% 1,03 274.599.715,07 1.522.046.422,94

 Clique aqui.  para disponibilizar gráfico.


Nossa Gente! 

Bacharel em Ciências Econômicas e Sociais pela Universidade Federal da Bahia, Rubens Vaz da Costa ingressou no BNB em agosto de 1954, como Chefe do ETENE, função que desenvolveu durante 5 anos, até 1959. Convidado pela Organização dos Estados Americanos, OEA, trabalhou em Washington e em Lima, no Peru, entre 1960/1961, no Departamento Econômico daquela Entidade, na execução do projeto de Estudo de Desenvolvimento do Peru Central. Após esse período, passou mais 5 anos fora do Brasil, ao assumir o cargo de subdiretor da Divisão de Empréstimos Sul do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington. Durante sua estada na capital norte-americana, concluiu o Mestrado em Política Econômica. No seu retorno ao Brasil, em 1966, assumiu a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). E depois de permanecer por 8 anos licenciado do BNB, Rubens Costa voltou ao Banco em 1967, para inscrever o seu nome na história do BNB, como primeiro funcionário de carreira a assumir a presidência da Instituição. A sua administração no BNB, de 1967 a 1971, é destacada por diversos colegas como um divisor de águas, por implementar um novo ritmo de desenvolvimento no Banco.

Após a sua gestão à frente do BNB, também presidiu o extinto BNH, Banco Nacional da Habitação, de 1971 a 1974. Logo em seguida, já na iniciativa privada, foi vice-presidente de Finanças do Grupo Abril, em São Paulo, por um período de 5 anos. De 1979 a 1982, foi Secretário de Economia e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo. Ainda em São Paulo, presidiu uma empresa de consultoria, no biênio 1982/83. E a sua trajetória profissional também assinala o período (1982/1985) em que Rubens Vaz da Costa foi presidente da CHESF.  Voltou aos Estados Unidos, entre 1985 e 1989, como Gerente de Operações do BID, em Washington. Retomou atividades em terras brasileiras em 1989/1990, ao assumir as Secretarias de Finanças e de Planejamento no Governo do Estado da Bahia. No período de 1990 até 1991, foi Secretário Nacional de Energia e Ministro Interino da Infra-estrutura, em Brasília. Ao deixar o Ministério, assumiu a função de Consultor do BID, em 1992. Presidiu, ainda, outras Entidades; recebeu medalhas, condecorações e foi homenageado como Cidadão Honorário em diversos Estados e Municípios do país. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Regional de Campina Grande, Paraíba, em 1967; e da Universidade Federal do Ceará, em 1973.

Este breve perfil focaliza as mais importantes etapas da carreira de Rubens Vaz da Costa, pernambucano de Garanhuns, que se destacou profissionalmente no Brasil e no exterior. O site www.rubensvazdacosta.com.br traz mais detalhes da trajetória profissional de Rubens Vaz da Costa, que completou 80 anos em setembro deste ano. Associado da AABNB desde agosto de 1983, mantém o dinamismo e a lucidez que caracterizaram toda a sua vida. Rubens Vaz da Costa é Nossa Gente!         

 

 Selecionado pelo concurso de 1957, Laurindo Ferreira ingressou no BNB em março de 1958, na função de escriturário auxiliar, na Agência Salvador-Centro, onde permaneceu por três anos. O mês de março, aliás, marcaria toda a carreira de Laurindo no Banco. Nesse mês, em 1961, foi transferido para a agência de Aracaju, onde desenvolveu diversas funções por mais de uma década, chegando a exercer os cargos de Chefe de Seção e Chefe de Setor. Em 1972, novamente no mês de março, saiu de Aracaju e seguiu para Montes Claros. Na agência mineira, também foi Chefe de Seção e de Setor, durante dois anos. A última alteração funcional de Laurindo no BNB, também em março, ocorreu em 1974, ao ser transferido para a Direção Geral, em Fortaleza, onde desenvolveu diversas funções de Assessoria e de Chefia no Gabinete da Presidência, em seis gestões, durante uma década e meia, até a obtenção da sua aposentadoria, em 1990. Ao se aposentar, assumiu cargos de Direção na iniciativa privada, e também trabalhou como Consultor Financeiro.     

Contabilista por formação, Laurindo Ferreira classifica o BNB como “uma grande escola”, e diz que todo funcionário deveria passar por uma agência, “local de onde vêm os resultados financeiros do Banco”. Já no BNB, procurou ampliar sua qualificação, através dos cursos de Análise e Interpretação de Balanço; Fundamentos de Atuária e Seguros; Estatística e Matemática Financeira. O seu currículo inclui, ainda, cursos nas áreas de Comunicação, Marketing e Publicidade. Associado da AABNB desde 1991, foi suplente de Diretor e membro do Conselho Fiscal da Associação, e também desempenhou a função de Conselheiro Fiscal na Capef e na Camed.

Atualmente, além de membro do Conselho Fiscal do BNB Clube-Fortaleza, se dedica à atividade literária, escrevendo contos e crônicas para os jornais de Fortaleza e para “O Capelense” - Jornal da sua terra natal; e participa do Grupo Literário que coordena o Encarte Cultural do Jornal da AABNB. Laurindo Ferreira completará 70 anos, no dia 11 de novembro próximo, e aproveitará a data para lançar o livro “Um vaqueiro cronista – contos e crônicas”. A execução deste projeto editorial, em que o autor repensa toda a sua jornada, desde os tempos de vaqueiro, na fazenda do pai, no pequeno povoado de Oiteiro Redondo, em Capela, Sergipe, onde viveu até os 20 anos, é a grande realização pessoal da atual fase da sua vida. Laurindo Ferreira é Nossa Gente!  

     

                                      

 

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