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844-18/11/2008

Transcrevemos, abaixo, notícia veiculada no site da assprevisite de 18.11.08


Crise facilita ajustes de fundos de pensão

A crise financeira internacional está dando a oportunidade para fundos de pensão ajustarem suas carteiras. A Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, tinha de reduzir a participação em renda variável, que estava em 65% no primeiro semestre. Com a queda dos preços, na crise, já está abaixo de 60%. O Petros, fundo dos funcionários da Petrobras, está aproveitando a desvalorização das ações para ir às compras.
De acordo com o diretor de participações da Previ, Joilson Ferreira, o fundo tinha um superávit de R$ 52 bilhões no final do ano passado, considerado bastante expressivo. "A gente tem tranqüilidade para pensar na melhor estratégia", disse. Atualmente, o superávit, que levou o fundo a suspender as contribuições ao longo deste ano, já está entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões.

Ele disse também que não vai vender ações enquanto o mercado estiver ruim, a não ser nos casos já programados, como o da Brasil Telecom. Ferreira afirmou que, até agora, não houve pedido de atraso na operação de compra pela Oi, cujo contrato prevê multa depois de 21 de dezembro.
O presidente do Petros, Wagner Pinheiro, voltou a declarar-se comprador na bolsa, para aproveitar os preços baixos. Ele afirmou que o fundo tem comprado ações do setor de energia elétrica, além de papéis da Petrobras e de sua fornecedora, a Lupatech, e "um pouco" de Vale. Pinheiro disse que o Petros estuda também ampliar a participação no setor de logística, "estudando inclusive a possibilidade de um estaleiro", afirmou o dirigente.

A crise financeira internacional faz com que a diminuição necessária da exposição das carteiras de fundos de pensão à renda variável aconteça mais rapidamente. O preço baixo das ações fez com que a Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, já tenha menos de 60% de seus investimentos alocados na bolsa de valores. O Petros, fundo dos funcionários da Petrobras, aproveita a desvalorização das ações para ir às compras, e deve apostar principalmente em ações de empresas do setor de logística.  (Juliana Ennes - DCI)

 

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