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SETEMBRO/2006
4º
Encontro Nacional de Representantes da AABNB
“Ampliar
direitos e novas conquistas, com responsabilidade e consciência”.
Esse foi o slogan escolhido pela diretoria da AABNB para o
seu 4º Encontro Nacional de Representantes, programado para
os dias 21 e 22 de setembro, no Ponta Mar Hotel, em
Fortaleza. Os resultados alcançados em 2004 e 2005 pelo
BNB, a perspectiva do Banco para 2006 e as políticas da
Instituição para a área de Recursos Humanos foram os
temas propostos para a palestra de abertura do evento.
Às
diretorias da Capef e da Camed foi reservado um espaço para
apresentação dos resultados alcançados em 2004 e 2005, as
perspectivas para 2006, e também sobre as políticas de
relacionamento com os participantes e/ou associados, e as
perspectivas de propostas para
um novo estatuto e um novo modelo de governança
corporativa para as entidades.
O
deputado federal José Pimentel foi convidado a participar
do primeiro dia do evento, para fazer uma exposição a
respeito da nova realidade brasileira, quanto aos aspectos
de “Desenvolvimento e Inclusão Social – Cenários e
Perspectivas”. Ainda na programação do primeiro dia do
Encontro, foi planejada a apresentação de uma palestra
sobre os produtos e serviços administrados num sistema de
cooperativa, pela diretoria da Cooperforte, que prestou
apoio ao evento.
A
organização do evento selecionou para o segundo dia a
apresentação de um painel, pela Diretoria da Associação,
com o tema “Realizações, Estratégias de Ação e
Programação Futura da AABNB”.
Na seqüência da programação, a formação de
grupos de trabalho, seguida de reunião de relatores,
realização de plenárias, sistematização das sugestões
formatadas durante os dois dias do Encontro, e a discussão
de assuntos de interesse dos associados. Acompanhe, na próxima
edição, a cobertura detalhada do Encontro.
Pecúlio
da AABNB, um benefício de alcance social
No mês de outubro próximo o sistema de pecúlio da
AABNB completará três anos desde a sua implantação.
Neste período pagou mais de R$ 255 mil reais a 108 beneficiários,
contabilizados os pagamentos efetuados até 31 de agosto de
2006. No caso de falecimento do associado, o valor do pecúlio
é igual a 15 vezes a soma das (6) seis últimas contribuições
mensais. Já no caso de falecimento da esposa(o) ou
companheira(o) o pecúlio
será igual a 10 (dez) vezes a soma das seis últimas
contribuições. No entanto, os valores mínimos para os pecúlios
estão fixados em três salários-mínimos para o caso de
falecimento do associado(a) e de dois salários-mínimos no
caso de falecimento do cônjuge ou companheira(o).
Mensalmente, 20% do total das receitas dos associados em
favor da Associação são destinados à manutenção do
Fundo de Pecúlios. No sentido de agilizar a tramitação
dos pagamentos, a diretoria da AABNB ratifica orientações
anteriores e volta a lembrar da importância da indicação
do nome do beneficiário que irá receber o benefício.
EDITORIAL
A AABNB tem afirmado o
compromisso, nunca negligenciado, de que daria toda assistência
aos colegas que não assinassem o acordo com a CAPEF para
solução dos problemas criados pelas administrações
anteriores da Caixa e do BNB.
Conforme tem sido
divulgado, cerca de 97% dos assistidos pela CAPEF assinaram
o acordo. Apenas um pequeno grupo não aderiu e continuou
com suas demandas judiciais. O que está ocorrendo,
entretanto, é que esse pequeno grupo mudou o objeto de suas
reclamações na justiça,
para ponto diametralmente oposto.
Como todos sabem, o
objetivo primeiro de nossas reclamações judiciais dizia
respeito às alterações efetuadas pelo Banco/CAPEF e pelo
malfadado interventor da Caixa nos benefícios praticados
com base no Estatuto vigente até o ano de 1997. No entanto,
os que continuaram na justiça, passaram a reclamar direitos
inexistentes, pois exigem pontos isolados, pinçados, de três
estatutos. Um, vigente em 1997; outro, implantado pelo
interventor (não reconhecido pelos aposentados, inclusive
com sua eficácia negada por ações judiciais por nós
impetradas); e o terceiro, resultante das negociações e
que culminaram com o acordo, ao qual se recusaram a aderir.
Ou seja, eles querem o melhor dos mundos, de um “estatuto
colcha de retalhos” inexistente, não importando a aberração
jurídica nem o ônus que isto causará à CAPEF, podendo,
inclusive, resultar em enorme desequilíbrio atuarial, o
qual, certamente, será pago por todos, inclusive por
aqueles dotados de visão social e não egoísta, que
apostaram numa solução negociada, com o sacrifício de
todos e o aporte de recursos por parte do BNB.
Causa-nos espanto, também,
o fato de alguns colegas aposentados que ocuparam elevados
cargos no Banco e que sempre aparentaram fortes compromissos
com ideais éticos e religiosos, passarem, de forma
contraditória e surpreendente, para nós outros, que
seremos chamados a pagar as contas do que eles pretendem
embolsar, a integrar esse seleto grupo. Aonde foram parar a
ética e a visão social?
Esta
Associação entende que está no rigoroso cumprimento de
seu dever social de defender os interesses da maioria, ao não
apoiar a mudança de direcionamento da gênese das ações
judiciais. Há, inclusive, um aposentado adepto das idéias
desse grupo e que defende os seus interesses, apesar de haver
assinado o acordo e recebido o seu atrasado. Na época, no
entanto, proibiu à CAPEF de divulgar a sua adesão. Hoje,
continua a soltar cartas abertas, caluniando a tudo e a
todos, com acusações absolutamente infundadas.
Recentemente,
um grupo de cerca de 13 aposentados, que continuou com suas
demandas contra a CAPEF, obteve decisão parcial favorável
às suas
pretensões. Essa decisão envolve recursos de mais de R$
11,0 milhões de reais. Tal fato gerou uma série de
atividades desse grupo para sua divulgação, inclusive na mídia
nacional, a fim de provocar celeuma pública e até mesmo
descontentamento para os colegas que assinaram o acordo.
Alguns aposentados têm procurado esta AABNB e cobrado
tratamento isonômico, alegando que os demandantes
“pseudovitoriosos” receberão valores muito maiores e
contribuirão com percentuais inferiores aos da maioria de
aposentados, dentre outras vantagens.
É
necessário, entretanto, jogar as luzes de algumas informações
para trazer esse fato à realidade. Não há, ainda,
decisão que obrigue a CAPEF a liberar os valores retidos e,
no valor mencionado na ação judicial, estão incluídos
quase nove milhões de reais relativos a pretensas multas,
impostas por não cumprimento de decisões judiciais
anteriores, relativas a implantações de benefícios.
Segundo informações da CAPEF, essas multas não são
devidas, pois a Caixa vem cumprindo todas a decisões
judiciais de implantação de benefícios, diferentemente do
que ocorria antigamente. Com isto, a quantia total já sofre
considerável redução, o que a remete para um valor médio
de cerca de R$ 200 mil por demandante, não muito distante
dos valores envolvidos nos acordos firmados no ano de 2004
para os que percebiam benefícios nas mesmas faixas de
valores. Sobre esses valores os aposentados deverão ter
descontos de imposto de renda, honorários advocatícios, e
contribuições em favor da CAPEF e CAMED, como todos
tiveram.
Portanto,
os integrantes do grupo ainda não receberam, nem se sabe
quando isto acontecerá, o que já foi liberado, há
bastante tempo, para a maioria dos aposentados. Terá valido
a pena submeter a si e à sua família a desgaste tão
demorado? Cada um deve refletir sobre isso. Aliás, ainda não
houve decisão definitiva sobre a matéria, inexistindo
decisão judicial para liberação dos atrasados, podendo
haver, ainda, uma longa batalha judicial.
Temos
reconhecido, publicamente, que o acordo não foi o melhor do
mundo. É por isto que a AABNB, cumprindo o seu compromisso,
tem permanentemente reivindicado e continuará a fazê-lo,
providências do Banco e da CAPEF para amenizar os aspectos
desfavoráveis do que foi pactuado. Não podemos deixar de
reconhecer, no entanto, que o BNB tem aportado recursos para
a CAPEF e que está buscando solução para os problemas
remanescentes. Basta consultar os Balanços do BNB. Não
podemos esquecer os tormentosos momentos vividos durante
sete longos anos e que a solução dos problemas somente foi
possível graças aos acordos firmados com a CAPEF. É
importante também nunca olvidar que a adesão às negociações
com as entidades foi um ato individual e soberano.
A
AABNB sempre lutou e continuará lutando em defesa dos
interesses dos aposentados e pensionistas, mas nunca abrirá
mão de defender o Banco e a CAPEF, para permitir que essas
Instituições continuem a gozar higidez financeira
suficiente para cumprir todos os compromissos
presentes e futuros com os que já percebem benefícios
da CAPEF, bem como com os colegas que ainda estão na ativa.
Representantes
do citado grupo comentaram, de forma equivocada, que a massa
financeira da CAPEF é individualizada para cada
participante. Isto não é verdade. Os recursos da CAPEF são
caracterizados pelo fato de ser um fundo mútuo, pois não há
conta individual e todos os recursos, compromissos e
resultados, déficit ou superávit, são repartidos entre
todos os participantes. Quem tentou individualizar esses
recursos foi a equipe de Byron Queiroz, com suas famigeradas
cartas sobre um suposto processo de revisão de reserva
individual. Vale destacar, o que os dissidentes desejam
receber a mais, na verdade, será tirado de todos e de cada
um de nós, pois os recursos da CAPEF são comuns, e isso, não
se pode aceitar. É muito triste que hoje tenhamos
aposentados seguindo a mesma cartilha daquele algoz.
Finalmente,
registramos nossa esperança de que os continuadores das
demandas judiciais revejam suas posições e procurem
a CAPEF para uma solução negociada, o que seria próprio
de uma postura de grandeza espiritual e moral.
Notícias
do Brasil...
Em
época de eleições é importante avaliar os números
registrados pelas últimas administrações, especialmente
neste momento especial da história do país, em que a
chamada “grande mídia”, às vezes, mais confunde do que
esclarece. Isto sem falar nas notícias “produzidas”
para beneficiar determinados partidos ou candidatos. Estamos
selecionando uma série de indicadores que deverão
facilitar a análise e a interpretação dos associados da
AABNB em relação à realidade brasileira. Os números
levam em consideração os 8 anos de FHC/PSDB no governo e
os 3 anos e ½ do governo Lula. As fontes pesquisadas são:
IBGE, PNAD – Pesquisa Nacional de Amostra por domicílio
– desde 1994, ANEEL, Bovespa, CNI, Ministérios Federais e
Agências Reguladoras, SUS, CES/FGV, jornais FSP, O Globo e
O Estado.
Número
de policiais federais
Lula:
11 mil
PSDB
5 mil.
Operações
da PF contra
corrupção,
crime organizado,
lavagem
de dinheiro, etc...
Lula:
183
PSDB:
20
Prisões
efetuadas
Lula:
2.971
PSDB:
54
Criação
de empregos
Lula:
6 milhões
PSDB:
700 mil
Taxa
de desemprego /
regiões
metropolitanas
Lula:
8,3%
PSDB:
11,7%
Exportações
(em dólares):
Lula:
118,3 bilhões
PSDB:
60,4 bilhões
Balança
Comercial (em dólares):
Lula:
103,3 bilhões (positivos)
PSDB:
(60,4) bilhões (negativos)
Risco-País:
Lula:
204 (mais baixo da história)
PSDB:
2.400
Inflação:
Lula:
2,8%
PSDB:
12,53%
Dívida
com o FMI (dólares)
Lula:
dívida paga
PSDB:
14,7 bilhões
Dívida
com o Clube de Paris (dólares)
Lula:
dívida paga
PSDB:
5 bilhões
Dívida
externa
Lula:
2,41%
PSDB:
12,45%
Investimento
em desenvolvimento
Lula:
47,1 bilhões de reais
PSDB:
38,2 bilhões de reais
Empréstimo
para habitação
Lula:
4,5 bilhões de reais
PSDB:
1,7 bilhões
Produção
de bens duráveis
Lula:
11,8%
PSDB:
2,4%
Crescimento
real do
salário-mínimo
Lula:
25,3%
PSDB:
20,6%
Poder
de compra do
salário-mínimo
em
relação
à cesta básica
Lula: 2,2 cestas básicas
PSDB:
1,3 cestas básicas
Atendidos
pelo programa
Saúde
da Família
Lula:
43,4%
PSDB:
30,4%
Pró-jovem
(estudo subsidiado)
Lula:
93 mil (18 a 24 anos)
PSDB:
não havia programa, nem registro
Apoio
à agricultura familiar
Lula:
7,5 bilhões (safra2005/206)
PSDB:
2,5 bilhões (último ano de governo)
Investimento
do BNDS em
micro
e pequenas empresas
Lula:
R$ 14,99 bilhões
PSDB:
R$ 8,3 bilhões
Dívida
externa
Lula:
R$ 165 bi
PSDB:
R$ 210 bi
Participação
dos mais
pobres
na renda
Lula:
15,2%
PSDB:
14,4%
Bolsa
família
Lula:
11,1 milhões de famílias
PSDB:
o programa era o Bolsa Escola,
de
menor abrangência, mais limitado.
Incremento
no acesso à água no
Semi-árido
nordestino
Lula:
762 mil pessoas e 152 cisternas
PSDB:
não havia programa
Distribuição
de leite no semi-árido
pelo
sistema pequeno produtor
Lula:
3,3 milhões de pessoas
PSDB:
não havia programa
Investimento
anual
em
saúde básica
Lula:
R$ 1,5 bilhão
PSDB:
R$ 155 milhões
Compra
de terras para
reforma
agrária
Lula:
2,7 bilhões (2003 a 2005)
PSDB:
1,1 BILHÃO (1999 A 2002)
Investimento
em alimentação escolar
Lula:
R$ 1 bilhão
PSDB:
848 milhões
Geração
de energia elétrica
Lula:
1.567 empreendimentos em
operação,
gerando 95.744.495 KW de
potência.
Está prevista para os próximos
anos
uma adição de 26.967.987 KW na capacidade
de
geração de energia no país, proveniente dos 65
empreendimentos
em construção atualmente.
PSDB:
no final do governo: apagão.
A
futura sede da Capef
A decisão da Diretoria da Caixa de Previdência dos Funcionários
do BNB de investir na construção de uma nova sede para a entidade
gerou uma série de curiosidades e indagações, especialmente junto
aos associados da AABNB. Por esta razão, a diretoria da Associação
solicitou àquela Caixa um relato detalhado a respeito desse
investimento. Em resposta, a diretoria executiva da Capef relacionou,
em correspondência enviada à Associação,
os principais motivos que embasaram a decisão.
O documento ressalta que a mudança
de sede da Capef obteve a devida aprovação do Conselho Deliberativo,
em reunião realizada no dia 30/12/2005. Destaca que a futura sede, na
esquina da Av. Santos Dumont com a Rua Nogueira Acioly, nas proximidades da Camed, proporcionará
melhores condições de atendimento aos participantes, haja vista a
sua excelente localização. Salienta, ainda, a possibilidade de
expansão vertical das novas instalações e as melhores alternativas
de estacionamento no novo endereço.
A aquisição do terreno e a
edificação das novas obras foram decididas simultaneamente à venda
do imóvel que abriga a atual sede, baseadas no trabalho realizado
pela equipe técnica da Entidade, que levou em consideração aspectos
como orçamento, definição de necessidades, e uma pesquisa e seleção
de alternativas, seguindo a recomendação do Conselho Deliberativo.
A
diretoria da Capef explica que a relação custo-benefício do
investimento será altamente positiva para a Caixa e seus
participantes, uma vez que o novo prédio e sua nobre localização
poderão favorecer o surgimento de futuros negócios no âmbito da
previdência privada. Além disso, a sede atual, instalada num imóvel
antigo, está vulnerável a uma série de riscos, apesar das
constantes e onerosas manutenções. Ainda assim, o atual edifício-sede
necessita de profundas reformas estruturais, e um investimento dessa
natureza, na avaliação de especialistas, agregaria pouco valor ao imóvel,
haja vista a “idade” e a própria localização do prédio.
A
diretoria da AABNB espera, dessa forma, ter contribuído para o
esclarecimento das principais dúvidas levantadas pelos associados e
informa que o documento encaminhado pela Capef é bem mais amplo, pois
contempla e compara a situação da sede atual e os custos de sua
recuperação estrutural com o valor
do investimento para a construção de uma nova sede para a Entidade.
Sede própria
Associação
adquire salas
A
Diretoria da Associação concluiu negociação referente à compra
das salas utilizadas pela AABNB, desde maio de 1.997, no Edifício
Alvorada, no centro de Fortaleza. A aquisição destas salas se
constitui num importante e decisivo passo para a consolidação da
autonomia da Associação. Os conjuntos formam uma área total de 204
m2, um espaço ainda insuficiente para abrigar com funcionalidade e
conforto a diretoria executiva, os funcionários e o corpo social da
AABNB. No entanto, a Diretoria informa que já se encontra em estágio
avançado o processo de negociação de outras três salas (vizinhas
às adquiridas) que poderão compor a sede administrativa da Associação.
A
localização e o sistema de segurança do prédio, a estrutura e
conservação física do imóvel e a boa qualidade da administração
do condomínio estão entre os principais pontos que embasaram a
tomada desta decisão. Além disso, do ponto de vista estratégico, a
aquisição de uma sede proporciona maior segurança e reforça a
solidez da Associação. Apesar de desagradável, é preciso lembrar
que no período mais crítico da antiga administração do Banco a
AABNB esteve na iminência de entregar as salas (locadas) da sua sede
administrativa, por falta de recursos para o pagamento do aluguel. Além
destes fatores, os associados que freqüentam costumeiramente a sede
da Associação já estão habituados com o prédio e sua localização,
uma vez que as salas ora adquiridas estavam locadas pela AABNB havia 9
anos.
Dia
nacional do idoso
Você sabia que o Brasil comemora o Dia do Idoso em data
diferente da estabelecida pela Organização das Nações Unidas? A
ONU estabeleceu o 1º de outubro como Dia do Idoso. Apesar disso, no
Brasil, a data é comemorada em 27 de setembro, dia de São Vicente de
Paula, considerado o “pai da caridade” e patrono de todas as obras
sociais. Nascido na França, em 1581, ele foi fundador da Congregação
da Mis, juntamente com Luisa de Marillac, das Irmãs da Caridade. São
Vicente de Paula morreu em 1660 e foi canonizado em 1737.
Previdência
Social
A Gerência Executiva do INSS em Fortaleza, com o objetivo de
melhorar o atendimento aos segurados, implantou o Programa de
Agendamento Eletrônico via Internet, através do sítio da instituição
(www.previdencia.gov.br)
na rede mundial de computadores. Além da possibilidade de atendimento
pela internet, o INSS também está disponibilizando um sistema telefônico
(Call Center) de atendimento dos segurados, através do número 135.
Está
na mídia
O senador Tasso Jereissati, diante
da próxima perda de comando do PSDB, outra vez falou de impeachment
do presidente Lula. E disse que a corrupção era tanta, com base numa
denúncia da Veja, que parecia não ter cadeia no Brasil. Tem razão o
senador. No Brasil não tem cadeia. O protegido dele, Byron Queiroz
continua solto, apesar dos escândalos aprontados no BNB. (Jornal
O Estado/Fortaleza/CE)
Derrota da mídia
Deve estar havendo algo que não entendo na imprensa brasileira
que passou os últimos dois anos acusando o governo de corrupção e
dizendo expressar contra ele a revolta da opinião pública nacional.
Não havia noite em que a TV não veiculasse em horário nobre, denúncia
repetida à farta, nos jornais do dia seguinte e, no fim de semana,
nas revistas de chantagem. Não se apontava, porém, como não se
aponta um petista que haja enriquecido no governo. Nenhum dos
“corruptos” adquiriu patrimônio, à sombra do PT. O que houve foi
arrecadação de dinheiro, feita por todos os partidos sem exceção,
mas que, no caso do Partido dos Trabalhadores, foi alvo de deduragem
diária. A mídia queria saber da origem do dinheiro arrecadado pelo
PT, não pelo PSDB ou PFL, porque o que lhe interessava era desmoralizá-lo
e inviabilizar a eleição de Lula. Os leitores acham que alguém
acreditou nos veículos de comunicação? Na chamada opinião
publicada. Nada. Por não crer nas lorotas da imprensa, a maioria da
opinião pública dá apoio popular a Lula, cujo governo bate recordes
de aprovação. Nunca houve uma administração com mais de 80% de
manifesta simpatia e total respeito da sociedade brasileira. Acho que
a imprensa falava mal de outro presidente de outro país, de outro PT
que não o nosso. (Coluna do Lustosa da
Costa/Diário do Nordeste/Fortaleza)
ENCARTE
CULTURAL
A AMIZADE
Atribuído
a Albert Einstein
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade, construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para
sempre.
Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
A
pedido do associado Syllas Brasil Cordeiro
ESTÁGIOS
DO AMOR
Cândido afeto, meiguice, doçura
habitam o coração terno e sonhador
do jovem que sente, cheio de ventura,
o desabrochar de um grande amor!
Tempos depois, já na meia idade,
amor intenso, possessivo, impetuoso,
emerge do sonho para a realidade;
espécie de sofrimento venturoso.
É chegada a interação verdadeira;
cúmplices, agora o amor é amizade.
Curtir saudades de uma vida inteira...
É assim o amor na terceira idade.
Maria
Helena Rebouças
(Associada
da AABNB)
Maria do 10
Luiz
Mendes Filho
(Associado
da AABNB)
Conversamos
no máximo oito minutinhos, o suficiente
para ela me dizer que se chamava Maria e trabalhava no 10º
andar do edifício em frente. E contou-me mais isso: que, no domingo
anterior, havia feito uma reflexão, durante a qual decidira que não
iria mais clicar o “mouse”. Para final de contas, sua passagem
pela informática não lhe rendera proveito significativo, embora
tivesse grandes habilidades para o assunto. Assim, prometeu a si própria,
garantiu a si própria, jurou a si própria que não clicaria mais o
“mouse”.
Mas,
segunda-feira à tarde, lavando a louça, bem distraída, sentiu alguém
chegar por trás, era seu patrão. Pressionou-lhe as costas com o
corpo e falou: estamos só nós dois, ela só volta do trabalho à
noite, os meninos estão no colégio; vamos clicar o “mouse”? E
ela pá. Clicou.
Terça-feira
à noite foi a vez do filho do patrão. Pulou a janela, que Maria
sempre esquecia de trancar, com aquela fome virtual de sempre. Ali
eram umas três clicadas no mínimo, para aquela compulsão dar sinais
de abrandamento; e Maria, pá. Clicou, clicou, clicou.
Quarta-feira,
Maria conversou rapidamente com o porteiro e dele ouviu o seguinte
queixume elogioso. Maria, você não imagina a solidão desta
portaria, da meia-noite em diante. Começo logo a pensar nessas suas
pernonas! Por que não vem aqui, nesse horário? Naquela noite Maria não
conseguiu dormir. Começou a se esgueirar pelas partes escuras e foi
bater na portaria. Agora, era um internauta de trinta e dois anos que
fustigava Maria, e ela, não tendo saída, pá. Clicou.
Quinta-feira,
o jardineiro – Maria, vou terminar o serviço lá pra de noite. Você
me ajuda a guardar as ferramentas, lá na casinha? – Ajudo. E desta
vez, deitada entre ferramentas pontiagudas, na maior da precariedade,
Maria se garantiu e pá. Clicou.
Sexta-feira
à noite, Maria foi à panificadora e lá foi logo avistando o velho
do Galaxie, que assim lhe perguntou – ganha quanto, Maria? –
Trezencinqüenta – Tome mais cinqüenta e sente aqui, para
a gente atualizar uns assuntos. Maria sentou, o vidro subiu, o
banco desceu e no escurinho do fumê, Maria pá. Clicou.
Sábado,
o fim da picada. A macharada “inteira” do edifício e da
panificadora já sabia que Maria do 10 clicava o “mouse”. E
navegava muito bem!
O
PÁSSARO FERIDO
Mairton Menezes
(Associado da AABNB)
Uma bala disparada assassina
Ou foi pedra certeira arremessada
Bem de longe, talvez enfeitiçada
Feriu de morte a ave na campina
E com seu peito aberto inda sangrando
O pássaro rasteja e não mais voa
Já sem rumo fraqueja e fica à toa
Não consegue mais retornar ao bando
E o seu ninho agora já tão distante
Sem o calor daquele ser alado
Vai congelando mais a cada instante
E quando a noite desce fria, escura
Aquele pobre coração ferido
Se liberta da dor que o tortura.
O Dinheiro
Syllas
Brasil Cordeiro
Associado
da AABNB
A
Tribuna Bancária, periódico classista de responsabilidade do
Sindicato dos Bancários do Ceará, enquanto veículo de
comunicação, tem oferecido muitas informações úteis para nós
bancários, principalmente quando aborda temas de grande valia e que
despertam em nós motivo para continuarmos sendo seus leitores.
Na
última edição, nº 934, o Frei Betto abordou um tema muito
expressivo e de grande interesse: “O olho eletrônico da divindade
monetária”, quando patenteou e enfatizou o dinheiro como o novo
ídolo do mercado “solenemente guardado no sacrário do sistema
bancário”. Acrescentou, entre outras observações, que “...quem
o possui sente-se introduzido no paraíso terrestre. Quem pena para
obtê-lo, no purgatório. E quem dele carece, no inferno,
marginalizado pela pobreza e condenado ao rol dos que padecem sob o
peso sísifo das dívidas” ou o eterno recomeço de um projeto de
vida sustentável.
Esse artigo está
pontilhado de verdades e de elucidação de fatos e cometimentos
praticados por pessoas e entidades que procuram agir em função da
Posse, do Prestígio e Poder (PPP) e esquecem do engrandecimento do
caráter, do amor ao próximo e, sobretudo, de sua vida espiritual,
mas com verdadeiro sentido cristão.
Falsos
dignitários da Nação vivem em função do mercado e, de maneira
desleal e peremptória, procuram solapar a opinião pública, porque
eles objetivam persuadir e introduzir suas idéias e propósitos com o
intuito de subverterem a ordem, a disciplina e tudo mais que possa
servir de estorvo para o progresso do seu País.
A próxima
eleição se aproxima.
Será que estamos
preparados para escolher nossos representantes?
Todo cuidado é
pouco, porque entre eles pululam pessoas
de toda espécie, inclusive, e nas mais das vezes, os incautos,
aproveitadores e os bafejados pelas bênçãos da fortuna.
Não
sejamos infantis, fáceis de ser manejados, presos às contingências
naturais do interesse próprio, da insensatez. Procuremos meditar
e pedir a Deus que nos desperte para tomarmos decisões
coerentes e corretas, livres das insinuações periculosas e
tentatórias, propostas pelos falsos líderes e responsáveis pelas
falcatruas, corrupções e tudo aquilo que impede o desenvolvimento
sadio de nossa Nação, nos múltiplos setores das atividades
sócio-econômicas.
* * *
Poderíamos,
aproveitando esse casamento de idéias sensatas e não casuísticas,
apontar aqueles candidatos que estariam em consonância com os
princípios sadios dos verdadeiros democratas, socialistas e demais
integrantes de outros regimes políticos que constituem a essência da
verdade, do querer e do dever.
Tudo
está bem delineado e preparado para aqueles que procuram navegar num
mar tranqüilo, numa embarcação que quase naufraga pela
“Trepidação” do tempo, mas que vem suportando as intempéries,
pronta para enfrentar qualquer borrasca e situações adversas.
Lembremos,
na oportunidade, que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e
isso tem sido a principal arma utilizada pelos falsos líderes desta
Nação e que não podem e nem devem continuar desprendendo seu vírus
mortal nas pessoas que clamam por um País mais próximo do
desenvolvimento sócio, econômico e politicamente sadio, que, aliás,
vem sendo posto em prática com humildade, porém com determinação.
UM
DIA VOCÊ APRENDE QUE...
Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E
você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem
sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são
contratos e presentes não são promessas, e começa a aceitar suas
derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um
adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no
hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e
o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto
você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E
aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de
vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais,
descobre que se levam anos para construir confiança e apenas segundos
para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das
quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a
crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que
você tem na vida mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a
família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se
compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e
você podem fazer qualquer coisa ou nada, e terem bons momentos
juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se
importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre
devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a
última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm
influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com
outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a
pessoa que se quer ser. Que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, mas
aonde está indo, mas se
você não sabe aonde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o
controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter
personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma
situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que
era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que a paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você
espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a
levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos
de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que
com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que
você suponha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que
sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes... E seria
uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o
direito de estar com raiva, mas isso não dá a você o direito de ser
cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do
jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém, não o
ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas
simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado
por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar-se a si
mesmo.
Aprende-se que com a mesma severidade com que
julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu
coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que você possa
voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma em
vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar, que
realmente é forte, que pode ir muito mais longe depois de pensar que
não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem
valor diante da vida!
Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder
o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar!
“William Shakespeare”
TRAÍDA...
Estou sendo traída e nada
posso fazer contra isso. É totalmente contra a lei da natureza
tentar detê-lo, e vê-lo triste só me faria sentir uma dor maior
ainda.
Por enquanto, não sei quem é
sua nova acompanhante. Pode ser Joana, Cathy, Mary... Uma das
vizinhas, quem sabe?
Elas são, como dizem, o tipo
dele, e eu só sou um estorvo, mesmo o adorando.
O fato é que ele sabe. Embora
eu alimente, brinque, acaricie, e diga para ele:
-
Como vai, Meu Namorado?
Ele nunca irá me amar. Pena
ele não saber como é boa essa sensação, de que tem alguém o
adorando por demais.
Mas eu preferia que ele não
fugisse para lugares longínquos.
Não sei o que se pode achar em
cada esquina, e tem muitas pessoas más, que provavelmente o
matariam, como fizeram com meu último namorado.
Foi triste e trágico, mas eu
já tinha meu amigo ao lado, e agora corro o risco de perdê-lo
também.
Então aqui estou. Os nervos à
flor da pele, sentada no sofá da sala. Os olhos cheios de agonia,
enquanto torço nas mãos um lenço que venho usando para assoar o
nariz. O vento lá fora já deu vaga para a chuva, e eu sei que
“Meu Namorado” odeia levar chuva.
O relógio já está marcando
três da manhã, e em meu interior a ansiedade aumenta com a
dúvida: Será que ele me trocou por outra? Se ele o tiver feito,
vou ter que aceitar. Não sou egoísta, posso dividi-lo, contanto
que a amante dele não me venha morar na mesma casa, nem ela e nem
os filhos.
Enfim, ouço um barulho
familiar, no telhado, e sei que ele está voltando.
Mesmo com a suave garoa que
ainda teima em cair, saio para o muro, parando perto do pé de
goiaba.
- Oh, Meu Namorado... - murmuro feliz por vê-lo são e salvo.
Ele me encara com seus olhos
azuis e mia. Um som que me deixa contente por saber que meu gato
está bem, e que não me trocou por uma gata de rua, e nem que foi
perseguido por algum cachorro.
* *
*
Nunca julgue um livro pela
capa, e nem meia palavra como inteira. Espere por respostas com
paciência.
Lidiana
Novaes Xavier Moraes (filha da associada Maria Auxiliadora
N.S.X.Moraes)
ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO
Na
edição anterior (Encarte Cultural Ano II – Nº 013), publicamos o
desatinado e hermético soneto “A UMA DEUSA”, sem pé nem
cabeça para os padrões poéticos dominantes.
Infelizmente,
esquecêmo-nos de chamar a atenção para o motivo primordial de
leva-lo a lume: pura curiosidade. Ao fazermos este registro
“a posteriori”, pedimos desculpa, aos nossos leitores pela
ocorrência.
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Os Membros da Equipe do Encarte -
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