JORNAL DA AABNB


SETEMBRO/2006

4º Encontro Nacional de Representantes da AABNB 

“Ampliar direitos e novas conquistas, com responsabilidade e consciência”. Esse foi o slogan escolhido pela diretoria da AABNB para o seu 4º Encontro Nacional de Representantes, programado para os dias 21 e 22 de setembro, no Ponta Mar Hotel, em Fortaleza. Os resultados alcançados em 2004 e 2005 pelo BNB, a perspectiva do Banco para 2006 e as políticas da Instituição para a área de Recursos Humanos foram os temas propostos para a palestra de abertura do evento.

Às diretorias da Capef e da Camed foi reservado um espaço para apresentação dos resultados alcançados em 2004 e 2005, as perspectivas para 2006, e também sobre as políticas de relacionamento com os participantes e/ou associados, e as perspectivas de propostas para  um novo estatuto e um novo modelo de governança corporativa para as entidades. 

O deputado federal José Pimentel foi convidado a participar do primeiro dia do evento, para fazer uma exposição a respeito da nova realidade brasileira, quanto aos aspectos de “Desenvolvimento e Inclusão Social – Cenários e Perspectivas”. Ainda na programação do primeiro dia do Encontro, foi planejada a apresentação de uma palestra sobre os produtos e serviços administrados num sistema de cooperativa, pela diretoria da Cooperforte, que prestou apoio ao evento.   

A organização do evento selecionou para o segundo dia a apresentação de um painel, pela Diretoria da Associação, com o tema “Realizações, Estratégias de Ação e Programação Futura da AABNB”.  Na seqüência da programação, a formação de grupos de trabalho, seguida de reunião de relatores, realização de plenárias, sistematização das sugestões formatadas durante os dois dias do Encontro, e a discussão de assuntos de interesse dos associados. Acompanhe, na próxima edição, a cobertura detalhada do Encontro. 

Pecúlio da AABNB, um benefício de alcance social 

            No mês de outubro próximo o sistema de pecúlio da AABNB completará três anos desde a sua implantação. Neste período pagou mais de R$ 255 mil reais a 108 beneficiários, contabilizados os pagamentos efetuados até 31 de agosto de 2006. No caso de falecimento do associado, o valor do pecúlio é igual a 15 vezes a soma das (6) seis últimas contribuições mensais. Já no caso de falecimento da esposa(o) ou companheira(o) o  pecúlio será igual a 10 (dez) vezes a soma das seis últimas contribuições. No entanto, os valores mínimos para os pecúlios estão fixados em três salários-mínimos para o caso de falecimento do associado(a) e de dois salários-mínimos no caso de falecimento do cônjuge ou companheira(o). Mensalmente, 20% do total das receitas dos associados em favor da Associação são destinados à manutenção do Fundo de Pecúlios. No sentido de agilizar a tramitação dos pagamentos, a diretoria da AABNB ratifica orientações anteriores e volta a lembrar da importância da indicação do nome do beneficiário que irá receber o benefício.

EDITORIAL 

        A AABNB tem afirmado o compromisso, nunca negligenciado, de que daria toda assistência aos colegas que não assinassem o acordo com a CAPEF para solução dos problemas criados pelas administrações anteriores da Caixa e do BNB.

        Conforme tem sido divulgado, cerca de 97% dos assistidos pela CAPEF assinaram o acordo. Apenas um pequeno grupo não aderiu e continuou com suas demandas judiciais. O que está ocorrendo, entretanto, é que esse pequeno grupo mudou o objeto de suas reclamações na justiça,  para ponto diametralmente oposto.

        Como todos sabem, o objetivo primeiro de nossas reclamações judiciais dizia respeito às alterações efetuadas pelo Banco/CAPEF e pelo malfadado interventor da Caixa nos benefícios praticados com base no Estatuto vigente até o ano de 1997. No entanto, os que continuaram na justiça, passaram a reclamar direitos inexistentes, pois exigem pontos isolados, pinçados, de três estatutos. Um, vigente em 1997; outro, implantado pelo interventor (não reconhecido pelos aposentados, inclusive com sua eficácia negada por ações judiciais por nós impetradas); e o terceiro, resultante das negociações e que culminaram com o acordo, ao qual se recusaram a aderir. Ou seja, eles querem o melhor dos mundos, de um “estatuto colcha de retalhos” inexistente, não importando a aberração jurídica nem o ônus que isto causará à CAPEF, podendo, inclusive, resultar em enorme desequilíbrio atuarial, o qual, certamente, será pago por todos, inclusive por aqueles dotados de visão social e não egoísta, que apostaram numa solução negociada, com o sacrifício de todos e o aporte de recursos por parte do BNB.

         Causa-nos espanto, também, o fato de alguns colegas aposentados que ocuparam elevados cargos no Banco e que sempre aparentaram fortes compromissos com ideais éticos e religiosos, passarem, de forma contraditória e surpreendente, para nós outros, que seremos chamados a pagar as contas do que eles pretendem embolsar, a integrar esse seleto grupo. Aonde foram parar a ética e a visão social?    

Esta Associação entende que está no rigoroso cumprimento de seu dever social de defender os interesses da maioria, ao não apoiar a mudança de direcionamento da gênese das ações judiciais. Há, inclusive, um aposentado adepto das idéias desse  grupo e que defende os seus interesses, apesar de haver assinado o acordo e recebido o seu atrasado. Na época, no entanto, proibiu à CAPEF de divulgar a sua adesão. Hoje, continua a soltar cartas abertas, caluniando a tudo e a todos, com acusações absolutamente infundadas.    

Recentemente, um grupo de cerca de 13 aposentados, que continuou com suas demandas contra a CAPEF, obteve decisão parcial favorável às  suas pretensões. Essa decisão envolve recursos de mais de R$ 11,0 milhões de reais. Tal fato gerou uma série de atividades desse grupo para sua divulgação, inclusive na mídia nacional, a fim de provocar celeuma pública e até mesmo descontentamento para os colegas que assinaram o acordo. Alguns aposentados têm procurado esta AABNB e cobrado tratamento isonômico, alegando que os demandantes “pseudovitoriosos” receberão valores muito maiores e contribuirão com percentuais inferiores aos da maioria de aposentados, dentre outras vantagens.

É necessário, entretanto, jogar as luzes de algumas informações  para trazer esse fato à realidade. Não há, ainda, decisão que obrigue a CAPEF a liberar os valores retidos e, no valor mencionado na ação judicial, estão incluídos quase nove milhões de reais relativos a pretensas multas, impostas por não cumprimento de decisões judiciais anteriores, relativas a implantações de benefícios. Segundo informações da CAPEF, essas multas não são devidas, pois a Caixa vem cumprindo todas a decisões judiciais de implantação de benefícios, diferentemente do que ocorria antigamente. Com isto, a quantia total já sofre considerável redução, o que a remete para um valor médio de cerca de R$ 200 mil por demandante, não muito distante dos valores envolvidos nos acordos firmados no ano de 2004 para os que percebiam benefícios nas mesmas faixas de valores. Sobre esses valores os aposentados deverão ter descontos de imposto de renda, honorários advocatícios, e contribuições em favor da CAPEF e CAMED, como todos tiveram.

Portanto, os integrantes do grupo ainda não receberam, nem se sabe quando isto acontecerá, o que já foi liberado, há bastante tempo, para a maioria dos aposentados. Terá valido a pena submeter a si e à sua família a desgaste tão demorado? Cada um deve refletir sobre isso. Aliás, ainda não houve decisão definitiva sobre a matéria, inexistindo decisão judicial para liberação dos atrasados, podendo haver, ainda, uma longa batalha judicial. 

Temos reconhecido, publicamente, que o acordo não foi o melhor do mundo. É por isto que a AABNB, cumprindo o seu compromisso, tem permanentemente reivindicado e continuará a fazê-lo, providências do Banco e da CAPEF para amenizar os aspectos desfavoráveis do que foi pactuado. Não podemos deixar de reconhecer, no entanto, que o BNB tem aportado recursos para a CAPEF e que está buscando solução para os problemas remanescentes. Basta consultar os Balanços do BNB. Não podemos esquecer os tormentosos momentos vividos durante sete longos anos e que a solução dos problemas somente foi possível graças aos acordos firmados com a CAPEF. É importante também nunca olvidar que a adesão às negociações com as entidades foi um ato individual e soberano. 

A AABNB sempre lutou e continuará lutando em defesa dos interesses dos aposentados e pensionistas, mas nunca abrirá mão de defender o Banco e a CAPEF, para permitir que essas Instituições continuem a gozar higidez financeira suficiente para cumprir todos os compromissos  presentes e futuros com os que já percebem benefícios da CAPEF, bem como com os colegas que ainda estão na ativa.

Representantes do citado grupo comentaram, de forma equivocada, que a massa financeira da CAPEF é individualizada para cada participante. Isto não é verdade. Os recursos da CAPEF são caracterizados pelo fato de ser um fundo mútuo, pois não há conta individual e todos os recursos, compromissos e resultados, déficit ou superávit, são repartidos entre todos os participantes. Quem tentou individualizar esses recursos foi a equipe de Byron Queiroz, com suas famigeradas cartas sobre um suposto processo de revisão de reserva individual. Vale destacar, o que os dissidentes desejam receber a mais, na verdade, será tirado de todos e de cada um de nós, pois os recursos da CAPEF são comuns, e isso, não se pode aceitar. É muito triste que hoje tenhamos aposentados seguindo a mesma cartilha daquele algoz. 

Finalmente, registramos nossa esperança de que os continuadores das demandas judiciais revejam suas posições e procurem  a CAPEF para uma solução negociada, o que seria próprio de uma postura de grandeza espiritual e moral. 

Notícias do Brasil...           

Em época de eleições é importante avaliar os números registrados pelas últimas administrações, especialmente neste momento especial da história do país, em que a chamada “grande mídia”, às vezes, mais confunde do que esclarece. Isto sem falar nas notícias “produzidas” para beneficiar determinados partidos ou candidatos. Estamos selecionando uma série de indicadores que deverão facilitar a análise e a interpretação dos associados da AABNB em relação à realidade brasileira. Os números levam em consideração os 8 anos de FHC/PSDB no governo e os 3 anos e ½ do governo Lula. As fontes pesquisadas são: IBGE, PNAD – Pesquisa Nacional de Amostra por domicílio – desde 1994, ANEEL, Bovespa, CNI, Ministérios Federais e Agências Reguladoras, SUS, CES/FGV, jornais FSP, O Globo e O Estado.

Número de policiais federais

Lula: 11 mil

PSDB 5 mil. 

Operações da PF contra

corrupção, crime organizado,

lavagem de dinheiro, etc...

Lula: 183

PSDB: 20 

Prisões efetuadas

Lula: 2.971

PSDB: 54 

Criação de empregos

Lula: 6 milhões

PSDB: 700 mil 

Taxa de desemprego /

regiões metropolitanas

Lula: 8,3%

PSDB: 11,7% 

Exportações (em dólares):

Lula: 118,3 bilhões

PSDB: 60,4 bilhões 

Balança Comercial (em dólares):

Lula: 103,3 bilhões  (positivos)

PSDB: (60,4) bilhões (negativos) 

Risco-País:

Lula: 204 (mais baixo da história)

PSDB: 2.400  

Inflação:

Lula: 2,8%

PSDB: 12,53% 

Dívida com o FMI (dólares)

Lula: dívida paga

PSDB: 14,7 bilhões 

Dívida com o Clube de Paris (dólares)

Lula: dívida paga

PSDB: 5 bilhões

Dívida externa

Lula: 2,41%

PSDB: 12,45%

Investimento em desenvolvimento

Lula: 47,1 bilhões de reais

PSDB: 38,2 bilhões de reais

Empréstimo para habitação

Lula: 4,5 bilhões de reais

PSDB: 1,7 bilhões

Produção de bens duráveis

Lula: 11,8%

PSDB: 2,4% 

Crescimento real do

salário-mínimo

Lula: 25,3%

PSDB: 20,6% 

Poder de compra do

salário-mínimo em

relação à cesta básica

Lula:    2,2 cestas básicas

PSDB: 1,3 cestas básicas 

Atendidos pelo programa

Saúde da Família

Lula: 43,4%

PSDB: 30,4% 

Pró-jovem (estudo subsidiado)

Lula: 93 mil (18 a 24 anos)

PSDB: não havia programa, nem registro

Apoio à agricultura familiar

Lula: 7,5 bilhões (safra2005/206)

PSDB: 2,5 bilhões (último ano de governo) 

Investimento do BNDS em

micro e pequenas empresas

Lula: R$ 14,99 bilhões

PSDB: R$ 8,3 bilhões 

Dívida externa

Lula: R$ 165 bi

PSDB: R$ 210 bi 

Participação dos mais

pobres na renda

Lula: 15,2%

PSDB: 14,4% 

Bolsa família

Lula: 11,1 milhões de famílias

PSDB: o programa era o Bolsa Escola,

de menor abrangência, mais limitado. 

Incremento no acesso à água no

Semi-árido nordestino

Lula: 762 mil pessoas e 152 cisternas

PSDB: não havia programa 

Distribuição de leite no semi-árido

pelo sistema pequeno produtor

Lula: 3,3 milhões de pessoas

PSDB: não havia programa 

Investimento anual

em saúde básica

Lula: R$ 1,5 bilhão

PSDB: R$ 155 milhões 

Compra de terras para

reforma agrária

Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)

PSDB: 1,1 BILHÃO (1999 A 2002)

Investimento em alimentação escolar

Lula: R$ 1 bilhão

PSDB: 848 milhões 

Geração de energia elétrica

Lula: 1.567 empreendimentos em

operação, gerando 95.744.495 KW de

potência. Está prevista para os próximos

anos uma adição de 26.967.987 KW na capacidade

de geração de energia no país, proveniente dos 65

empreendimentos em construção atualmente.

PSDB: no final do governo: apagão.

A futura sede da Capef 

            A decisão da Diretoria da Caixa de Previdência dos Funcionários do BNB de investir na construção de uma nova sede para a entidade gerou uma série de curiosidades e indagações, especialmente junto aos associados da AABNB. Por esta razão, a diretoria da Associação solicitou àquela Caixa um relato detalhado a respeito desse investimento. Em resposta, a diretoria executiva da Capef relacionou, em correspondência enviada à Associação,  os principais motivos que embasaram a decisão.

            O documento ressalta que a mudança de sede da Capef obteve a devida aprovação do Conselho Deliberativo, em reunião realizada no dia 30/12/2005. Destaca que a futura sede, na esquina da Av. Santos Dumont com a  Rua Nogueira Acioly, nas proximidades da Camed, proporcionará melhores condições de atendimento aos participantes, haja vista a sua excelente localização. Salienta, ainda, a possibilidade de expansão vertical das novas instalações e as melhores alternativas de estacionamento no novo endereço.

            A aquisição do terreno e a edificação das novas obras foram decididas simultaneamente à venda do imóvel que abriga a atual sede, baseadas no trabalho realizado pela equipe técnica da Entidade, que levou em consideração aspectos como orçamento, definição de necessidades, e uma pesquisa e seleção de alternativas, seguindo a recomendação do Conselho Deliberativo.

A diretoria da Capef explica que a relação custo-benefício do investimento será altamente positiva para a Caixa e seus participantes, uma vez que o novo prédio e sua nobre localização poderão favorecer o surgimento de futuros negócios no âmbito da previdência privada. Além disso, a sede atual, instalada num imóvel antigo, está vulnerável a uma série de riscos, apesar das constantes e onerosas manutenções. Ainda assim, o atual edifício-sede necessita de profundas reformas estruturais, e um investimento dessa natureza, na avaliação de especialistas, agregaria pouco valor ao imóvel, haja vista a “idade” e a própria localização do prédio.

A diretoria da AABNB espera, dessa forma, ter contribuído para o esclarecimento das principais dúvidas levantadas pelos associados e informa que o documento encaminhado pela Capef é bem mais amplo, pois contempla e compara a situação da sede atual e os custos de sua recuperação estrutural com o  valor do investimento para a construção de uma nova sede para a Entidade.  

Sede própria 

Associação adquire salas

A Diretoria da Associação concluiu negociação referente à compra das salas utilizadas pela AABNB, desde maio de 1.997, no Edifício Alvorada, no centro de Fortaleza. A aquisição destas salas se constitui num importante e decisivo passo para a consolidação da autonomia da Associação. Os conjuntos formam uma área total de 204 m2, um espaço ainda insuficiente para abrigar com funcionalidade e conforto a diretoria executiva, os funcionários e o corpo social da AABNB. No entanto, a Diretoria informa que já se encontra em estágio avançado o processo de negociação de outras três salas (vizinhas às adquiridas) que poderão compor a sede administrativa da Associação.

A localização e o sistema de segurança do prédio, a estrutura e conservação física do imóvel e a boa qualidade da administração do condomínio estão entre os principais pontos que embasaram a tomada desta decisão. Além disso, do ponto de vista estratégico, a aquisição de uma sede proporciona maior segurança e reforça a solidez da Associação. Apesar de desagradável, é preciso lembrar que no período mais crítico da antiga administração do Banco a AABNB esteve na iminência de entregar as salas (locadas) da sua sede administrativa, por falta de recursos para o pagamento do aluguel. Além destes fatores, os associados que freqüentam costumeiramente a sede da Associação já estão habituados com o prédio e sua localização, uma vez que as salas ora adquiridas estavam locadas pela AABNB havia 9 anos.

Dia nacional do idoso 

            Você sabia que o Brasil comemora o Dia do Idoso em data diferente da estabelecida pela Organização das Nações Unidas? A ONU estabeleceu o 1º de outubro como Dia do Idoso. Apesar disso, no Brasil, a data é comemorada em 27 de setembro, dia de São Vicente de Paula, considerado o “pai da caridade” e patrono de todas as obras sociais. Nascido na França, em 1581, ele foi fundador da Congregação da Mis, juntamente com Luisa de Marillac, das Irmãs da Caridade. São Vicente de Paula morreu em 1660 e foi canonizado em 1737.

Previdência Social 

            A Gerência Executiva do INSS em Fortaleza, com o objetivo de melhorar o atendimento aos segurados, implantou o Programa de Agendamento Eletrônico via Internet, através do sítio da instituição (www.previdencia.gov.br) na rede mundial de computadores. Além da possibilidade de atendimento pela internet, o INSS também está disponibilizando um sistema telefônico (Call Center) de atendimento dos segurados, através do número 135.

Está na mídia 

            O senador Tasso Jereissati, diante da próxima perda de comando do PSDB, outra vez falou de impeachment do presidente Lula. E disse que a corrupção era tanta, com base numa denúncia da Veja, que parecia não ter cadeia no Brasil. Tem razão o senador. No Brasil não tem cadeia. O protegido dele, Byron Queiroz continua solto, apesar dos escândalos aprontados no BNB. (Jornal O Estado/Fortaleza/CE) 

Derrota da mídia 

            Deve estar havendo algo que não entendo na imprensa brasileira que passou os últimos dois anos acusando o governo de corrupção e dizendo expressar contra ele a revolta da opinião pública nacional. Não havia noite em que a TV não veiculasse em horário nobre, denúncia repetida à farta, nos jornais do dia seguinte e, no fim de semana, nas revistas de chantagem. Não se apontava, porém, como não se aponta um petista que haja enriquecido no governo. Nenhum dos “corruptos” adquiriu patrimônio, à sombra do PT. O que houve foi arrecadação de dinheiro, feita por todos os partidos sem exceção, mas que, no caso do Partido dos Trabalhadores, foi alvo de deduragem diária. A mídia queria saber da origem do dinheiro arrecadado pelo PT, não pelo PSDB ou PFL, porque o que lhe interessava era desmoralizá-lo e inviabilizar a eleição de Lula. Os leitores acham que alguém acreditou nos veículos de comunicação? Na chamada opinião publicada. Nada. Por não crer nas lorotas da imprensa, a maioria da opinião pública dá apoio popular a Lula, cujo governo bate recordes de aprovação. Nunca houve uma administração com mais de 80% de manifesta simpatia e total respeito da sociedade brasileira. Acho que a imprensa falava mal de outro presidente de outro país, de outro PT que não o nosso. (Coluna do Lustosa da Costa/Diário do Nordeste/Fortaleza)

  

ENCARTE CULTURAL 

 

A AMIZADE 

Atribuído a Albert Einstein  

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...

Mas, enquanto houver amizade,

Faremos as pazes de novo.

 

Pode ser que um dia o tempo passe...

Mas, se a amizade permanecer,

Um do outro há de se lembrar.

 

Pode ser que um dia nos afastemos...

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade nos reaproximará.

 

Pode ser que um dia não mais existamos...

Mas, se ainda sobrar amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.

 

Pode ser que um dia tudo acabe...

Mas, com a amizade, construiremos tudo novamente,

Cada vez de forma diferente,

Sendo único e inesquecível cada momento

Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

 

Há duas formas para viver sua vida:

Uma é acreditar que não existe milagre.

A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

 

A pedido do associado Syllas Brasil Cordeiro

 ESTÁGIOS DO AMOR 

 

Cândido afeto, meiguice, doçura

habitam o coração terno e sonhador

do jovem que sente, cheio de ventura,

o desabrochar de um grande amor!

 

Tempos depois, já na meia idade,

amor intenso, possessivo, impetuoso,

emerge do sonho para a realidade;

espécie de sofrimento venturoso.

 

É chegada a interação verdadeira;

cúmplices, agora o amor é amizade.

Curtir saudades de uma vida inteira...

É assim o amor na terceira idade.

 

Maria Helena Rebouças

(Associada da AABNB)

 

Maria do 10 

Luiz Mendes Filho

(Associado da AABNB)

 

Conversamos no máximo oito minutinhos, o suficiente  para ela me dizer que se chamava Maria e trabalhava no 10º andar do edifício em frente. E contou-me mais isso: que, no domingo anterior, havia feito uma reflexão, durante a qual decidira que não iria mais clicar o “mouse”. Para final de contas, sua passagem pela informática não lhe rendera proveito significativo, embora tivesse grandes habilidades para o assunto. Assim, prometeu a si própria, garantiu a si própria, jurou a si própria que não clicaria mais o “mouse”.

Mas, segunda-feira à tarde, lavando a louça, bem distraída, sentiu alguém chegar por trás, era seu patrão. Pressionou-lhe as costas com o corpo e falou: estamos só nós dois, ela só volta do trabalho à noite, os meninos estão no colégio; vamos clicar o “mouse”? E ela pá. Clicou.

Terça-feira à noite foi a vez do filho do patrão. Pulou a janela, que Maria sempre esquecia de trancar, com aquela fome virtual de sempre. Ali eram umas três clicadas no mínimo, para aquela compulsão dar sinais de abrandamento; e Maria, pá. Clicou, clicou, clicou.

Quarta-feira, Maria conversou rapidamente com o porteiro e dele ouviu o seguinte queixume elogioso. Maria, você não imagina a solidão desta portaria, da meia-noite em diante. Começo logo a pensar nessas suas pernonas! Por que não vem aqui, nesse horário? Naquela noite Maria não conseguiu dormir. Começou a se esgueirar pelas partes escuras e foi bater na portaria. Agora, era um internauta de trinta e dois anos que fustigava Maria, e ela, não tendo saída, pá. Clicou.

Quinta-feira, o jardineiro – Maria, vou terminar o serviço lá pra de noite. Você me ajuda a guardar as ferramentas, lá na casinha? – Ajudo. E desta vez, deitada entre ferramentas pontiagudas, na maior da precariedade, Maria se garantiu e pá. Clicou.

Sexta-feira à noite, Maria foi à panificadora e lá foi logo avistando o velho do Galaxie, que assim lhe perguntou – ganha quanto, Maria? – Trezencinqüenta – Tome mais cinqüenta e sente aqui, para  a gente atualizar uns assuntos. Maria sentou, o vidro subiu, o banco desceu e no escurinho do fumê, Maria pá. Clicou.

Sábado, o fim da picada. A macharada “inteira” do edifício e da panificadora já sabia que Maria do 10 clicava o “mouse”. E navegava muito bem!   

 

O PÁSSARO FERIDO 

 

Mairton Menezes

(Associado da AABNB) 

 

Uma bala disparada assassina

Ou foi pedra certeira arremessada

Bem de longe, talvez enfeitiçada

Feriu de morte a ave na campina

 

E com seu peito aberto inda sangrando

O pássaro rasteja e não mais voa

Já sem rumo fraqueja e fica à toa

Não consegue mais retornar ao bando

 

E o seu ninho agora já tão distante

Sem o calor daquele ser alado

Vai congelando mais a cada instante

 

E quando a noite desce fria, escura

Aquele pobre coração ferido

Se liberta da dor que o tortura.

 

O Dinheiro 

Syllas Brasil Cordeiro

Associado da AABNB

 

A Tribuna Bancária, periódico classista de responsabilidade do Sindicato dos Bancários do Ceará, enquanto veículo de comunicação, tem oferecido muitas informações úteis para nós bancários, principalmente quando aborda temas de grande valia e que despertam em nós motivo para continuarmos sendo seus leitores. 

Na última edição, nº 934, o Frei Betto abordou um tema muito expressivo e de grande interesse: “O olho eletrônico da divindade monetária”, quando patenteou e enfatizou o dinheiro como o novo ídolo do mercado “solenemente guardado no sacrário do sistema bancário”. Acrescentou, entre outras observações, que “...quem o possui sente-se introduzido no paraíso terrestre. Quem pena para obtê-lo, no purgatório. E quem dele carece, no inferno, marginalizado pela pobreza e condenado ao rol dos que padecem sob o peso sísifo das dívidas” ou o eterno recomeço de um projeto de vida sustentável. 

Esse artigo está pontilhado de verdades e de elucidação de fatos e cometimentos praticados por pessoas e entidades que procuram agir em função da Posse, do Prestígio e Poder (PPP) e esquecem do engrandecimento do caráter, do amor ao próximo e, sobretudo, de sua vida espiritual, mas com verdadeiro sentido cristão. 

Falsos dignitários da Nação vivem em função do mercado e, de maneira desleal e peremptória, procuram solapar a opinião pública, porque eles objetivam persuadir e introduzir suas idéias e propósitos com o intuito de subverterem a ordem, a disciplina e tudo mais que possa servir de estorvo para o progresso do seu País. 

A próxima eleição se aproxima. 

Será que estamos preparados para escolher nossos representantes? 

Todo cuidado é pouco, porque entre eles pululam pessoas  de toda espécie, inclusive, e nas mais das vezes, os incautos, aproveitadores e os bafejados pelas bênçãos da fortuna. 

Não sejamos infantis, fáceis de ser manejados, presos às contingências naturais do interesse próprio, da insensatez. Procuremos meditar  e pedir a Deus que nos desperte para tomarmos decisões coerentes e corretas, livres das insinuações periculosas e tentatórias, propostas pelos falsos líderes e responsáveis pelas falcatruas, corrupções e tudo aquilo que impede o desenvolvimento sadio de nossa Nação, nos múltiplos setores das atividades sócio-econômicas.

 

*   *   *

 

Poderíamos, aproveitando esse casamento de idéias sensatas e não casuísticas, apontar aqueles candidatos que estariam em consonância com os princípios sadios dos verdadeiros democratas, socialistas e demais integrantes de outros regimes políticos que constituem a essência da verdade, do querer e do dever. 

Tudo está bem delineado e preparado para aqueles que procuram navegar num mar tranqüilo, numa embarcação que quase naufraga pela “Trepidação” do tempo, mas que vem suportando as intempéries, pronta para enfrentar qualquer borrasca e situações adversas. 

Lembremos, na oportunidade, que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e isso tem sido a principal arma utilizada pelos falsos líderes desta Nação e que não podem e nem devem continuar desprendendo seu vírus mortal nas pessoas que clamam por um País mais próximo do desenvolvimento sócio, econômico e politicamente sadio, que, aliás, vem sendo posto em prática com humildade, porém com determinação.  

 

UM DIA VOCÊ APRENDE QUE...

 

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas, e começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, descobre que se levam anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser. Que o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas aonde  está indo, mas se você não sabe aonde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que a paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você suponha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes... E seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não dá a você o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém, não o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende-se que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que você possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar! 

“William Shakespeare”

 

TRAÍDA...

 

Estou sendo traída e nada posso fazer contra isso. É totalmente contra a lei da natureza tentar detê-lo, e vê-lo triste só me faria sentir uma dor maior ainda.

Por enquanto, não sei quem é sua nova acompanhante. Pode ser Joana, Cathy, Mary... Uma das vizinhas, quem sabe?

Elas são, como dizem, o tipo dele, e eu só sou um estorvo, mesmo o adorando.

O fato é que ele sabe. Embora eu alimente, brinque, acaricie, e diga para ele:

- Como vai, Meu Namorado?

Ele nunca irá me amar. Pena ele não saber como é boa essa sensação, de que tem alguém o adorando por demais.

Mas eu preferia que ele não fugisse para lugares longínquos.

Não sei o que se pode achar em cada esquina, e tem muitas pessoas más, que provavelmente o matariam, como fizeram com meu último namorado.

Foi triste e trágico, mas eu já tinha meu amigo ao lado, e agora corro o risco de perdê-lo também.

Então aqui estou. Os nervos à flor da pele, sentada no sofá da sala. Os olhos cheios de agonia, enquanto torço nas mãos um lenço que venho usando para assoar o nariz. O vento lá fora já deu vaga para a chuva, e eu sei que “Meu Namorado” odeia levar chuva.

O relógio já está marcando três da manhã, e em meu interior a ansiedade aumenta com a dúvida: Será que ele me trocou por outra? Se ele o tiver feito, vou ter que aceitar. Não sou egoísta, posso dividi-lo, contanto que a amante dele não me venha morar na mesma casa, nem ela e nem os filhos.

Enfim, ouço um barulho familiar, no telhado, e sei que ele está voltando.

Mesmo com a suave garoa que ainda teima em cair, saio para o muro, parando perto do pé de goiaba.

- Oh, Meu Namorado... -  murmuro feliz por vê-lo são e salvo.

Ele me encara com seus olhos azuis e mia. Um som que me deixa contente por saber que meu gato está bem, e que não me trocou por uma gata de rua, e nem que foi perseguido por algum cachorro.

 *    *    * 

Nunca julgue um livro pela capa, e nem meia palavra como inteira. Espere por respostas com paciência.  

Lidiana Novaes Xavier Moraes (filha da associada Maria Auxiliadora N.S.X.Moraes)                                                                                                                                                               

ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO 

Na edição anterior (Encarte Cultural Ano II – Nº 013), publicamos o desatinado e hermético soneto “A UMA DEUSA”, sem pé nem cabeça para os padrões poéticos dominantes.

Infelizmente, esquecêmo-nos de chamar a atenção para o motivo primordial de leva-lo a lume: pura curiosidade. Ao fazermos este registro “a posteriori”, pedimos desculpa, aos nossos leitores pela ocorrência.

-         Os Membros da Equipe do Encarte -

 

 

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